terça-feira, 31 de maio de 2011

domingo, 29 de maio de 2011

Solos europeus perdem anualmente para o betão e asfalto, superfície do tamanho de Berlim

Todos os anos, os solos europeus perdem para o betão e asfalto uma superfície correspondendo ao tamanho da cidade de Berlim, uma tendência que a Comissão Europeia considera “insustentável”.

A expansão das cidades e das estradas – que impermeabiliza os solos - “compromete o legado de solos férteis e de aquíferos subterrâneos a deixar às gerações vindouras”, alerta hoje a Comissão Europeia em comunicado. De 1990 a 2000 perderam-se por dia na União Europeia 275 hectares de solos, o que representa mil quilómetros quadrados por ano. Metade desses solos está definitivamente impermeabilizada por edifícios, estradas e parques de estacionamento.

Esta tendência baixou para 252 hectares por dia nos últimos anos, segundo um relatório da Comissão apresentado hoje. Ainda assim, a taxa de perda de solos continua a ser preocupante. Entre 2000 e 2006, o aumento médio das superfícies artificiais na União Europeia foi de três por cento, tendo atingido 14 por cento na Irlanda e em Chipre e 15 por cento em Espanha.

Em Portugal, os autores do relatório sublinham que a expansão urbana massiva aconteceu, sobretudo a partir de 1990. O documento salienta a rede de estradas, “entre as mais densas da Europa, com o maior número de quilómetro por habitante e área”. As áreas mais afectadas pela impermeabilização ficam no litoral e nas regiões de Lisboa, Setúbal e Porto. No Algarve, o documento lembra que 30 por cento das habitações são casas de férias.

O relatório recomenda uma intervenção a três níveis: redução da impermeabilização do solo através de um melhor ordenamento, atenuação dos efeitos da impermeabilização – como por exemplo através da construção de coberturas verdes - e compensação da perda de solos de qualidade por acções noutras áreas.

“Dependemos dos solos para alguns serviços ecossistémicos fundamentais, sem os quais a vida na Terra desapareceria. Não podemos continuar a perder solos pavimentando-os ou construindo sobre eles. Tal não significa parar o crescimento económico ou deixar de melhorar as nossas infra-estruturas, mas exige maior sustentabilidade”, disse o comissário europeu para o Ambiente, Janez Potočnik.

Os resultados deste relatório serão incorporados num documento técnico da Comissão no domínio da impermeabilização do solo, que está a ser elaborado com a colaboração de peritos nacionais. O documento facultará às autoridades nacionais, regionais e locais orientações sobre boas práticas de redução da impermeabilização do solo e de atenuação dos seus efeitos, prevendo se que esteja concluído no início de 2012.

“A impermeabilização dos solos provoca a perda irreversível das funções biológicas do solo. Como a água não se pode infiltrar nem evaporar, aumenta a escorrência, originando por vezes inundações catastróficas. A paisagem fragmenta se e os habitats tornam-se demasiado pequenos ou demasiado isolados para sustentar determinadas espécies. Além disso, o potencial de produção alimentar das terras é perdido para sempre”, explica a Comissão. Segundo as estimativas do Centro Comum de Investigação da Comissão, a impermeabilização dos solos acarreta a perda anual de 4 milhões de toneladas de trigo.

23.05.2011 in "Público"

Foto: Av. Duque de Loulé 86-96 - mais um grave exemplo de impermabilização total de um logradouro autorizada pela CML. Isto não é sustentável!

sábado, 28 de maio de 2011

ESTUFAS: Amazing Glass

Years ago when coal and servants came cheap and greenhouse gases were more likely to be the noxious fumes used to kill pests, magnificent greenhouses would stretch around the perimeter of walled gardens. Elsewhere, in the ornamental areas of the gardens, grand conservatories and orangeries livened up the scene.


Today many of the structures have dual use – as places to grow and to socialise. The architecture of the best greenhouses reflects this and many are beautiful as well as functional. Better still, new materials and double-glazing have made them more efficient than the attractive but fuel-hungry greenhouses the Victorians enjoyed. Like the Victorians, today’s glasshouses are used to grow food as well as to raise seeds, bring on tender plants and keep exotics that would not otherwise survive in the northern hemisphere. Here are the best on the market.


Dome
It is the geodesic shape of these greenhouses that makes them strong enough to withstand winds and storm. Solardome has been operating for 40 years fine-tuning its aluminum and glass construction. Their shape allows air to circulate freely without cold or hot spots and maximum light. Their largest dome is 10m in diameter and 5m high, tall enough for bananas and palms.
http://www.solardome.co.uk/


Aluminium
Alitex’s aluminium frame offers strength and longevity. The National Trust first approached Alitex to create greenhouses in 2004, and they have since developed a full installation service. Fittings and accessories include climate control, options on venting, hot water heating control and humidity regulators. Alitex’s greenhouses have been installed at Loch Lomond Golf Club.
Hartley Botanic is another aluminium greenhouse. Hartley’s range includes the smallest domestic greenhouse to magnificent commercial glasshouses seen in the Glasgow and Oxford Botanic Gardens. Every Hartley greenhouse is hand made and can be shipped and assembled throughout the world.




Timber

Marston & Langinger’s timber greenhouses are wider than average. The frames can be finished in more than 70 colours. M&L greenhouses include clever details such as scallop-edged panes to drain rain away from the glazing bars, the option to add extra shelving, automated electric ventilation and heating controls. It is my greenhouse of choice.
http://www.marston-and-langinger.com/


Hybrid materials
Gabriel Ash is the only greenhouse company endorsed by the Royal Horticultural Society. The RHS approached it to design and install their teaching greenhouse at Harlow Carr in northern England. The requirement was to be wide and long enough to house plants and tools, with space to teach large groups. Installed in 2010, the result is superb. All greenhouses are built in Cedar with aluminum reinforcement forming a hybrid that incorporates the strength of both materials. It is possible to create hot and cool spaces, for various growing zones.
http://www.gabrielash.com/


Technology
Solar Innovations are world leaders in contemporary greenhouse engineering. Aluminium is used for the frame, which means no rusting, rotting, or annual maintenance, and greenhouses can be glazed in glass, acrylic or polycarbonate. Interior and exterior is planned in detail to include insulation, ventilation, heating, cooling, humidifying, and shading. Price depends on design, location and accessories chosen.
www.solarinnovations.com


Arch
Made in the US and shipped worldwide, this gracefully curved Gothic Arch design is tough enough to withstand winter blizzards. Available in various sizes in a range of freestanding and lean-to models, the frame is built in Cypress, a naturally insulating timber.
http://www.gothicarchgreenhouses.com/



Orangery
Amdega orangeries evoke the Victorian era when citrus trees were over-wintered in a unique building that allowed them to catch the sun. Amdega commissions are tailored to the garden and client. Every design allows for strong proportions and individual details; no two orangeries are the same. http://www.amdega.co.uk/


in Financial Times, 19-20 de Março de 2011


Foto: Estufa do séc. XIX em Loch Lomond, Escócia, restaurada pela empresa Alitex. Infelizmente a bela estufa do séc. XIX do nosso Jardim Botânico foi demolida nos anos 60 do séc. XX para se construir outra estufa em betão armado - actualmente em muito mau estado de conservação, sem valor patrimonial e com pé-direito insuficiente para exposições de plantas de escala maior. Será possível reconstruir a estufa histórica? Ou devemos criar uma nova estufa de exibição de design contemporâneo? Este debate, esta reflexão, ainda está por fazer. Mas como se constata por este artigo, só no Reino Unido há várias empresas competentes na área de projecto, restauro e execução de estufas. O mais importante é planear a construção de uma estufa para que o nosso Jardim possa cumprir com um dos grandes objectivos dos jardins botânicos que é divulgar e promover cultura botânica junto de todos os cidadãos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Ruben A.

"Para os que quiserem dados objectivos de catalogação informo que nasci no dia 26 de Maio de 1920 na Praça do do Rio de Janeiro, nº 25, 1º andar, em quarto que dá para o jardim chamado do Príncipe Real e que tem por lá a árvore mais extraordinária da cidade de Lisboa." Ruben A

(26 de Maio de 1920 - 26 de Setembro de 1975)

Foto: A casa onde nasceu Ruben Alfredo Andresen Leitão tinha vista para estas árvores do Jardim do Príncipe Real. E quando, muito provavelmente, os Jacarandás estavam em flor como estão hoje, 90 anos depois...

terça-feira, 24 de maio de 2011

Visita: Coudelaria Alter-Real, Alter do Chão

Estimado(a) associado(a),


No próximo dia 19 de Junho (Domingo) terá lugar o passeio à Coudelaria de Alter-Real em Alter do Chão:


7H30 - Partida de Sete Rios (frente à entrada do Zoo)


Duração do Passeio: dia inteiro


Almoço: possibilidade de piquenicar na Coudelaria


Custo: 20 € (transporte em autocarro e entrada na Coudelaria)


Importante: levar água, chapéu e calçado confortável;


Inscrições abertas através do nosso endereço electrónico:




ou em alternativa pelo 96 00 34 118 (Tm do Secretário – Artur Páris).


Data limite para inscrição: 6 de Junho (2ª.feira) com 50% do custo que poderá ser feita por transferência bancária para o nosso NIB: 0007 0084 0000 0740 005 51 (BES) ou por meio de cheque ou ainda através de vale de correio.


Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas,


A DIRECÇÃO da LAJB

domingo, 22 de maio de 2011

ESTUFA FRIA DE LISBOA REABRIU!

A Estufa Fria de Lisboa reabriu no dia 29 de Março. Foi assim devolvido à cidade um espaço verde único, que nos oferece três ambientes diferentes - a Estufa Fria, a Estufa Quente e a Estufa Doce -, convidando-nos a verdadeiras viagens por terras longínquas, de onde cada uma das espécies é originária.

Perante o risco detectado de colapso da estrutura, a Câmara Municipal de Lisboa decidiu intervir, mobilizando recursos significativos e uma equipa multidisciplinar de reconhecidos especialistas. Foram substituídos os pilares de sustentação da cobertura e restaurado o ripado de madeira, elemento decisivo para a criação das condições micro climáticas da Estufa Fria de Lisboa. Paralelamente, foi reconhecida uma oportunidade para revitalizar este espaço, criando condições para uma relação renovada com o público, que se pretende mais próxima, acessível, diferenciada e mediada, dando origem a uma nova Missão para a Estufa Fria de Lisboa.

Convidamos todos a revisitar a Estufa Fria de Lisboa e a acompanhar as transformações que farão deste equipamento um espaço de lazer, de interesse turístico e um recurso educativo privilegiado, na cidade de Lisboa, com vista à adopção de comportamentos promotores da conservação da biodiversidade, numa estratégia de sustentabilidade. in http://www.cm-lisboa.pt/

Foto: ESTUFA FRIA, 1944,Ferreira da Cunha

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Nova Iorque: «ONE IN A MILLION»

MillionTreesNYC, é uma iniciativa lançada pelo Departamento de Parques e o New York Restoration Project, conta com numerosos colaboradores, incluíndo:

Grupos comunitários e sem fins lucrativos, organismos municipais, estatais e federais, corporações e pequenas empresas, promotores imobiliários, arquitectos e arquitectos paisagistas, donos de propiedades privadas, e TODOS os nova-iorquinos!

I want a tree in my street!
I just planted a tree!
I know a good place for a tree!
I want to dig in and volunteer!
I want to make a donation!
I want to be a tree steward!


Fotos: A "prova dos nove". Duas avenidas em Manathan, uma já arborizada e outra ainda "careca" - as vantagens e benefícios da arborização de arruamentos são óbvias e não precisam de explicações! Que Lisboa, e todas as cidades de Portugal, sigam este bom exemplo!

Nova Iorque: Plantar 1 milhão de novas árvores em 10 anos!

Nova Iorque embarcou num ambicioso projecto: plantar 1 Milhão de Árvores na cidade! Já foram plantadas quase meio milhão!

MillionTreesNYC, uma das 127 iniciativas de PlaNYC, é um programa público-privado em toda a cidade com uma meta ambiciosa: plantar e cuidar de 1 milhão de árvores novas nos cinco distritos da cidade durante a próxima década. Ao plantar 1 milhão de árvores, a cidade de Nova Iorque pode aumentar em mais de 20% o seu bosque urbano — o nosso recurso ambiental mais valioso, constituído por árvores nos arruamentos, nos parques e em terrenos públicos, privados e comerciais—, obtendo ao mesmo tempo os numerosos benefícios da qualidade de vida que provêm da plantação de árvores. A cidade de Nova Iorque plantará 60% das árvores em parques e outros espaços públicos. Os restantes 40% provirão de organizações privadas, proprietários de casas e organizações comunitárias.


Porquê 1 Milhão de Árvores?

A cidade de NY está a crescer! Todos nós podemos vê-lo—e senti-lo —em todos os bairros de cada distrito municipal. Mas, tal como acontece em qualquer ciudade próspera, é importante assegurar que NY e os seus residentes - isto é tu - estejam felizes e saudáveis enquanto se adaptam ao crescimento e mudanças que vêm com isso.

Plantar árvores é uma das formas máis benéficas e eficientes, em termos de custos, de ajudar a aliviar estes problemas de crescimento. As árvores ajudam a limpar o ar e reduzem a contaminação que pode desencadear ataques de asma e exacerbar outras doenças respiratórias. As árvores refrescam as nossas ruas, passeios e lugares nos dias quentes de verão. As árvores aumentam o valor das propriedades, e promovem a revitalização dos bairros. E as árvores fazem com que a nossa cidade seja ainda mais bonita e confortável para viver, trabalhar e visitar.

MillionTreesNYC, Uma chamada à acção!

MillionTrees NYC é muito mais que plantar árvores, é um movimento! Todo o novaiorquino pode participar no MillionTreesNYC, desde proprietários e administradores de propriedades até aos grupos comunitários e escolas, associações cívicas e donos de pequenas empresas. MillionTreesNYC convida todos os novaiorquinos— como tu —a plantar e cuidar de árvores através de programas de plantação e cidadania em toda a cidade, incluíndo:

Dias de voluntariado
Formação profissional e workshops
Eventos do "Dia da Árvore"

Não importa como participa — ao plantar um árvore, estará a plantar um legado, um presente extraordinário à cidade de Nova Iorque para as gerações futuras.

MillionTreesNYC, é uma iniciativa lançada pelo Departamento de Parques e o New York Restoration Project, contando com numerosos colaboradores, incluíndo:

Grupos comunitários e sem fins lucrativos
Organismos municipais, estatais e federais
Corporações e pequenas empreas
Promotores imobiliários, arquitectos e paisajistas
Donos de propiedades privadas, e
Todos os novaiorquinos!

I want a tree in my street!

I just planted a tree!

I know a good place for a tree!

I want to dig in and volunteer!

I want to make a donation!

I want to be a tree steward!


Fotos: cada árvore plantada vem com uma engenhosa bolsa de rega com 75 litros - treegator - que liberta lentamente, gota-a-gota, água durante um periodo de 9 horas. O objectivo é assegurar uma plantação bem sucedida, ajudando a árvore a ultrapassar o choque do transplante; grande número das árvores de alinhamento plantadas em Nova Iorque são as notáveis Ginkgo biloba.

Plataforma Em Defesa do Jardim Botânico: Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos

A Associação Portuguesa de Jardins e Sítios Históricos, associa-se oficialmente à "Plataforma Em Defesa da Missão do Jardim Botânico". Já somos 12 organizações a pedir o chumbo deste PPPM/JB, na CML e AML. Cada vez mais a sociedade civil levanta a sua voz a pedir protecção, requalificação e sustentabilidade a longo prazo deste jardim Monumento Nacional.

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE JARDINS E SÍTIOS HISTÓRICOS
http://www.jardinshistoricos.pt/

Foto: Jardim Botânico da Ajuda, membro da APJSH.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

‎18 de Maio: Dia Internacional dos Museus e Dia Mundial da Conservação das Plantas

Comemorações do‎ Dia Internacional dos Museus e Dia Mundial da Conservação das Plantas no Museu Nacional de História Natural

sexta-feira, 13 de maio de 2011

As Árvores e a Cidade: Lodãos do Palácio Pombal

O jardim das traseiras foi igualmente remodelado pelo Marquês. Nele se encontra um lago central, com repuxo, e quatro pequenos pavilhões de planta quadrada nos cantos. Os pavilhões possuem cobertura piramidal e tectos de estuque, e são revestidos por azulejos, tal como os muretes e conversadeiras que delimitam o espaço. Destaca-se ainda uma bela fonte ornamental, com uma sereia cavalgando um golfinho. Deste jardim parte uma passagem subterrânea, que o liga ao chafariz fronteiro à fachada principal. Este remata o Largo do Chafariz, uma praceta semicircular onde as carruagens manobravam antes de entrarem no palácio. Está abrangido pela classificação, fazendo parte da propriedade original. É um belíssimo fontanário de gosto neoclássico tardio, desenhado no século XVIII por Carlos Mardel. Levanta-se sobre uma escadaria poligonal, e possui taça pouco profunda, para onde deitam três bicas em bronze.

in http://www.igespar.pt/

Nota: No jardim das traseiras existem dois exemplares notáveis de Celtis australis L.. Estas dois Lodãos estão classificados como Árvores de Interesse Público (Decreto n.º 147 - II Série de 27-6-1996). Segundo as medições feitas em 1995 têm cerca de 19m de altura e 14m de diâmetro. Lamentavelmente o jardim encontra-se em muito mau estado de conservação.

O Nosso Bairro: Palácio Pombal

Também conhecido como Solar dos Carvalhos da Rua Formosa, antiga denominação da Rua de O Século, foi possivelmente mandado construir na segunda metade do séc. XVII pelo avô de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, que aqui nasceu e habitou. É um típico solar urbano seiscentista, com três pisos e águas-furtadas, sendo as fachadas rasgadas por fiadas regulares de janelas, idênticas em cada registo. No rés-do-chão abrem-se janelas rectangulares de peitoril, o andar nobre é pontuado por janelas de sacada, e o segundo andar por pequenas janelas quadradas. Sobre uma das janelas do primeiro piso encontra-se a pedra de armas dos Carvalhos (estrela de oito pontas entre quatro crescentes), encimada pela coroa de marquês.

O palácio foi melhorado e ampliado por Pombal, em obras efectuadas entre 1760 e 1770, quando foi valorizado com azulejos, estuques e uma escadaria nobre em pedra, com dois patamares. Aqui figuram duas esculturas mitológicas em mármore e duas pedras de armas dos Carvalhos, sustentadas por leões. O tecto da escadaria possui um impressionante estuque decorativo, com uma representação alegórica do Amor e da Morte (Eros e Thanatos). Os tectos de estuque, com representações alegóricas e temas mitológicos, são atribuídos a Grossi, estucador e escultor italiano, e repetem-se em várias salas do palácio, juntamente com silhares de azulejos azuis e brancos ou policromos (possivelmente oriundos da Fábrica do Rato). Conserva-se ainda um pequeno oratório decorado com estuques, e uma tela representando Nossa Senhora das Mercês.


Nota: O notável Palácio Pombal, propriedade Municipal, encontra-se em mau estado de conservação e sem um uso ainda defenido pelo Pelouro da Cultura. O palácio e o que resta dos jardins está classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 45/93, DR n.º 280, de 30-11-1993). O Marquês de Pombal nasceu a 13 de Maio de 1699 e faleceu em Pombal a 8 de Maio de 1782.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Qu'est ce qu'un jardin botanique?

Qu'est ce qu'un jardin botanique?


«Un jardin botanique est une institution qui détient des collections de plantes vivantes documentées pour la recherche scientifique, la conservation, la diffusion des connaissances et les expositions ».


(Wyse Jackson, 1999)


Fotos: Les Grandes Serres do Jardin des Plantes, elementos vitais para cumprir a Missão de um Jardim Botânico na Europa. Na primeira imagem vemos a Estufa das Florestas Tropicais Húmidas - nesta estufa é recriada a atmosfera quente e húmida que é a base dos ricos ecosistemas tropicais, tão essenciais para a vida na Terra mas infelizmente muito ameaçados pela actividade humana. O nosso Jardim Botânico precisa urgentemente de uma Estufa das Florestas Tropicais Húmidas pois constitui uma ferramenta importantíssima para dialogar com os cidadãos - chamando atenção para a biodiversidade das zonas tropicais da Terra como recurso indispensável à própria sobrevivência do Homem.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Le Jardin des Plantes: Le jardin écologique

Le jardin écologique

Enclave de nature préservée au sein du Jardin des Plantes, le jardin écologique accueille la faune et de la flore d’Île-de-France. Toute la diversité écologique du Bassin parisien est représentée dans ses quatre milieux forestiers et ses sept milieux ouverts.

Un jardin "sauvage"

Créé en 1932 à l’initiative de Pierre Allorge, professeur au Muséum et titulaire de la chaire de cryptogamie (étude des plantes sans fleurs, dont les organes reproducteurs sont peu visibles), et Camille Guinet, ingénieur horticole au Jardin des Plantes, le jardin écologique est un enclos dévolu à la présentation des milieux naturels en Île-de-France. Dans cette région peuplée dès la Préhistoire, l’Homme a joué un rôle considérable dans la formation des paysages et des associations végéta

les. On peut considérer aujourd’hui que tous les ensembles écologiques en Île-de-France ont été marqués par sa main. Le jardin écologique présente la biodiversité de cette nature domestiquée à travers des milieux très variés. Il abrite une faune importante, sédentaire ou de passage, qui trouve ici un lieu privilégié pour se nourrir et se reproduire. C'est pour préserver sa tranquillité que l’intervention des jardiniers dans ce sanctuaire écologique est la plus légère possible. Fragile, l'endroit n'est accessible qu’en visite guidée, afin de le préserver.

Toute la diversité écologique de l’Île-de-France au cœur de Paris

Ouvert au public jusqu'en 1960, le jardin écologique fut fermé et livré à lui-même jusqu'en 1982, date à partir de laquelle se sont succédés inventaires et projets de rénovation, jusqu'à sa réouverture en 2004. Une parenthèse qui a permis à de nombreux insectes, mollusques, petits mammifères et oiseaux de prendre leurs aises. Aujourd'hui, le jardin compte quatre milieux forestiers : une chênaie-frênaie sur sols calcaires, une chênaie-charmaie sur sols frais et riches, une chênaie-châtaigneraie sur sols acides et une ormaie sur sols nitratés et frais. La partie non forestière est constituée d’un champ cultivé en céréales selon des pratiques douces qui permettent la floraison du cortège des plantes messicoles : coquelicot, bleuet, nielle des blés, chrysanthème des moissons… Afin de créer ce jardin unique, il a fallu modifier les sols et replacer des espèces selon leur regroupement préférentiel, sans en supprimer. Les plantes en effet ne poussent pas au hasard : elle se rassemblent en fonction de leurs exigences écologiques, pour former des regroupements végétaux. Un travail de rénovation conséquent, chaque réaménagement devant, en plus, se faire de façon à déranger le moins possible la faune !

NOTA: O Jardim Ecológico foi criado em 1932 e aberto ao público desde 1960.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Reunião com a Comissão Permanente de Cultura, Educação, Juventude e Desporto da Assembleia Municipal de Lisboa

Reunião com a Comissão Permanente de Cultura, Educação, Juventude e Desporto da Assembleia Municipal de Lisboa.


A Plataforma da Petição "Em Defesa da Missão do Jardim Botânico", teve hoje, dia 2 de Maio às 18horas, reunião com a Comissão Permanente de Cultura, Educação, Juventude e Desporto da Assembleia Municipal de Lisboa. Na reunião estiveram presentes pela Plataforma da Petição "Em defesa da Missão do Jardim Botânico":


LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico - Manuela Correia


GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico - Joana Morão


Foto: Viburnum tinus em floração (Classe)

As Grandes Estufas de exibição do Jardim Botânico de Paris

Les serres font partie de l’histoire et du paysage du Jardin des Plantes depuis le XVIIe siècle. Rapide retour sur une saga de près de quatre cent ans.

Au commencement, les orangeries

Les orangers sont les premières plantes fragiles que l’on cherche à conserver au JardinRoyal. Pour les protéger des gelées, on leur construit ce qu’on appelle alors des orangeries,bâtiments utilitaires fermés au public. Ce n'est que plus tard qu'apparaissent les premières serres de bois et de verre. Elles sont construites dans le but de conserver et d’acclimater les collections botaniques et les plantes rares que les naturalistes rapportent de leurs voyages d’exploration. La serre la plus ancienne, édifiée par Sébastien Vaillant en 1714, a ainsi servi à abriter un pied de café envoyé à Louis XIV. Au fil des années, d’autres serres sont édifiées par les intendants du Jardin, dont Buffon et Bernardin de Saint-Pierre.

L'avènement du verre et du métal
Au début du XIXe siècle, l'utilisation du verre et surtout du métal, permet d’édifier des structures plus solides, fournissant une meilleure isolation pour des plantes réclamant une chaleur constante. Charles Rohault de Fleury, architecte du Muséum, se rend alors en en 1833 Angleterre pour y étudier le système adopté dans ce pays pour la construction des serres chaudes en particulier à Kew. De retour en France, il construit entre 1834 et 1836, deux serres chauffées à la vapeur : le pavillon oriental qui sera appelé plus tard la Serre mexicaine, et le pavillon occidental, future Serre australienne. Ces bâtiments, prototypes des serres modernes, comptent parmi les innovations lesplus importantes de l’architecture métallique. Ce sont les premières serres au monded’aussi grandes dimensions réalisées en verre et en métal. Les progrès techniques de l’époque permettent également à Rohault de Fleury de construire des serres courbes, à l’emplacement des anciennes serres de Buffon et Bernardin de Saint Pierre.Entre 1881 et 1889, le premier jardin d’hiver du Muséum est érigé par Jules André. Il laissera la place, dans les années 30, à un autre jardin d'hiver, l'actuelle Serre des forêts tropicales humides. De styles art déco, elle est érigée par René Berger. Depuis, plus de construction majeure, mais des restaurations dont l'ampleur et la complexité demandent tout autant de talent !

Les serres au XXIe siècle

La rénovation des serres touche à sa fin. En juin 2010, elles seront rendues au public, restaurées et parées d'une nouvelle scénographie. Petits et grands pourront alors embarquer pour quatre voyages différents, à la découverte de la biodiversité végétale de notre planète:

La serre des forêts tropicales humides (ancien jardin d'hiver): c’est par elle que commence la visite. Dépaysement assuré dans l'atmosphère chaude et humide qui sied à ces écosystèmes tropicaux, si essentiels et malheureusement si dangereusement menacés.

La serre des déserts et milieux arides: changement de lieu, changement d'ambiance. Cinq scènes végétales présentent les différents mécanismes d'adaptation des plantes à la sécheresse, dans diverses régions du globe: déserts des USA et du Mexique, des Andes, d’Afrique du Sud, de Madagascar, du Sahara... Savez-vous ce qu'est une plante succulente ? Venez le découvrir !

La serre de Nouvelle-Calédonie (ancienne serre mexicaine): comme son nom l'indique, on y trouve des plantes de Nouvelle-Calédonie dont la très grande majorité a du être acquise et acclimatée. Elle représentent cinq milieux : la forêt humide, la forêt sèche (extrêmement menacée), le maquis minier, la savane et la mangrove.

La serre de l'Histoire des plantes: dans ce second pavillon dû à Rohault de Fleury, l'évolution des plantes est retracée depuis leur sortie de l'eau, voici 430 millions d'années, jusqu'à l'apparition des fleurs. Une histoire passionnante, faite d'adaptation et de conquête de nouveaux espaces, dont nous sommes également les héritiers.

Fotos: As Grandes Estufas do Jardim Botânico de Paris

domingo, 1 de maio de 2011

O exemplo de Paris: Le Jardin des Plantes

Des collections documentées

Les plantes d’un jardin botanique sont documentées, c'est-à-dire suivies. On connaît leur provenance, leur identité botanique de façon certaine, on les suit leur vie durant. Toutes les plantes du Jardin des Plantes sont étiquetées et ont leur fiche électronique.

Elles sont rassemblées selon des critères scientifiques ou selon les nécessités de la diffusion des connaissances. Ainsi dans le jardin de l’Ecole de Botanique les plantes sont présentées selon la classification la plus actuelle des végétaux.

Elles souvent issues de populations végétales sauvages ou leurs parents l’ont été. Au Jardin des Plantes c’est le cas de nombreux arbres historiques qui sont arrivés sous forme de graines issues de sujets sauvages.

Un support de recherche

Certaines des collections d’un jardin botanique sont le support d’études scientifiques (classification des végétaux, recherche de molécules utiles, recherche sur la résistance au froid, à la sécheresse...)

Elles renferment parfois des plantes rares ou menacées dont la conservation ex situ, c'est-à-dire hors de leur milieu nature, est indispensable. Elle constitue ainsi des banques de la biodiversité végétale. C’est le cas des plantes malgaches des serres de Paris et de Chèvreloup.

Les plantes si elles se multiplient sont échangées (sous forme de graines, boutures, plants) gratuitement entre les jardins botaniques afin de distribuer largement des plantes rares ou peu connues. Les jardins botaniques sont en réseau et constituent une communauté concernée par la sauvegarde de la biodiversité végétale.

Un lieu de diffusion des connaissances

Les collections végétales vivantes dans les jardins botaniques servent de support et d’illustration à la diffusion des connaissances sur les plantes, les écosystèmes végétaux, les relations entre les plantes et les animaux et les plantes et les hommes. Cette diffusion s’adresse à tous les publics. Le Jardin des Plantes est parsemé de panneaux explicatifs. Des animations temporaires veinent mettre l’accent sur un thème particulier qui change chaque année.

Les jardins botaniques sont des lieux ouverts au public où les plantes sont aussi là pour le plaisir et la détente. Ceux donc des jardins aux rôles multiples et plus nombreux que ceux des jardins ornementaux habituels.

in http://www.jardindesplantes.net/

Fotos: Jardim da Escola de Botânica e o Jardim das Peónias


sábado, 30 de abril de 2011

O exemplo de Paris: Le Jardin des Plantes




Herdeiro do Jardim Real de Plantas Medicinais criado por Luís XIII em 1635, o Jardim Botânico de Paris acolhe o público há quase quatro séculos. Este jardim único é rico em património exceptional. Tal como o nosso Jardim Botânico, também o de Paris pertence ao Museu Nacional de História Natural. Mas ao contrário do nosso, este jardim está bem equipado, com boa manutenção e financiamneto adequado. Mais importante ainda, sabe muito bem qual é a sua missão na capital e na sociedade francesa em geral: Un jardin de sciences, un lieu de vie.

O Jardin des Plantes é constituído por onze jardins diferentes com o objectivo de demonstrar ao público a diversidade e riqueza da vida das plantas na Terra:
-Les carrés de la perspective

-O Jardim da Escola de Botânica

-O Jardim Alpino

-O Jardim Ecológico

-As Grandes estufas (Les Grandes Serres)

-Le Jardin Potager

-O Jardim das Rosas e das Rochas

-O Jardin das Peónias

-O Jardim das Abelhas e dos Pássaros

-O Labirinto

-O Jardin das Íris e das Plantes Vivácias

-Le jardin du Stégosaure

http://www.jardindesplantes.net/

segunda-feira, 25 de abril de 2011

terça-feira, 19 de abril de 2011

As Árvores e os Livros: Karel Čapek

There are several ways to lay out a little garden; the best way is to get a gardener.

Karel Čapek (1890-1938) foi um dos mais influentes escritores Checos do séc. XX. Foi ele que criou a palavra robot, que apareceu pela primeira vez na sua obra R.U.R. (Rossum's Universal Robots) in 1921.

Foto: O nosso Jardim Botânico sofre de uma crónica insuficiência de jardineiros assim como de outros funcionários indispensáveis à boa manutenção de um jardim histórico com mais de 4 hectares... Para que o Jardim Botânico cumpra com os padrões elevados de conservação e restauro que se espera de um Monumento Nacional é necessário haver funcionários qualificados e em número suficiente. Quando é que o Estado português irá assumir a sua responsabilidade, consagrada na Lei do Património? A LAJB, enquanto watchdog, não irá baixar os braços enquanto este problema não estiver resolvido.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Visita e Debate: "A cisterna ou a árvore"

CONVITE
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico e o GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, têm a honra de o convidar para a visita guiada e debate "A cisterna ou a árvore", a realizar no dia 16 de Abril, pelas 14.00h, no Jardim Botânico, no âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sitios 2011 - "Água: Cultura e Património".

Jardim Botânico da Universidade de Lisboa

Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa

16 de Abril - 14h - Entrada gratuita

PROGRAMA

13h30m: Encontro - Portão principal do Jardim Botânico

14h00m: Inicio da visita guiada ao Jardim Botânico

-Ireneia Melo, Investigadora principal do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa (MNHN)

-Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto Paisagista. Responsável pela proposta do "Plano Verde - Estrutura Ecológica para a cidade de Lisboa" (APAP)

15h30m: Pausa para café

16h00m: DEBATE

-Ana Luísa Soares, Arquitecta Paisagista. Investigadora do Centro de Ecologia Aplicada Professor Baeta Neves (ISA; APJSH)

-Gonçalo Ribeiro Telles, Arquitecto Paisagista. Responsável pela proposta do "Plano Verde -Estrutura Ecológica para a cidade de Lisboa" (APAP)

-José Morais Arnaud, Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses. Museu Arqueológico do Carmo (AAP)

Organização:

LIGA DOS AMIGOS d0 JARDIM BOTÂNICO

GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico

Foto: Jardim Botânico, Lago de Baixo, Paulo Guedes, c.1900. Arquivo Municipal

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Logradouro na Av. Duque de Loulé 86-96: 100% Impermeabilizado!

Av. Duque de Loulé 86-96 torneja R. Luciano Cordeiro 117

A imagem mostra mais um terrível exemplo de impermeabilização de logradouros em Lisboa. Até ao ano de 2010 existiu aqui um conjunto de três jardins, parte integrante de um dos mais notáveis conjuntos da Arquitectura do início do séc. XX em Lisboa. Os 3 prédios de habitação foram erguidos em 1908 e constituiram na altura o paradigma da habitação de luxo para a alta burguesia lisboeta. Apesar do seu elevado valor patrimonial, e dos pedidos por parte de cidadãos, o IGESPAR recusou em 2010 a sua classificação como "Imóvel de Interesse Público". Os imóveis ficaram deste modo sem protecção legal por parte do organismo estatal reponsável pela salvaguarda do património cultural. Apenas o PDM de Lisboa identifica este conjunto na carta do património da cidade. Mas isso não impediu que o Pelouro do Urbanismo aprovasse a destruição total dos 3 logradouros como se vê pela imagem (Fevereiro de 2011). Para se construir caves de estacionamento, a CML aprovou 100% de impermeabilização dos logradouros. É lamentável que a CML continue a premiar projectos que ainda assentam em estilos de vida insustentáveis. Assim Lisboa estará sempre na cauda da Europa.

terça-feira, 12 de abril de 2011

LAJB pede alargamento do periodo de discussão pública do PDM

Exmo. Senhor Presidente da CML

Dr. António Costa,

No âmbito da revisão do Plano Director Municipal de Lisboa (PDM) abriu no passado dia 7 de Abril um periodo de consulta pública com a duração de 30 dias. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB), enquanto associação cívica, deseja contribuir para a versão final do mais importante documento de planeamento da nossa cidade.

No entanto, e face à complexidade e volume do documento posto em discussão, consideramos insuficiente o prazo de apenas 30 dias úteis para a participação dos cidadãos. Os Planos de Pormenor, com áreas e documentos mais pequenos, recebem 30 dias úteis para discussão pública. Notamos uma grande desproporção do tempo destinado à participação pública do PDM quando comparado com um Plano de Pormenor.

Vimos assim solicitar que considere o alargamento do periodo de discussão pública para pelo menos o dobro do tempo que é habitualmente destinado a um Plano de Pormenor. O alargamento do prazo de consulta pública deve ser dimensionado à escala, complexidade e importância do novo PDM. Estamos conscientes que o actual PDM está obsoleto e que a sua revisão já devia ter sido feita em 2004. Mas pensamos que é unânime que a fase de discussão pública não pode ser abreviada sob pena da visão dos habitantes de Lisboa não conseguir esculpir o seu próximo PDM.

Com os nossos melhores cumprimentos,

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO

Foto: Prédio oitocentista com logradouro na Rua de Gustavo de Matos Sequeira. A nova "Carta Municipal do Património", anexa ao próximo PDM, é um dos aspectos para os quais a LAJB estará atenta. Outro tema de enorme importância é a do futuro dos logradouros - não teremos uma urbe sustentável enquanto Lisboa for a capital da Europa com maior área impermeabilizada. O que propõe o novo PDM para reverter esta trágica estatística?

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Visita e Debate: “A Cisterna ou a Árvore”

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) e o Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico (GEOCORPA), organizam uma visita-debate “A Cisterna ou a Árvore”, a realizar no dia 16 de Abril, pelas 14.00h, no Jardim Botânico, no âmbito das Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema “Água: Cultura e Património”.

Este evento consiste numa visita à cerca, ao sistema de rega e cisterna do Jardim Botânico, seguida de uma conversa aberta à participação do público. Irá debater-se a problemática da sustentabilidade de património construído vs. património vivo e património privado vs. património público.

“A Cisterna ou a Árvore” Jardim Botânico, 16 de Abril de 2011

Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa

PROGRAMA:

13h30 - Chegada dos participantes (entrada principal)

14h00 - Visita guiada à cisterna e ao Jardim

16h00 - Debate público (Auditório Aurélio Quintanilha)

Foto: Um dos Contrafortes pombalinos que sustentam a Classe. A cerca pombalina está ameaçada pelos projectos defendidos na última versão do Plano de Pormenor de iniciativa municipal. A equipa projetista propõe a construção de duas novas frentes urbanas que irão obstruir visualmente na totalidade o belo muro pombalino, estrutura monumental que define o espaço do Jardim Botânico desde a sua génese. Acresce ainda ressalvar que a cerca pombalina é uma das estruturas construídas mais antigas do complexo monumental do Museu Nacional de História Nacional. Com cereteza que que merece per si, ser rigorosamente restaurado para usufruto de todos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

PDM: «Futuro de Lisboa está em discussão pública a partir de hoje»

«O que querem os lisboetas para a sua cidade, quais devem ser as prioridades urbanísticas? Quem tem respostas ou até perguntas para acrescentar a estas tem, a partir de hoje, oportunidade de pôr as cartas em cima da mesa. Dezasseis anos depois, a capital portuguesa volta a discutir o seu Plano Director Municipal (PDM), cuja proposta de revisão já passou pela câmara e está, desde hoje, em debate público. A cidade continua a desenvolver-se segundo o PDM de 1994

O documento de hoje já não é o mesmo que, em Outubro do ano passado, causou arrepios ao arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, que considerou "uma anedota em termos de planeamento" a ideia inicial de facilitar a construção nos logradouros lisboetas. Meio ano depois, a proposta de revisão está diferente. Não mudou nem de filosofia nem revolucionou as ferramentas, e manteve os objectivos estratégicos. Mas teve em conta os 31 pareceres legalmente previstos - 15 deles apontaram a necessidade de mexer na proposta inicial.

Houve uma reviravolta na questão dos logradouros, mas continuam no ar dúvidas e preocupações, como as que a própria vereadora Helena Roseta, do movimento Cidadãos por Lisboa, expressou, quando pôs em causa o modelo de compactação da cidade, que permite aumentar a capacidade construtiva nas áreas consolidadas. "Tenho dúvidas sobre esse modelo. Aceitá-lo-ia se houvesse contrapartidas ao nível da reabilitação urbana, mas não é isso o que vejo", disse Roseta, em Novembro.

Manuel Salgado, arquitecto e vice-presidente da câmara, deu a cara pela primeira versão da proposta de actualização do PDM, aprovada em Novembro pelo PS e PSD no executivo (um vereador "laranja" absteve-se) e continua a defender aquela que passou por reuniões de concertações com as 15 entidades que levantaram questões em relação à versão inicial. Salgado continua a defender o sistema de créditos que a proposta prevê considerando que "é inovador mesmo a nível internacional".

Créditos para recuperar

O também vereador do Urbanismo abriu mão de uma promessa eleitoral de peso: obrigar os promotores imobiliários a reservar uma parcela dos seus empreendimentos para habitação a custos controlados. Agora quer convencê-los a aderir a um sistema de créditos. "Se o promotor reabilitar um edifício antigo e se, depois das obras, mantiver lá a morar todos os agregados familiares que anteriormente lá residiam, tem direito a créditos para construir noutro lado." Isso significa que pode, nesse segundo local, urbanizar para além do que lhe seria permitido: numa zona da cidade onde o índice de construção de referência - ou seja, o quociente entre a área de construção e a dimensão do terreno - é de 1,7, por exemplo, passa a poder construir até um máximo de 2.

Os créditos para construir variam consoante a zona da cidade - "um crédito gerado na Av. da Liberdade não tem o mesmo valor do que um gerado na Ameixoeira" - e não se restringem à habitação. "Se o promotor imobiliário fizer três caves para estacionamento num edifício onde só é obrigado a construir duas, e se reservar a terceira cave para estacionamento público com tarifas idênticas às praticadas pela Empresa Municipal de Estacionamento de Lisboa, também tem direito a um crédito", frisa Manuel Salgado. "O mesmo acontecerá se transformar um quarteirão com uma fabriqueta no meio num logradouro de uso público. Ou se restaurar um edifício que está integrado na carta municipal do património sem subir a cércea [altura]". Dotar os empreendimentos imobiliários de equipamentos sociais, como creches ou lares, também dará direito a créditos, o mesmo sucedendo com o reforço da segurança sísmica ou com a manutenção de lojas de comércio tradicional durante obras de restauro de um imóvel.

"Tudo o que pudermos fazer através de incentivos, em vez de imposições, tornar-se-á mais eficaz. Se assim fosse, parte dos edifícios da carta do património não estaria no estado degradado em que se encontra". E acrescenta: "Tenho andado a estudar o que se faz no Japão, na Holanda e noutros países, e este é um regulamento muito inovador". É, também, um dos principais pontos de discórdia com os partidos da oposição. A medida apenas beneficia os grandes construtores, dizem os comunistas. "Se a maioria das pessoas rejeitar este sistema, não terei outro remédio senão meter a viola no saco".

Contrariado, o vereador do Urbanismo também teve de ceder na questão dos logradouros. "Os logradouros de Alvalade, do bairro Lopes e da colina do Castelo ficaram todos defendidos, e isso acho bem. Mas noutros casos foi-se demasiado longe, ao fixar num máximo de dez por cento a área impermeabilizável. Uma regra cega como esta é errada, porque as pessoas têm direito a ter carro. Também é importante ter estacionamento para residentes na cidade".

Preencher o que está vazio

Quanto à possibilidade de a câmara construir silos automóveis, Manuel Salgado fala das dificuldades de o fazer nas zonas históricas: "Há poucos edifícios de grande porte e parte dos que existem não pode ser demolida porque tem valor patrimonial". O autarca rejeita as críticas que lhe têm sido feitas de que este PDM irá servir para expulsar os mais pobres para os subúrbios, por via do licenciamento de obras de reabilitação que aumentarão necessariamente o valor das rendas: "É exactamente o contrário", assegura.

"Vamos procurar ter habitação a custos acessíveis. Um T2 pode vir a custar entre 400 e 500 euros por mês, consoante a zona". O cenário nunca foi tão propício à recuperação das casas antigas: "Noventa por cento das obras licenciadas pela câmara já são de reabilitação urbana". Numa altura em que "82 por cento da cidade estão urbanizados", o objectivo é recuperar o que já está construído "e preencher o que está vazio" nos espaços urbanizados.» In Público (7/4/2011)

Nota: para a LAJB o grande equívoco do Vereador do Urbanismo/CML é a defesa que fazem de uma cidade em que cada municipe tem/terá o direito a uma viatura de transporte particular assim como a um lugar de estacionamento. Se os logradouros de Lisboa estão em perigo de extinção é apenas devido à perseguição obessesiva deste ideal insustentável e obsoleto.

Foto: O fim dos logradouros em Lisboa? Em primeiro plano vemos um antigo logradouro impermeabilizado para a construção de caves de estacionamento (a relva que vemos é só para disfarçar a laje de betão da cobertura da garagem); em segundo plano, atrás do muro branco, vemos logradouros originais, ainda permeáveis e repletos de plantas. Este PDM irá decidir qual destes dois modelos ficará consagrado para o futuro.

Petição em Defesa do Jardim Botânico: 5000!

Já atingimos as 5000 assinaturas! O Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, agradece a todos os cidadãos que de uma forma clara, no exercício de um direito que lhes assiste, disseram NÃO a este Plano de Pormenor para o Parque Mayer e Jardim Botânico (PPPM). Esperamos agora que os representantes do Poder Nacional e Local, possam estar à altura deste desafio, para repensar o PPPM, e transformá-lo num Plano de Pormenor de excelência à altura da MISSÂO de um Jardim Botânico.


PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Chamaerops humilis (Palmeira das Vassouras)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Anuário da Conservação do Património 2011

O elevado número de agentes, empresas, profissionais, decisores com actividade no sector da reabilitação do edificado e da conservação e restauro do Património arquitectónico, torna premente a publicação de um guia completo que disponibilize informações relevantes, facilitando o acesso a serviços, produtos ou equipamentos.

O Anuário da Conservação do Património 2011, editado pelo GECoRPA em parceria com o Canto Redondo – Edição e Produção, terá como enfoque principal as “Boas Práticas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico” e incluirá as empresas e organizações públicas e privadas que, a nível regional e nacional, actuam nas seguintes áreas: projecto, fiscalização e consultoria; levantamento, inspecções e ensaios; conservação e restauro; serviços; produtos; equipamentos e salvaguarda do Património.

O Anuário, com data de publicação prevista para Junho de 2011, será composto por duas partes: um dossiê com artigos técnicos e estudos de caso sobre o tema, previamente avaliados por uma comissão de arbitragem científica constituída para o efeito; e uma segunda parte, com listagens detalhadas das empresas e entidades que actuam no sector da reabilitação do edificado e da conservação e restauro do Património Arquitectónico.

Num sector em que a actualização e a credibilidade dos dados são factores preponderantes, estamos certos de que esta publicação, pela diversidade de informações que encerra, constituirá um instrumento de consulta ímpar para todos aqueles que, no seu quotidiano, se deparam com os protagonistas do sector. Saber quem são, o que fazem e onde estão é o objectivo desta nossa publicação.

O prazo de entrega para a proposta de artigos é 25 de Abril de 2011. As propostas devem ser enviadas para:


GECoRPA

Tel.: 213 542 336 / Fax: 213 157 996


«Universidade contra centro interpretativo no Botânico»

A Universidade de Lisboa (UL) não concorda com a construção do centro interpretativo do Jardim Botânico, equipamento que está previsto no Plano de Pormenor do Parque Mayer. No parecer que fez chegar à Câmara de Lisboa, aquela instituição defende ainda a criação de “um fundo de compensação”, para que os novos moradores da zona contribuam para a conservação do jardim.

Nesse documento, o grupo de professores e investigadores mandatado pelo reitor da UL para acompanhar o plano de pormenor reclama também um estudo hidrogeológico, antes de qualquer intervenção. Quanto ao centro interpretativo, um edifício de quatro pisos que deveria nascer na Rua do Salitre, são várias as críticas: “Não só contraria o princípio da não impermeabilização do solo, como tem consequências sobre as raízes das árvores limítrofes.”

A UL considera que o regulamento do Plano de Pormenor do Parque Mayer “é insuficiente” na protecção do Jardim Botânico, não havendo mecanismos que acautelem este monumento classificado do ponto de vista do património cultural. Também o reitor, António Sampaio da Nóvoa, numa carta dirigida ao presidente da Câmara de Lisboa, diz que o plano deve “assinalar a classificação do Jardim Botânico como monumento nacional”.

O reitor sublinha ainda que é preciso um “programa de financiamento associado ao programa de execução do plano”. Neste domínio, o grupo de trabalho sugere “um fundo de compensação”, que permita canalizar para a manutenção e conservação do Jardim Botânico as mais-valias geradas pelas novas edificações previstas no plano. Isto por se assumir que boa parte delas se deve à proximidade do Jardim Botânico.

Em declarações anteriores ao PÚBLICO o autor do Plano de Pormenor do Parque Mayer disse estar disposto a alterar algumas opções do projecto, se se provasse que eram prejudiciais para aquele jardim. “Não fazemos finca-pé nele”, disse Manuel Aires Mateus, referindo-se ao centro interpretativo agora contestado pela UL

in Público, 6 de Abril de 2011

Nota: Esta peça de jornalismo precisa de um esclarecimento. Naturalmente que o JB precisa de um Centro Interpretativo. A questão é onde implantar esse equipamento. Tal como a UL, também a LAJB sempre foi contra a destruição do Viveiro para implantação de um edifício de 4 pisos onde se incluiria o Centro Interpretativo. O título deste artigo do jornal Público não é claro e induz até em erro.