sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Convite: Sessão de Esclarecimento Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico

A CML convida V. Exa. a participar na Sessão de Esclarecimento do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente que terá lugar no Teatro Maria Vitória (Parque Mayer), dia 16 de Novembro, às 18h30.

Entrada Livre
Confirmações até 15 de Novembro

Telefones: 21 798 85 26 / 21 798 94 43

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

JARDIM BOTÂNICO: 132 anos

Parabéns Jardim Botânico! E obrigado! Que nos 132 anos seguintes Lisboa te dê a atenção que mereces. E que o país esteja à altura da tua importância. Nós estamos contigo!

Ciclo de Palestras Jardins e Sociedade: Alterações Climáticas e Jardins Botânicos

O Ciclo de Palestras "Jardins e Sociedade" que prossegue no próximo sábado, dia 13 de Novembro de 2010, com a presença da Professora Maria João Alcoforado (Universidade de Lisboa, Instituto Geográfico e Ordenamento do Território), às 15 horas, na Quinta da Memória – Paços do Concelho, Odivelas:

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E JARDINS BOTÂNICOS

PGR: “Corrupção denuncie aqui”

PGR cria página para cidadãos denunciarem actos de corrupção

“Corrupção denuncie aqui”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem desde hoje no seu sítio na Internet (http://www.pgr.pt/) uma página para a denúncia de actos de corrupção e fraudes. As denúncias podem ser feitas de forma anónima e serão analisadas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). A PGR explica que precisa das denúncias dos cidadãos porque “a corrupção ocorre normalmente num círculo fechado de indivíduos, muitas das vezes protegidos por regimes de segredo profissional”.

“Por esse motivo, o conhecimento de dados sobre o relacionamento entre os indivíduos suspeitos ou os efeitos nefastos dos seus actos para o interesse público, pode ser determinante para o sucesso da investigação. Combater e eliminar a corrupção é uma responsabilidade de todos e quem não denúncia, conhecendo os factos relevantes, tem também a sua quota de culpa”, explica ainda a PGR. “Assim, todos aqueles que se sentiram directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que dispõem de informação privilegiada, são convidados a utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação.”, acrescenta.

A página dá ainda exemplos de indicadores de corrupção e fraude, como "percentagens de comissão anormalmente altas", "reuniões privadas com agentes públicos que tenham a seu cargo a negociação dos contratos ou com empresas interessadas nesses contratos" e "presentes ou dádivas não justificadas", por exemplo.

O autor da denúncia terá obrigatoriamente de indicar o sector de actividade em que ocorreram os factos, descrevê-los com o maior detalhe possível, revelar as datas, identificar os suspeitos e as empresas e indicar como teve conhecimento.

É, no entanto, facultativa por parte do autor da denúncia a indicação do valor aproximado das quantias envolvidas ou a entrega de documentos que possam comprovar as suspeitas, bem como assumir a sua identidade.

"Todos aqueles que se sentiram directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que dispõem de informação privilegiada são convidados a utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação", apela o DCIAP, liderado pela procuradora geral adjunta Cândida Almeida.

Ao autor da denúncia será ainda atribuída uma chave de acesso, para poder aceder à comunicação e tomar conhecimento da investigação. Por Lusa, PÚBLICO, 10 de Novembro de 2010

Foto: Rua do Salitre. As curvas tortuosas da corrupção?

«Câmara de Lisboa aprova proposta de revisão do PDM»

«O executivo liderado por António Costa (PS) aprovou nesta quarta-feira à tarde a proposta de revisão do Plano Director Municipal (PDM). PCP, CDS e o vereador Victor Gonçalves (PSD) votaram contra, tendo os restantes vereadores "laranja" aprovado o documento que agora segue para análise da Comissão de Acompanhamento da Revisão do PDM.

Compactação da cidade suscita dúvidas a Helena Roseta

Após acesa polémica em relação a algumas propostas e alterações de última hora negociada, nos dois últimos dias, entre o PS e o movimento Lisboa É Muita gente, do arquitecto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, o executivo acabou por aprovar a proposta de revisão, já com nova formulação em relação à proposta de salvaguarda dos logradouros de habitações nas zonas históricas de Lisboa. Até à entrada em vigor, o documento ainda terá de percorrer um longo caminho, sendo a votação desta quarta-feira apenas a primeira de um processo que só terminará com a votação na Assembleia Municipal, órgão em que o PS não tem maioria. Porém, Pedro Santana Lopes, vereador do PSD e cabeça de lista derrotado nas últimas autárquicas, deixou a porta aberta à aprovação na assembleia.

A vereadora Helena Roseta, eleita pelo movimento Cidadãos Por Lisboa, votou favoravelmente a proposta, mas assumiu ter muitas dúvidas em relação a aspectos que, no seu entender, privilegiam e desregulam o sector imobiliário da capital nos próximos anos. Em causa está, nomeadamente, o sistema de créditos de edificabilidade proposto por Manuel Salgado (PS), responsável pelo urbanismo, através do qual um promotor pode ver-lhe ser autorizada mais construção em determinado local do que o inicialmente permitido se, por exemplo, ali tiver rendas a custos controlados. Este sistema suscita “as maiores dúvidas” a Helena Roseta, que mostrou igualmente desagrado em relação ao modelo de compactação de cidade , que dá preferência ao aumento de construção em altura nalgumas zonas para libertar algum solo para zonas verdes.

Já o social-democrata Pedro Santana Lopes anunciou que os seus vereadores votariam favoravelmente a proposta e assegurou que o mesmo vai acontecer com os deputados municipais do seu partido. “Este PDM vai ser com certeza aprovado e entrar em vigor”, declarou, apesar das divergências que tem tido com a bancada social-democrata da assembleia municipal .

A nota dissonante dentro do PSD foi o vereador Vítor Gonçalves, incompatibilizado com a vereação "laranja", que votou desfavoravelmente a proposta.» In Público Online (10/11/2010)

Foto: Rua do Arsenal

terça-feira, 9 de novembro de 2010

«Reviravolta na proposta do PDM de Lisboa para os logradouros»

Autarquia altera proposta de revisão do PDM depois de negociar com associação de Ribeiro Telles. Logradouros em zonas históricas passarão a estar mais protegidos

A polémica em torno da betonização dos logradouros de Lisboa sofreu ontem uma reviravolta. Algumas obras clandestinas efectuadas nestes terrenos habitualmente situados nas traseiras dos prédios poderão ter de ser desfeitas, de forma a permitir que eles voltem a ser parcialmente permeáveis à água da chuva.

O tema foi abordado numa reunião que o presidente da câmara teve com a associação Lisboa é Muita Gente, constituída para apoiar o vereador José Sá Fernandes nas últimas eleições autárquicas. "A impermeabilização dos logradouros em zonas históricas passa a não poder ultrapassar os dez por cento da sua área total", explicou, no final do encontro, um membro da Lisboa é Muita Gente, António Braga. Nas restantes zonas da cidade "serão fixados vários parâmetros, consoante a zona urbana em que se insiram".

Os termos exactos do acordo entre a autarquia e a associação só serão divulgados na reunião de câmara de amanhã. Mas tanto Ribeiro Telles como Sá Fernandes, que também esteve no encontro de ontem, mostraram-se satisfeitos com o resultado da negociação - que permitiu, segundo o vereador, que algumas centenas de logradouros sejam considerados no próximo PDM como zonas verdes.

O arquitecto paisagista Ribeiro Telles, que integra a referida associação, tinha-se mostrado indignado com o facto de o futuro Plano Director Municipal (PDM) afrouxar as regras que actualmente proíbem a construção nos logradouros, em especial os situados em zonas históricas.

Aliás, uma campanha de recuperação dos logradouros havia sido uma das condições do acordo pré-eleitoral Lisboa é Muita Gente com os socialistas que governam Lisboa, cujas listas Sá Fernandes integrou como independente. A equiparação dos canteiros com cimento por baixo a espaços verdes era outra crítica da associação em relação ao futuro PDM.

Inscritos no documento pela primeira vez serão os corredores verdes, manchas contínuas de vegetação que hão-de atravessar a cidade em vários pontos. Por outro lado, foi definida a integração do Plano Verde da cidade, coordenado por Ribeiro Telles, no novo Plano Director Municipal. in Público, 9 de Novembro de 2010

Foto: Rua Rosa Araújo 49. Mesmo com a lei a proibir a impermeabilização total de logradouros, a CML abre demasiadas excepções como todos podemos constatar, um pouco por toda a cidade. A fotografia mostra um exemplo bem perto do nós (curiosamente pelos mesmos autores do Plano de Pormenor para o Parque Mayer e Jardim Botânico). Falta rigor na gestão deste bem comum vital para a saúde da nossa cidade. Lisboa não pode continuar a desprezar os solos não construídos como coisa de pouca importância, como vazios inúteis.

domingo, 7 de novembro de 2010

Festa do 132º aniversário do Jardim Botânico: 11 de Novembro

10:30 - "As Plantas lá de casa"

Vamos conhecer plantas úteis no Jardim Botânico e fazer sabonetes artesanais com plantas aromáticas. Duração: 1:30h.

14:00 - "Os Bastidores do Lagartagis"

Vamos acompanhar a equipa do Lagartagis e conhecer algumas tarefas cruciais para manter este espaço ao longo de todo o ano. Duração: 1:00h.
O Dia termina no Palmário com um lanche, onde se terá a ocasião de celebrar a classificação do Jardim Botânico como MONUMENTO NACIONAL.

Preço: entrada no Jardim Botãnico / Lagartagis

Informações: geral@museus.ul.pt, 213 921 808

Nota: O Lagartagis celebra 4 anos de vida dentro do Jardim Botânico.

Foto: Agave attenuata no Jardim do México

sábado, 6 de novembro de 2010

Jardim Botânico ameaçado pela impermeabilização da Zona de Protecção


BE "chocado" com silêncio de Sá Fernandes sobre destino do Jardim Botânico

Plano de pormenor em discussão pública repudiado por Amigos do Jardim, por causa de construção nova e abate de espécimes. Assembleia municipal pode salvar recinto, diz Bloco

A deputada municipal do Bloco de Esquerda (BE) Rita Silva declarou-se ontem chocada com o silêncio do vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, perante o destino do Jardim Botânico de Lisboa. O recinto tornou-se anteontem monumento nacional.

Em causa está o plano de pormenor para esta zona da cidade, que inclui também o Parque Mayer e que se encontra em discussão pública até 23 de Novembro. Para os bloquistas, os lisboetas não têm consciência dos perigos que o jardim corre se o plano for aprovado, por causa do aumento de construção previsto, quer para dentro do recinto verde, quer em seu redor.

Preocupações partilhadas pela Liga dos Amigos do Jardim numa visita guiada ao local. "Com o aumento da altura dos prédios em redor do jardim - que já está a começar -, o Jardim Botânico torna-se mais seco e mais quente no Verão, devido à falta de circulação do ar. E isso impede que algumas espécies sobrevivam", explicou Pedro Lérias, dos Amigos do Jardim.

A visita incluiu uma inspecção à zona do recinto virada à Rua do Salitre, onde, apesar das denúncias da associação às entidades competentes, os prédios continuam a expandir-se, contribuindo para aquilo que os seus membros designam por asfixia do jardim. Há mesmo uma piscina em construção a escassos metros do muro do recinto, apesar de todos os monumentos beneficiarem de uma zona de protecção. Neste caso, a impermeabilização em volta do recinto é mais um problema, explicam os Amigos do Jardim. "Se o plano de pormenor for por diante, crescerá uma cinta de prédios em redor do recinto", assegura Manuela Correia, dos Amigos do Jardim.

A par da construção, o BE também critica as demolições previstas de alguns edifícios antigos que fazem parte do jardim, como estufas e herbários. As promessas dos arquitectos responsáveis pelo plano de pormenor de que tudo será reconstruído em cima de um novo edifício de quatro andares não os convence. Nem a eles, nem ao Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, que levantou obstáculos às demolições. Por outro lado, salientam os Amigos, as obras implicarão abate de espécimes vegetais, alguns deles em vias de extinção. "Gostávamos muito de conhecer a opinião de Sá Fernandes sobre isto", diz Manuela Correia. Para Rita Silva, a salvação do jardim está nas mãos da assembleia municipal, que ainda pode chumbar o plano. O PÚBLICO tentou, sem sucesso, ouvir os autores do plano. in Público, 6 de Novembro de 2010

Fotos: impermeabilização da área de protecção do Jardim Botânico já está a ser feita nos logradouros dos imóveis da Rua do Salitre. Se o Plano de Pormenor avançar, a impermeabilização será em grande escala e irá incluir também os logradouros da Rua da Escola Politécnica e Rua da Alegria. Nas imagens vemos os logradouros da Rua do Salitre 143 a 157.

Frutos do Jardim: Romãs

Nome científico: Punica granatum L. "Nana"
Família: Punicaceae
Nome vulgar: Romanzeira anã

Estes belos frutos podem ser admirados na Classe, junto ao Lago de Cima.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

JARDIM BOTÂNICO é MONUMENTO NACIONAL!

Comunicado do Conselho de Ministros de 4 de Novembro de 2010:

O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:

(...)

5. Decreto que procede à classificação, como monumentos nacionais, do edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, do Jardim Botânico de Lisboa e do Campo da Batalha de Aljubarrota e área envolvente, também designado Campo Militar de S. Jorge de Aljubarrota

Este Decreto procede à classificação, como monumentos nacionais:

Da Igreja do Sagrado Coração de Jesus; Do edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian; Do Jardim Botânico de Lisboa; e Do Campo da Batalha de Aljubarrota e área envolvente.

Trata-se de património que representa um valor cultural de significado para o País e que deve ser objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural.

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus é um edifício de referência no âmbito da arquitectura portuguesa do século XX, localizada nas proximidades da Avenida da Liberdade. Prémio Valmor de Arquitectura de 1975. É é uma obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas que inova decisivamente no plano da concepção do espaço litúrgico, e que se enquadra numa estética neo-brutalista, manifestada através do recurso a materiais como o betão armado, painéis e blocos pré-fabricados, que nos deu algumas obras de enorme qualidade artística e cultural.

O conjunto do edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian constitui uma obra de dimensão, programa e competência técnica excepcionais, de importância e significado referenciais na arquitectura nacional e internacional. Também foi Prémio Valmor em 1975, concebido pelos arquitectos Ruy Athouguia , Alberto Pessoa , Pedro Cid , Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto .

O Jardim da Faculdade de Ciências começou a ser plantado a partir de 1858 e, na sua génese, aparece ligado ao desenvolvimento e ao ensino das ciências naturais, especialmente, da botânica. Inaugurado em 1878, resultando dos trabalhos iniciados em 1973 pelos professores Conde de Ficalho e Andrade Corvo e da actuação dos jardineiros-paisagistas Edmond Goeze e Jules Daveau, o Jardim Botânico de Lisboa conta com diversas espécies tropicais, oriundas da Nova Zelândia, Austrália, China, Japão e América do Sul, constituindo uma das mais valiosas colecções botânicas em Portugal.

(...)

JARDIM BOTÂNICO é MONUMENTO NACIONAL!

Igreja do Sagrado Coração de Jesus também integra a lista

Gulbenkian, Jardim Botânico e Campo da Batalha de Aljubarrota são novos monumentos nacionais

O edifício-sede e parque da Fundação Calouste Gulbenkian, a Igreja do Sagrado Coração de Jesus, o Jardim Botânico de Lisboa e Campo da Batalha de Aljubarrota e área envolvente foram classificados como monumentos nacionais. O decreto que procede à classificação destes espaços foi hoje avançado em conselho de ministros. O Governo indica que estes locais são "património que representa um valor cultural de significado para o país e que deve ser objecto de especial protecção e valorização, no quadro da obrigação do Estado de proteger e valorizar o património cultural".

A Igreja do Sagrado Coração de Jesus, obra dos arquitectos Nuno Teotónio Pereira e Nuno Portas, foi Prémio Valmor de Arquitectura de 1975. É descrita pelo Governo como local "que inova decisivamente no plano da concepção do espaço litúrgico, e que se enquadra numa estética neo-brutalista". Já o edifício da fundação Gulbenkian, também Prémio Valmor em 1975, é da autoria de Ruy Athouguia, Alberto Pessoa, Pedro Cid, Gonçalo Ribeiro Telles e António Viana Barreto.

O Jardim Botânico, que começou a ser plantado em 1858 no Jardim da Faculdade de Ciências, foi inaugurado em 1878. Quanto ao campo de Batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385) é local de campanhas arqueológicas desde 1958. in Público, 4 Novembro 2010

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Em Floração: ODONTONEMA STRICTUM

Odontonema strictum Kuntze, ainda em floração no canteiro 1H na Classe (junto ao Lago de Cima)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Meiji Jingu: Bosque no centro de Tóquio

As origens deste magnífico parque urbano no centro de Tóquio remontam ao periodo Edo (1615–1868). No reinado do Imperador Meiji (1852-1912) passou para a casa imperial. O Imperador e a Imperatriz Shoken (1850-1914) visitaram frequentemente este parque, em particular o Jardim Gyoencom 83 mil m2 onde abundam azáleas, rosas, lírios e bambús.

Após a morte do casal os japoneses decidiram comemorar as virtudes do casal erguendo um santuário Shinto «dedicado às almas divinas do Imperador Meiji e à sua consorte Imperatriz Shoken» e plantando um bosque de 100 mil árvores. De todas as partes do Japão, e até do mundo, chegaram árvores para serem plantadas em redor do novo santuário. As jovens árvores foram plantadas por voluntários a tempo da fundação oficial do santuário no dia 1 de Novembro de 1920. E passados exactamente 90 anos dessa data há um magnífico parque florestal bem no centro da capital japonesa para usufruto de todos. Meiji Jingu é sem dúvida um dos grandes bosques urbanos do nosso planeta.

MEIJI JINGU:

Área: 700 mil m2
Bosque: 170 mil árvores de 245 espécies (dados de 2008)
Entrada: gratuita, aberto o ano inteiro


domingo, 31 de outubro de 2010

As Árvores e os Livros: JARDIM REPÚBLICA

Narrativa fantástica inspirada no Culto da Árvore durante a Primeira República

Episódio esquecido da História da Primeira República recuperado por Pedro Foyos para uma obra de ficção.

Um dos mais ignorados episódios da História da Primeira República, relacionado com o culto da árvore e as obscuras guerras que lhe advieram, inspirou a nova obra de Pedro Foyos, “Jardim República”, agora lançado pela Editorial Hespéria.

Este é um daqueles raríssimos livros prismáticos onde o leitor encontra, sobre um mesmo tema, visões em géneros literariamente díspares: a ficção fantástica e a divulgação histórica, rigorosa e documentada. Após uma alegoria inicial em torno dos atos de alucinado extermínio cometidos à noite sobre as árvores plantadas de manhã por crianças de todo o País, assiste-se a uma rebelião das “vítimas” (plantas de todos os géneros e espécies), culminando numa autêntica batalha campal da qual saem derrotados os malfeitores humanos. Na segunda parte da obra, Pedro Foyos descreve como nasceu e cresceu o culto da árvore naquele período histórico, o estigma maçónico, os ódios que extravasaram, a guerra exortada pelos setores mais hostis ao novo regime e o fogo cruzado na Imprensa – de um lado os jornais ditos “conservadores”, do outro os “republicanos”. Desfilam de permeio algumas das figuras centrais da Primeira República que foram igualmente personalidades-chave do culto da árvore no tempo da “educação patriótica” e do “amor à terra, à paisagem portuguesa”.

“Jardim República”, numa edição inteiramente a cores, é ilustrada com numerosos registos iconográficos da época.

A parte ficcional da obra inclui também ilustrações originais de Isabel Lobinho (aguarelas) e Armando Cardoso (fotografia e arte digital).

O AUTOR: Num percurso de meio século repartido pelos mundos do Jornalismo, da Literatura e das Artes Visuais, Pedro Foyos tem obras publicadas no domínio da historiografia da Imprensa. Fundou e dirigiu várias publicações periódicas e integrou a chefia da Redação do Diário de Notícias. Na ficção destacam-se os romances O Criador de Letras e Botânica das Lágrimas, ambos editados por Hespéria.

JARDIM REPÚBLICA
Autor: Pedro Foyos
Ilustrações: Isabel Lobinho e Armando Cardoso
Género: Ficção
Editorial Hespéria
100 páginas
Preço: € 14,84

sábado, 30 de outubro de 2010

Arq. Ribeiro Telles: «Foi uma lição para a revisão do Plano Director Municipal»

Ribeiro Telles diz que chuva veio na hora certa

O que se passou ontem em Lisboa "foi uma lição" para o novo Plano Director Municipal da cidade, que se encontra em fase de discussão, avisa o arquitecto paisagista Ribeiro Telles.

Em causa está a possibilidade de aumentar a construção nos logradouros (que são os quintais e outros terrenos habitualmente situados nas traseiras dos prédios) que o futuro regulamento abre. Ribeiro Telles tem-se manifestado frontalmente contra esta intenção, por causa daquilo que ela pode implicar em termos de impermeabilização do solo: "O aumento dos caudais de água da chuva e da sua velocidade de passagem". O arquitecto mora na Rua de S. José, nas traseiras da Av. da Liberdade, e ficou várias horas sem electricidade, devido a um corte de energia na zona provocado pelo mau tempo. O cenário que viu da sua janela foi suficiente: "Isto tinha que acontecer. Abrem-se caves em prédios situados em cima de ribeiras subterrâneas... Não quer dizer que tenha chovido mais que noutras ocasiões, mas o escoamento da água foi menor".

Como o novo Plano Director Municipal (PDM) ainda não foi aprovado, Ribeiro Telles diz que a chuvada de ontem chegou em boa hora - a tempo de fazer os responsáveis da Câmara de Lisboa repensar o assunto.

Mas, para o vereador da Câmara de Lisboa encarregue da revisão do PDM, Manuel Salgado, estas críticas radicam num equívoco: "O novo PDM só abre a possibilidade de aumentar a construção nos logradouros nos locais onde ela já existe. Se considerarmos toda a cidade, a área permeável até aumenta". Como? "Através da criação de um sistema de retenção das águas da chuva e de infiltração no solo", prevista também na revisão do Plano Director Municipal.

Ribeiro Telles chama ainda a atenção para o facto de a câmara continuar a autorizar a construção de caves cidade fora, agravando um problema que se estende a toda a Área Metropolitana de Lisboa. (in Público)

NOTA: Muitos prédios lisboetas têm pequenos jardins ou quintais que ajudam a absorver as águas pluviais. É lamentável que estejam ameaçados pelo novo PDM proposto pelo actual executivo da CML. Porquê? Porque continuamos a planear a cidade para os carros - todos sabemos que o motivo para a alteração da lei é a pressão imobiliária que só se interessa pela reabilitação se conseguir abrir caves para estacionamento nos logradouros. Será justo todos pagarmos um preço alto porque a sociedade não quer sair de um modelo de mobilidade obsoleto? Foto: Rua Diogo Bernardes em Alvalade.

Em Floração: PLECTRANTHUS ECKLONIS

Nome científico: Plectranthus ecklonis Benth
Família: Lamiaceae

Planta oriunda da África do Sul

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

«Os automóveis são os donos das cidades»

Quando na quinta-feira passada o avião de Francisco Cárdenas se aproximou de terra, à chegada ao Porto, o espanhol não pôde deixar de reparar no aglomerado de casas que se vislumbrava. "Parece que dispararam casas do céu e elas caíram em todas as partes. Olhes para onde olhes, vês casas." O Porto, e toda a sua área metropolitana, é um exemplo daquilo a que o director de programação e planeamento da Agência Ecologia Urbana de Barcelona chama "cidade difusa", o protótipo que está, pouco a pouco, a apoderar-se da Europa: um modelo que tem no carro o elemento central de construção das cidades, que faz do cidadão um mero actor secundário. Em Barcelona já muita coisa mudou. Portugal tem muito caminho pela frente.

O Francisco Cárdenas defende que é urgente recuperar o modelo de organização de cidades do Sul da Europa. Que modelo é este? É um modelo de uma cidade diversa e complexa, onde o espaço público é importante. Uma cidade compacta, o que significa que há densidade suficiente de população e de actividade para que haja contacto e relações entre as pessoas.

Quando é que esse modelo faliu? Pouco a pouco fomos caminhando para outro modelo, o da cidade americana, onde o espaço público pertence aos automóveis privados. Agora, nas cidades, há peões ou condutores: não há cidadãos.

Consegue identificar um culpado? O problema é que apareceu um artefacto de uma potência incrível, o veículo privado, que pouco a pouco se fez dono das cidades. E os planificadores passaram a desenhar as cidades a pensar neles. Na maioria das cidades médias e grandes, no Sul da Europa, cerca de 70 por cento do espaço público é para o veículo privado. É preciso alterar isto. A dependência do veículo privado é a grande perversão das cidades actuais.

Mas um carro é também um símbolo de liberdade... É um símbolo de poder, uma questão de status. Ter carro numa cidade com uma boa rede de transportes públicos é uma estupidez. Não estamos contra o carro, mas queremos dar-lhe saída para que funcione. Uma coisa é que o veículo privado vá por toda a parte, outra é pensar simultaneamente nos peões e nas bicicletas.

O que propõe? Para que um carro não passe numa rua há muito poucas soluções. A única que vejo, na verdade, é impedindo-o, fisicamente. O estacionamento e as portagens já são utilizadas (estas de forma algo injusta). As outras são repensar as vias, de maneira que os veículos não passem por onde querem. É a ideia dos quarteirões - à volta deles é possível circular, dentro não.

Isso não é incompatível com a funcionalidade das cidades? Não. É uma questão de regular os usos. Mas porque é que as cargas e descargas se podem fazer todo o dia? Não é possível determinar que isso só se faz em determinadas horas? Quando as crianças estão na escola, por exemplo. As redes de transportes públicos teriam de ser bem mais atractivas. O transporte público tem de ter qualidade - frequência e cobertura - para ser competitivo. É óbvio que se demorar dez minutos de carro e uma hora de autocarro, nunca irei de autocarro.

Quando fala de cortar os automóveis está a falar de que percentagem de corte? Na verdade, em algumas cidades, nem é preciso reduzir o número de carros. Mas geralmente falamos de reduções pequenas, à volta dos cinco por cento. Basta alterar os itinerários para que as cidades mudem radicalmente. Em Barcelona, um distrito com 150 mil pessoas, só tocamos em quatro por cento dos carros. O que se muda é que os carros em vez de irem por onde querem, vão por onde nós definimos. É esse trabalho que a Agência de Ecologia Urbana de Barcelona tem feito... O nosso trabalho é pôr ordem. Não somos gestores nem construtores, apenas damos apoio às cidades que têm vontade de implementar processos com outros critérios. Quando os arquitectos desenham uma casa pensam muito no conforto - as cores, a luz, a temperatura, o solo -, no espaço público não se pensa nisso.

Quer desenhar cidades como se desenham casas? Os conceitos de habitabilidade e de conforto têm de estar associados. Agora só se pensa na edificação e urbanizar é muito fácil: construir casas, iluminação, ruas. Fazer cidades é outra coisa. É pensar nos espaços para serem utilizados. Os espaços verdes são muito bonitos, mas se não há nada para fazer lá são pouco mais do que inúteis. Depois de retirar os carros das cidades, é preciso levar as pessoas lá. A tendência tem sido outra, as cidades dormitório a aumentar... É um fenómeno muito comum. Expulsava-se a população para os arredores; e depois para os arredores dos arredores... e por aí adiante. Mas chega-se a um momento em que as pessoas que vivem a 45 minutos da cidade não podem mais, em que deixam de estar dispostas a perder duas horas de vida por dia no trânsito. E nesse momento começa a regressar-se ao centro. Em Barcelona isso já foi resolvido e no Porto também será. A população vai regressar - não sei se daqui a cinco ou 15 anos, mas voltará.

O que já se fez em Barcelona? Fizemos, por exemplo, uma nova rede de autocarros. A que havia já era boa, mas melhorámos ainda mais. Vamos aumentar a frequência de circulação com uma simples alteração topológica dos itinerários. Estamos a trabalhar na implementação de um urbanismo em três planos: altura, superfície e subterrâneo. Os veículos podem - e devem - ocupar mais o subsolo para estacionamento. A verdade é que, neste momento, Barcelona já está a ganhar população de novo. Depois, procuramos optimizar o consumo de energia com medidas tão simples como procurar que as casas recebam sol durante o maior número de horas possível.

Que outras cidades estão abrangidas pelo projecto? Estamos a desenvolver projectos por toda a Europa. Em Espanha, além de Barcelona e arredores, trabalhamos com Madrid e Corunha, por exemplo. Em Portugal, com vários municípios do eixo atlântico: Porto, Vila Real, Bragança.

Como está Portugal neste capítulo de sustentabilidade? Chama a atenção, quando o avião se aproxima de terra, que olhes para onde olhes, vejas casas. Parece que dispararam casas do céu e elas caíram em todas as partes. É um modelo de cidade difusa, que não cria cidades, cria ajuntamentos urbanos. Em Portugal, este modelo [das cidades difusas] está implementado de uma maneira particularmente escandalosa. Em Espanha também, na verdade.

Mas há projectos no terreno... As soluções que se têm desenhado são pequenos tampões num depósito gigante a perder água por todo o lado. O que se tem feito é resolver problemas pontuais: se tenho um problema de resíduos, construo uma incineradora, se tenho problemas de circulação, amplio as estradas. Não chega.

De quem é a responsabilidade? É um pouco de todos. Dos políticos em primeiro lugar, claro, mas é uma decisão que muitas vezes nem no Governo do país está, diz respeito à Europa. A grande dificuldade é que é um projecto a longo prazo e os políticos não têm coragem de assumir esse compromisso. Perderiam eleições.

Que parte cabe ao cidadão? Cabe a parte de reivindicar a cidade para si, de reivindicar o direito de sair à rua sem medo de ser atropelado, de poder caminhar numa cidade com qualidade de ar, sem ruído excessivo. É preciso consciencializarem-se de que não podem circular por todo o lado e ainda ter tudo.

O que prevê que aconteça, caso este modelo de cidade se mantenha? Será insustentável. Gostaria de saber o que vai acontecer quando o barril de petróleo estiver outra vez a 200 euros, quando for um bem escasso... e nós continuarmos a depender dele. Em menos de 20 anos os recursos acabam. Agora, vivemos como se os recursos fossem infinitos, fazemos cidades como se a energia fosse infinita, como se a tecnologia resolvesse tudo. E olha-se para o PIB e parece que está tudo bem. Se se vendem mais carros, é possível que ele cresça. A ver se começamos a mudar mentalidades. Não é nada fácil. É que há pessoas que aqui [aponta para a cabeça] a única coisa que têm é um automóvel.

In Público

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Visita guiada: Halloween no Jardim Botânico

Repugnante, tenebroso e mortal: o que as plantas não querem que se saiba…
..uma visita guiada ao mundo obscuro das plantas para toda a família…

31 de Outubro, das 15h00 às 16h00

Preço: entrada no Jardim

FOTO: Datura candida (pers.) Stafford. Flores da trombeteira, Angel's trompet, no Jardim das Cebolas

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Seminário Património Científico: Instituto de Investigação Científica e Tropical

Na 5ª feira, dia 28 de Outubro, terá lugar mais uma sessão dos seminários dedicados ao património científico português. A oradora convidada é Ana Martins, investigadora do Instituto de Investigação Científica e Tropical, e a palestra terá como tema "As colecções de Arqueologia do Instituto de Investigação Científica e Tropical: contextos e percursos".

O local será, como é habitual, o anfiteatro Manuel Valadares do Museu de Ciência, pelas 18 horas.

Foto: Jardim Botânico Tropical

sábado, 23 de outubro de 2010

Arborização da Rua Borges Carneiro no OP

Começou no dia 1 do corrente a fase de votação do processo do Orçamento Participativo 2010-2011 (OP). A proposta apresentada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) - Arborização da Rua Borges Carneiro - foi selecionada. Lembramos que este projecto surgiu após um pedido de apoio de um grupo de moradores da Freguesia da Lapa, associados da LAJB.

Só os projectos mais votados serão integrados no orçamento municipal até ao valor de 5 milhões de euros, montante definido pela CML para afectar ao orçamento participativo.

Votação disponível em www.cm-lisboa.pt/op durante todo o mês de Outubro, mediante registo do participante. Assim, se ainda não o fez, faça o seu registo no site do OP para poder votar. Se preferir, poderá participar numa Assembleia de Voto, utilizar o Autocarro do OP ou um dos espaços municipais com acesso gratuito à Internet para votar. Veja como no site do OP. Para votar no projecto Arborização da Rua Borges Carneiro, seleccione "Espaço Público e Espaço Verde" em "Área" e "Lapa" em "Freguesia". A proposta da LAJB aparece sob a designação «Reperfilamento da Borges Carneiro incluindo arvoredo de alinhamento» (Número de Registo 795 ).


Pedimos o favor de divulgarem este projecto. PARTICIPEM! Votem no projecto da LAJB e ajudem-nos a arborizar uma rua de Lisboa!

Nota: a R. Borges Carneiro foi aberta em 1876 e desde essa data que se espera pela implementação de um projecto de arborização.

Foto: A "careca" R. Borges Carneiro em 1975 pelo fotógrafo Armando Serôdio

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

«Jardim Botânico é autónomo em água»

Infelizmente não é o nosso Jardim mas sim o da Universidade de Coimbra. Faz hoje um ano que foi anunciada a autonomia em matéria de água do Jardim Botânico de Coimbra. Um exemplo que devia ser seguido pela Universidade de Lisboa. O Jardim Botânico de Lisboa tem mina e cisternas mas não estão ainda a ser aproveitados. Mas será possível a implementação de um projecto idêntico ao de Coimbra no caso de se impermeabilizar os logradouros em redor do jardim como propõe o Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico?
O Jardim Botânico de Coimbra tornou-se autónomo em água, ao introduzir um sistema de rega inteligente, que permitirá uma poupança de 30% nos custos de manutenção. O sistema está em funcionamento desde finais de Setembro.

O sistema de automatização de rega utiliza a água da mina do jardim e recorre a sensores para uma boa gestão e distribuição da água.

"Gastávamos com água 30 mil euros por ano, ou seja, um quarto do orçamento. Com esta solução deixamos de ter gastos com água", disse à agência Lusa a directora do Jardim, Helena Freitas. Até agora, toda a parte pública do jardim era alimentada com água da rede pública.

"Fizemos um furo junto à mina, ao qual podemos recorrer em alturas de maior necessidade", disse a responsável, referindo que a bombagem da água é feita directamente da mina para o jardim.

A antiga provedora do Ambiente de Coimbra espera que a solução encontrada para o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra "seja exemplo de boas práticas" para outros espaços públicos.

"Portugal é dos países da Europa que mais desperdiça água na rega - mais de 60 % - quer para práticas agrícolas quer no meio urbano", alertou a bióloga, lamentando que os portugueses "estejam habituados a ter água sempre disponível e como recurso abundante, negligenciando a sua gestão".

Sendo a água um elemento estruturante dos jardins, apostar em soluções tecnológicas sustentáveis "é absolutamente estratégico, particularmente nos jardins públicos, porque têm uma responsabilidade acrescida em matéria de sustentabilidade, devendo ser exemplares nas boas práticas", considera Helena Freitas.

O novo sistema de rega em funcionamento no Botânico de Coimbra resulta de um projecto desenvolvido no último ano por uma equipa multidisciplinar. Integra-se num projecto mais vasto, submetido ao programa Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para a sustentabilidade energética do espaço, com recurso à biomassa que será produzida na mata do jardim.

"Os gastos com a água e a energia representavam metade do orçamento do Jardim e o objectivo é aproveitarmos a biomassa para produzirmos energia para o aquecimento das estufas, numa lógica de optimizar recursos e maximizar a eficiência energética", disse a directora. O projecto irá implicar "uma transformação profunda no conjunto de estufas e o reforço e modernização das infra-estruturas hidráulicas". in JN 20 Outubro 2009

Foto: Jardim Botânico de Coimbra no início do séc. XX. Autor anónimo
Nota: Um exemplo que já devia ter sido implementado pela UL no nosso Jardim Botânico e que prova que quando há vontade e interesse genuíno se podem resolver as maiores dificuldades.

Orçamento Participativo 2010/2011

Cara(o) cidadã(o),
Decorre até 31 de Outubro o período de votação do Orçamento Participativo 2010-2011. O Orçamento Participativo constitui o mais importante instrumento de participação dos munícipes de Lisboa no governo da sua cidade.

Na edição deste ano do Orçamento Participativo foi assumido como prioritária a introdução de mais mecanismos de participação, em especial de participação presencial.

Considerando os bons resultados alcançados com as Assembleias Participativas, vamos alargar os mecanismos de participação presencial à fase da votação, em curso até dia 31 de Outubro.

Assim, estamos a organizar quatro Assembleias de Voto onde todos os cidadãos podem exercer o seu direito de voto. Nestas Assembleias, estarão presentes funcionários credenciados da Câmara Municipal que ajudarão os cidadãos a aceder ao site do OP e a votar.
As Assembleias de Voto decorrerão nos seguintes dias e locais, entre as 10h e as 20h:

1ª Assembleia de Voto: 20 de Outubro
Junta de Freguesia de Benfica
Morada: Avenida Gomes Pereira, 17
Autocarros: 703, 724, 750 e 799

2ª Assembleia de Voto: 22 de Outubro
Junta de Freguesia de Santo Estêvão
Morada: Rua dos Remédios, 53, R/C
Autocarros: 735, 745 e 759

3ª Assembleia de Voto : 27 de Outubro
Junta de Freguesia de Santa Maria de Belém
Salão Gago Coutinho
Morada: Largo dos Jerónimos, 3, R/C
Autocarros: 28, 714, 729

4ª Assembleia de Voto: 29 de Outubro
Escola Eça de Queiroz
Morada: Rua Cidade de Benguela (aos Olivais)
Autocarro: 708

Agradecendo a vossa participação e divulgação,

Cumprimentos,
A Equipa OP 2010/2011

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Viveiros Tropicais de Kew Gardens

Behind the scenes

The nursery provides facilities for propagating, establishing and growing on plants from various habitats within the world’s tropical and subtropical regions. There are over 45,000 plants held here at any one time. The plants are produced to support the public conservatories for educational purposes and may by used for scientific purposes by visiting and Kew scientists.

The nursery covers an area of 6,500m2 and is divided into 21 climatic environments that are separately controlled and monitored by a ‘climatic computer’. These zones are collected under four units: Cacti and Succulents, Moist Tropics, Orchids, plus Temperate and Conservation Collections. The large wide-span complex is heated by nine gas-fired boilers, although not all are used together. The nursery is supplied with water filtered by a process called ‘reverse osmosis’ for irrigation and misting. The water is stored in a large tank potentially holding 60,000 gallons. It passes through an ultra-violet filter before being used.

Fifteen permanent staff work in the Tropical Nursery, supported by up to ten students, apprentices, trainees and 28 horticultural volunteers. Daily maintenance of the collections involves watering, feeding, re-potting plants, and monitoring plant health throughout the year. Then there are regular seasonal jobs. The giant waterlilies start their life here, before being planted out in the Waterlily House for the public to see. And Kew’s specimens of Titan arum (Amorphophallus titanum) rest dormant in the Nursery until they flower and are put on display for visitors to see and smell.


Foto: Costus woodsonii

sábado, 16 de outubro de 2010

Estufas de Exibição em Kew: Alpine House

The Davies Alpine House is the latest addition to Kew’s glasshouses. It opened in 2006, the first new glasshouse to be commissioned for two decades. It is located at the north end of the Rock Garden.

Historical information

There has been an Alpine House at Kew since 1887. The first house was built to a traditional design with brick foundations, wooden sides and a low-pitched glass roof. Potted plants stood on wooden platforms either side of a central path. This house was demolished and rebuilt to a longer wider design in 1939. A third Alpine House replaced it in 1981. With glass sides and roof, this was constructed using the state-of-the-art technology of the time. Its built-in systems were designed to control temperature, ventilation and moisture levels, while its pyramid shape reflected the mountain landscapes from which its inhabitants came.

Meeting the needs of alpine plants

In the wild, alpines spend the winter dormant. They remain dry and protected from extreme temperatures and the desiccating effect of cold winds by a blanket of snow. Spring arrives rapidly, with melting snow providing moisture for growth and exposing the plants to intense light. The short growing season means plants have to flower and set seed quickly. The Davies Alpine House was designed to create the cool, dry and windy conditions that alpine plants favour, without using energy-intensive air-conditioning and wind pumps. Its architects employed traditional practices and the latest technology to achieve this.

Although the glasshouse is only 16 metres long, its roof reaches ten metres high. This creates a stack effect that draws in cool air through permanent openings on either side and releases warm air through vents in the roof. Meanwhile, a fan blows air through a concrete labyrinth beneath the ground. The air cools on its convoluted journey and is released into the glasshouse through steel pipes. The panes of glass are 12mm thick and have a low iron content which allows over 90 per cent of light through. Meanwhile, fan-like shades on the east and west sides of the glasshouse protect plants from the most intense heat of the summer sun.

Behind the scenes

Kew’s Alpine House team has built up a large collection of plants over time. Ranging from cushion plants from high-mountain environments to colourful bulbs from the Mediterranean, these are nurtured in the Alpine Nursery by four permanent staff and a trainee. Only when plants come into bloom and are looking their best do they go on display in the Alpine House. All the plants are grown in pots, enabling staff to provide the soil and watering regime that best suits each species.

During hot summers in the old Alpine House the temperatures often exceeded 40°C. However, in the new glasshouse the temperatures generally remain below 32°C. According to Alpine House Keeper Richard Wilford, the plants used to look straggly from the reduced light after a two-week stint on display in the old Alpine House. Now, they thrive in the more favourable conditions and return to the Alpine Nursery looking as healthy as when they left.

Things to look out for

Throughout the year, the Davies Alpine House displays a wide range of campanulas, dianthus, small ferns, helichrysum, small lavenders, primulas, saxifrage, thymes, tulips and verbascums along with lesser-known species. One of the glasshouse’s rarest occupants is the Chilean Blue Crocus, Tecophilaea cyanocrocus. It has scented cobalt blue flowers with a white centre. Described in 1862, it was only known to grow in the range of hills surrounding Santiago, at about 3,000m. The plant was regarded as extinct in the wild from the 1950s onwards – due to unsustainable collecting by bulb dealers, overgrazing by cattle and localised habitat change – but was rediscovered in 2001 on private land south of Santiago.

Nota: inaugurada em 2006, esta belíssima estrutura é a última estufa de exibição construída em Kew. São estruturas desta qualidade e utilidade que a LAJB imagina no futuro para o nosso Jardim Botânico. Não aceitamos que se vá destruir a actual estufa do Jardim Botânico (obsoleta e degradada) para no lugar dela nascer uma "Galeria comercial". Afinal qual é a missão de um Jardim Botânico no séc. XXI?

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Estufas de Exibição em Kew: Princess of Wales Conservatory

Princess of Wales Conservatory

The vast Princess of Wales Conservatory recreates ten climatic zones under one roof. Beneath its sloping glass roof, visitors can wander among Madagascan baobob trees, observe climbing vanilla orchids from Central America and watch carnivorous plants from Asia eating flies for lunch.

Historical information

The Princess of Wales Conservatory was commissioned in 1982 to replace a group of 26 smaller buildings that were falling into disrepair. It was named after Princess Augusta, founder of Kew, and opened in 1987 by Diana, Princess of Wales.

It is the most complex conservatory at Kew, containing ten computer-controlled climatic zones under one roof. The two main climate zones are the ‘dry tropics’, representing the world’s warm, arid areas, and the ‘wet tropics’, housing moisture loving plants from ecosystems such as rainforests and mangrove swamps. The eight remaining microclimates include a seasonally dry zone containing desert and savanna plants, plus sections for carnivorous plants, ferns and orchids.

Whereas the Palm and Temperate Houses make grand statements with their designs, the low-lying, angular ‘glazed hill’ of the Princess of Wales house is less obtrusive. The conservatory was designed by architect Gordon Wilson to be energy-efficient and easy to maintain and was built partly underground. The southern end is heated more by the sun than the northern end, so this is where visitors find towering spikes of echiums and silver agaves from dry tropical regions such as the arid Canary Islands. The central area contains an elevated aquaria, complete with waterlily pond and the dangling roots of mangroves, plus displays of orchids and carnivorous plants. At the northern end are species from the moist tropics, including banana, pineapple, pepper and ginger.

Things to look out for

The pond within the aquaria section contains the Asian form of the giant waterlily Euryale ferox. This plant has huge leaves that can span two metres and are strong enough to take the weight of baby without sinking. On the lower level, there are viewing windows so visitors can see the pond from a fish’s eye view. Close by are separate tanks containing a rhombeus piranha, poison-dart tree frogs and baby water dragons. These displays demonstrate how plants and animals interact in their natural tropical rainforest habitats. Towards the northern end of the glasshouse, are some familiar houseplants originating from the wet tropics. These include the African violet (Saintpaulia) and Swiss cheese plant (Monstera deliciosa). Once a year, the Princess of Wales glasshouse hosts a festival celebrating the beauty of tropical orchids. Kew’s orchid collection numbers some 1500 species, and staff working its micropropagation laboratory are becoming adept at bringing rare species back from the brink of extinction.

Behind the scenes

Keeping the Princess of Wales Conservatory’s plants in good shape requires much hard graft behind the scenes. Manager of the glasshouse Mike Marsh and his team clean out the pools in Spring, develop outdoor displays such as the Mediterranean Garden in Summer, top up the glasshouse’s soil and replant beds in Autumn, and prune plants throughout the winter.

Nota: Outro exemplo notável de Estufa de Exibição, neste caso num novo e moderno edifício inaugurado em 1987. O Jardim Botânico de Kew tem actualmente quatro estufas de exibição, sendo duas históricas erguidas no séc. XIX e as restantes construídas recentemente, esta em 1997 e a última em 2006 (Alpine House).

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Abertura do período de discussão pública do Plano de Pormenor

MUNICÍPIO DE LISBOA
Aviso n.º 20176/2010

Abertura do período de discussão pública do Plano de Pormenor
do Parque Mayer

Torna -se público, nos termos dos artigos 77.º, n.º 3 do Decreto -Lei n.º 380/99 de 22/9 e do artigo 91.º da Lei n.º 169/99 de 18/9 (Lei das Autarquias Locais), que a Câmara Municipal de Lisboa, em Reunião de Câmara de 8 de Setembro de 2010, de acordo com a Proposta n.º 449/2010, deliberou proceder à abertura de um período de discussão pública da Proposta do Plano de Pormenor do Parque Mayer, por 22 dias, com 1 sessão pública.

Torna -se ainda público, nos termos do artigo 77.º, n.º 3 do Decreto -Lei n.º 380/99 de 22/9, que iniciar -se -á no 8.º dia, após publicação do presente Aviso no Diário da República, 2.ª série, nos termos do artigo 148.º n.º 4, alínea a) do citado diploma, um período de 22 dias para os interessados, poderem apresentar as suas reclamações, observações ou sugestões.

Os interessados poderão consultar a Proposta de Plano e demais documentação que consubstanciou o período de acompanhamento, bem como os locais, dias e horas onde terão lugar as sessões públicas no site de Urbanismo da CML, na Secção Planeamento Urbano (http://ulisses.cm-lisboa.pt) ou nos locais a seguir identificados:

Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL) sito no Picoas Plaza,
na Rua do Viriato, n.º 13 a n.º 17;

Gabinete de Relações Públicas da Direcção Municipal de Gestão Urbanística,
sito Edifício Central da CML, no Campo Grande, n.º 25, 3.º F;
Junta de Freguesia de S. Mamede, sita no Largo de S. Mamede,
n.º 7,1250 -236 Lisboa;

Junta de Freguesia de S. José, sita na Calçada do Moinho do Vento,
n.º 3,1169-114 Lisboa.

A formulação de reclamações, observações ou sugestões, deverão
ser feitas por escrito, dirigidas ao Presidente da Câmara Municipal
de Lisboa, utilizando para o efeito, o impresso próprio que pode ser
obtido nos locais acima referidos ou no site de Urbanismo da CML
(http://ulisses.cm -lisboa.pt).

Lisboa, 15 de Setembro de 2010.
O Director de Departamento,

Paulo Prazeres Pais

(Subdelegação de competências — Despacho n.º 85/P/2010.
Publicado no 1.º Suplemento ao BM n.º 838 de 11/3/2010).

Estufas de Exibição em Kew: Temperate House

Historical information

Kew director Sir William Hooker commissioned Decimus Burton to begin work on the glasshouse in 1859. With voracious Victorian collectors bringing back ever more species from around the globe, Kew needed somewhere to house its growing collection of semi-hardy and temperate plants. The Temperate House was officially opened, unfinished, in 1863. Because costs had soared during construction, it was not completed for another four decades.

Today, Kew’s Temperate House is arranged according to Decimus Burton’s original plan. The South Wing and Octagon are home to African plants, the main rectangular hall hosts sub-tropical trees and palms, while the North Wing and Octagon contain temperate plants from Australia, New Zealand, Asia and the Pacific. A boiler in the nearby Stable Yard helps keep the temperature to a minimum 10°C all year round. The sun provides a little extra warmth for the heat-loving South African plants at the southern end of the glasshouse.

Things to look out for

Many of the plants growing in the Temperate House are useful to us. There is a collection of fruit-yielding citrus plants that includes lemon and lime, a tea bush (Camellia sinensis) from which the nation’s favourite brew is made and a specimen of Cinchona which is used as a treatment for malaria. The traditional African Hut located at the southern end of Temperate House shows how indigenous people put local plants to use as building materials.

The sheer size of the Temperate House has made it the final resting place for many plants that have outgrown other parts of the Gardens at Kew. The largest of these is the Chilean Wine Palm, Jubaea chilensis. When it was last measured in 1985, it was 17.6 metres (58 feet) high and is still slowly growing today. It was raised, two decades before the Temperate House was built, from a seed brought to Kew from Chile. The wine palm’s seeds are edible, its sap is used as a sweetener and its leaves make an excellent roofing thatch.

Plants on the verge of extinction

Some plants on display are endangered island species being propagated for reintroduction to their native lands. Among these is the St Helena ebony tree (Trochetiopsis ebenus). By 1980 only two specimens were left in the wild, clinging to a steep rock face on the island. Cuttings from these came to Kew for propagation. Several thousand plants have since been reintroduced at six sites on the island. Kew scientists are now helping islanders develop protocols for propagating other rare plants. You can find out how Kew save plants under threat at the Millennium Seed Bank.

Conservation and restoration

When Decimus Burton designed the Temperate House he chose the best materials available to him at the time. Nonetheless, by the early 1970s the glasshouse was in a sorry state. It had suffered structural damage during the last war. A survey of the structure in 1972 revealed corroding wrought iron and disintegrating masonry. Workmen spent three and a half years renovating the glasshouse. Because the building is Grade I listed, they had to retain its architectural integrity. Modern aluminium glazing bars replaced timber sashes, a teak annex added in 1952 was dismantled and a new boiler house in the nearby Stable Yard replaced the original one installed beneath the glasshouse.

Nota: Mais um belíssimo exemplo de uma "Estufa de Exibição", neste caso concreto para plantas de Clima Temperado. O nosso Jardim Botânico precisa de estufas de exibição para cumprir em plenitude a sua missão.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Câmara Municipal de Lisboa lava as mãos do PDM

É a última machadada no PDM. A partir de agora, Lisboa está vendida aos interesses dos privados. A história é longa e feia. Primeiro, Pedro Santana Lopes alterou o PDM com a criação dos Planos de Pormenor Simplificados. Agora, chegou a vez do Arq. Manuel Salgado que veio reforçar pelas alterações que introduziu, a intervenção directa dos privados nos Planos de Urbanização e de Pormenor, permitindo que aqueles possam alterar o próprio planeamento a seu belo prazer. É assim que é possível construir a torre Normam Foster, impermeabilizar os logradouros, construir edifícios de quatro andares dentro do Jardim Botânico, pervertendo o conceito inicial dos Planos de Pormenor. Segundo reza a história, estes foram criados com a intenção de tornarem mais rigorosas as intervenções urbanísticas em certas áreas da cidade, nomeadamente nas zonas históricas, com medidas ainda mais restritivas que as contempladas no PDM. Mas o que verificamos, é que progressivamente estes Planos de Pormenor vieram facilitar e permitir que as regras anteriores fossem esquecidas. É o que se constata com estas novas alterações propostas para o PDM. Por outro lado, entidades públicas que existem para defender o bem comum, como a CCDR e o IGESPAR, criaram um neologismo que dá pelo nome de nim, talvez esperando, que um D. Sebastião qualquer, possa tornar claros os seus plúmbeos e gelatinosos pareceres. Na brilhante e lúcida entrevista que o Arq. Gonçalo Ribeiro Telles deu ao jornal "Público" de 10 de Outubro, o coordenador do Plano Verde para Lisboa, vem exactamente pôr o dedo na ferida, desafiando esta situação calamitosa. A partir de agora os privados são os donos de Lisboa!?

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, vem reafirmar que lutará até ao fim pela salvaguarda do Jardim Botânico e da sua missão, que tudo fará para denunciar esta fraude urbanística, que a soldo de uma cobertura legal, tem saqueado a cidade de Lisboa, privado os seus cidadãos do direito a uma vida com qualidade e que, ao contrário da afirmação feita pelo Arq. Manuel Salgado, se orientará sempre pelo lema "se formos muito exigentes reabilitamos bem".
Os que quiserem juntar-se a nós serão bem vindos.