Descobrir segredos das Aves nas Cidades. As aves como cidadãos das cidades. Visita guiada ao Jardim Botânico para observação e identificação de aves e para conhecer alguns dos segredos da vida das aves recorreendo ainda às colecções zoológicas do Museu. Primeiras visitas: dias 5 de Março e 2 de Abril, das 9:30 às 12:30. Preço por pessoa: 5 euros. Para mais informações contactar o Serviço de Extensão Pedagógica (SEP): geral@museus.ul.ptquarta-feira, 2 de março de 2011
Visita guiada ao Jardim Botânico: As Aves como Cidadãos das Cidades
Descobrir segredos das Aves nas Cidades. As aves como cidadãos das cidades. Visita guiada ao Jardim Botânico para observação e identificação de aves e para conhecer alguns dos segredos da vida das aves recorreendo ainda às colecções zoológicas do Museu. Primeiras visitas: dias 5 de Março e 2 de Abril, das 9:30 às 12:30. Preço por pessoa: 5 euros. Para mais informações contactar o Serviço de Extensão Pedagógica (SEP): geral@museus.ul.pt
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
17:41
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
aves,
Serviço de Extensão Pedagógica,
Visitas Guiadas
terça-feira, 1 de março de 2011
As Árvores e os Livros: Camilo Pessanha
Floriram por engano as rosas bravas
No Inverno: veio o vento desfolhá-las...
Em que cismas, meu bem? Porque me calas
As vozes com que há pouco me enganavas?
Castelos doidos! Tão cedo caístes!...
Onde vamos, alheio o pensamento,
De mãos dadas? Teus olhos, que num momento
Perscrutaram nos meus, como vão tristes!
E sobre nós cai nupcial a neve,
Surda, em triunfo, pétalas, de leve
Juncando o chão, na acrópole de gelos...
Em redor do teu vulto é como um véu!
Quem as esparze --- quanta flor! --- do céu,
Sobre nós dois, sobre os nossos cabelos?
Camilo Pessanha
(O poeta morreu em Macau a 1 de Março de 1926)
Foto: Rosa multiflora em floração na Classe do Jardim Botânico
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
18:18
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
As Árvores e os Livros,
Camilo Pessanha,
China,
Classe,
Em Floração,
Macau,
Poema,
Poesia,
Rosa multiflora,
Rosaceae
Petição em Defesa do Jardim Botânico: Audição na Assembleia da República
A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico será representada naquela audição por:
Gonçalo Ribeiro Telles (Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas)
Manuela Correia (Liga dos Amigos do Jardim Botânico)
Paulo Ferrero (Fórum Cidadania Lx)
Joana Morão (Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico).
Foto: Arboreto do Jardim Botânico, com a Cerca Pombalina em primeiro plano, visto de um logradouro na Rua do Salitre.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Centenário da UL: 100 Lições
Sala de conferências da Reitoria da Universidade de Lisboa18h – 20h
Programação 100 Lições: 28 Fevereiro a 4 Março
Programação 100 Lições: 28 Fevereiro a 4 Março
Seg. 28 Fevereiro
Lição 38 - João Pinharanda
Tema: Arte depois da Revolução: “Os Anos 80”Historiador e crítico de arte. N. Moçambique, 1957. Antigo aluno de História na Faculdade de Letras da UL. Professor (UAL), consultor (F. EDP) e director (Museu de Arte Contemporânea de Elvas) artístico. Organizador de numerosas exposições.
Lição 39 - Fernando Catarino
Tema: 100 Flores para o Centenário. Biólogo. N. Vila Nova de Ourém, 1932. Antigo aluno da Faculdade de Ciências da UL, onde chegou a professor catedrático. Foi director do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa durante duas décadas.
Ter. 1 Março
Lição 40 - Isabel Alçada. Tema: Leitura e EducaçãoProfessora e autora. N. Lisboa, 1950. Antiga aluna de Filosofia na F. Letras da UL. Autora, com Ana Maria Magalhães, da série de livros juvenis “Uma aventura”. Professora da Escola Sup. Educação do IPL. Actual Ministra da Educação.
Lição 41 - João Barroso Soares. Tema: A memória pessoal que guardo dos meus anos de UniversidadeAdvogado e político. N. 1949, Lisboa. Antigo aluno da F. Direito da UL. Deputado (AR e PE). Foi presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1995-2002).
Qua. 2 Março
Lição 42 - Francisco Pinto Balsemão. Tema: Segurança e Liberdade. Empresário. N. 1937. Antigo aluno da F. Direito da UL. Como político, pertenceu à Ala Liberal na Assembleia Nacional nos finais do Estado Novo, foi fundador do actual PSD, deputado e primeiro-ministro. Presidente da Impresa, grupo que detém, entre outros, a SIC, o Expresso e a Visão.
Lição 43 - Miguel Real. Tema: O Romance Português no Século XXI. Pseudónimo literário de Luís Martins. Escritor, ensaísta e professor de filosofia.. N. 1953. Antigo aluno de Filosofia pela Faculdade de Letras da UL. É, actualmente, colaborador do Jornal de Letras, Artes e Ideias onde faz crítica literária.
Qui. 3 Março
Lição 44 - Vasco Vieira de Almeida. Tema: Cidadania e AdvocaciaAdvogado. N. Lisboa, 1932. Antigo aluno da F. Direito da UL. Iniciou a actividade na banca. Foi Ministro da Coordenação Económica no I Governo Provisório (1974) e exerceu funções como representante do Governo (1975-76). Fundou a Vieira de Almeida & Assoc.
Lição 45 - Maria Filomena Mónica. Tema: Segurança e Liberdade. Socióloga. N. Lisboa, 1943. Antiga aluna de Filosofia da F. Letras da UL, doutorada em Sociologia pela Universidade de Oxford. Investigadora-coordenadora emerita do Instituto de Ciências Sociais da UL. Autora de vasta obra sobre temas oitocentistas.
Sex. 4 Março
Ciclo de Palestras “Ciência em Português”- Susana Serrazina. Investigadora do Centro de Biodiversidade, Genómica Integrativa e Funcional, FCUL: “Como respondem as plantas ao stress?” com a presença de Maria Salomé Pais Telles Antunes, do Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da UL
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
05:11
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Cem Lições,
Centenário da UL
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
As Árvores e os Livros: Andrew Marvell
but so with roses overgrown,
and lilies, that you would it guess
to be a little wilderness.
Andrew Marvell
Andrew Marvell (1621–1678) foi um poeta inglês autor de vários livros de poesia donde se destacam To His Coy Mistress, The Garden, An Horatian Ode e Upon Appleton House. Foi colega e amigo de John Milton.
Etiquetas:
Andrew Marvell,
As Árvores e os Livros,
Poema,
Poesia
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Centenário da UL: 100 Lições
Programação 100 Lições 21 a 25 de FevereiroLição 33 – Seg. 21 Fevereiro
Alberto Costa. Tema: Momentos decisivos – da Cidade Universitária ao Terreiro do Paço Advogado e político. N. Évora de Alcobaça, 1947. Antigo aluno de Direito na UL. Foi dirigente estudantil. Leccionou em várias universidades. Foi deputado, Ministro da Administração Interna e da Justiça.
Lição 34 – Seg. 21 Fevereiro
Júlio de Castro Caldas. Tema: Crise e Estado de Excepção Advogado. N. Lisboa, 1943. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL. Foi Bastonário da Ordem dos Advogados (1993-1999) e Ministro da Defesa (1999-2001). Actualmente é sócio da firma CSA & Associados.
Lição 35 – Ter. 22 Fevereiro
Raúl Rosado Fernandes. Tema: Dos cânticos Homéricos, aos Servo-Croatas, aos Albaneses a Ismail Kadaret.Professor universitário. N. Lisboa, 1934. Antigo aluno de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da UL, onde chegou a Catedrático de Língua e Literatura Gregas. Foi Reitor da UL (1979-1982), universidade da qual é actualmente Professor Jubilado.
Lição 36 – Ter. 22 Fevereiro
António Galopim de Carvalho. Tema: O Quartzo na Ciência, na Tecnologia e na Arte. N. em Évora, em 1931. É doutorado em Geologia e professor catedrático jubilado da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. É autor de vasta bibliografia científica, de divulgação e de ficção. Foi director do Museu Nacional de História Natural, a partir do qual continua a desenvolver acções de divulgação, salvaguarda e valorização do património geológico nacional.
Lição 37 – Qua. 23 Fevereiro
Diogo Freitas do Amaral. Tema: Como e para quê reformar a Administração Pública? Professor de Direito Administrativo. N. Póvoa de Varzim, 1941. Antigo aluno da F. Direito da UL, onde chegou a professor catedrático. Actualmente na U. Nova de Lisboa. Fundador do CDS, foi deputado e várias vezes membro do governo. Presidiu à Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Lição 38 – Qui. 24 Fevereiro
Fernando Ribeiro. Tema: Filosofia e Rock - como viver no mundo da poesia eléctrica. Músico, vocalista e letrista da banda portuguesa de heavy metal Moonspell. N. Lisboa, 1974. Antigo aluno de Filosofia na Faculdade de Letras da UL.
Ciclo Palestras “ Ciência em Português” - 25 Fevereiro – Sexta
José Camões. Investigador do Centro de Estudos de Teatro, FLUL: “ Investigação em Humanidades e novas tecnologias.”, com a presença de Rui Vieira Nery, da Fundação Calouste Gulbenkian e Instituto de Etnomusicologia da UNL.
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
17:29
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Cem Lições,
Centenário da UL
«O desejo chamado eléctrico 24»
Foi em Novembro de 2007 que, por proposta de Os Verdes, a Assembleia Municipal de Lisboa votou favoralmente, e por unanimidade, uma recomendação para reposição de carreiras de eléctrico operadas pela Carris, em Lisboa, e particularmente uma das centenárias, a do 24, inaugurada em 1907. Suprimida provisoriamente em 1996, o provisório tornou-se definitivo.Um movimento cívico que engrossou com apoio dos mais variados sectores, de anónimos lisboetas, comerciantes do Bairro Alto, amigos disto e daquilo, do Jardim Botânico, das associações de turismo, lavrou o seu protesto em forma de petição. Já antes a câmara elaborara um protocolo com a transportadora, dez anos depois da interrupção da carreira para a reactivação de algumas linhas. De então para cá, nenhuma das várias versões da carreira voltou aos carris - do Largo do Carmo a Campolide, ao Alto de S. João à Rua da Alfândega, ao Cais do Sodré.
A Assembleia Municipal enumerou algumas vantagens decorrentes do aumento de linhas, referindo o interesse turístico, ambiental e dos próprios munícipes.
O Fórum CidadaniaLx protestou e organizou uma petição, em 2008: "A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital são evidentes, devendo merecer por isso a maior atenção por parte da CML e da Carris.
"Três anos depois, Paulo Ferrero, membro daquela associação cívica, questionou: "Como é possível que uma câmara municipal, um pelouro dito de mobilidade, nada faça de concreto para que a reabertura do E-24 seja possível a curto-médio prazo? Como é possível que a Carris diga que as carreiras de autocarro são suficientes no troço do E-24? Aquele troço (Cais do Sodré-Campolide, com extensão ao Carmo) é um pesadelo de poluição do ar, engarrafamentos, peões em perigo iminente (sobretudo no troço da Misericórdia-Jardim S. Pedro de Alcântara), um atentado urbanístico, enfim, um desastre."
In Público, 18 Fevereiro 2011
Foto: Eléctrico 24 na Rua D. Pedro V em 1983, pelo fotógrafo Bernd Kitendorf
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
17:19
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
CARRIS,
Cidadania,
CML,
Eléctrico 24,
Jornal Público,
Mobilidade Sustentável,
Sustentabilidade,
Transportes Públicos,
Turismo
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Centenário da UL: 100 Lições
Lição 29 – Qua. 16 Fevereiro Miguel Galvão Teles
Tema: O caso de Timor Leste (Portugal c. Austrália) no Tribunal Internacional de Justiça. Advogado. N. Porto, 1939. Antigo aluno da F. Direito da UL, onde também foi docente e regeu Direito Constitucional. Foi membro do Conselho de Estado (1982 a 1986). Pertence à sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados.
Lição 30 – Qua. 16 Fevereiro
Martim de Albuquerque
Tema: Considerações à volta da Soberania. Professor universitário e advogado. N. S. Domingos de Rana, 1936. Antigo aluno da F. Direito da UL, donde é Professor Jubilado. Autor de vasta obra nas áreas da História do Direito e do Pensamento Jurídico. Fundador da Albuquerque & Associados, Sociedade de Advogados.
Lição 31 – Qui. 17 Fevereiro
António Marques
Tema: A Reflexão Filosófica: Limites e Dinâmica. Professor universitário e historiador. N. São Pedro do Estoril, 1933. Antigo aluno da F. Letras da UL. Foi professor nesta Faculdade e na de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Lição 32 – Qui. 17 Fevereiro
Luciano Pinto Ravara
Tema: O Valor do Conhecimento. Médico e professor universitário. N. Lisboa, 1939. Antigo aluno da Faculdade de Medicina da UL, onde se doutorou e chegou a Professor Catedrático, jubilando-se em 2009. Dirigiu o Serviço de Medicina I do HSM. Foi um dos fundadores da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social).
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
13:09
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Cem Lições,
Centenário da UL
domingo, 13 de fevereiro de 2011
«LIVE AND LET LIVE»
But the idea is being championed by conservationists, who warn that biological diversity is in peril. The United Nations has launched its decade of biodiversity and, in March, the second Integrated Habitats Design Competition will be launched at the Ecobuild exhibition in London.
In Britain, some bat species have declined by 95 per cent and birds such as swifts have fared similarly. The biggest threat to biodiversity worldwide is habitat loss, often as a result of building development. When, for instance, a tumbledown barn is converted into a home it could mean that bats, barn owls, swallows and swifts all lose theirs. Edward Mayer of Swift Conservation says that recent “progress” in Europe has harmed the birds. “Grants for the renovation of the EU countries’ historic towns have led to wholesale removal of swift (and bat) breeding sites as an unforeseen consequence,” he says.
Old buildings can provide homes for all sorts of wildlife, which could be your worst nightmare or an added bonus. In his book Wildwood, the late writer and environmentalist Roger Deakin described how he “welcomed the sparrows and starlings fidgeting in the thatch” of his “ruin” of a home, and how he was torn between wanting to repair the walls and “foster the passepartout menagerie” with which he lived.
However, it is today’s new buildings that offer the latest challenge. In temperate climates, houses are being built to be airtight to prevent heat loss (good for the environment) but this means they lack the nooks and crannies of older buildings, so there are fewer habitats for wildlife (bad for the environment).
That architects are designing houses where birds, bats and insects are made to feel at home with Homo sapiens may give some the shivers. However, instead of throwing brickbats, we should welcome this new thinking and install bat bricks, enthusiasts say.
It’s now cheap and easy to provide homes for bats, birds and more without impairing the longevity or beauty of the house. The German company Schwegler Natur manufactures hollow bricks designed as bat roosts and bird-nesting sites. They also make homes for solitary-nesting bees to be built into walls. Interiors are designed for the animals’ comfort – think textured walls and open-plan living areas with hanging space to suit all sizes. The prefab roosts can be built into walls or roofs to encourage bats (there are approximately 1,000 species worldwide of which 17 are in the UK). There is also a range of bird nesting boxes. The company has sold over 5m units in Europe.
“The idea is that from inside your house, you wouldn’t know that you share your home with other animals,” says Dr Carol Williams, author of Biodiversity for Low and Zero Carbon Buildings (Riba Publishing). The book contains detailed architectural plans showing how birds and bats of many species can be accommodated in our homes without impinging on human residents. “These species have evolved to live with humans,” says Williams. “Now, because of the real need to lower the carbon footprint of buildings, we risk endangering biodiversity by concentrating on reducing emissions,” she says. “If we do everything for nature except make a home for wildlife, we’re not helping.”
Encouraging biodiversity in your home can also aid mental health, says Williams. “It’s very enjoyable to sit outside with a glass of wine and watch bats flying out at night or hear swifts screaming in summer,” she says. “And being in the middle of a healthy ecosystem increases a property’s value.” Others may worry about droppings, tales of vampires or the possibility of a bat getting caught in the curtains but such concerns are “folklore”, she says. Well, she would. Her passion for wildlife may seem, ahem, batty. She even asked her builders to make holes in the new fascia and soffits she had fitted to her Cornwall home, in the hope that bats would roost there. They did.
Britain’s most common bat, the pipistrelle, only requires a 15mm by 20mm space through which to enter and roost in a cavity. Once roosting, they, like all British bat species, are protected legally. Professor Brian Edwards, of the Royal Institute of British Architects’ Sustainable Futures Group, says that in Britain the legislation has “considerable teeth”. “The regulations introduce new offences which could inadvertently be committed by architects engaged in restoration projects,” he says. Edwards advises anyone thinking of restoring to seek advice from groups such as the Bat Conservation Trust (http://www.bats.org.uk/).
Protecting our wildlife by maintaining or building structures that encourage animals to live with us is something we have done for centuries. In 15th-century Italy, many households built towers for swifts to nest in. Admittedly, the reason was to provide a harvest of young birds for the dining table. In the UK, many homes had dovecotes that provided the larder with meat and eggs, and “bee boles” in the walls – recesses where woven beehives were protected from the elements. The early 20th-century architect Edwin Lutyens built homes with owl boxes in them and wrote whimsically of “the dear big white fluffy thing” he’d seen nesting.
Owls control rodents while peregrine falcons feed on feral pigeons. Bats, house martins and swifts, meanwhile, all eat thousands of insects a day, many of them pests such as aphids and midges.
Few can deny that “nature” enhances urban spaces. In the 1970s, Malaysian architect Ken Yeang was one of the first to involve greenery in urban building designs, with his “bioclimatic skyscrapers”. Today, walls and roofs composed of living plants that provide habitats for insects – the base of the ecological pyramid – are increasingly popular. The living walls of the Musée du Quai Branly in Paris, designed by Patrick Blanc, and the living roof of native plants on the California Academy of Sciences, by Renzo Piano, are two recent examples.
Blanc’s lush living walls – which adorn buildings worldwide, including London’s Athenaeum Hotel – “bring a smile” to all who see them, says landscape gardener Daniel Bell, responsible for maintaining them. It’s not just our species they please. “The walls are absolutely alive with animals,” he says. “There are countless spiders and insects – stink bugs, flies and bees, snails. Birds feed on them; there are even blackbirds nesting in the walls.”
Living roofs and walls can also insulate buildings and reduce noise. In an era of climate change and fast urban lifestyles, we need more of them, says horticulturalist and broadcaster Professor Chris Baines. “Every extra living green surface will help to moderate the urban heat island effect, slow down the rate of rainwater runoff and help to lift the spirits,” he says.
“It’s unusual for architects, ecologists and engineers to work together to create a built environment that takes biodiversity and ecosystem services into account,” says Blanche Cameron, joint organiser of a new annual competition for such projects. The first Integrated Habitats Design Competition, supported by the government body Natural England, attracted 40 entries from architectural practices, ecologists and engineers in six countries. The winner, with a plan for converting a disused railway depot into student accommodation, including bat roosts, bird nesting, living roofs, solar panels and more, was a first-year architecture student from Liverpool University.
One architect who is building green properties with greater ecological benefits is Justin Bere. His London home has roofs of hawthorn and hazel and a wildflower meadow. There is a beehive and bat roosting and bird nesting built into walls as well as all the low-carbon features that owners of a green home would expect, such as solar panels for hot water and electricity.
“If we put a building over nature we have an obligation to put nature back on top,” says Bere. “It doesn’t cost a lot but we can’t live without nature and we don’t have any right to try and do so.” He has created a space where house sparrows flock to eat aphids on the flowers of common vetch in his rooftop meadow. “I love watching everything – the change of seasons and the wildlife.” It must all be a welcome sensory feast for his human neighbours too. Previously the site, encircled by tall terraced houses, was home to a sausage factory. London’s (unwelcome) feral foxes probably miss that. in Financial Times, 21 de janeiro de 2011
Foto: pata residente no Jardim Botânico
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Corujas-do-Mato no Jardim Botânico
Lisboa e Vale do Tejo – ocorre no estuário do Tejo, nomeadamente na zona de Pancas, podendo também ser escutada na cidade de Lisboa, onde há registos da presença no Jardim Botânico, no Tapada da Ajuda e no Parque de Monsanto. A serra de Sintra é outro dos locais onde a coruja-do-mato pode ser detectada com frequência, bem como a serra da Arrábida e os montados de Coruche, onde ocorre em boas densidades. in Aves de Portugal
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
10:50
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Coruja-do-Mato,
Inverno,
Strix aluco
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Arte Integrada nos Edifícios da Universidade de Lisboa
Em 2011 alguns dos Seminários de Cultura Material serão dedicados a estudos associados à Universidade de Lisboa, particularmente ao seu património. É uma forma do Museu de Ciência se associar às Comemorações do Centenário da Universidade e de divulgar o seu vasto património artístico, científico e arquitectónico.No próximo dia 10 de Fevereiro Ana Mehnert Pascoal falará sobre o programa decorativo associado ao projecto do Arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para o conjunto da Reitoria, Faculdade de Letras e Faculdadede Direito. A Ana Menhert, bolseira associada ao programa do Centenário, defendeu recentemente uma tese de mestrado sobre este assunto, com a máxima classificação.
"A Cidade do Saber: Património Artístico Integrado nos Edifícios projectados por Porfírio Pardal Monteiro para a Universidade de Lisboa (1934-1961)"
Ana Mehnert Pascoal
10 Fevereiro, 17 h
Seminários de Cultura Material
Museu de Ciência da Universidade de Lisboa
Foto: detalhe de um dos painéis de Almada Negreiros na UL. Imagem de Nuno Barros Roque da Silveira, 1971, Arquivo Fotográfico Municipal
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
10:00
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Arquitectura,
Campus Universitário,
Centenário da UL,
Pardal Monteiro,
Seminário,
Universidade de Lisboa
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Morango, maracujá e groselha nas hortas do Museu do Traje
Espaço de hortas aberto à comunidade conquista cada vez mais adeptosIsabel Santos há muito que tinha o "bichinho da terra, mas confessa que ser "agricultora" é um trabalho mais duro do que pensava A nova vaga de jovens agricultores que cultiva as hortas do Museu do Traje está a dar um novo colorido aos talhões. Há morangos, maracujás, groselhas e ervas aromáticas. E os espantalhos de trapos, para afugentar as aves, foram trocados por dezenas de CD"s.
É a irreverência de quem pouco ou nunca pegou numa enxada, mas que, pelo prazer de mexer na terra numa cidade cada vez mais betonizada , escolheu ser agricultor nos tempos livres e não tem medo de experimentar, errar e de voltar a tentar até acertar. São recém-aposentados, professores universitários, arquitectos, famílias inteiras.
Onde antes só havia batatas, cenouras, couves, cebolas e alfaces, há agora uma variedade de espécies novas nas hortas do Museu. Há morangos, maracujás, groselhas, cebolinho, manjericão e muitas outras ervas aromáticas.
Mas há outras marcam que atestam a presença de sangue novo a amanhar a terra. Entre os espantalhos, os trapos pendurados em paus ou os sacos de plástico para manter os pássaros ao largo, existem também talhões com CD"s a rodopiar ao vento. E, à primeira vista, os reflexos criados pelo sol, parecem resultar mais do que o boneco de palha, estático, de braços abertos e vestido com roupas XXL.
Isabel Santos faz parte da nova vaga de agricultores inexperientes, mas com muita vontade de proporcionar a si própria alguns momentos ao ar livre, dentro da capital, mas sem sentir uma ponta sequer do bulício normal - e tantas vezes infernal - de uma cidade.
"Nasci e cresci no campo, mas nunca cheguei a colocar as mãos na terra. Mas o bichinho ficou cá", confessa Isabel Santos, natural de Penamacor, na Beira Baixa. O pequeno talhão no Museu do Traje pertence a uma amiga, mas Isabel ajuda sempre que pode.»
In Jornal de Notícias (8/2/2011)
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
11:01
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Hortas Urbanas,
Jornal de Notícias,
Museu Nacional do Traje
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Centenário da UL: 100 LIÇÕES
As Cem Lições, integradas na celebração do Centenário, serão dadas por cem antigos alunos da Universidade de Lisboa. O tópico da lição é de livre escolha de quem a profere. É talvez natural que a experiência universitária e o seu prolongamento, eufórico ou menos eufórico, na vida desses antigos alunos possam ser objecto das suas lições. É igualmente natural que as actividades profissionais ou áreas disciplinares a que, com reconhecido brilho, se dedicaram nas suas vidas, nelas sejam objecto de análise. A Universidade acolhe com júbilo o seu regresso.PROGRAMAÇÃO 2 e 4 FEVEREIRO
Lição 12 - QUA. 2 Fevereiro
Rui Sanches
Pintor e escultor. N. Lisboa, 1954.
Antigo aluno da F. Medicina da UL, donde saiu para estudar sucessivamente no Ar.Co (Lisboa), no Goldsmiths' College (Londres) e na Univ. Yale. Dirige o Dep. Escultura do Ar.Co. Vive e trabalha em Lisboa.
Lição 13 - QUA. 2 Fevereiro
Lídia Jorge
Tema: Escrita como Experiência. Escritora. N. Boliqueime, 1946. Antiga aluna de Filologia Românica na F. Letras da UL. Viveu em Angola e Moçambique no final do período colonial. A Costa dos Murmúrios (1988) é um dos mais conhecidos de dezena e meia de livros, editados em várias línguas. Recebeu vários prémios em Portugal e no estrangeiro.
Lição 14 - Qui. 3 Fevereiro
Pedro Mário Soares Martinez
Tema: A Economia e o Homem. Professor universitário. N. Lisboa, 1925. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL, onde se doutorou e foi Professor Catedrático (1958) de C. Político-Económicas. Dirigiu a FDUL de 1971 a 1974. Foi Procurador à Câmara Corporativa e Ministro da Saúde e Assistência (1962-1963).
Lição 15 - Qui. 3 Fevereiro
João Seabra
Tema: No centenário da Lei da Separação. Igreja e Estado nos alvores do séc. XX. Padre católico. N. 1949. Antigo aluno da Faculdade de Direito da UL. Estudou Teologia na U. Católica Portuguesa e Direito Canónico na U. Pontifícia de Salamanca. Foi Capelão na UCP e Prior de Santos-o-Velho. Colabora actualmente com as paróquias do Chiado. Ciclo de Palestras “Ciência em Português”
Lição 16 - SEX. 4 Fevereiro
Tjerk Hagemeijer
Investigador do Centro de Linguística da FLUL: “Línguas, genes, e história: a crioulização no Golfo da Guiné” com a presença da Prof. Isabel Castro Henriques do Departamento de História da Faculdade de Letras da UL.
Informações: http://centenario.ul.pt/ Ulis2011@reitoria.ul.pt
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
11:10
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Cem Lições,
Centenário da UL,
UL
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
«When a tree falls in the city»
THE TREE falling in a forest with no one to hear may or may not make a sound. But the tree that falls in the city has a big impact. It happened in last week’s blizzard: one of the twin trunks of our big old mulberry tree toppled over into our neighbors’ backyard, its 50 feet of soaring height suddenly transformed into 50 feet of problematic length.Whether it is standing or, eerily, lying across someone else’s backyard, a city tree is a more social organism than a forest tree. It may grow on one piece of property, but it has relationships and it crosses boundaries. It hangs over other people’s yards. It does favors and creates nuisances. It can give rise to disputes and feuds but it can also foster diplomacy and compromise.
For us, the mulberry was a beautiful old shade tree; it gave definition and shape to a yard that was otherwise bald when we bought the house. It also gave us privacy, its leafy branches screening our view of the brick four-story apartment building just beyond our back fence. To the residents of that building, the tree was an annoyance, dropping pulpy mulberries onto their narrow back patio. (I imagined those apartment-dwellers applauding behind their frosty windows when the tree fell down.)
To our next-door neighbors the mulberry was a neutral presence, but now, lying across their yard with its massive tangled crown only inches from their kitchen door, it was harder to ignore. Not all of the tree’s neighbors and stakeholders are human. To squirrels, it has been a very successful gym and pick-up spot, and it’s a rowdy pub for robins and cedar waxwings who spend July getting snockered on fermented mulberries.
Loved or hated or simply tolerated, a city tree matters. It’s part of an ecosystem, often part of the history of a house and a family. I know my trees, in a way that I might not if I lived in the country and owned scads of them. Besides the mulberry, we have a linden, which I planted for the scent of the flowers and because it reminds me of my father, who spent his early childhood in Berlin.
Our other backyard trees aren’t in our yard at all — they belong to the neighbors, and hang their heads over our fence like shaggy, friendly ponies. If they could talk, they’d gossip. The apple trees on one side of us were planted by that house’s previous owner, who loved rare old fruit-tree cultivars and also planted the Porter apple tree in our front yard for the family named Porter who lived here before us. On the other side, our neighbors have put in crabapples (one, planted in their old yard to mark the birth of a daughter, was carefully dug up and transplanted when they moved here) and a delicate, deep bronze Japanese maple, which our mulberry narrowly missed hitting on its way down.
So whose problem is it, this no-longer-charming mulberry tree sprawled massively across our neighbors’ garden? Before we go there, let me just throw in another, not so idyllic, memory of different neighbors in a different neighborhood. Somehow we got into a dispute with them — one of those inexplicable, touchy disagreements about who had the right to do what on the boundary between our properties. It got angry and unpleasant, and what we learned was that being right wasn’t worth it.
Our reaction to last week’s fallen mulberry was to get on the phone and call a tree company to talk about removal. Meanwhile our neighbor, who is much more handy, was thinking he might just cut the tree up himself. On both sides of the (smashed) fence, we were seeing the fallen tree as something to pitch in on, rather than argue about. Both families were asking, “What can we do to help solve this problem?’’
Living in the city, we are all abutters. Our trees and our lives hang over the fences, shading, shadowing, dropping welcome and unwelcome fruit. We’ll fix the fence and cut up the mulberry for firewood (thank you, neighbors). And when the time comes we will plant another tree, one that doesn’t have berries (you’re welcome, apartment dwellers; sorry, cedar waxwings).
in IHT, 22-23 de Janeiro de 2011
Foto: Restos de "Bela Sombra" que caiu na Rua do Limoeiro em 1964. Imagem de Armando Seródio, Arquivo Fotográfico Municipal.
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
23:58
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Amigos das Árvores,
Arquivo Fotográfico,
As Árvores e a Cidade,
EUA,
Media
sábado, 29 de janeiro de 2011
CCDR preocupada com logradouros de Lisboa
A CCDR aponta sobretudo as excepções previstas na proposta de Plano Director Municipal (PDM), que permitem a "ocupação significativa" dos logradouros, considerando que, em certa medida, "contradizem os princípios de salvaguarda das áreas permeáveis" e "interferem com a concretização da Estrutura Ecológica Municipal".
O parecer final da comissão de acompanhamento da revisão do PDM de Lisboa, da qual fazem parte mais de 30 entidades, entre elas a CCDR, foi elaborado na semana passada. O parecer foi globalmente favorável, condicionado a um conjunto de correcções e rectificações, tendo a comissão de acompanhamento recomendado à câmara que realize "reuniões de concertação com as entidades que formularam objecções".
Uma dessas entidades foi a CCDR, que alertou para o facto de a proposta de PDM permitir "novas intervenções" ao nível dos logradouros, sublinhando que não é evidente "se se encontram ou não permitidas novas construções, ampliação das existentes ou novas impermeabilizações". "Considera-se ser de dissuadir qualquer aumento de impermeabilização dos logradouros, em particular quando coincidente com a área identificada na planta da Estrutura Ecológica Municipal, devendo a regulamentação ser clara quanto a estes aspectos e não ficar-se por uma mera menção à sua salvaguarda", refere o parecer. Chama-se ainda a atenção para a necessidade de garantir a salvaguarda dos logradouros "nos espaços consolidados e a consolidar", realçando que "a respectiva regulamentação nada refere quanto à sua salvaguarda e requalificação".
Outra das matérias destacadas pela CCDR é o Regulamento Geral do Ruído, dizendo-se que o PDM deverá contemplar "disposições relativas a condicionamentos à construção de edifícios habitacionais e de alguns equipamentos em zonas de conflito".» In Público, 29/1/2011
Foto: logradouro do Palacete Ribeiro da Cunha, ameaçado com construção nova.
Etiquetas:
CCDR,
CML,
Estrutura Verde,
impermeabilização de solos,
Jornal Público,
Logradouros,
PDM,
quintais
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
«The End of Nature» por Slavoj Zizek
The big ecological disasters of 2010 fit into the ancient cosmological model, in which the universe is made up of four basic elements: AIR, volcanic ash clouds from Iceland immobilizing airline traffic over Europe; EARTH, mudslides and earthquakes in China; FIRE, rendering Moscow almost unlivable; WATER, the tsunami in Indonesia, floods displacing millions in Pakistan.
Such recourse to traditional wisdom offers no true insight into the mysteries of our wild Mother Nature’s whims, however. It’s a consolation device, really, allowing us to avoid the question we all want to ask: Will more events of such magnitude turn up on nature’s agenda for 2011?
In our disenchanted, post-religious, ultra-technological era, catastrophes can no longer be rendered meaningful as part of a natural cycle or as an expression of divine wrath. Ecological catastrophes — which we can view continually and close-up, thanks to our 24/7 plugged-in world — become the meaningless intrusions of a blind, destructive rage. It’s as if we are witnessing the end of nature.
Today we look to scientific experts to know all. But they do not, and therein lies the problem. Science has transformed itself into specialized knowledge, offering an inconsistent array of conflicting explanations called “expert opinions.” But if we blame the scientific-technological civilization for many of our difficulties, we cannot do without that same science to fix the damage — only scientists, after all, can “see” the ozone hole. Or, as a line from Wagner’s “Parsifal” puts it, “The wound can only be healed by the spear that made it.” There is no way back to pre-scientific holistic wisdom, to the world of Earth, Wind, Air and Fire.
While science can help us, it can’t do the whole job. Instead of looking to science to stop our world from ending, we need to look at ourselves and learn to imagine and create a new world. At least for those of us in the West, it’s difficult to accept being passive observers who must sit and watch as our fates are revealed.
Enter the perverse pleasure of premature martyrdom: “We offended Mother Nature, so we are getting what we deserve!” It’s deceptively reassuring to be ready to assume guilt for the threats to our environment. If we are guilty, then it all depends on us; we can save ourselves simply by changing our lives. We frantically and obsessively recycle old paper, buy organic food — whatever, just so we can be sure we are doing something, making our contribution.
But like the anthropomorphic universe, magically designed for man’s comfort, the so-called balance of nature, which humankind brutally destroys with its hubris, is a myth. Catastrophes are part of natural history. The fact that ash from a modest volcanic outburst in Iceland grounded most of the planes in Europe is a much-needed reminder of how we, humans, with our tremendous power over nature, are nothing but one of the living species on Earth, depending on the delicate balance of its elements.
So what might the future hold? One thing is clear: We should accustom ourselves to a much more nomadic way of life. Gradual or sudden change in our environment, about which science can do little more than offer a warning, may force unheard-of social and cultural transformations. Suppose a new volcanic eruption makes a place uninhabitable: Where will the inhabitants find a home? In the past, large population movements were spontaneous processes, full of suffering and loss of civilizations. Today, when weapons of mass destruction are available not only to states but even to local groups, humanity simply can’t afford a spontaneous population exchange.
What this means is that new forms of global cooperation, which do not depend on the market or on diplomatic negotiations, must be invented. Is this an impossible dream?
The impossible and the possible are simultaneously bursting into excess. In the realms of personal freedom and scientific technology, the impossible is more and more possible. We can entertain the prospect of enhancing our physical and psychic abilities; of manipulating our biological traits via interventions into the genome; of achieving the tech-gnostic dream of immortality by encoding our distinguishing traits and feeding the composite of our identities into a computer program.
When it comes to socioeconomic relations, however, we perceive our era as one of maturity, and thus acceptance. With the collapse of Communism, we abandoned the old millenarian utopian dreams and accepted the constraints of reality — that is, capitalist socioeconomic reality — with all its impossibilities. We cannot engage in large collective acts, which necessarily end in totalitarian terror. We cannot cling to the old welfare state, which makes us noncompetitive and leads to economic crisis. We cannot isolate ourselves from the global market.
For us, it’s easier to imagine the end of the world than serious social change. Witness the numerous blockbusters about global catastrophe and the conspicuous absence of films about alternate societies.
Maybe it’s time to reverse our concept of what is possible and what isn’t; maybe we should accept the impossibility of omnipotent immortality and consider the possibility of radical social change. If nature is no longer a stable order on which we can rely, then our society should also change if we want to survive in a nature that is no longer the good caring mother, but a pale and indifferent one.
Publicado na IHT Magazine, 2 Dezembro 2010
Foto: Casa das Histórias, Cascais
Foto: Casa das Histórias, Cascais
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
09:55
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Ambiente,
Desastre Ecológico,
Mobilidade Sustentável,
Sustentabilidade
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
AVISO: Bilheteira do Jardim Botânico
Desde o início do ano que a bilheteira do Jardim passou a ter funcionários de uma empresa de segurança, em vez dos habituais funcionários do Jardim.
Alerta-se para a necessidade de serem portadores do cartão da LAJB com a quota atualizada, aquando da vossa visita ao Jardim.
Sem mais, enviamos os nossos cumprimentos, agradecimentos e saudações botânicas, e subscrevemo-nos com elevada estima e consideração,
A DIRECÇÃO da LAJB
Foto: Quercus libani na Classe
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
23:59
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Actividades da LAJB,
avisos,
Bilheteira,
Classe,
Quercus libani
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Inverno no Jardim: Tibouchina grandiflora
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
19:15
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Brasil,
Classe,
Inverno,
Tibouchina grandiflora
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Construções cobrem 60 por cento do solo de Lisboa
As cidades com menor percentagem de solo impermeabilizado são Estocolmo, Berna e Oslo, com pouco mais de 20 por cento. No extremo oposto encontram-se Bucareste, Tirana e Varsóvia. As capitais da Roménia, da Albânia e da Polónia são aliás as únicas com maior percentagem de solo impermeabilizado do que Lisboa, que surge nesta lista feita a partir de dados de satélite (relativos a 2006). O que faz da capital portuguesa a quarta mais impermeabilizada na Europa.
No rácio de cobertura do solo por habitante, as capitais mais impermeabilizadas são Nicósia (Chipre), Luxemburgo e Vaduz (Liechtenstein).
Os dados revelados anteontem pela EEA não surpreendem Eugénio Sequeira, especialista em solos e presidente da assembleia geral da Liga para a Protecção da Natureza. "Na década de 1990 a 2000, a área impermeabilizada no país aumentou 50 por cento", com as cidades a crescerem "nos sítios com melhores solos". No caso de Lisboa, os barros vermelhos.
"Infelizmente, tivemos duas leis - a Reserva Agrícola Nacional e a Reserva Ecológica Nacional - que deveriam salvaguardar os melhores solos e que não são cumpridas", frisa Eugénio Sequeira, salientando que a impermeabilização é um processo irreversível.
Também a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza sustenta que, nas últimas décadas, solos muito produtivos têm sido ocupados, "sistematicamente desafectados da Reserva Agrícola Nacional". Segundo esta organização, existem casos "de ocupação recente de zonas de risco de cheia que deveriam estar classificadas como Reserva Ecológica Nacional".
A associação salienta que este pode ser um momento importante para "inverter" a tendência, uma vez que "muitos planos directores municipais estão em revisão, se equaciona uma futura Lei dos Solos e já está aprovada uma estratégia de adaptação às alterações climáticas".»
In Público
Foto: Lodão em logradouro da Rua Barata Salgueiro, ameaçado por projecto de demolição seguido de construção nova com ocupação integral do logradouro.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Agência Europeia de Ambiente: Lisboa entre as piores capitais europeias a cuidar do solo
Em comparação, Londres (Reino Unido) tem uma área impermeabilizada de 42,5 por cento e Estocolmo (Suécia), a capital melhor colocada no ranking, de 22,90 por cento.
No relatório, a Agência Europeia do Ambiente recorda que o solo é um dos recursos mais importantes do planeta, porque nos proporciona não só serviços fundamentais, como a produção de comida ou o armazenamento de água subterrânea, mas também protecção contra cheias e regulação microclimática, entre outros. in TSF
Esta notícia, mais uma vez, põe a nú a grave situação de Lisboa em matéria de política de solos. E é por a LAJB ter plena consciência deste facto que se tem batido sempre pela defesa dos solos permeáveis que ainda sobrevivem em Lisboa. Daí o não aceitarmos a iniciativa da CML, por via da actual proposta do Plano de Pormenor para o Parque Mayer, de construir mais de 22 mil m2 de novas construções que irão impermeabilizar cerca de 50% da área do plano - se excluirmos a área permeável do Jardim Botânico. A continuar assim, Lisboa será no futuro próximo a capital que mais despreza solos permeáveis.
Foto: logradouro na Rua das Portas de Santo Antão
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
As Árvores e os Livros: José Gomes Ferreira
onde até os pássaros se enforcam nos ninhos
há muito que mora uma ninfa
uma ninfa de carne incerta
fugida da borrasca
dos caminhos.
Bato-lhe de manso na casca...
Sou eu, ninfa. Abre! Estamos os dois sózinhos
nesta rua deserta.
Sai cá para fora
e beija-me na boca.
Prova-me que a vida é louca.
José Gomes Ferreira
Foto: Lodão na Avenida António Augusto de Aguiar
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
11:58
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
As Árvores e os Livros,
José Gomes Ferreira,
Poema,
Poesia
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Curso: «Objectos em Silêncio» 2011
Em Portugal, e mesmo lá fora, são escassas as oportunidades de formação em cultura material da ciência e da técnica. O Museu das Comunicações (Fundação Portuguesa das Comunicações) e o Museu de Ciência da Universidade de Lisboa estabeleceram uma parceria para fornecer quatro mini-cursos de uma semana sobre este tema (dois em Lisboa, um no Porto e um em Portimão) ao longo de 2011. O primeiro mini-curso é já na última semana de Janeiro, em Lisboa. As inscrições são gratuitas mas limitadas. Este programa «Objectos em Silêncio» é em parte subsidiado pelo Programa PROMUSEUS (Ministério da Cultura) e conta com o apoio do Museu dos Transportes e Comunicações (Porto) e do Museu de Portimão.Para mais informações: info@fpc.pt
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
20:17
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Etiquetas:
Curso,
Defesa do Património,
Formação,
Museu de Ciência,
Património Científico,
UL
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
«Jardim Botânico deve ir a plenário»
A Plataforma em Defesa do Jardim Botânico entregou ontem na Assembleia da República uma petição com mais de quatro mil assinaturas com vista a pedir a revisão do Plano de Pormenor do Parque Mayer. E alertou para os malefícios das construções previstas.
"Há-de haver bom senso e acima de tudo o que interessa aqui é preservar o Jardim Botânico, se possível alargá-lo e não permitir de maneira nenhuma atentados ao jardim", afirmou ao JN Paulo Ferrero, do movimento Cidadania LX, uma das dez associações que lançaram a petição em Novembro.
Com mais de 4170 assinaturas, o texto foi entregue ao presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, que, segundo Paulo Ferrero, "estava dentro do problema, estava bem informado e mostrou-se interessado".
Os signatários defendem que proposta de Plano de Pormenor do Parque Mayer deve ser revista tendo em conta aspectos e elementos que "devem ser melhorados, aprofundados e rectificados". Em causa estão as construções previstas em volta do recinto do Parque Mayer, como, por exemplo nos logradouros da rua do Salitre, da Rua da Alegria ou do Príncipe Real.
"É importante que não haja esventramento desses logradouros pelo menos com a imensidão que está anunciada com quatro caves de estacionamento que põem em perigo as raízes das árvores do Jardim Botânico", alerta Paulo Ferrero.
"É preciso diminuir ainda mais o índice de construção", prosseguiu, referindo que "mesmo que seja de dois andares e tenha uma cobertura vegetal de relva não é muito apropriado para ali".
O representante do Movimento Fórum Cidadania LX manifestou ainda receios com a intenção de se construir um edifício de quatro andares no cruzamento da rua do Salitre com a Rua Castilho. "É uma falta de senso completa", considerou, antes de tecer críticas a um outro projecto que prevê "uma estufa dissonante com o jardim".
Na sua óptica, a Universidade de Lisboa, responsável pela gestão do Jardim Botânico, "é um bocado culpada porque lava as mãos, diz que não tem dinheiro e qualquer coisa que apareça é bem-vinda".
Paulo Ferrero lamentou ainda o estado actual do Jardim Botânico. "Neste momento tem apenas um jardineiro", criticou, defendendo que um espaço com aquelas características devia, e merecia, ser acompanhado por mais profissionais.
O representante do movimento de cidadãos alertou ainda o facto de "não haver dinheiro para pagar a água" nem "um folheto promocional do Jardim Botânico". E concluiu que "há um misto de falta de dinheiro e de desinteresse das instituições".
Na Assembleia da República, a petição segue agora para a Comissão de Educação - uma vez que o Jardim Botânico é da gestão da Universidade de Lisboa. Depois de nomeado um deputado redactor, dar-se-á início a um processo de audição a todas as partes envolvidas. Posteriormente será feito um relatório e, só mais tarde, deverá ser discutida em plenário.
in Jornal de Notícias 2011-01-12
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Petição em Defesa do Jardim Botânico entregue ao Presidente da Assembleia da República
A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA
Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Entrega da Petição em Defesa do Jardim Botânico na Assembleia da República
No acto da entrega estarão presentes representantes da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Quercus, Liga para a Protecção da Natureza, Fórum Cidadania Lx e Associação Lisboa Verde.
A PLATAFORMA EM DEFESA DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA
Associação Árvores de Portugal, APAP - Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas, Associação Lisboa Verde, Cidadãos pelo Capitólio, Fórum Cidadania Lx, GECoRPA - Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico, Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, OPRURB-Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana, Quercus-Núcleo de Lisboa, Liga para a Protecção da Natureza
Foto: Cedrus libani
domingo, 9 de janeiro de 2011
ICOM: Conselho dos museus teme pelo património "de inestimável valor" dos hospitais
«A proposta do ICOM é a da criação de um pólo museológico na colina de Santana depois da desactivação dos hospitaisA comissão portuguesa do ICOM (Conselho Internacional de Museus) tem vindo a acompanhar "com crescente preocupação" as notícias sobre os planos para a desactivação dos Hospitais Civis de Lisboa e teme pelo futuro deste "património de inestimável valor nacional e internacional", declarou ontem a direcção nacional da organização.
Avançar no processo de extinção dos hospitais da colina de Santana (São José, Santa Marta, Santo António dos Capuchos e ainda o Hospital Psiquiátrico Miguel Bombarda, este já encerrado) sem ter em conta o património a eles ligado constituiria "um intolerável acto lesivo da nossa memória colectiva", diz o ICOM Portugal, em comunicado.
O processo de desactivação dos hospitais - que foram já vendidos à Estamo, entidade pública encarregada da venda do património do Estado - "levanta muitas dúvidas que carecem de resposta por parte do Ministério da Saúde, como absolutamente se impõe em vivência democrática", prossegue o documento. Até agora o Ministério da Saúde não esclareceu o que tenciona fazer com o património dos hospitais, parte do qual está classificado.
Por isso, o ICOM apela à tomada de medidas que considera de "carácter imperioso e urgente". A primeira é a reabertura do público da Enfermaria-Museu do Hospital Miguel Bombarda, edifício classificado que funcionou durante muitas décadas como enfermaria para doentes vindos da penitenciária e onde está exposta parte da colecção de arte feita pelos doentes, do arquivo fotográfico e de material hospitalar.
Mas, apesar de este ser o caso mais premente, as preocupações do ICOM são mais latas e abrangem o conjunto dos hospitais da colina de Santana, para os quais propõe a "criação de unidades museológicas respeitando os respectivos "espíritos do lugar"". A ideia, explicou ao PÚBLICO Luís Raposo, presidente do ICOM Portugal, é criar um museu com vários pólos, tendo como unidade nuclear o edifício do antigo Colégio de Santo Antão-o-Novo, que faz hoje parte do Hospital de São José.
O ICOM não se pronuncia sobre qual deveria ser a tutela deste pólo museológico, mas Luís Raposo lembra que "o know how sobre museus está na Cultura", pelo que o projecto deveria envolver os dois ministérios (Saúde e Cultura). No entanto, antes disso, Luís Raposo classifica como "crucial" o inventário de todo o património, móvel e imóvel, destes hospitais.
A organização dos museus apela ainda a que seja estabelecido com a câmara e as faculdades de Arquitectura "um plano urbanístico e de valorização patrimonial" em torno desta "colina da saúde" que constitui "o maior e mais importante conjunto de património da medicina e saúde do nosso país". Por fim, o ICOM, em parceria com a Associação Portuguesa de Museologia, defende o estabelecimento de "termos de referência claros" para a utilização dos espaços desactivados dos hospitais.»
In Público (8/1/2011)
Nota: este é de facto um assunto importantíssimo que infelizmente não tem recebido a devida atenção por parte do Estado. Este património - nacional - não pode ser reduzido pelo Estado a simples " questão de imóveis e terrenos" para especulação imobiliária. É de Património Cultural com importância nacional de que estamos a falar. O processo de extinção de hospitais está a ser levado a cabo de modo irresponsável porque não há plano de salvaguarda do património cultural. Foto: Entrada do Hospital Miguel Bombarda, c.1910. Fotógrafo não identificado, Arquivo Municipal de Lisboa.
Publicada por
Amigos do Jardim Botânico
à(s)
20:57
Sem comentários:
Hiperligações para esta mensagem
Subscrever:
Mensagens (Atom)