quarta-feira, 23 de março de 2011

Plataforma em Defesa do Jardim Botânico reúne hoje com Presidente da AML

A "Plataforma Em Defesa do Jardim Botânico" reúne hoje, dia 23 de Fevereiro, às 15horas, com a Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa (AML), Drª Simonetta Luz Afonso, para apresentar as questões que ameaçam o futuro deste Monumento Nacional e de toda a zona envolvente, alvo de um polémico Plano de Pormenor de iniciativa municipal. Será também entregue uma cópia da "Petição em Defesa do Jardim Botânico" que foi lançada a 12 de Novembro de 2010 e que já conta com quase 5000 assinaturas:


A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Quercus libani

terça-feira, 22 de março de 2011

UNIVERSIDADE - O Desejo do Saber

Convite para sessão de apresentação do filme documentário

Universidade - O Desejo do Saber

22 de Março 19h.

AULA MAGNA - Reitoria da Universidade de Lisboa

Realização - Catarina Alves Costa
Pesquisa - Maria João Torgal
Produção - Laranja Azul

ENTRADA LIVRE

Universidade de Lisboa nasceu há 100 anos

O Movimento Republicano assentou numa teia multimodal de centros, escolas, associações, grémios e ligas - formando uma rede de estruturas nominalmente variadas, mas que funcionalmente convergiam na prossecução das grandes linhas do ideário republicano: a educação, a cidadania, a solidariedade social, a laicidade, o livre pensamento, a participação democrática. A actividade educativa, nas vertentes de formação escolar e cívica, era o elemento comum à quase totalidade desta rede onde, para além das associações que a tinham por objecto específico, predominavam os centros políticos e escolares que ministravam aulas a crianças e adultos. E porque a educação era um dos esteios do ideário republicano, coube à República criar, logo em 1911, a Universidade de Lisboa.

Por decreto de 22 de Março de 1911, foi constituída a Universidade de Lisboa, agregando as unidades de ensino já existentes: a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a Escola de Farmácia deram lugar à Faculdade de Medicina (repartida entre o Campo de Santana e o Hospital Escolar de Santa Marta, mantendo anexa a Escola Superior que só em 1921 ascenderia a Faculdade de Farmácia); a Escola Politécnica (na rua do mesmo nome) tornou-se Faculdade de Ciências, mantendo-se esta a funcionar no mesmo edifício da sua antecessora; o Curso Superior de Letras passou a designar-se Faculdade de Letras, mantendo-se o funcionamento, até 1958, nas instalações da Academia das Ciências de Lisboa. Em 1913, foi criada a Faculdade de Ciências Económicas e Políticas, dirigida por Afonso Costa, a qual dará lugar, em 1918, à Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa que funcionará, até 1957, no Palácio Valmor, no Campo dos Mártires da Pátria.

Foto: Jardim Botânico visto da Colina de Santana/Miradouro do Torel

segunda-feira, 21 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Ruy Belo

COMPREENSÃO DA ÁRVORE

A tua voz edifica-me sílaba a sílaba ...

e é árvore desde as raízes aos ramos

Cantas em mim a primavera breve tempo

e depois os pássaros irão

povoar de ti novas solidões

E eu sentirei na fronte permanentemente

o sudário levemente branco do teu grande silêncio

ó canção ó país ó cidade sonhada

dominicalmente aberta ao mar que por fim pousas

na fímbria desta tua superfície.


Ruy Belo

Foto: Ficus macrophylla, na Classe

Reabertura do Lagartagis: 21 de Março

O Lagartagis - Borboletário do Museu Nacional de História Natural - vai reabrir as suas portas hoje 2ª feira, dia 21 de Março. Para comemorar esta reabertura e para que todos possam ficar a conhecer as obras de melhoramento que foram feitas durante o Inverno, queremos convidar todos os colaboradores dos Museus da Politécnica a visitarem-nos neste dia. Para isso iremos proporcionar um encontro às 15h30 com o usual chá fresco de ervas aromáticas do nosso jardim e se alguém quiser contribuir com alguma especialidade gastronómica será muito bem-vindo! Esperamos que este possa ser um excelente momento de convívio entre todos e que possamos assinalar a chegada da Primavera. Contamos com a vossa presença.

A equipa do Borboletário

domingo, 20 de março de 2011

Dia Mundial da Poesia: Herberto Helder

DIA MUNDIAL DA POESIA

Deixarei os jardins a brilhar com seus olhos
detidos: hei-de partir quando as flores chegarem
à sua imagem. Este verão concentrado...
em cada espelho. O próprio
movimento o entenebrece. Mas chamejam os lábios
dos animais. Deixarei as constelações panorâmicas destes dias
internos.

Vou morrer assim, arfando
entre o mar fotográfico
e côncavo
e as paredes com as pérolas afundadas. E a lua desencadeia nas grutas
o sangue que se agrava.

Está cheio de candeias, o verão de onde se parte,
ígneo nessa criança
contemplada. Eu abandono estes jardins
ferozes, o génio
que soprou nos estúdios cavados. É a cólera que me leva
aos precipícios de agosto, e a mansidão
traz-me às janelas. São únicas as colinas como o ar
palpitante fechado num espelho. É a estação dos planetas.
Cada dia é um abismo atómico.

E o leite faz-se tenro durante
os eclipses. Bate em mim cada pancada do pedreiro
que talha no calcário a rosa congenital.
A carne, asfixiam-na os astros profundos nos casulos.
O verão é de azulejo.
É em nós que se encurva o nervo do arco
contra a flecha. Deus ataca-me
na candura. Fica, fria,
esta rede de jardins diante dos incêndios. E uma criança
dá a volta à noite, acesa completamente
pelas mãos.

Herberto Helder

Foto: Plátano no Jardin des Plantes em Paris

Dia Mundial da Poesia

Não se canta e floresce. Ninguém
amadurece no meio da sua vida.
Toca-se lentamente uma parte suspensa do corpo,
e a alta tristeza purifica os dedos.
Porque um homem não é uma canção fria ou
uma roseira. Não
é um fruto como entre folhas inspiradoras.
Um homem vive uma profunda eternidade que se fecha
sobre ele, mas onde o corpo
arde para além de qualquer símbolo, sem alma e puro
como um sacrifício antigo.

Nota: Hoje, no Dia Mundial da Poesia, oferecemos flores de gengibre do Jardim Botânico de Singapura e um poema de Herberto Helder.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Passeio no Parque Florestal de Monsanto

O CAAL - Clube de Actividades ao Ar Livre - convida os seus sócios e a população de Lisboa a virem passear em Monsanto! A 20 de Março comemora-se o Dia Mundial da Poesia e, a 21, o Dia Mundial da Floresta e Dia da Árvore.

A 20 de Março faz também um ano que se realizou o Projecto Limpar Portugal. O CAAL empenhou-se na organização deste evento no Parque Florestal de Monsanto, onde participaram mais de 400 voluntários, a maioria jovens, que nesse dia removeram toneladas de lixo, depositado de forma negligente ou mesmo criminosa num espaço público que a todos pertence.

No último trimestre de 2010 foi inaugurada a Rota da Biodiversidade, um percurso sinalizado pela Divisão de Educação e Sensibilização Ambiental da CML e que liga o Parque Florestal de Monsanto ao Rio Tejo. Estão assim criadas as condições para que, no próximo dia 20 de Março, a actividade mensal do CAAL em Monsanto, que consistirá numa parte deste percurso, venha a ser mais uma actividade emblemática, plena de surpresas. Será uma oportunidade para os sócios reafirmarem a opção do Clube como Organização Não Governamental de Ambiente, glosando nesta data os valores naturais e humanos que orientam a actividade associativa e cimentam a amizade entre os participantes.

Companheiros, compareçam em Monsanto para conhecerem e desfrutarem o magnífico Parque onde o nosso clube se encontra sedeado. Concentração, na Cruz das Oliveiras, junto aos Bombeiros, às 09h30 de Domingo.

Venha conhecer Monsanto para melhor mantermos o Parque limpo e o defendermos de todos os ataques!

Foto: Marechal Carmona plantando uma árvore na serra de Monsanto, 1938. Arquivo Municipal

terça-feira, 15 de março de 2011

Visita guiada: Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros

Estimado(a) associado(a),

No próximo dia 2 de Abril (Sábado) terá lugar a visita ao Núcleo Arqueológico da Rua dos Correeiros:

Local e hora: Rua Augusta, 96 - 09H30

Visita guiada: limitada a20 participantes

Informação: disponibilizadas brochuras NARC a cada visitante

Custo: gratuito

Acessos: Metro Baixa-Chiado; Autocarros/Eléctricos Baixa

Inscrições: ldbotanico@fc.ul.pt

ou pelo 96 00 34 118 (Tm do Secretário Artur Páris).

Com os nossos agradecimentos, enviamos saudações botânicas,

A Direcção da LAJB

Foto: Praça do Comércio, 1957. Mark Kauffman. Arquivo LIFE.

domingo, 13 de março de 2011

Orçamento Participativo 2011-2012

Caro(a) Cidadão(ã)

Conforme é do seu conhecimento, na sequência da aprovação da Carta de Princípios do Orçamento Participativo do Município de Lisboa, realizaram-se já três processos de Orçamento Participativo, de acordo com a metodologia inovadora aprovada. O número de participantes tem aumentado exponencialmente, o que vem comprovar o interesse dos cidadãos em participar activamente na resolução dos problemas da cidade.

No seguimento dos bons resultados obtidos nas edições anteriores e numa perspectiva de consolidação do processo, este ano manteremos o prazo alargado o ano passado para a apresentação de propostas e a realização de Assembleias Participativas e de Assembleias de Voto.

Nesta quarta edição, o ciclo inicia-se mais cedo que o habitual e a principal inovação é o OP Escolar, ainda em fase de projecto piloto com alunos de uma Escola Básica, num processo também consultivo e deliberativo, com um montante máximo de 50.000€ e o objectivo pedagógico de educação para a cidadania.

O calendário aprovado é o seguinte:

Apresentação de propostas, de 1 de Março a 30 de Abril; Análise técnica das propostas pelos serviços municipais, de 1 de Maio a 15 de Julho; Reclamações e respostas, de 18 a 22 de Julho (reclamações) e de 25 a 31 de Julho (respostas); Votação nos projectos, de 1 a 30 de Setembro.

Para que o Orçamento Participativo 2011/2012 seja um processo ainda mais participado pelos cidadãos, é muito importante contar com o apoio e participação de todos os cidadãos. Assim, solicitamos que:

Colabore na divulgação do OP; Garanta o apoio na informação aos cidadãos, quanto ao calendário e metodologia adoptada, bem como no processo de participação, ajudando os interessados no preenchimento das fichas de propostas e de votação de projectos;

Para qualquer esclarecimento poderá contactar a CML, através do e-mail op@cm-lisboa.pt, dos telefones 21 798 82 20 / 21 798 94 46 ou consultar o sítio Web www.lisboaparticipa.pt

Contando com o seu imprescindível apoio no processo de Orçamento Participativo, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Lisboa, 28 de Fevereiro de 2011

A Equipa OP

Foto: Av. da República circa 1900 (J. Benoliel, Arquivo CML). Gostariamos de ver mais projectos de arborização de arruamentos no OP. Lisboa ainda tem demasiadas ruas carecas - algumas delas nunca foram arborizadas, noutras as árvores foram abatidas para dar lugar a mais faixas de rodagem como é o triste caso da Av. da República! Desde o início desta louvável iniciativa, ainda não chegou à final nenhum dos projectos de arborização de ruas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

«CEM LOCAIS»: a UL em LX

Arranca este fim de semana o programa CEM LOCAIS, mais uma iniciativa integrada nas comemorações do Centenário da Universidade de Lisboa.

Os CEM LOCAIS pretende dar a conhecer as marcas deixadas pela Universidade na cidade de Lisboa. São 24 passeios, conduzidos por cerca de 150 convidados, que se realizam durante os fins de semana de Março, Abril e Maio de 2011.

Os passeios incluem as Faculdades, Institutos, Laboratórios, Observatórios e Museus da Universidade hoje, mas também os locais onde a Universidade esteve no pasado, como Alfama, os Hospitais de Santa Marta e São José, o Instituto de Medicina Legal, a Academia das Ciências, o Museu Nacional de Arqueologia, o Instituto Gama Pinto, o Instituto Bento da Rocha Cabral e o Instituto Português de Oncologia, entre outros. Outros passeios incluem ainda novos projectos da Universidade para a cidade, como o Caleidoscópio no Jardim do Campo Grande ou os Museus da Politécnica.

Quase todos os locais são desconhecidos do grande público e de acessoreservado. Porém, encontram-se recheados de memórias, histórias, vidas,investigação, colecções e património.É uma oportunidade única para ficar a conhecer os mais importanteslocais das artes, ciências e humanidades na cidade de Lisboa.

ESTE FIM DE SEMANA:

Passeio 1
REITORIA
12 de Março, 15 h
Com: António Nóvoa, Maria João Neto (FLUL) e João Paulo Martins (FA-UTL).

Passeio 2
Faculdade de Ciências Médicas (UNL) e Instituto Bacteriológico de Câmara Pestana
13 de Março, 15 h
Com: Madalena Esperança Pina (FCM-UNL) e José Pedro Sousa Dias (FFUL).

Os passeios são gratuitos, mas as inscrições são limitadas.


Foto: MNHN, Sala Portugal (fotógrafo Bobone, Arquivo CML)

quarta-feira, 9 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Dorothy Gurney

The kiss of the sun for pardon,
The song of the birds for mirth,
One is nearer God's heart in a garden
Than anywhere else on earth.

Do poema God's Garden (1913), da autora inglesa Dorothy Francis Gurney (1858-1932)

Foto: Domingo no Kew Botanical Gardens de Londres

sábado, 5 de março de 2011

Malaysian Forest Disappearing at Rapid Rate

Malaysia is cutting down forests at more than triple the average rate of the rest of Asia, with the destruction concentrated in the highly biodiverse peatland forests on the island of Borneo, a new analysis of satellite data reveals.

Roughly 10 percent of forests in the Malaysian state of Sarawak on Borneo were cleared in just the past five years, according to the analysis, which was commissioned by Wetlands International, a Netherlands-based environmental group. By comparison, the deforestation rate for the rest of Asia over the last five years was roughly 3.5 percent.

Sarawak’s coastal peatland forests are disappearing at an even faster rate, with an estimated 33 percent cut down since 2005, the group found. Once cleared, the land is being rapidly converted into palm oil plantations.

“As the timber resource has been depleted, the timber companies are now engaging in the oil palm business, completing the annihilation of Sarawak’s peat swamp forests,” Marcel Silvius, senior program manager with Wetlands International, said in a statement.

Several threatened and endangered species, including the Sumatran rhino, the Bornean clouded leopard and the Borneo pygmy elephant, are found in Sarawak’s peatland forests.

The group said that Malaysia had failed to provide detailed information on land use and deforestation in Sarawak, but that satellite data provided clear proof that deforestation was occurring at a rapid rate.

“Free availability of satellite imagery and tools such as Google Earth are revolutionizing forest monitoring,” said Neils Wielaard, a senior project manager with SarVision, a Netherlands remote sensing firm that conducted the satellite data analysis.

In a statement accompanying the report, Wetlands International called for a ban on palm oil production on Borneo’s remaining peatlands and an end to biofuel incentives in the European Union that it said contributed to the land changes in Malaysia. in New York Times, 1 de Fevereiro de 2011

Foto: Floresta no Estado de Johor, no sul da Malásia.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Delegação da "Plataforma em Defesa do Jardim Botânico" recebida hoje pela Comissão Parlamentar do Ambiente

A Delegação da Plataforma em Defesa do Jardim Botânico foi recebida hoje, dia 2 de Março, pelas 11 horas, pelo Exmo. Sr. Deputado Relator da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local, Dr. Pedro Farmhouse. A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico esteve representada por:

Gonçalo Ribeiro Telles (APAP)

Manuela Correia (Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

Paulo Ferrero (Fórum Cidadania Lx)

Paulo Daniel (QUERCUS)

Joana Morão (GEcORPA))

A Petição em Defesa do Jardim Botânico continua disponível on-line. O Jardim Botânico é MONUMENTO NACIONAL; o Jardim Botânico é propriedade de todos os cidadãos; o Jardim Botânico é seu! Defenda-o assinando! www.gopetition.com/petition/39771.html

PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza

Foto: Arboreto visto da antiga cantina da Faculdade de Ciências

Visita guiada ao Jardim Botânico: As Aves como Cidadãos das Cidades

Descobrir segredos das Aves nas Cidades. As aves como cidadãos das cidades. Visita guiada ao Jardim Botânico para observação e identificação de aves e para conhecer alguns dos segredos da vida das aves recorreendo ainda às colecções zoológicas do Museu. Primeiras visitas: dias 5 de Março e 2 de Abril, das 9:30 às 12:30. Preço por pessoa: 5 euros. Para mais informações contactar o Serviço de Extensão Pedagógica (SEP): geral@museus.ul.pt

terça-feira, 1 de março de 2011

As Árvores e os Livros: Camilo Pessanha

FLORIRAM POR ENGANO AS ROSAS BRAVAS...

Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?

Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que num momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!

E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...

Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze --- quanta flor! --- do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?

Camilo Pessanha

(O poeta morreu em Macau a 1 de Março de 1926)

Foto: Rosa multiflora em floração na Classe do Jardim Botânico

Petição em Defesa do Jardim Botânico: Audição na Assembleia da República

No seguimento da entrega a Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República, no passado mês de Janeiro, da "Petição em Defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente" (www.gopetition.com/petition/39771.html), informamos que amanhã, dia 2 de Março, pelas 11h, iremos ser recebidos pelo Exmo. Sr. Deputado Relator daquela petição e membro da Comissão Parlamentar do Ambiente, Ordenamento do Território e Poder Local.

A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico será representada naquela audição por:

Gonçalo Ribeiro Telles (Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas)

Manuela Correia (Liga dos Amigos do Jardim Botânico)

Paulo Ferrero (Fórum Cidadania Lx)

Joana Morão (Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico).

Foto: Arboreto do Jardim Botânico, com a Cerca Pombalina em primeiro plano, visto de um logradouro na Rua do Salitre.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Centenário da UL: 100 Lições

Sala de conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa
18h – 20h
Programação 100 Lições: 28 Fevereiro a 4 Março

Seg. 28 Fevereiro

Lição 38 - João Pinharanda

Tema: Arte depois da Revolução: “Os Anos 80”Historiador e crítico de arte. N. Moçambique, 1957. Antigo aluno de História na Faculdade de Letras da UL. Professor (UAL), consultor (F. EDP) e director (Museu de Arte Contemporânea de Elvas) artístico. Organizador de numerosas exposições.

Lição 39 - Fernando Catarino

Tema: 100 Flores para o Centenário. Biólogo. N. Vila Nova de Ourém, 1932. Antigo aluno da Faculdade de Ciências da UL, onde chegou a professor catedrático. Foi director do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa durante duas décadas.

Ter. 1 Março

Lição 40 - Isabel Alçada. Tema: Leitura e EducaçãoProfessora e autora. N. Lisboa, 1950. Antiga aluna de Filosofia na F. Letras da UL. Autora, com Ana Maria Magalhães, da série de livros juvenis “Uma aventura”. Professora da Escola Sup. Educação do IPL. Actual Ministra da Educação.

Lição 41 - João Barroso Soares. Tema: A memória pessoal que guardo dos meus anos de UniversidadeAdvogado e político. N. 1949, Lisboa. Antigo aluno da F. Direito da UL. Deputado (AR e PE). Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1995-2002).

Qua. 2 Março

Lição 42 - Francisco Pinto Balsemão. Tema: Segurança e Liberdade. Empresário. N. 1937. Antigo aluno da F. Direito da UL. Como político, pertenceu à Ala Liberal na Assembleia Nacional nos finais do Estado Novo, foi fundador do actual PSD, deputado e primeiro-ministro. Presidente da Impresa, grupo que detém, entre outros, a SIC, o Expresso e a Visão.

Lição 43 - Miguel Real. Tema: O Romance Português no Século XXI. Pseudónimo literário de Luís Martins. Escritor, ensaísta e professor de filosofia.. N. 1953. Antigo aluno de Filosofia pela Faculdade de Letras da UL. É, actualmente, colaborador do Jornal de Letras, Artes e Ideias onde faz crítica literária.

Qui. 3 Março

Lição 44 - Vasco Vieira de Almeida. Tema: Cidadania e AdvocaciaAdvogado. N. Lisboa, 1932. Antigo aluno da F. Direito da UL. Iniciou a actividade na banca. Foi Ministro da Coordenação Económica no I Governo Provisório (1974) e exerceu funções como representante do Governo (1975-76). Fundou a Vieira de Almeida & Assoc.

Lição 45 - Maria Filomena Mónica. Tema: Segurança e Liberdade. Socióloga. N. Lisboa, 1943. Antiga aluna de Filosofia da F. Letras da UL, doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford. Investigadora-coordenadora emerita do Instituto de Ciências Sociais da UL. Autora de vasta obra sobre temas oitocentistas.

Sex. 4 Março

Ciclo de Palestras “Ciência em Português”- Susana Serrazina. Investigadora do Centro de Biodiversidade, Genómica Integrativa e Funcional, FCUL: “Como respondem as plantas ao stress?” com a presença de Maria Salomé Pais Telles Antunes, do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da UL

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

As Árvores e os Livros: Andrew Marvell

I have a garden of my own,
but so with roses overgrown,
and lilies, that you would it guess
to be a little wilderness.

Andrew Marvell

Andrew Marvell (1621–1678) foi um poeta inglês autor de vários livros de poesia donde se destacam To His Coy Mistress, The Garden, An Horatian Ode e Upon Appleton House. Foi colega e amigo de John Milton.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Centenário da UL: 100 Lições

Programação 100 Lições 21 a 25 de Fevereiro

Lição 33 – Seg. 21 Fevereiro
Alberto Costa. Tema: Momentos decisivos – da Cidade Universitária ao Terreiro do Paço Advogado e político. N. Évora de Alcobaça, 1947. Antigo aluno de Direito na UL. Foi dirigente estudantil. Leccionou em várias universidades. Foi deputado, Ministro da Administração Interna e da Justiça.

Lição 34 – Seg. 21 Fevereiro
Júlio de Castro Caldas. Tema: Crise e Estado de Excepção Advogado. N. Lisboa, 1943. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL. Foi Bastonário da Ordem dos Advogados (1993-1999) e Ministro da Defesa (1999-2001). Actualmente é sócio da firma CSA & Associados.

Lição 35 – Ter. 22 Fevereiro
Raúl Rosado Fernandes. Tema: Dos cânticos Homéricos, aos Servo-Croatas, aos Albaneses a Ismail Kadaret.Professor universitário. N. Lisboa, 1934. Antigo aluno de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da UL, onde chegou a Catedrático de Língua e Literatura Gregas. Foi Reitor da UL (1979-1982), universidade da qual é actualmente Professor Jubilado.

Lição 36 – Ter. 22 Fevereiro
António Galopim de Carvalho. Tema: O Quartzo na Ciência, na Tecnologia e na Arte. N. em Évora, em 1931. É doutorado em Geologia e professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É autor de vasta bibliografia científica, de divulgação e de ficção. Foi director do Museu Nacional de História Natural, a partir do qual continua a desenvolver acções de divulgação, salvaguarda e valorização do património geológico nacional.

Lição 37 – Qua. 23 Fevereiro
Diogo Freitas do Amaral. Tema: Como e para quê reformar a Administração Pública? Professor de Direito Administrativo. N. Póvoa de Varzim, 1941. Antigo aluno da F. Direito da UL, onde chegou a professor catedrático. Actualmente na U. Nova de Lisboa. Fundador do CDS, foi deputado e várias vezes membro do governo. Presidiu à Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Lição 38 – Qui. 24 Fevereiro
Fernando Ribeiro. Tema: Filosofia e Rock - como viver no mundo da poesia eléctrica. Músico, vocalista e letrista da banda portuguesa de heavy metal Moonspell. N. Lisboa, 1974. Antigo aluno de Filosofia na Faculdade de Letras da UL.

Ciclo Palestras “ Ciência em Português” - 25 Fevereiro – Sexta

José Camões. Investigador do Centro de Estudos de Teatro, FLUL: “ Investigação em Humanidades e novas tecnologias.”, com a presença de Rui Vieira Nery, da Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto de Etnomusicologia da UNL.

«O desejo chamado eléctrico 24»

Foi em Novembro de 2007 que, por proposta de Os Verdes, a Assembleia Municipal de Lisboa votou favoralmente, e por unanimidade, uma recomendação para reposição de carreiras de eléctrico operadas pela Carris, em Lisboa, e particularmente uma das centenárias, a do 24, inaugurada em 1907. Suprimida provisoriamente em 1996, o provisório tornou-se definitivo.

Um movimento cívico que engrossou com apoio dos mais variados sectores, de anónimos lisboetas, comerciantes do Bairro Alto, amigos disto e daquilo, do Jardim Botânico, das associações de turismo, lavrou o seu protesto em forma de petição. Já antes a câmara elaborara um protocolo com a transportadora, dez anos depois da interrupção da carreira para a reactivação de algumas linhas. De então para cá, nenhuma das várias versões da carreira voltou aos carris - do Largo do Carmo a Campolide, ao Alto de S. João à Rua da Alfândega, ao Cais do Sodré.

A Assembleia Municipal enumerou algumas vantagens decorrentes do aumento de linhas, referindo o interesse turístico, ambiental e dos próprios munícipes.

O Fórum CidadaniaLx protestou e organizou uma petição, em 2008: "A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital são evidentes, devendo merecer por isso a maior atenção por parte da CML e da Carris.

"Três anos depois, Paulo Ferrero, membro daquela associação cívica, questionou: "Como é possível que uma câmara municipal, um pelouro dito de mobilidade, nada faça de concreto para que a reabertura do E-24 seja possível a curto-médio prazo? Como é possível que a Carris diga que as carreiras de autocarro são suficientes no troço do E-24? Aquele troço (Cais do Sodré-Campolide, com extensão ao Carmo) é um pesadelo de poluição do ar, engarrafamentos, peões em perigo iminente (sobretudo no troço da Misericórdia-Jardim S. Pedro de Alcântara), um atentado urbanístico, enfim, um desastre."

In Público, 18 Fevereiro 2011

Foto: Eléctrico 24 na Rua D. Pedro V em 1983, pelo fotógrafo Bernd Kitendorf

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Centenário da UL: 100 Lições

Lição 29 – Qua. 16 Fevereiro
Miguel Galvão Teles

Tema: O caso de Timor Leste (Portugal c. Austrália) no Tribunal Internacional de Justiça. Advogado. N. Porto, 1939. Antigo aluno da F. Direito da UL, onde também foi docente e regeu Direito Constitucional. Foi membro do Conselho de Estado (1982 a 1986). Pertence à sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.


Lição 30 – Qua. 16 Fevereiro
Martim de Albuquerque

Tema: Considerações à volta da Soberania. Professor universitário e advogado. N. S. Domingos de Rana, 1936. Antigo aluno da F. Direito da UL, donde é Professor Jubilado. Autor de vasta obra nas áreas da História do Direito e do Pensamento Jurídico. Fundador da Albuquerque & Associados, Sociedade de Advogados.

Lição 31 – Qui. 17 Fevereiro
António Marques

Tema: A Reflexão Filosófica: Limites e Dinâmica. Professor universitário e historiador. N. São Pedro do Estoril, 1933. Antigo aluno da F. Letras da UL. Foi professor nesta Faculdade e na de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Lição 32 – Qui. 17 Fevereiro
Luciano Pinto Ravara

Tema: O Valor do Conhecimento. Médico e professor universitário. N. Lisboa, 1939. Antigo aluno da Faculdade de Medicina da UL, onde se doutorou e chegou a Professor Catedrático, jubilando-se em 2009. Dirigiu o Serviço de Medicina I do HSM. Foi um dos fundadores da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social).

domingo, 13 de fevereiro de 2011

«LIVE AND LET LIVE»

For those who live in homes where mice nibble through wires, where pigeons make a mess of eaves, where insects reduce woodwork to dust or, at the most extreme, where foxes enter bedrooms and maul babies or drunken baboons ransack the kitchen (instances reported this year in London and Cape Town), the idea of encouraging wildlife to share our living space seems, well, harebrained.

But the idea is being championed by conservationists, who warn that biological diversity is in peril. The United Nations has launched its decade of biodiversity and, in March, the second Integrated Habitats Design Competition will be launched at the Ecobuild exhibition in London.

In Britain, some bat species have declined by 95 per cent and birds such as swifts have fared similarly. The biggest threat to biodiversity worldwide is habitat loss, often as a result of building development. When, for instance, a tumbledown barn is converted into a home it could mean that bats, barn owls, swallows and swifts all lose theirs. Edward Mayer of Swift Conservation says that recent “progress” in Europe has harmed the birds. “Grants for the renovation of the EU countries’ historic towns have led to wholesale removal of swift (and bat) breeding sites as an unforeseen consequence,” he says.

Old buildings can provide homes for all sorts of wildlife, which could be your worst nightmare or an added bonus. In his book Wildwood, the late writer and environmentalist Roger Deakin described how he “welcomed the sparrows and starlings fidgeting in the thatch” of his “ruin” of a home, and how he was torn between wanting to repair the walls and “foster the passepartout menagerie” with which he lived.

However, it is today’s new buildings that offer the latest challenge. In temperate climates, houses are being built to be airtight to prevent heat loss (good for the environment) but this means they lack the nooks and crannies of older buildings, so there are fewer habitats for wildlife (bad for the environment).

That architects are designing houses where birds, bats and insects are made to feel at home with Homo sapiens may give some the shivers. However, instead of throwing brickbats, we should welcome this new thinking and install bat bricks, enthusiasts say.

It’s now cheap and easy to provide homes for bats, birds and more without impairing the longevity or beauty of the house. The German company Schwegler Natur manufactures hollow bricks designed as bat roosts and bird-nesting sites. They also make homes for solitary-nesting bees to be built into walls. Interiors are designed for the animals’ comfort – think textured walls and open-plan living areas with hanging space to suit all sizes. The prefab roosts can be built into walls or roofs to encourage bats (there are approximately 1,000 species worldwide of which 17 are in the UK). There is also a range of bird nesting boxes. The company has sold over 5m units in Europe.

“The idea is that from inside your house, you wouldn’t know that you share your home with other animals,” says Dr Carol Williams, author of Biodiversity for Low and Zero Carbon Buildings (Riba Publishing). The book contains detailed architectural plans showing how birds and bats of many species can be accommodated in our homes without impinging on human residents. “These species have evolved to live with humans,” says Williams. “Now, because of the real need to lower the carbon footprint of buildings, we risk endangering biodiversity by concentrating on reducing emissions,” she says. “If we do everything for nature except make a home for wildlife, we’re not helping.”

Encouraging biodiversity in your home can also aid mental health, says Williams. “It’s very enjoyable to sit outside with a glass of wine and watch bats flying out at night or hear swifts screaming in summer,” she says. “And being in the middle of a healthy ecosystem increases a property’s value.” Others may worry about droppings, tales of vampires or the possibility of a bat getting caught in the curtains but such concerns are “folklore”, she says. Well, she would. Her passion for wildlife may seem, ahem, batty. She even asked her builders to make holes in the new fascia and soffits she had fitted to her Cornwall home, in the hope that bats would roost there. They did.

Britain’s most common bat, the pipistrelle, only requires a 15mm by 20mm space through which to enter and roost in a cavity. Once roosting, they, like all British bat species, are protected legally. Professor Brian Edwards, of the Royal Institute of British Architects’ Sustainable Futures Group, says that in Britain the legislation has “considerable teeth”. “The regulations introduce new offences which could inadvertently be committed by architects engaged in restoration projects,” he says. Edwards advises anyone thinking of restoring to seek advice from groups such as the Bat Conservation Trust (http://www.bats.org.uk/).

Protecting our wildlife by maintaining or building structures that encourage animals to live with us is something we have done for centuries. In 15th-century Italy, many households built towers for swifts to nest in. Admittedly, the reason was to provide a harvest of young birds for the dining table. In the UK, many homes had dovecotes that provided the larder with meat and eggs, and “bee boles” in the walls – recesses where woven beehives were protected from the elements. The early 20th-century architect Edwin Lutyens built homes with owl boxes in them and wrote whimsically of “the dear big white fluffy thing” he’d seen nesting.

Owls control rodents while peregrine falcons feed on feral pigeons. Bats, house martins and swifts, meanwhile, all eat thousands of insects a day, many of them pests such as aphids and midges.

Few can deny that “nature” enhances urban spaces. In the 1970s, Malaysian architect Ken Yeang was one of the first to involve greenery in urban building designs, with his “bioclimatic skyscrapers”. Today, walls and roofs composed of living plants that provide habitats for insects – the base of the ecological pyramid – are increasingly popular. The living walls of the Musée du Quai Branly in Paris, designed by Patrick Blanc, and the living roof of native plants on the California Academy of Sciences, by Renzo Piano, are two recent examples.

Blanc’s lush living walls – which adorn buildings worldwide, including London’s Athenaeum Hotel – “bring a smile” to all who see them, says landscape gardener Daniel Bell, responsible for maintaining them. It’s not just our species they please. “The walls are absolutely alive with animals,” he says. “There are countless spiders and insects – stink bugs, flies and bees, snails. Birds feed on them; there are even blackbirds nesting in the walls.”

Living roofs and walls can also insulate buildings and reduce noise. In an era of climate change and fast urban lifestyles, we need more of them, says horticulturalist and broadcaster Professor Chris Baines. “Every extra living green surface will help to moderate the urban heat island effect, slow down the rate of rainwater runoff and help to lift the spirits,” he says.

“It’s unusual for architects, ecologists and engineers to work together to create a built environment that takes biodiversity and ecosystem services into account,” says Blanche Cameron, joint organiser of a new annual competition for such projects. The first Integrated Habitats Design Competition, supported by the government body Natural England, attracted 40 entries from architectural practices, ecologists and engineers in six countries. The winner, with a plan for converting a disused railway depot into student accommodation, including bat roosts, bird nesting, living roofs, solar panels and more, was a first-year architecture student from Liverpool University.

One architect who is building green properties with greater ecological benefits is Justin Bere. His London home has roofs of hawthorn and hazel and a wildflower meadow. There is a beehive and bat roosting and bird nesting built into walls as well as all the low-carbon features that owners of a green home would expect, such as solar panels for hot water and electricity.

“If we put a building over nature we have an obligation to put nature back on top,” says Bere. “It doesn’t cost a lot but we can’t live without nature and we don’t have any right to try and do so.” He has created a space where house sparrows flock to eat aphids on the flowers of common vetch in his rooftop meadow. “I love watching everything – the change of seasons and the wildlife.” It must all be a welcome sensory feast for his human neighbours too. Previously the site, encircled by tall terraced houses, was home to a sausage factory. London’s (unwelcome) feral foxes probably miss that. in Financial Times, 21 de janeiro de 2011


Foto: pata residente no Jardim Botânico

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Corujas-do-Mato no Jardim Botânico

Rara imagem de uma cria de Coruja-do-Mato ( Strix aluco ) que habita o nosso Jardim Botânico! Fotografia de José Cardoso.

Lisboa e Vale do Tejo – ocorre no estuário do Tejo, nomeadamente na zona de Pancas, podendo também ser escutada na cidade de Lisboa, onde há registos da presença no Jardim Botânico, no Tapada da Ajuda e no Parque de Monsanto. A serra de Sintra é outro dos locais onde a coruja-do-mato pode ser detectada com frequência, bem como a serra da Arrábida e os montados de Coruche, onde ocorre em boas densidades. in Aves de Portugal

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Arte Integrada nos Edifícios da Universidade de Lisboa

Em 2011 alguns dos Seminários de Cultura Material serão dedicados a estudos associados à Universidade de Lisboa, particularmente ao seu património. É uma forma do Museu de Ciência se associar às Comemorações do Centenário da Universidade e de divulgar o seu vasto património artístico, científico e arquitectónico.

No próximo dia 10 de Fevereiro Ana Mehnert Pascoal falará sobre o programa decorativo associado ao projecto do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para o conjunto da Reitoria, Faculdade de Letras e Faculdadede Direito. A Ana Menhert, bolseira associada ao programa do Centenário, defendeu recentemente uma tese de mestrado sobre este assunto, com a máxima classificação.

"A Cidade do Saber: Património Artístico Integrado nos Edifícios projectados por Porfírio Pardal Monteiro para a Universidade de Lisboa (1934-1961)"

Ana Mehnert Pascoal
10 Fevereiro, 17 h

Seminários de Cultura Material
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa

Foto: detalhe de um dos painéis de Almada Negreiros na UL. Imagem de Nuno Barros Roque da Silveira, 1971, Arquivo Fotográfico Municipal

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Morango, maracujá e groselha nas hortas do Museu do Traje

Espaço de hortas aberto à comunidade conquista cada vez mais adeptos

Isabel Santos há muito que tinha o "bichinho da terra, mas confessa que ser "agricultora" é um trabalho mais duro do que pensava A nova vaga de jovens agricultores que cultiva as hortas do Museu do Traje está a dar um novo colorido aos talhões. Há morangos, maracujás, groselhas e ervas aromáticas. E os espantalhos de trapos, para afugentar as aves, foram trocados por dezenas de CD"s.

É a irreverência de quem pouco ou nunca pegou numa enxada, mas que, pelo prazer de mexer na terra numa cidade cada vez mais betonizada , escolheu ser agricultor nos tempos livres e não tem medo de experimentar, errar e de voltar a tentar até acertar. São recém-aposentados, professores universitários, arquitectos, famílias inteiras.

Onde antes só havia batatas, cenouras, couves, cebolas e alfaces, há agora uma variedade de espécies novas nas hortas do Museu. Há morangos, maracujás, groselhas, cebolinho, manjericão e muitas outras ervas aromáticas.

Mas há outras marcam que atestam a presença de sangue novo a amanhar a terra. Entre os espantalhos, os trapos pendurados em paus ou os sacos de plástico para manter os pássaros ao largo, existem também talhões com CD"s a rodopiar ao vento. E, à primeira vista, os reflexos criados pelo sol, parecem resultar mais do que o boneco de palha, estático, de braços abertos e vestido com roupas XXL.

Isabel Santos faz parte da nova vaga de agricultores inexperientes, mas com muita vontade de proporcionar a si própria alguns momentos ao ar livre, dentro da capital, mas sem sentir uma ponta sequer do bulício normal - e tantas vezes infernal - de uma cidade.

"Nasci e cresci no campo, mas nunca cheguei a colocar as mãos na terra. Mas o bichinho ficou cá", confessa Isabel Santos, natural de Penamacor, na Beira Baixa. O pequeno talhão no Museu do Traje pertence a uma amiga, mas Isabel ajuda sempre que pode.»

In Jornal de Notícias (8/2/2011)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Centenário da UL: 100 LIÇÕES

As Cem Lições, integradas na celebração do Centenário, serão dadas por cem antigos alunos da Universidade de Lisboa. O tópico da lição é de livre escolha de quem a profere. É talvez natural que a experiência universitária e o seu prolongamento, eufórico ou menos eufórico, na vida desses antigos alunos possam ser objecto das suas lições. É igualmente natural que as actividades profissionais ou áreas disciplinares a que, com reconhecido brilho, se dedicaram nas suas vidas, nelas sejam objecto de análise. A Universidade acolhe com júbilo o seu regresso.

PROGRAMAÇÃO 2 e 4 FEVEREIRO

Lição 12 - QUA. 2 Fevereiro
Rui Sanches

Pintor e escultor. N. Lisboa, 1954.
Antigo aluno da F. Medicina da UL, donde saiu para estudar sucessivamente no Ar.Co (Lisboa), no Goldsmiths' College (Londres) e na Univ. Yale. Dirige o Dep. Escultura do Ar.Co. Vive e trabalha em Lisboa.

Lição 13 - QUA. 2 Fevereiro
Lídia Jorge

Tema: Escrita como Experiência. Escritora. N. Boliqueime, 1946. Antiga aluna de Filologia Românica na F. Letras da UL. Viveu em Angola e Moçambique no final do período colonial. A Costa dos Murmúrios (1988) é um dos mais conhecidos de dezena e meia de livros, editados em várias línguas. Recebeu vários prémios em Portugal e no estrangeiro.

Lição 14 - Qui. 3 Fevereiro
Pedro Mário Soares Martinez

Tema: A Economia e o Homem. Professor universitário. N. Lisboa, 1925. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL, onde se doutorou e foi Professor Catedrático (1958) de C. Político-Económicas. Dirigiu a FDUL de 1971 a 1974. Foi Procurador à Câmara Corporativa e Ministro da Saúde e Assistência (1962-1963).

Lição 15 - Qui. 3 Fevereiro
João Seabra

Tema: No centenário da Lei da Separação. Igreja e Estado nos alvores do séc. XX. Padre católico. N. 1949. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL. Estudou Teologia na U. Católica Portuguesa e Direito Canónico na U. Pontifícia de Salamanca. Foi Capelão na UCP e Prior de Santos-o-Velho. Colabora actualmente com as paróquias do Chiado. Ciclo de Palestras “Ciência em Português”

Lição 16 - SEX. 4 Fevereiro
Tjerk Hagemeijer

Investigador do Centro de Linguística da FLUL: “Línguas, genes, e história: a crioulização no Golfo da Guiné” com a presença da Prof. Isabel Castro Henriques do Departamento de História da Faculdade de Letras da UL.