terça-feira, 5 de abril de 2011

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico: Agradecimento ao Grupo de Trabalho da UL

Exmo. Senhor Reitor da Universidade de Lisboa

Prof. Doutor António Sampaio da Nóvoa

No seguimento da entrega da “Petição em defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente” a Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República - petição disponível em http://www.gopetition.com/petition/39771.html -, vimos pelo presente congratular-nos com a resposta dada por V. Exa., Senhor Reitor, e essa Universidade à Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da AR, de cujo teor acabámos de tomar conhecimento, e de que anexamos cópia.

Congratulamo-nos pelo facto de constatarmos que, pela primeira vez e de forma perfeitamente clara, desde que foi iniciado este processo do Plano de Pormenor, a Universidade de Lisboa, na pessoa de Vossa Excelência, partilha de todas as nossas preocupações; que consubstanciam a Petição acima referida, mormente no que se refere à exigência para que:

-Que sejam tidas em contas a diversas propostas contidas no parecer do Grupo de Trabalho, como, por exemplo, prever-se a criação de um mecanismo de perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes do Plano, e ponderar-se a constituição de um Fundo de Compensação;

-Constem do Plano os indispensáveis Estudos;

-Se respeite a Cerca Pombalina e o novo estatuto de Monumento Nacional de que o Jardim Botânico é agora portador;

-Se tenha em atenção a manutenção do edificado do Jardim Botânico, da Estufa (no mesmo local), do Banco de Sementes, etc.;

-Se corrijam alguns aspectos construtivos previstos no Plano, como sejam o do edifício de 4 pisos destinado ao "centro interpretativo".

Já relativamente à apontada necessidade, pela UL, de construção de estacionamento subterrâneo na zona das actuais casas de função, a mesma parece-nos pouco defensável, mesmo com o argumento do fim da presença de todo e qualquer automóvel na Alameda das Palmeiras. Uma instituição como o MNHN/Jardim Botânico devem estar na linha da frente na promoção e defesa de modelos de mobilidade sustentáveis.

Aproveitamos a ocasião para assinalar que também a reparação do sistema de rega é essencial para a sustentabilidade hídrica e financeira do jardim, nomeadamente, a recuperação das cisternas existentes e a criação de novas, para esse fim; bem como o respeito pela zona área non aedificandi de protecção ao longo da Cerca Pombalina, deverão fazer parte das preocupações de todos.

Pedimos a V.Exa. que transmita os nossos mais sentidos agradecimentos aos membros do Grupo de Trabalho, em boa hora criado para acompanhar este processo, pelo excelente trabalho feito.

Sem outro assunto de momento, subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,

PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO

C.c. Presidência da Câmara Municipal de Lisboa Presidência da Assembleia Municipal de Lisboa Vereador do Urbanismo da CML IGESPAR Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo CCDR-LVT Comissão do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local da AR

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pós-Graduação em JARDINS E PAISAGEM

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Candidaturas abertas para licenciados. Inclui estágios em locais como Palácio Nacional de Queluz, Fundação da Casa Fronteira e Alorna, Parque do Palácio do Monteiro-mor, Quinta Real de Caxias, Quinta do Marquês de Pombal em Oeiras, Parques de Sintra – Monte da Lua (Parque de Monserrate e Parque da Pena), Reserva Natural do Estuário do Tejo, Parque Natural da Arrábida, Parque Natural Sintra-Cascais e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, etc.

A Pós-Graduação em JARDINS E PAISAGEM, através de uma abordagem multidisciplinar da História da Arte, Geografia, Arquitectura Paisagista, Antropologia e História, proporciona uma formação pro s-sionalizante de qualidade, que prepara especialistas e técnicos para trabalhar nos sectores público eprivado que tenham a tutela de jardins históricos e parques naturais. Conclui-se a formação com uma visita de estudo a jardins e parques naturais internacionais.

O curso, com início em Outubro de 2011, compreende um estágio incluído na unidade curricular de PROJECTO na qual o aluno desenvolverá um projecto individual em consonância com o local onde está arealizar o estágio e que tanto pode ser a realização de um mapa através da utilização de softwares de cartografia digital e/ou sistemas de informação geográfica; a inventariação das obras e objectos de arte presentes num jardim ou parque natural; a realização de um projecto de programação e dinamização cultural com vista ao incremento do turismo ou a avaliação e investigação sobre paisagem.

Coordenação científica: Prof.ª Doutora Margarida Acciaiuoli

Os alunos poderão escolher as unidades curriculares dentro de um leque variado e alargado, consoante as áreas e as ferramentas que queiram adquirir:

História dos Jardins e Paisagem (Ana Duarte Rodrigues)

História e Experiência da Paisagem na Arte Contemporânea (Margarida Acciaiuoli)

Arte Paisagista e dos Jardins (Aurora Carapinha)

Artes dos Jardins (Ana Duarte Rodrigues)

Cartogra a Digital e Design (Jorge Ferreira e Nuno Soares)

Avaliação e Percepção da Paisagem (Carlos Pereira da Silva)

Detecção Remota e Análise da Paisagem (Pedro Casimiro)

Desenvolvimento Regional e Local (Regina Salvador)

Antropologia do Ambiente (Amélia Frazão Moreira)

Antropologia e Turismo (Maria Cardeira da Silva)

Práticas da Cultura (António Camões Gouveia)

Projecto (Ana Duarte Rodrigues)

Data da inscrição: Coincidente com a do 2.º ciclo (mestrados), a determinar pela faculdade. O valor da propina será de 1500 euros. A seriação dos candidatos resultará de análise curricular e, se necessário, de uma entrevista. Prevê-se que os estudos possam prosseguir para Mestrado e Doutoramento.

Informações: Divisão Académica - Núcleo de formação ao longo da vida

Tel.: 21 790 83 83, E-mail: nflv@fcsh.unl.pt


Nota: Graças à colaboração da LAJB, o Jardim Botânico será um dos objectos de estudo/estágio

sábado, 2 de abril de 2011

Visita guiada: CENTRO ISMAILI, Lisboa

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 16 de Abril (Sábado) terá lugar a visita ao Centro Ismaili.

Local/Hora: R. Abranches Ferrão - 9H30 (atrás da Loja do Cidadão das Laranjeiras, Lisboa)

Visita guiada: limitada a 30 participantes

Transportes: Metro (Estação das Laranjeiras), Autocarro (701 – 726 – 764)

Custo: gratuito

Inscrições: ldbotanico@fc.ul.pt

96 00 34 118 (Secretário Artur Páris)

Saudações botânicas,

A DIRECÇÃO da LAJB

Foto: Fernando Guerra (para a Proap)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Jardim Botânico: Projecto de Resolução do Grupo Parlamentar do BE

Projecto de Resolução do Grupo Parlamentar do BE: Recomenda a protecção do Monumento Nacional JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

O Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa, inaugurado em 1878, é um patrimonio de inegável interesse do ponto de vista historico, cultural e cientifico no coração da cidade de Lisboa, levando todos os anos cerca de 80 mil visitantes a conhecer as suas mais de 1.400 espécies vegetais.

Conta com um banco de sementes que desempenha uma função crucial na conservação de recursos genéticos, detém importantes colecções de herbário, totalizando mais de 235 mil espécies, o que torna este Jardim num local de eleição para o ensino e a sensibilização ambiental, e possui diversas especies tropicais, oriundas da Nova Zelândia, da Austrália, da China, do Japão e da América do Sul, constituindo uma das mais valiosas colecções botânicas em Portugal.

Conforme descreve o Sistema de Informação para o Patrimonio Arquitectonico ‐ SIPA, alojado no site do IHRU, o Jardim tem um “valor cénico e botânico indiscutivel, num espaço onde recreio e o lazer se cruzam com o saber. A variedade de espécies demonstra os diferentes microclimas que ao longo do jardim se podem encontrar. Um dos mais importantes espaços verdes da cidade de Lisboa antiga”.

Esta importancia está reconhecida desde os anos 70, aquando da homologação do Jardim Botânico como Monumento Nacional, um processo só recentemente finalizado através do Decreto n.o 18/2010, de 28 de Dezembro, do Ministério da Cultura. Neste diploma justifica‐se a classificação do Jardim pela “sua relevância pedagogica, a diversidade de especies, com grande variedade de espécies exóticas, e a qualidade arquitectonica do edificio confinante da antiga Escola Politécnica ou as estruturas de apoio subsistentes no perimetro do Jardim” que “fazem deste espaço monumental um dos mais representativos do patrimonio urbano da Lisboa romantica, justificando-se plenamente a sua integral salvaguarda.” O documento refere ainda que a “classificação do Jardim Botânico de Lisboa contribuirá para a preservação do microclima da area, o que constitui condição sine qua non da sua subsistência”.

No entanto, não só esta classificação como Monumento Nacional exclui dos seus limites a Cerca Pombalina, desconsiderando este valor patrimonial, como a proposta de Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, elaborada pela Câmara Municipal de Lisboa e colocada em consulta pública entre 22 de Outubro e 23 de Novembro de 2010, ameaça a salvaguarda e valorização do patrimonio e das missões cientifica e pedagogica do Jardim Botânico.

Este Plano de Pormenor preve a redução da area e dos limites actuais do Jardim, o abate de árvores, bem como a demolição de estruturas fundamentais, como é o caso de herbários, viveiros e estufas, alem da construção de galerias comerciais, hoteis e parques de estacionamento, aumentando a area impermeabilizada e de edificação na zona envolvente do Jardim, com consequencias graves na manutenção das suas condições, nomeadamente do microclima ou da circulação das águas interiores.

Por exemplo, o Plano de Pormenor prevê:

‐O aumento da altura media dos prédios em redor do Jardim, tornando‐o mais quente e seco no Verão, pondo em risco a sobrevivência de muitas especies e diminuindo a riqueza biologica do Jardim;

‐A construção de um novo edificio de 4 pisos na entrada do Jardim, no final da Rua Castilho, ocupando a actual área dos viveiros;

‐A criação de um percurso pedonal para fazer a ligação da Rua da Escola Politécnica à Rua do Salitre e a uma nova galeria comercial junto ao Parque Mayer, que irá ocupar o lugar de uma estufa, implicando a destruição de troços da Cerca Pombalina e a subtracção de um corredor do Jardim que tem especies de elevado valor botânico;

‐A construção de um parque de estacionamento subterrâneo com quatro caves na zona da entrada sul do Jardim, o que ocupará uma grande parte do subsolo dessa zona e vai obrigar ao abate de varias árvores e comprometendo outras por danos causados às raizes. [este estacionamento já foi retirado da proposta do PP]

Foram os próprios IGESPAR e Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRC‐LVT), no ambito da conferencia de serviços, realizada a 22 de Julho de 2010, a colocar muitas duvidas relativamente a estes projectos, sem que as mesmas tenham sido resolvidas no documento colocado em consulta publica.

Refere o parecer do IGESPAR, datado de 26 de Julho de 2010, que “o Jardim Botânico, construido na cerca de um antigo convento, possui valor estético, artistico, historico e cientifico que importam conservar. Neste sentido, para conservar o carácter e valor culturais do espaço é necessario assegurar os seguintes factores:

1-manutenção das condições microclimaticas e de solo;

2-manutenção das condições hidrologicas e de drenagem dos solos;

3-manutenção das condições de ventilação e insolação;

4-manutenção dos elementos e materiais vivos e inertes que compõe o espaço;

5-manutenção da estrutura verde e do traçado do jardim, em conjunto com as edificações que o pontuam;

6-conservação de uma envolvente coerente com o carácter do espaço no que se refere aos factores ambientais e aos valores estéticos, historicos e artisticos.”.

Ora, nenhuma destas condições está assegurada com esta proposta de Plano, nem são conhecidos os estudos que o IGESPAR refere serem necessários.

O parecer da DRC‐LVT, de 23 de Julho, refere que as travessias devem ser preteridas ou devidamente fundamentadas porque podem “induzir a situações criticas decorrentes de um aumento de carga neste jardim”, ou que “a proposta de coberturas verdes de uso público condicionado (…) não pode envolver derrube de muros limitrofes, enquanto garantia da identidade deste imóvel”, ou que “a intervenção contempla alterações a nivel de áreas e estruturas (…) as quais deverão ser preteridas” em caso de impactes negativos ainda não estudados, ou que a “proposta de estacionamento automóvel subterrâneo deverá ser preterida pelos impactes negativos sobre os valores patrimoniais em presença”. [este estacionamento já foi retirado da proposta do PP]

No entanto, estas preocupações não estão expressas na proposta actual.

O Bloco de Esquerda considera que a proposta do Plano de Pormenor desvaloriza o Jardim Botânico de Lisboa nas suas diversas funções e não o salvaguarda enquanto Monumento Nacional, em nada contrariando o abandono e degradação a que foi votado ao longo dos anos. E inaceitável que se pretenda reduzir a área e limites do Jardim, destruir estruturas fundamentais ou ignorar a sua importante missão cientifica e pedagogica. Aliás, sendo um Monumento Nacional, o Jardim deveria estar sujeito a um Plano de Pormenor de Salvaguarda, como determina a legislação, estabelecendo “normas que sirvam de base ao processo da regeneração das áreas, contrariando a deterioração progressiva destes locais, por forma a que se obtenha a reconstituição das caracteristicas existentes à época”, o que não acontece no âmbito deste Plano que inclui uma zona territorial mais abrangente.

Acompanhamos, assim, a preocupação dos mais de 4.000 cidadaos que deram entrada na Assembleia da República de uma petição a exigir a revisão imediata deste Plano de Pormenor pela defesa da missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e economica a longo prazo.

Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda propõe à Assembleia da Republica que recomende ao Governo:

1-Assegure a adequada protecção e requalificação do Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa, ameaçado pela proposta do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, em fase de aprovação pela Câmara Municipal de Lisboa;

2-Inclua a Cerca Pombalina como parte integrante do Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa;

3-Promova, junto das entidades competentes, a elaboração de um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o Monumento Nacional Jardim Botânico de Lisboa, articulado com o Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente, de modo a ordenar, requalificar e promover o cumprimento das missões cientificas e pedagogicas do Jardim Botânico, prevendo inclusivé garantias financeiras para o seu regular financiamento;

4-Garanta que na Zona Especial de Protecção do Jardim Botanico de Lisboa não sejam permitidas novas construções junto ao muro do Jardim e se mantenha a permeabilidade dos logradouros da zona envolvente (Rua da Escola Politécnica, Rua do Salitre, Rua da Alegria e Calçada Patriarcal);

Palácio de São Bento,

24 de Março de 2011

Os Deputados e as Deputadas do Bloco de Esquerda

quinta-feira, 31 de março de 2011

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico reúne hoje com Provedoria da Justiça

A Plataforma da Petição "Em Defesa do Jardim Botânico", tem hoje, dia 31 de Março às 12horas, audiência na Provedoria da Justiça, com o Coordenador da área do Urbanismo, Habitação e Ambiente, Dr. André Folque, para entrega da Petição "Em Defesa da Missão do Jardim Botânico", que conta neste momento com 4885 assinaturas. Na reunião estarão presentes pela Plataforma em Defesa do Jardim Botânico:

Liga dos Amigos do Jardim Botânico - Manuela Correia, João Belard Correia

FÓRUM CIDADANIA LX - Paulo Ferrero

QUERCUS LISBOA - Paulo Daniel

ASSOCIAÇÃO LISBOA VERDE - João Pinto Soares

GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico - Joana Morão


PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Chamaerops humilis (Palmeira das Vassouras)

terça-feira, 29 de março de 2011

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico recebida hoje no Parlamento pela Comissão de Ética, Sociedade e Cultura

Esta audiência, pedida pela LAJB em Julho de 2010 à 13ª Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, terá lugar amanhã dia 29 de Março às 14horas, no Parlamento.

Serão apresentados pelos representantes da "Plataforma" os vários problemas e desafios que o Jardim Botânico enfrenta actualmente. Assunto central a debater será o Plano de Pormenor, de iniciativa municipal, que apesar de bem intencionado apresenta uma tendência geral para a amputação da Missão do Jardim Botânico. Este Plano de Pormenor é rejeitado por 11 (onze) organizações não governamentais de âmbito local e nacional, representando a área do Ambiente, profissionais da Arquitectura, da Conservação e Restauro ou simplesmente movimentos de Cidadania. Quase 5000 cidadãos já assinaram a petição:


A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Arboreto, vista da Avenida das Palmeiras

Assembleia da República: «Riscos do Plano do Parque Mayer para Botânico em debate»

«Os amigos do botânico foram hoje ao Parlamento dizer que o jardim está em risco por causa do Plano de Pormenor do Parque Mayer, no dia em que os deputados decidiram que este tema vai ser discutido em plenário. Uma plataforma de 11 movimentos preocupados com o botânico apresentou na AR uma petição que alerta para o prejuízo que o Plano de Pormenor para o Parque Mayer, Jardim Botânico e Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente pode causar ao jardim, que hoje a comissão do Ambiente decidiu enviar para discussão no plenário da Assembleia da República. A mesma plataforma, encabeçada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico, foi hoje ouvida na AR, mas pelo grupo de trabalho da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, onde reiteraram que "algo de grave se está a passar no Jardim Botânico", classificado em 28 de Dezembro último como património nacional, após um processo que durou 30 anos.

Manuela Correia, da Liga, considerou que "o jardim, como património nacional, está em grande risco", quer em termos das espécies que preserva quer no seu património edificado, sobretudo por causa do Plano de Pormenor para o Parque Mayer, Jardim Botânico e Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente, cuja aprovação municipal pode estar para breve.

"O botânico é património nacional e não estão a ser cumpridos os requisitos que um património nacional exige", considerou, salientando que a classificação exige, desde logo, "um resguardo de 50 metros na envolvência" do jardim, que não estão assegurados. A plataforma defende ainda a criação de uma zona especial de protecção ao jardim, que não está referida no decreto-lei, e considera que essa zona de protecção pode corresponder à actual cerca pombalina, pelo que vai por isso apresentar também a sua candidatura a monumento nacional. Os amigos do botânico estão ainda preocupados com o excesso de construção à volta do jardim, como previsto no plano, "porque o ar aquece e as árvores entram em stress e morrem" e estranham que esteja contemplada a hipótese de construção de dois parques de estacionamento subterrâneos no subsolo do jardim. "Valorizamos a existência de um plano, mas não este. Este tem de voltar ao princípio e de incluir a participação de todos", salientou Manuela Correia.

Para este grupo, o plano pode fazer com que o jardim deixe de contribuir beneficamente para o clima da capital e pôr em causa o património edificado do jardim. Neste sentido, criticam que o plano preveja que todos os equipamentos e estufas sejam condensados num edifício de quatro andares. "Penso que toda a gente percebe que uma estufa no quarto andar não contempla árvores ou determinadas espécies", realçou. Manuela Correia salientou ainda que "o jardim tem umas cisternas jesuíticas que estão paradas há dezenas de anos e que tem um correlato importante com a irrigação do jardim". "A fatia maior dos cêntimos que o botânico tem é para pagar a água à EPAL. Não é admissível que não seja recuperado um sistema como o das cisternas jesuíticas, construídas para irrigar o jardim em tempos de escassez de água e que promoveriam a auto sustentabilidade", propôs.»

In Diário de Notícias (29/3/2011) por Lusa

Foto: Cerca pombalina na cota baixa do Jardim, confinante com logradouros da Rua do Salitre

Orçamento Participativo 2011-2012

A IV Edição do Orçamento Participativo de Lisboa teve início no passado dia 1 de Março. O OP de Lisboa é um instrumento que dá aos cidadãos o poder de decidirem sobre que projectos concretizar em Lisboa com uma verba de 5 milhões de euros do orçamento anual da Câmara Municipal de Lisboa. Este é um Orçamento verdadeiramente Participativo. São os cidadãos que propõem e que decidem, através do seu voto, os projectos a concretizar.

À semelhança do ano passado, também este ano vamos promover Assembleias Participativas na Cidade para que todos possam apresentar propostas para Lisboa. Os números relativos às Assembleias Participativas do ano passado revelam bem que esta é uma iniciativa a prosseguir e aprofundar: participaram cerca de 400 pessoas, foram apresentadas cerca de 500 propostas e, dos 7 projectos que ganharam a votação do ano passado do Orçamento Participativo, 5 foram apresentadas nas Assembleias Participativas realizadas. As Assembleias Participativas vão, portanto, continuar. Nas Assembleias Participativas, todos podem participar, todos podem apresentar as suas propostas para o Orçamento Participativo de Lisboa. Entre 31 de Março e 28 de Abril, iremos realizar cinco Assembleias Participativas, para as quais contamos com a sua participação e as suas propostas para Lisboa. O Calendário das Assembleias Participativas é o seguinte:


31 de Março – 18h30 – Sociedade União Capricho Olivalense


7 de Abril – 18h30 – Junta de Freguesia de S. João de Deus


14 de Abril – 18h30 – Ginásio da Junta de Freguesia de Benfica


21 de Abril – 18h30 – Voz do Operário


28 de Abril – 18h30 – Junta de Freguesia de Belém


Esta é uma iniciativa que queremos divulgar por todos e que queremos que envolva todos. Participe. Divulgue. http://www.lisboaparticipa.pt/


Foto: Av. Liberdade, 2000, Luís Pavão (Arquivo Municipal)

domingo, 27 de março de 2011

Conferências: Tratados de Arte em Portugal

Pela primeira vez em Portugal, a Tratadística e a Literatura Artística, enquanto fontes fundamentais para os artistas, serão os objectos de estudos deste ciclo de conferências internacional, organizado no âmbito do projecto TRATADOS DE ARTE EM PORTUGAL, com a ref.ª PTDC/EAT-EAT/ /100496/2008. As três conferências realiuzam-se a 6 de Maio, 9 de Setembro e 16 de Dezembro.

Organizado por: Ana Duarte Rodrigues

Comissão Científica: Rafael Moreira e Vítor Serrão

Local das Conferências: Palácio dos Marqueses de Fronteira

Largo São Domingos de Benfica
11500-554 Lisboa

Tel.: 21 778 20 23

INSCRIÇÕES: a partir de 1 de Março de 2011.

A inscrição deve ser efectuada mediante o envio da ficha de inscrição ou de dados (nome, idade, profissão e e-mail) para: tratadosdearte@gmail.com

Inscrições / Secretariado: Ana Glória / Inês Felício

Preço / Dia: Público em geral: 15€; Estudantes: 10€

Em anexo: cartaz de divulgação do Ciclo de Conferências

sexta-feira, 25 de março de 2011

26 de Março, 20:30H: "Hora do Planeta"

No próximo sábado, 26 de Março, entre as 20h30 e as 21h30, cidadãos e empresas em todo o mundo apagarão as suas luzes durante uma hora, a "Hora do Planeta", para mostrar como unidos podemos fazer a diferença na luta contra alterações climáticas. O evento, simbólico, pretende estimular indivíduos, empresas e comunidades a tomarem medidas para reduzir as suas emissões de carbono numa base contínua e diária. Promovida pela WWF, a organização global de conservação, a "Hora do Planeta" é a maior iniciativa de luta mundial contra as alterações climáticas. Adere à Hora do Planeta da WWF!

Ano Internacional das Florestas - 2011


Foto: o nosso Jardim Botânico à noite...

quarta-feira, 23 de março de 2011

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico reúne hoje com Presidente da AML

A "Plataforma Em Defesa do Jardim Botânico" reúne hoje, dia 23 de Fevereiro, às 15horas, com a Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Drª Simonetta Luz Afonso, para apresentar as questões que ameaçam o futuro deste Monumento Nacional e de toda a zona envolvente, alvo de um polémico Plano de Pormenor de iniciativa municipal. Será também entregue uma cópia da "Petição em Defesa do Jardim Botânico" que foi lançada a 12 de Novembro de 2010 e que já conta com quase 5000 assinaturas:


A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Quercus libani

terça-feira, 22 de março de 2011

UNIVERSIDADE - O Desejo do Saber

Convite para sessão de apresentação do filme documentário

Universidade - O Desejo do Saber

22 de Março 19h.

AULA MAGNA - Reitoria da Universidade de Lisboa

Realização - Catarina Alves Costa
Pesquisa - Maria João Torgal
Produção - Laranja Azul

ENTRADA LIVRE

Universidade de Lisboa nasceu há 100 anos

O Movimento Republicano assentou numa teia multimodal de centros, escolas, associações, grémios e ligas - formando uma rede de estruturas nominalmente variadas, mas que funcionalmente convergiam na prossecução das grandes linhas do ideário republicano: a educação, a cidadania, a solidariedade social, a laicidade, o livre pensamento, a participação democrática. A actividade educativa, nas vertentes de formação escolar e cívica, era o elemento comum à quase totalidade desta rede onde, para além das associações que a tinham por objecto específico, predominavam os centros políticos e escolares que ministravam aulas a crianças e adultos. E porque a educação era um dos esteios do ideário republicano, coube à República criar, logo em 1911, a Universidade de Lisboa.

Por decreto de 22 de Março de 1911, foi constituída a Universidade de Lisboa, agregando as unidades de ensino já existentes: a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a Escola de Farmácia deram lugar à Faculdade de Medicina (repartida entre o Campo de Santana e o Hospital Escolar de Santa Marta, mantendo anexa a Escola Superior que só em 1921 ascenderia a Faculdade de Farmácia); a Escola Politécnica (na rua do mesmo nome) tornou-se Faculdade de Ciências, mantendo-se esta a funcionar no mesmo edifício da sua antecessora; o Curso Superior de Letras passou a designar-se Faculdade de Letras, mantendo-se o funcionamento, até 1958, nas instalações da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1913, foi criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas, dirigida por Afonso Costa, a qual dará lugar, em 1918, à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que funcionará, até 1957, no Palácio Valmor, no Campo dos Mártires da Pátria.

Foto: Jardim Botânico visto da Colina de Santana/Miradouro do Torel

segunda-feira, 21 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Ruy Belo

COMPREENSÃO DA ÁRVORE

A tua voz edifica-me sílaba a sílaba ...

e é árvore desde as raízes aos ramos

Cantas em mim a primavera breve tempo

e depois os pássaros irão

povoar de ti novas solidões

E eu sentirei na fronte permanentemente

o sudário levemente branco do teu grande silêncio

ó canção ó país ó cidade sonhada

dominicalmente aberta ao mar que por fim pousas

na fímbria desta tua superfície.


Ruy Belo

Foto: Ficus macrophylla, na Classe

Reabertura do Lagartagis: 21 de Março

O Lagartagis - Borboletário do Museu Nacional de História Natural - vai reabrir as suas portas hoje 2ª feira, dia 21 de Março. Para comemorar esta reabertura e para que todos possam ficar a conhecer as obras de melhoramento que foram feitas durante o Inverno, queremos convidar todos os colaboradores dos Museus da Politécnica a visitarem-nos neste dia. Para isso iremos proporcionar um encontro às 15h30 com o usual chá fresco de ervas aromáticas do nosso jardim e se alguém quiser contribuir com alguma especialidade gastronómica será muito bem-vindo! Esperamos que este possa ser um excelente momento de convívio entre todos e que possamos assinalar a chegada da Primavera. Contamos com a vossa presença.

A equipa do Borboletário

domingo, 20 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia: Herberto Helder

DIA MUNDIAL DA POESIA

Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos
detidos: hei-de partir quando as flores chegarem
à sua imagem. Este verão concentrado...
em cada espelho. O próprio
movimento o entenebrece. Mas chamejam os lábios
dos animais. Deixarei as constelações panorâmicas destes dias
internos.

Vou morrer assim, arfando
entre o mar fotográfico
e côncavo
e as paredes com as pérolas afundadas. E a lua desencadeia nas grutas
o sangue que se agrava.

Está cheio de candeias, o verão de onde se parte,
ígneo nessa criança
contemplada. Eu abandono estes jardins
ferozes, o génio
que soprou nos estúdios cavados. É a cólera que me leva
aos precipícios de agosto, e a mansidão
traz-me às janelas. São únicas as colinas como o ar
palpitante fechado num espelho. É a estação dos planetas.
Cada dia é um abismo atómico.

E o leite faz-se tenro durante
os eclipses. Bate em mim cada pancada do pedreiro
que talha no calcário a rosa congenital.
A carne, asfixiam-na os astros profundos nos casulos.
O verão é de azulejo.
É em nós que se encurva o nervo do arco
contra a flecha. Deus ataca-me
na candura. Fica, fria,
esta rede de jardins diante dos incêndios. E uma criança
dá a volta à noite, acesa completamente
pelas mãos.

Herberto Helder

Foto: Plátano no Jardin des Plantes em Paris

Dia Mundial da Poesia

Não se canta e floresce. Ninguém
amadurece no meio da sua vida.
Toca-se lentamente uma parte suspensa do corpo,
e a alta tristeza purifica os dedos.
Porque um homem não é uma canção fria ou
uma roseira. Não
é um fruto como entre folhas inspiradoras.
Um homem vive uma profunda eternidade que se fecha
sobre ele, mas onde o corpo
arde para além de qualquer símbolo, sem alma e puro
como um sacrifício antigo.

Nota: Hoje, no Dia Mundial da Poesia, oferecemos flores de gengibre do Jardim Botânico de Singapura e um poema de Herberto Helder.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Passeio no Parque Florestal de Monsanto

O CAAL - Clube de Actividades ao Ar Livre - convida os seus sócios e a população de Lisboa a virem passear em Monsanto! A 20 de Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia e, a 21, o Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore.

A 20 de Março faz também um ano que se realizou o Projecto Limpar Portugal. O CAAL empenhou-se na organização deste evento no Parque Florestal de Monsanto, onde participaram mais de 400 voluntários, a maioria jovens, que nesse dia removeram toneladas de lixo, depositado de forma negligente ou mesmo criminosa num espaço público que a todos pertence.

No último trimestre de 2010 foi inaugurada a Rota da Biodiversidade, um percurso sinalizado pela Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da CML e que liga o Parque Florestal de Monsanto ao Rio Tejo. Estão assim criadas as condições para que, no próximo dia 20 de Março, a actividade mensal do CAAL em Monsanto, que consistirá numa parte deste percurso, venha a ser mais uma actividade emblemática, plena de surpresas. Será uma oportunidade para os sócios reafirmarem a opção do Clube como Organização Não Governamental de Ambiente, glosando nesta data os valores naturais e humanos que orientam a actividade associativa e cimentam a amizade entre os participantes.

Companheiros, compareçam em Monsanto para conhecerem e desfrutarem o magnífico Parque onde o nosso clube se encontra sedeado. Concentração, na Cruz das Oliveiras, junto aos Bombeiros, às 09h30 de Domingo.

Venha conhecer Monsanto para melhor mantermos o Parque limpo e o defendermos de todos os ataques!

Foto: Marechal Carmona plantando uma árvore na serra de Monsanto, 1938. Arquivo Municipal

terça-feira, 15 de março de 2011

Visita guiada: Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 2 de Abril (Sábado) terá lugar a visita ao Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros:

Local e hora: Rua Augusta, 96 - 09H30

Visita guiada: limitada a20 participantes

Informação: disponibilizadas brochuras NARC a cada visitante

Custo: gratuito

Acessos: Metro Baixa-Chiado; Autocarros/Eléctricos Baixa

Inscrições: ldbotanico@fc.ul.pt

ou pelo 96 00 34 118 (Tm do Secretário Artur Páris).

Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas,

A Direcção da LAJB

Foto: Praça do Comércio, 1957. Mark Kauffman. Arquivo LIFE.

domingo, 13 de março de 2011

Orçamento Participativo 2011-2012

Caro(a) Cidadão(ã)

Conforme é do seu conhecimento, na sequência da aprovação da Carta de Princípios do Orçamento Participativo do Município de Lisboa, realizaram-se já três processos de Orçamento Participativo, de acordo com a metodologia inovadora aprovada. O número de participantes tem aumentado exponencialmente, o que vem comprovar o interesse dos cidadãos em participar activamente na resolução dos problemas da cidade.

No seguimento dos bons resultados obtidos nas edições anteriores e numa perspectiva de consolidação do processo, este ano manteremos o prazo alargado o ano passado para a apresentação de propostas e a realização de Assembleias Participativas e de Assembleias de Voto.

Nesta quarta edição, o ciclo inicia-se mais cedo que o habitual e a principal inovação é o OP Escolar, ainda em fase de projecto piloto com alunos de uma Escola Básica, num processo também consultivo e deliberativo, com um montante máximo de 50.000€ e o objectivo pedagógico de educação para a cidadania.

O calendário aprovado é o seguinte:

Apresentação de propostas, de 1 de Março a 30 de Abril; Análise técnica das propostas pelos serviços municipais, de 1 de Maio a 15 de Julho; Reclamações e respostas, de 18 a 22 de Julho (reclamações) e de 25 a 31 de Julho (respostas); Votação nos projectos, de 1 a 30 de Setembro.

Para que o Orçamento Participativo 2011/2012 seja um processo ainda mais participado pelos cidadãos, é muito importante contar com o apoio e participação de todos os cidadãos. Assim, solicitamos que:

Colabore na divulgação do OP; Garanta o apoio na informação aos cidadãos, quanto ao calendário e metodologia adoptada, bem como no processo de participação, ajudando os interessados no preenchimento das fichas de propostas e de votação de projectos;

Para qualquer esclarecimento poderá contactar a CML, através do e-mail op@cm-lisboa.pt, dos telefones 21 798 82 20 / 21 798 94 46 ou consultar o sítio Web www.lisboaparticipa.pt

Contando com o seu imprescindível apoio no processo de Orçamento Participativo, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011

A Equipa OP

Foto: Av. da República circa 1900 (J. Benoliel, Arquivo CML). Gostariamos de ver mais projectos de arborização de arruamentos no OP. Lisboa ainda tem demasiadas ruas carecas - algumas delas nunca foram arborizadas, noutras as árvores foram abatidas para dar lugar a mais faixas de rodagem como é o triste caso da Av. da República! Desde o início desta louvável iniciativa, ainda não chegou à final nenhum dos projectos de arborização de ruas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

«CEM LOCAIS»: a UL em LX

Arranca este fim de semana o programa CEM LOCAIS, mais uma iniciativa integrada nas comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa.

Os CEM LOCAIS pretende dar a conhecer as marcas deixadas pela Universidade na cidade de Lisboa. São 24 passeios, conduzidos por cerca de 150 convidados, que se realizam durante os fins de semana de Março, Abril e Maio de 2011.

Os passeios incluem as Faculdades, Institutos, Laboratórios, Observatórios e Museus da Universidade hoje, mas também os locais onde a Universidade esteve no pasado, como Alfama, os Hospitais de Santa Marta e São José, o Instituto de Medicina Legal, a Academia das Ciências, o Museu Nacional de Arqueologia, o Instituto Gama Pinto, o Instituto Bento da Rocha Cabral e o Instituto Português de Oncologia, entre outros. Outros passeios incluem ainda novos projectos da Universidade para a cidade, como o Caleidoscópio no Jardim do Campo Grande ou os Museus da Politécnica.

Quase todos os locais são desconhecidos do grande público e de acessoreservado. Porém, encontram-se recheados de memórias, histórias, vidas,investigação, colecções e património.É uma oportunidade única para ficar a conhecer os mais importanteslocais das artes, ciências e humanidades na cidade de Lisboa.

ESTE FIM DE SEMANA:

Passeio 1
REITORIA
12 de Março, 15 h
Com: António Nóvoa, Maria João Neto (FLUL) e João Paulo Martins (FA-UTL).

Passeio 2
Faculdade de Ciências Médicas (UNL) e Instituto Bacteriológico de Câmara Pestana
13 de Março, 15 h
Com: Madalena Esperança Pina (FCM-UNL) e José Pedro Sousa Dias (FFUL).

Os passeios são gratuitos, mas as inscrições são limitadas.


Foto: MNHN, Sala Portugal (fotógrafo Bobone, Arquivo CML)

quarta-feira, 9 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Dorothy Gurney

The kiss of the sun for pardon,
The song of the birds for mirth,
One is nearer God's heart in a garden
Than anywhere else on earth.

Do poema God's Garden (1913), da autora inglesa Dorothy Francis Gurney (1858-1932)

Foto: Domingo no Kew Botanical Gardens de Londres

sábado, 5 de março de 2011

Malaysian Forest Disappearing at Rapid Rate

Malaysia is cutting down forests at more than triple the average rate of the rest of Asia, with the destruction concentrated in the highly biodiverse peatland forests on the island of Borneo, a new analysis of satellite data reveals.

Roughly 10 percent of forests in the Malaysian state of Sarawak on Borneo were cleared in just the past five years, according to the analysis, which was commissioned by Wetlands International, a Netherlands-based environmental group. By comparison, the deforestation rate for the rest of Asia over the last five years was roughly 3.5 percent.

Sarawak’s coastal peatland forests are disappearing at an even faster rate, with an estimated 33 percent cut down since 2005, the group found. Once cleared, the land is being rapidly converted into palm oil plantations.

“As the timber resource has been depleted, the timber companies are now engaging in the oil palm business, completing the annihilation of Sarawak’s peat swamp forests,” Marcel Silvius, senior program manager with Wetlands International, said in a statement.

Several threatened and endangered species, including the Sumatran rhino, the Bornean clouded leopard and the Borneo pygmy elephant, are found in Sarawak’s peatland forests.

The group said that Malaysia had failed to provide detailed information on land use and deforestation in Sarawak, but that satellite data provided clear proof that deforestation was occurring at a rapid rate.

“Free availability of satellite imagery and tools such as Google Earth are revolutionizing forest monitoring,” said Neils Wielaard, a senior project manager with SarVision, a Netherlands remote sensing firm that conducted the satellite data analysis.

In a statement accompanying the report, Wetlands International called for a ban on palm oil production on Borneo’s remaining peatlands and an end to biofuel incentives in the European Union that it said contributed to the land changes in Malaysia. in New York Times, 1 de Fevereiro de 2011

Foto: Floresta no Estado de Johor, no sul da Malásia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Delegação da "Plataforma em Defesa do Jardim Botânico" recebida hoje pela Comissão Parlamentar do Ambiente

A Delegação da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico foi recebida hoje, dia 2 de Março, pelas 11 horas, pelo Exmo. Sr. Deputado Relator da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, Dr. Pedro Farmhouse. A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico esteve representada por:

Gonçalo Ribeiro Telles (APAP)

Manuela Correia (Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

Paulo Ferrero (Fórum Cidadania Lx)

Paulo Daniel (QUERCUS)

Joana Morão (GEcORPA))

A Petição em Defesa do Jardim Botânico continua disponível on-line. O Jardim Botânico é MONUMENTO NACIONAL; o Jardim Botânico é propriedade de todos os cidadãos; o Jardim Botânico é seu! Defenda-o assinando! www.gopetition.com/petition/39771.html

PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Arboreto visto da antiga cantina da Faculdade de Ciências

Visita guiada ao Jardim Botânico: As Aves como Cidadãos das Cidades

Descobrir segredos das Aves nas Cidades. As aves como cidadãos das cidades. Visita guiada ao Jardim Botânico para observação e identificação de aves e para conhecer alguns dos segredos da vida das aves recorreendo ainda às colecções zoológicas do Museu. Primeiras visitas: dias 5 de Março e 2 de Abril, das 9:30 às 12:30. Preço por pessoa: 5 euros. Para mais informações contactar o Serviço de Extensão Pedagógica (SEP): geral@museus.ul.pt

terça-feira, 1 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Camilo Pessanha

FLORIRAM POR ENGANO AS ROSAS BRAVAS...

Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?

Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que num momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!

E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...

Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze --- quanta flor! --- do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?

Camilo Pessanha

(O poeta morreu em Macau a 1 de Março de 1926)

Foto: Rosa multiflora em floração na Classe do Jardim Botânico

Petição em Defesa do Jardim Botânico: Audição na Assembleia da República

No seguimento da entrega a Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República, no passado mês de Janeiro, da "Petição em Defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente" (www.gopetition.com/petition/39771.html), informamos que amanhã, dia 2 de Março, pelas 11h, iremos ser recebidos pelo Exmo. Sr. Deputado Relator daquela petição e membro da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.

A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico será representada naquela audição por:

Gonçalo Ribeiro Telles (Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas)

Manuela Correia (Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

Paulo Ferrero (Fórum Cidadania Lx)

Joana Morão (Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico).

Foto: Arboreto do Jardim Botânico, com a Cerca Pombalina em primeiro plano, visto de um logradouro na Rua do Salitre.