segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

UM JARDIM DE LUTO...



O monumental Pinheiro Manso do Jardim no Campo dos Mártires da Pátria caiu na tempestade do dia 9 de Fevereiro passado. Esta árvore estava classificada como de «Interesse Público». Lisboa está de luto pela perda desta árvores magnífica...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Candidatura do Jardim Botânico de Singapura a Património Mundial da Humanidade - Unesco



O Jardim Botânico de Singapura é oficialmente candidato à lista do Património Mundial da Humanidade. Em Junho de 2012, Singapura ratificou a Convenção do Património Mundial e em Dezembro do mesmo ano entregou à UNESCO a lista tentativa manifestando interesse na inscricção do Jardim Botânico de Singapura como Património Mundial da Humanidade. No dia 11 de Setembro de 2013 foi aberta a consulta pública por um período de 4 meses com o objectivo de receber contributos dos cidadãos para a elaboração do documento final que inclui um Plano de Salvaguarda/Gestão do monumento. O dossier final de candidatura já foi entretanto entregue à UNESCO. O dossier de candidatura e Plano de Gestão estão disponíveis para consulta aqui:

http://www.sbg.org.sg/index.php?option=com_k2&view=item&id=886:singapore’s-first-unesco-world-heritage-site-nomination-draft&Itemid=352

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Curso "Planeamento em permacultura" 3ª edição na Fundação de Serralves

Permacultura significa "cultura permanente” e trata de planear habitats humanos sustentáveis. É uma filosofia e uma abordagem ao uso do solo que interliga clima, plantas, animais, ciclos de nutrientes, solo, gestão da água e necessidades humanas em comunidades produtivas e eficientes. Este termo conhece a sua origem com Bill Mollison e David Holmgren, e tem inspirado diversos movimentos sociais na direção de vidas socialmente mais justas e ecologicamente sustentáveis, como é o caso das «cidades em transição», liderado pela primeira vez pelo permacultor Rob Hopkins.

Depois das boas experiências com os cursos organizados em 2012 e 2013, onde se transformaram espaços e mentalidades, lançaram-se sementes à terra e germinaram novos projetos.


O Serviço Educativo de Serralves, em parceria com a Quercus, quer dar continuidade a esta aprendizagem e partilha de experiências. Este curso oferece uma viagem de seis fins de semana alternados pelo mundo da Permacultura, será ministrado em português e os participantes que cumprirem todas as horas de formação obterão um certificado oficial da «British Permaculture Association» de realização de um "PDC – Permaculture Design Course” – o curso de 72 horas criado por Bill Mollison.
 
Objetivos do curso
-Ensinar e difundir a Permacultura.
-Orientar os participantes num caminho de transformação para uma vida mais ecológica, sustentável e natural. - Oferecer um curso completo de Permacultura no Porto, em horário acessível a quem trabalha.

-Ensinar a Permacultura na cidade, proporcionando ainda experiências no campo.

                                                                                   
Organização: Serviço Educativo de Serralves em parceria com a Quercus
Formadores: Yassine Benderra, Joana Costa

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

LUZ DE INVERNO NO ARBORETO

Venha descobrir a luz mágica que só o Inverno consegue criar no Jardim Botânico...

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Descer ao Arboreto em pleno Inverno

A bela escadaria monumental, que liga a Classe e o Arboreto, pavimentada em calçada artística... Já visitou o Jardim Botânico no inverno?

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

O Jardim à Luz de Inverno...

O "Jardim das Cebolas" iluminado pela luz de inverno... Já visitou o Jardim Botânico nesta altura do ano?

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Visitas da LAJB no dia 12 de Janeiro: Biblioteca e Herbários do Jardim Botânico



Visitas da LAJB no dia 12 de Janeiro, guiadas pela Dra. Ana Isabel Correia: Biblioteca de Botânica e Herbários de Criptogamia e de Plantas Vasculares do Jardim Botânico.

Visitas da LAJB no dia 12 de Janeiro: Biblioteca e Herbários do Jardim Botânico




Visitas da LAJB no dia 12 de Janeiro, guiadas pela Dra. Ana Isabel Correia: Biblioteca de Botânica e Herbários de Criptogamia e de Plantas Vasculares do Jardim Botânico.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

O Jardim Botânico no Inverno...

O Arboreto iluminado pela luz de inverno... Já visitou o Jardim Botânico nesta altura do ano?

domingo, 19 de janeiro de 2014

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Frutos do Jardim: Dragoeiro

Os nossos belos Dragoeiros (Dracaena drago) estão cheios de frutos e sementes maduras! Venha visitar o Jardim Botânico no Inverno!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Visita Guiada: Biblioteca e Herbários do Jardim Botânico

Estimadas/os associadas/os
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico vai organizar uma visita guiada, no dia 12 de Janeiro (domingo) às 11 horas, para os seus associados à Biblioteca de Botânica e aos Herbários de Criptogamia e de Plantas Vasculares do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.
 
A visita será guiada pela Drª Ana Isabel Correia, bióloga e curadora do Herbário das Plantas Vasculares.
 
O ponto de encontro é junto à bilheteira da entrada do Jardim Botânico.
 
VISITA GUIADA -  Biblioteca de Botânica e aos Herbários de Criptogamia e de Plantas Vasculares do Jardim Botânico
 
Data - 12 de janeiro - 11H00
 
Guia da Visita - Dra. Ana Isabel Correia
 
Inscrições - ldbotanico@fc.ul.pt; TM: 935587982
 
Número de participantes - 15 pessoas
 
Local do encontro - Junto à Bilheteira da entrada principal do Jardim Botânico.
 
FOTO: exemplar de folha de Herbário da Paeonia broteri (rosa-albardeira).
 
 

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

MONUMENTO: FAIA

Faia (Fagus silvatica) no Arboreto do Jardim Botânico... visite o Jardim Botânico no Inverno!

sábado, 7 de dezembro de 2013

As Árvores e os Livros: Manuel Gusmão

uma árvore é um anjo

um anjo lenhoso, altamente inflamável,
de alto a baixo prometido
a um incêndio que a si mesmo se combatesse

uma árvore é um anjo na terra
um anjo que está sempre a enraizar-se
e a erguer-se a poder de braços

Uma árvore conhece pouco
das nossas maneiras de lutar
e morrer; por isso:

uma árvore é e não é um anjo

Manuel Gusmão

Pequeno Tratado das Figuras

Foto: copa outonal de Ginkgo biloba no Arboreto

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Plameiras de Lisboa a morrer: Rua do Salitre

Palmeira das Canárias morta pelo "escaravelho vermelho" num logradouro da Rua do Salitre, confinante com o nosso Jardim Botânico. 

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

O Nosso Bairro: Rua Gustavo de Matos Sequeira

O ilustre olisipógrafo não merecia esta bárbarie na cidade que tanto amou... Mas infelizmente o nosso bairro está cada vez mais vandalizado com tags e grafiti. (foto retirada do Fórum Cidadania Lx)

O Nosso Bairro: Rua de São Marçal

Porquê este vandalismo? Uma destruição cega e vazia do espaço público que a todos nós pertence!

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Plantas que não temos no nosso Jardim: DELONIX REGIA



O nosso Jardim Botânico não tem nas suas colecções vivas um exemplar desta magnifica árvore, vulgarmente conhecida como «Flame of the Forest». Quando está em floração, a sua copa fica coberta de grandes flores de um vermelho vivo e luminoso! A planta foi "descoberta" na Ilha de Madagáscar por um Botânico francês em 1824. Esta planta extraordinária dos trópicos só a poderiamos ter se já houvesse uma nova Estufa de Exibição, pensada e projectada para exposição de plantas que não podem sobreviver ao ar livre em Lisboa/Portugal. Várias estufas na Europa, como no Kew Botanic Garden, têm esta magnífica planta.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Visita "Adaptações Botânicas": Dra. Ireneia Melo




O nosso agradecimento à Dra. Ireneia Melo que nos guiou numa visita pelo Jardim Botãnico à hora do almoço do dia de ontem. Com início na Classe, junto à monumental Ficus macrophylla da Austrália, partimos à descoberta das "ADAPTAÇÕES BOTÂNICAS" pela mão da nossa guia que conhece intimamente a Flora deste jardim. Fizemos paragens na Estufa, para admirar as "plantas carnivoras", no Lago de Cima, nas oliveiras, reliquias do antigo Colégio dos Jesuítas, na ceiba "barriguda"... A despedida foi junto dos coloridos Aloés já em floração.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

«La nuestra es una cultura poco permeada por las ciencias naturales»

«MUNDOS BOTÁNICOS» por ANTONIO MUÑOZ MOLINA 

Para las personas de imaginación aventurera pero de carácter perezoso el mejor sustituto de las expediciones novelescas que no llegarán a hacer nunca son las visitas a los jardines botánicos, más que los libros de viajes. Sin duda hay un placer extraordinario en leer las aventuras de Shackleton en la Antártida, o el diario del capitán Franklin en los hielos del Ártico, o seguir en una buena biografía los itinerarios del capitán Cook, que llegó a Tahití cuando parecía el paraíso terrenal y avanzó mucho más al sur de lo que se había atrevido nadie, vislumbrando entre nieblas de tormenta los acantilados antárticos, o caminar por las  soledades de la Patagonia o de los desiertos de Australia en las páginas de Bruce Chatwin. Pero el contraste entre el nomadismo esforzado de los relatos y el confort de la lectura es demasiado grande como para dejarle a uno la conciencia tranquila, y después de todo leer es una tarea demasiado sedentaria y demasiado intelectual, que debe ser compensada de inmediato con el ejercicio físico, para evitar ese peligro de desequilibrio entre la vida real y los mundos de los libros del que fue tan consciente Cervantes.  

Un buen jardín botánico es la solución perfecta. Los árboles de los trópicos o los del Himalaya o los de las islas del Pacífico se ofrecen a la mirada y al tacto de uno y le regalan su exotismo, sin la penosa servidumbre de los animales en las jaulas tristísimas de los zoológicos, y desde luego sin los padecimientos pavorosos del explorador que se abre paso entre los pantanos y los mosquitos de una jungla, o el que se juega la vida escalando una montaña. En un botánico, a diferencia de en la naturaleza, cada árbol y cada planta tienen un letrero con su nombre científico y su nombre vulgar, lo cual es un placer para quien disfruta de la sonoridad de los bellos nombres latinos y un alivio para el aficionado ansioso que no sabe ver de verdad una planta o un pájaro si no puede nombrarlos. El problema es más grave en la literatura en español, y quizás más todavía la española, en la que la naturaleza, con raras excepciones, tiene una presencia vaga y general o directamente no existe. Nosotros no hemos tenido un Wordsworth, un Thoreau, un Robert Frost, un William Carlos Williams que celebren con precisión de naturalistas la riqueza botánica del mundo. Tenemos, desde luego, a Antonio Machado, a Miguel Delibes, a José Antonio Muñoz Rojas, pero la nuestra es en general una cultura poco permeada por las ciencias naturales, en la que cualquier referencia no alegórica o despectiva al campo, a los paisajes, a los jardines, queda cancelada por el miedo a la cursilería, o peor aún, al costumbrismo rural.  

Hablo por experiencia propia. Yo creo que no me fijé de verdad en una planta hasta pasados los cuarenta años. Por miedo a parecer paletos, los fugitivos del campo cultivábamos con vehemencia el esnobismo de lo urbano. Era parte de esa negación algo neurótica del pasado que suele afectar a sociedades que se modernizan tardía y atolondradamente, y destruyen y malvenden a cambio de baratijas lo más valioso de su patrimonio popular. Por fortuna, los jardines botánicos, como algunas obras maestras de la literatura, no se dejan afectar por las tonterías de las modas culturales, y esperan con paciencia a que uno llegue a la madurez necesaria para disfrutarlos. El tiempo de los árboles es más lento y mucho más largo que el de las vidas humanas. Los científicos y los jardineros que los cuidan están menos sujetos a las veleidades del gusto que los artistas o los literatos, menos ansiosos por halagar al público. Los jardines botánicos tienen el mismo origen ilustrado que los museos nacionales, que las bibliotecas públicas y que las instituciones públicas de enseñanza. Como nacieron en la época en la que el conocimiento formaba parte del impulso general de la emancipación humana, y en el que la curiosidad científica era uno de los placeres de la imaginación, los jardines botánicos son simultáneamente lugares de investigación y de recreo, parques públicos y laboratorios, espacios de retiro y centros de enseñanza. En un país tan arboricida y tan poco hospitalario para el saber como España, cada vez que uno entra a un jardín botánico le dan ganas de pedir asilo político.

En el Botánico de Madrid hay una armonía geométrica de parque francés del siglo XVIII. La primera vez que entra al de Lisboa el visitante novelero siente enseguida que se sumerge en un bosque, en una selva tupida pero también apacible, con dragos de Madeira y araucarias y casuarinas gigantes de Australia y Nueva Zelanda, con palmeras altísimas que oscilan como mecidas por un viento del Pacífico. El Botánico de Madrid es plano y de ángulos rectos: el de Lisboa está en cuesta, y sus senderos son sinuosos, de manera que las perspectivas están cambiando siempre, y hay momentos en los que uno se encuentra completamente rodeado por una vegetación tan densa como la que atravesaban a machetazos los exploradores de los antiguos libros de viajes. En el Botánico de Lisboa, cuando el viento ha arreciado, el rumor poderoso de los árboles borra por completo los ruidos de la ciudad. Salgo de él al cabo de una visita de una hora y es como si volviera de un retiro en una montaña y de una expedición.  

Fernando Pessoa escribió que se bajaba del tranvía después de un breve trayecto con el mareo de un viaje al otro lado del mundo. El viaje más exótico de mi vida, y también uno de los más confortables, lo he hecho yo en poco más de un cuarto de hora, en el tranvía número 15, entre la parada de la Praça do Comércio y la de Belém, que me ha dejado a unos pasos del Jardim Tropical, una mañana de domingo entre soleada y nubosa, en este clima que es lo bastante húmedo y lo bastante templado para que prosperen en él plantas que no resistirían los inviernos de Madrid. En el Jardim Tropical hay ficus australianos de cortezas como lomos de paquidermos, de extrañas ramas que cuelgan como estalactitas, de sistemas de raíces que se hunden en la tierra como vastas copas invertidas; hay pavos reales y grandes gallos portugueses de porte arrogante y cresta roja; hay invernaderos abandonados que parecen ruinas de puestos coloniales devoradas por la selva; hay pérgolas con azulejos de tigres, de leones, de elefantes y de gacelas; hay pórticos con tejadillos chinos que dan paso a jardines secretos en los que crecen árboles de Macao y de Goa; hay palmeras decapitadas como columnas de templos emergiendo en la jungla; hay un palacio de amplias estancias sucesivas donde se guardan tesoros cartográficos de la época colonial, anaqueles con muestras de semillas, láminas de plantas disecadas, estanterías de una xiloteca en la que en vez de libros se guardan ordenadas más de tres mil muestras de maderas. En la luz cambiante, en el sol y el nublado, el bosque era unas veces umbrío y otras luminoso. De vez en cuando me cruzaba con alguien tan hechizado como yo. De un botánico así se salen con ganas de escribir un libro de viajes. in El País, 20 Novembro 2013