domingo, 17 de janeiro de 2010

2010 Ano Internacional da Biodiversidade

A Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o ano de 2010 Ano Internacional da Diversidade Biológica com o fim de atrair mais atenção internacional para o problema da perda continua de biodiversidade. Propõe-se aproveitar esta oportunidade para:

-Destacar a importância da biodiversidade para a vida humana

-Reflectir sobre os progressos na conservação de biodiversidade

-Redobrar esforços para reduzir significativamente o ritmo de perda de biodiversidade

-A manutenção da diversidade biológica requere a participação universal. A comunidade mundial, através de actividades organizadas a nível mundial, deve unir esforços para um futuro sustentável para todos.

A secretaria do Convénio da Diversidade Biológica é o centro de coordenação para o Ano Internacional da Biodiversidade. Establecido na «Conferência da Terra» do Rio de Janeiro em 1992, o Convénio da Diversidade Biológica é um tratado internacional para a conservação e utilização sustentável da biodiversidade e a distribuição equitativa dos múltiplos benefícios da biodiversidade. Com 193 membros, o Convénio da Diversidade Biológica tem uma participação quase universal.

Através do Ano Internacional da Biodiversidade 2010 espera-se reflectir os objectivos das organizações que trabalham em todo o mundo para salvaguardar a biodiversidade. Como tal, os objetivos do Ano Internacional da Biodiversidade 2010 são os seguintes:

-Melhorar a consciência pública sobre a importância de salvaguardar a diversidade biológica e também sobre as ameaças à biodiversidade.

-Aumentar a consciência dos progressos para salvar a diversidade biológica que já foram conquistados por comunidades e governos.

-Incentivar as pessoas, organizações e governos a tomar as medidas imediatas necessárias para travar a perda de biodiversidade.

-Promover soluções inovadoras para reduzir as ameaças à biodiversidade.

Iniciar o diálogo entre as partes interessadas pelas medidas que devem adoptar-se no período posterior a 2010.

Mais informações: http://www.cbd.int/2010/about/

Foto: a rica biodiversidade do nosso Jardim Botânico

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Aventura da Terra: visitas guiadas

A Aventura da Terra em exibição no Museu Nacional de História Natural promove visitas dramatizadas à exposição nas quais o actor André Levy veste a pele do naturalista Charles Darwin guiando o público numa visita emocionante pela história do planeta Terra. Estas visitas acontecem no último domingo de cada mês, entre as 16h00 e as 18hoo. Paralelamente todos os fins de semana, o público poderá integrar as visitas orientadas à exposição:

-Sábado, das 15h00 às 16h00
-Domingo, das 12h00 às 13h00

Ambas as visitas requerem marcação prévia:

Tel: 21 392 18 79 ou aventuradaterra@museus.ul.pt

Preçario:

-visitas dramatizadas: 5€
-visitas orientadas: 3€

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Visita guiada: Inverno no Jardim Botânico


Amanhã, quinta-feira dia 14, entre as 13h e as 14h, o Jardim Botânico promove mais uma sessão das visitas animadas pelas 4 estações. Esta iniciativa pretende dar a conhecer algumas curiosidades sobre as plantas do Jardim Botânico nas diferentes estações do ano.

Também na quinta-feira, e integrado na exposição Medir os Céus para dominar a Terra: a Astronomia na Escola Politécnica de Lisboa, 1837-1911, o Museu de Ciência promove novo ciclo de conferências. A primeira sessão de 2010 terá lugar esta quinta-feira, a partir das 18h no auditório Manuel Tavares. Terá como orador Fernando Correia de Oliveira, especialista em relógios e questões associadas ao tempo. O tema será O Tempo e a sua medição na Escola Politécnica de Lisboa. A Conferência será antecedida por uma visita guiada à exposição com início às 17h.

Fotos: Sapindus mukorossi Gaertn, no Arboreto

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Curso de iniciação à propagação de plantas arbustivas e arbóreas

Iniciação à propagação de plantas arbustivas e arbóreas
23 e 24 de Janeiro de 2010

Objectivos: Conhecer os vários tipos de sementes, e aprender a manipulá-las e a conservá-las. Conhecer as fases e cuidados a ter no processo de produção das plantas, quer por sementeira quer pela via vegetativa (estacaria, divisão). Adquirir a experiência com material para ensaio das várias técnicas de produção.

Formadora: Carla Faria (ISA-UTL)

Horário: 10h às 13h e das 14h às 17h

Preço: 60 €

Data limite de inscrição: 20 Janeiro de 2010

Informações: lagartagis@museus.ul.pt ou 213921808

FOTO: Hibiscus mutabilis em floração na Classe

domingo, 10 de janeiro de 2010

«Plantar 1000 árvores em Sintra»

Do movimento cívico "Plantar 1 Árvore" recebemos o seguinte pedido de divulgação: Em Novembro sonhámos plantar 1000 árvores num só dia. O objectivo era ambicioso, mas juntos conseguimos! Obrigado a todos os que participaram. A dinâmica criada foi grande, para além dos 400 participantes, juntaram-se cerca de 1000 pessoas ao nosso canal do facebook! Não vamos parar por aqui. Já temos em marcha nova iniciativa, revalidando o objectivo!

A 16 de Janeiro, Sábado, às 10:00 vamos plantar 1000 árvores no Parque Natural Sintra-Cascais.

Juntámos então amigos, pais, filhos, avós, tios, primos, sobrinhos, colegas de trabalho e de escola, vizinhos e conhecidos, precisamos novamente de reunir cerca de 500 pessoas.

As razões que nos movem são muitas, tentámos resumi-las, para as conhecerem cliquem aqui.
Esperamos a participação dos 3 aos 100 anos, mas acreditamos que é especialmente importante a participação dos mais pequenos, são eles que irão moldar o mundo de amanhã.

Percebemos que funciona, pretendemos replicar ainda mais esta iniciativa, aumentando o impacte positivo que juntos podemos ter. As receitas resultantes da venda das t-shirts e pins servirão para alavancar futuras iniciativas.

As inscrições estão limitadas às 1000 árvores (500 participantes). A C. M. Cascais através do Projecto O2 da Agência Cascais Natura apoia a iniciativa, não só através da disponibilização e preparação do terreno, mas também fornecendo apoio logístico e técnico no dia da plantação. Para além disso irá fornecer as árvores necessárias.

Conto com a vossa participação e aguardo as vossas inscrições.

João Rosa


FOTO: Serra de Sintra, vista da Quinta da Regaleira.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

VICTORIA AMAZONICA


Imagens de um exemplar da famosa Victoria amazonica num lago adjacente ao Centro de Acolhimento de Visitantes do Jardim Botânico de Singapura. Como o nosso jardim ainda não tem estufas para exposição de plantas, resta lutar pelo sonho de um dia podermos também mostrar aos nossos visitantes maravilhas da natureza como esta rainha da Amazónia. Até lá, continuaremos a defender a construção de uma nova e moderna estufa para substituir a actual que está degradada e obsoleta. O Plano de Pormenor para o Parque Mayer e Jardim Botânico que se está a preparar propõe que a estufa dê lugar a uma "Galeria Comercial". A LAJB está, naturalmente, contra esta proposta que revela não só uma mentalidade mercantilista como também pouca sensibilidade para a vocação pedagógica que deve estar no coração do Jardim Botânico.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Celebrar os 100 anos da República demolindo o nº 46 da Av. da República?

Estes três prédios de rendimento foram destacados na recente exposição dedicada ao Arquitecto Ventura Terra (1866-1919) que esteve patente na Assembleia da República entre 26 de Março e 31 de Julho de 2009.

A exposição foi «uma homenagem da Assembleia da República ao autor do projecto original do Hemiciclo inaugurado em 1903». De facto, este será sem dúvida um dos mais importantes criadores de arquitectura para a jovem República Portuguesa, nomeadamente para a capital. Afinal, Ventura Terra foi candidato, e eleito, Vereador Republicano para a Câmara de Lisboa em 1908.

Os edifícios que projectou para Lisboa foram verdadeiros modelos, pois fundaram um padrão de qualidade que faltava à capital. Muitos construtores civis copiaram elementos da sua arquitectura ajudando assim a criar uma determinada imagem de prédios de rendimento nas primeiras duas décadas do séc. XX.

Lisboa já demoliu várias obras suas (ex: Av. António Augusto de Aguiar e Rua Duque de Palmela 35-37) mas ainda sobrevivem cerca de 26. Destas, algumas estão em sério risco de demolição como a Casa de Júlio Gualberto Costa Neves na Rua Rosa Araújo 37 e o conjunto de três prédios erguidos pelo republicano Joaquim dos Santos Lima na Av. da República 46 / Av. Elias Garcia 62.

A 11 de Julho de 2005 a CML, mais precisamente a Vereadora Eduarda Napoleão, aprovou a demolição integral dos interiores. Apenas ficam as fachadas principais pois as posteriores serão também demolidas.

Obras com projecto de 1906, constituiem exemplos raros dos prédios de rendimento de luxo da Av. da República. Os interiores, perfeitamente recuperáveis, são de grande qualidade espacial e construtiva. Apresentam tectos de estuques artísticos, paineis de azulejo Arte Nova e portas de madeiras exóticas. A entrada do prédio de gaveto, marcada com um grande arco de cantaria, é um trabalho notável. Após transposto o átrio circular (que se repete em todos os pisos), uma elegante escadaria elíptica ainda mantém o elevador de origem (que já teve oferta de compra da parte de estrangeiros!). Na fachada podemos observar barras de azulejos Arte Nova da famosa Fábrica das Devezas.

Vergonhosamente, e em vésperas do centenário da primeira vereação republicana, a CML aprovou a demolição destes imóveis de autor. A sua qualidade aquitectónica e construtiva foram ignoradas apesar da sua protecção estar consagrada na Carta Municipal do Património anexa ao PDM. Estes não são meros prédios de pato-bravo do princípio do séc. XX. São testemunhos do que melhor se fazia na capital da jovem República Portuguesa. São obras de Arquitectura criadas por Ventura Terra.

Mais do que lançar foguetes e tocar a banda, celebrar o centenário da República é salvaguardar testemunhos arquitectónicos notáveis, como este, para as próximas gerações.

Mas será que Lisboa vai passar pela vergonha extrema de assistir à demolição deste conjunto arquitectonico de Ventura Terra na Av. da República e no ano do centenário da República?

Fórum Cidadania Lx

NOTA: A Av. da República faz parte do primeiro edital de alteração de toponímia da vereação republicana datado de 5 de Novembro de 1910. A Câmara republicana alterou a toponímia de 10 arruamentos, substituindo os nomes das individualidades demasiado comprometidas com o regime anterior e os topónimos de cariz religioso por outros evocativos dos novos ideais republicanos. Da lista do primeiro edital fazia parte a Av. da República (para substituir a artéria até aí designada por Av. Ressano Garcia) e a Av. Elias Garcia (propagandista e jornalista republicano, para substituir a artéria até aí designada por Av. José Luciano).

FOTO: Os três prédios de luxo levantados por Joaquim de Santos Lima numa fotografia de c. 1910. Notar os jovens plátanos da avenida. Arquivo Fotográfico Municipal

As Árvores e a Cidade: Av. da República 46

As Tipuanas em frente do prédio do Arquitecto Ventura Terra vão perder a sua distinta e fiel companhia arquitectonica. Esta obra pioneira na Avenida da República 46 (com projecto de 1906) vai ser demolida em 2010. Tudo aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, apesar do imóvel fazer parte da Carta Municipal do Património anexa ao PDM. É mais um crime contra o nosso património arquitectónico. Lisboa vai ficar mais pobre.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

AS ÁRVORES e os LIVROS: Joachim Du Bellay

Quem viu alguma vez um grande carvalho seco,
Que como adorno algum troféu comporta,
Erguer ainda ao céu a sua velha cabeça morta,
Cujo pé não está firmemente em terra fixado,
Mas que, sobre o campo mais do que meio inclinado,
Mostra os seus braços todos nus e a sua raíz torta,
E, sem folhas que dê sombra, o seu peso suporta
Sobre um tronco nodoso em cem sítios podado;
E, se bem que ao primeiro vento ele deva a sua ruína,
E muito jovem, à sua volta tivesse firme a raiz,
Pelo popular devoto ser o único venerado:
Quem tal carvalho pôde ver, que ele imagine ainda
Como entre os citados, que mais florescem agora,
Este velho símbolo empoeirado é o mais reverenciado.

Joachim Du Bellay, Les Antiquités de Rome

soneto XXVIII

Foto: detalhe de um Sobreiro na Tapada de Mafra

sábado, 26 de dezembro de 2009

«Por uma cidade que se respeite»

Uma cidade que se respeite não permite que um proprietário tenha o seu prédio degradado, a cair, abandonado, com falta de pintura, destelhado, entaipado, em risco de incêndio ou derrocada. Não permite. Ponto.

Uma câmara municipal digna desse nome multa, castiga, reprime o desleixo e negligência de quem for dono de um prédio nessas condições. Se não tiver instrumentos legais robustos para o fazer, exige-os ao Governo da República. Se não o conseguir, tem que se fazer porta-voz da indignação dos munícipes.

O Governo do país tem a obrigação de impedir que os centros das nossas cidades estejam sujos, ocos e cariados. Tem o dever de tornar muitíssimo dispendioso este mau hábito de quem não cuida da sua propriedade urbana. Tem o interesse - num país antigo, peculiar e turístico como o nosso - de garantir que os nossos centros históricos estejam impecáveis.

Não existe o direito de ter um prédio a cair. Tal como não existe o direito de guiar um carro sem travões ou poluente. Não interessa se o compraram ou herdaram. O carro tem de passar na inspecção periódica. O mesmo deveria valer para o prédio: tem de estar em boas condições, ou o proprietário terá de pagar pelo dano e risco que provoca a outrem. Um prédio decadente faz reverberar o desleixo. Baixa o valor da sua rua ou do seu bairro, incluindo o daqueles prédios cujos proprietários, mais conscienciosos, trataram de cuidar e manter em boas condições. Um prédio a cair representa um risco de segurança para quem ali passa, para o solitário inquilino que às vezes lá resta, para os vizinhos.

A propriedade de um prédio não é coisa que venha sem obrigações. Esse é um equívoco que engendra outros equívocos de todas as partes envolvidas, sem excepção: a ideia de que os exemplos de prédios integralmente ocupados com rendas baixas (cada vez menos) podem servir de desculpa para situações de incúria em prédios praticamente vazios; a ideia de que o Estado pode ser o primeiro proprietário negligente; a ideia de que às autoridades públicas cabe, sempre, pagar toda a factura do rearranjo dos prédios. O Rossio de Lisboa foi recuperado com dinheiros públicos há uma década. Hoje tem prédios com telhados cobertos de folha de alumínio. Lamento, mas isto não é cidade que se respeite.

O presente de Natal para toda a gente que gosta da cidade, da cultura e de música aí está: ardeu o prédio onde ficava o Hot Clube de Lisboa, um dos mais antigos clubes de jazz da Europa. Perguntava um leitor do PÚBLICO ao saber da notícia: será que vale a pena fazer TGV e novos aeroportos para mostrar uma cidade vazia? Sob o impacto do momento, o exagero é desculpável, porque toca na ferida. As pessoas não vão apanhar o TGV para Madrid para ficar a olhar para a estação ferroviária. Vão para ver o Museu do Prado.

Aquilo que Portugal e Lisboa esquecem - com o novo-riquismo desculpável de quem se encontra em algumas rotas da moda - é isto: ninguém volta ao hotel de charme para olhar de novo para o mesmo prédio esburacado em frente.

Andámos anos a discutir um ridículo projecto para o Parque Mayer e deixámos o Hot Clube ao abandono. O salão do Conservatório está em ruína. O Pavilhão Carlos Lopes também. Não temos um lugar no centro da cidade para receber exposições internacionais que atraiam centenas de milhares de visitantes. Achamos natural que o candidato evidente para essa função - a Praça do Comércio - sirva para a burocracia do Estado. Ou então, que se faça lá um hotel de charme. Temos, não o nego, muito charme no abandono. Rui Tavares in Público, 23-12-2009

FOTO: Igreja de São Vicente de Fora (MN) fechada ao público no início deste ano devido ao mau estado de conservação.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Orçamento Participativo 2010: AVISO

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) foi alertada por cidadãos participantes na 1ª fase do Orçamento Participativo (OP) para a existência de propostas apresentadas nesta fase que não surgiram na lista de projectos colocados à votação. Analisadas as situações identificadas, foi detectada uma avaliação inadequada por parte dos serviços da CML relativamente a algumas propostas apresentadas, que teriam condições para virem a ser transformadas em projectos e colocadas à votação. Face a esta situação e porque entende que o orçamento participativo é um processo emblemático de participação dos cidadãos na vida da cidade que deve ser credível e transparente, a CML decidiu, no dia 18 de Dezembro, anular a 2ª fase do OP. O objectivo é colocar novamente à votação dos cidadãos de Lisboa a lista de todas as propostas apresentadas que cumpram os critérios previamente definidos. Apresentamos as nossas desculpas pelo sucedido e convidamo-los, desde já, a participar na votação de projectos que decorrerá no período entre 30/12/2009 a 15/01/2010.

sábado, 19 de dezembro de 2009

O Arboreto no final do Outono

No final do Outono o Arboreto do Jardim Botânico fica mais luminoso com a queda das folhas de muitas das suas árvores. Vemos mais céu. Vemos mais Lisboa por entre as copas despidas. E ainda temos um fofo tapete de folhas.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Debate: Obras no Jardim do Príncipe Real

Vai decorrer hoje, Sexta-feira 18 de Dezembro 2009 pelas 21h, um debate público sobre as obras no Jardim do Príncipe Real. O debate terá lugar no Auditório Quintanilha no Museu Nacional de História Natural à Rua da Escola Politécnica nº 58 (entrada pelo portão do Jardim Botânico). O debate é promovido por um grupo de cidadãos interessados, os "Amigos do Príncipe Real" que tem lutado para obter respostas sobre o que se passa e conseguir que as entidades que deveriam ter sido envolvidas neste processo desde o início - IGESPAR e AFN-Autoridade Florestal Nacional - sejam, conforme a lei exige, de facto supervisoras de todo o processo. Foram convidadas para esse debate as seguintes entidades: Presidente e Vereador do Pelouro dos Espaços Verdes da CML, IGESPAR, Autoridade Florestal Nacional, Junta de Freguesia das Mercês, entre outras. Foram também convidados os orgãos de comunicação social. A AFN, que deveria ter intervido porque existem várias árvores clasificadas no Jardim, só agora pediu à CML os planos de intervenção. Vamos exigir boas práticas na governação da nossa cidade. Participe!

Foto: Chorisia no Príncipe Real a 25 de Outubro de 2009

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Em Floração: Montanoa bipinnatifida


Família: Asteraceae
Nome científico: Montanoa bipinnatifida (Kunth) K. Koch

Planta nativa do México.

Nota: este exemplar pode ser observado no Arboreto (canteiro 35B). Existe outro na Classe.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Orçamento Participativo 2010: projecto da LAJB passou para a 2ª fase

Começou ontem, dia 14 do corrente a 2ª fase do processo do Orçamento Participativo 2010 (OP). O projecto da LAJB - Arborização da Rua Borges Carneiro - foi escolhido para a 2ª fase! Lembramos que este projecto surgiu após um pedido de apoio de um grupo de moradores da Freguesia da Lapa, associados da LAJB.

Os projectos mais votados nesta 2ª fase serão integrados no orçamento municipal até ao valor de 5 milhões de euros, montante definido pela Câmara para afectar ao orçamento participativo.

Apelamos a todos os interessados que votem, até ao dia 20 de Dezembro, no projecto apresentado pela LAJB. Basta aceder ao sítio do OP:

http://www.cm-lisboa.pt/index.php?idc=618

Para votar, seleccione primeiro "Espaço Público e Espaço Verde" e de seguida procure a proposta da LAJB sob a designação «Reperfilamento da Rua Borges Carneiro» (na pág. 4).

PARTICIPE! Vote no projecto da LAJB e ajude-nos a arborizar uma rua de Lisboa!

FOTO: Rua Borges Carneiro sem árvores de alinhamento numa fotografia de 1975 do fotógrafo Armando Serôdio (Arquivo Municipal). Desde a abertura da rua em 1876 que se espera por um projecto de arborização!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Visita aos Agaves e Aloés do Jardim Botânico





Imagens da visita da LAJB aos Agaves e Aloés do Jardim Botânico (13 Dezembro). Apesar do frio que se fez sentir, os 25 participantes foram facilmente transportados para as terras quentes das Américas (Agaves) e de África (Aloés) pelo nosso guia Pedro Lérias. Afinal, fomos guiados por um vencedor do Prémio Brotero atribuído pela LAJB ao melhor aluno do Curso de Guias do Jardim Botânico.

Inspirados pela beleza natural das estrelas botânicas - que estavam gentilmente banhadas pelo sol de inverno - e da oratória do nosso guia, percorremos sem esforço milhares de kms entre continentes. Todos ficaram rendidos à riqueza das formas, tons e texturas dos diferentes Aloés e Agaves. Tivemos ainda para nos aquecer as cores de fogo das inflorescências dos Aloés. Sem dúvida, o Jardim das Suculentas, também designado "Jardim do México" é uma das grandes surpresas do nosso Jardim Botânico. Temos apenas a lamentar o grande número de exemplares ainda por identificar com placas. Fomos aconselhados a regressar dentro de algumas semanas para vermos as inflorescências mais desenvolvidas de alguns dos Aloés. A viagem terminou no Arboreto pois não podiamos deixar de prestar homenagem à copa dourada da Gingko.

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico agradece a Pedro Lérias a generosa oferta desta visita guiada ao mundo dos Agaves e Aloés.

Entretanto, lembramos que em Março de 2010 recomeçam as visitas "Laços de Família" (criadas por Pedro Lérias) e que oportunamente serão novamente aqui divulgadas.

Fotos: Agave attenuata, Aloe arborescens, Aloe ciliaris (Jardim das Suculentas) e Doryanthes palmeri (Jardim das Cebolas).

domingo, 13 de dezembro de 2009

Conferência: 150 anos depois da descoberta da Welwitschia

The Mirabilis Experience
150 anos depois da descoberta da Welwitschia

por SARA ALBUQUERQUE

Anfiteatro Aurélio Quintanilha

Dia 17 de Dezembro de 2009 às 18 h

O botânico Austríaco, Friedrich Welwitsch (1806-1872), começou a trabalhar em Portugal em 1839. Só mais tarde, em 1853, seria enviado numa expedição a Angola pelo governo Português. Durante esta expedição efectou cerca de 8000 colheitas botânicas correspondendo a 5000 espécies, das quais 1000 não tinham ainda sido descritas. Isto representa, provavelmente, a colecção mais significativa feita desde sempre na África Tropical. Foi igualmente nesta viagem a Angola que Welwitsch, descobriu Tomboa, no dia 3 de Setembro de 1859, a famosa planta do deserto do Namibe, que mais tarde foi denominada de Welwitschia por Hooker em honra de Welwitsch.

Depois do seu regresso à Europa, Welwitsch decidiu estudar as suas colecções em Londres, dado que estas não poderiam ser identificadas em Portugal. Depois da sua morte, em 1872, seguiu-se um processo em tribunal que durou 3 anos, onde se decidiu quem ficaria com as colecções, envolvendo conflitos entre Kew e o Natural History Museum... mas isto foi só o início da história....

Onde estão agora as colecções?
Porque tinha Livingstone inveja de Welwitsch?
E porque fora Welwitsch enviado a Angola pelo Governo Português?
O que disse Hooker quando viu Welwitschia pela primeira vez?

Nesta apresentação, para além de se desvendarem estas questões, pretende-se explicar os detalhes do projecto sobre as colecções africanas e revelar a história que não foi contada…

No ano de 2009, em que se celebra Darwin e a publicação da Origem das espécies, também se celebra o aniversário da descoberta da Welwitschia e se relembra quem foi Friedrich Welwitsch.
Este aniversário, foi comemorado no dia 3 de Setembro deste ano com uma palestra na Linnean Society of London, palestra esta, que se irá repetir no Jardim Botânico – MNHN no dia 17 de Dezembro 2009.

Actualmente, Sara Albuquerque é bolseira da FCT e encontra-se a desenvolver o seu Projecto de Doutoramento “Cross-cultural histories of Tropical Botany in Latin America”, em Royal Botanic Gardens – Kew e no Birkbeck College (University of London).

Sara Albuquerque iniciou a sua ligação ao Jardim Botânico – MNHN em 2004, como voluntária no Serviço de Extensão Pedagógica e, pouco tempo depois, como Guia do Jardim. Realizou o seu Estágio de Fim de Curso de Biologia (Universidade de Évora) no Herbário LISU. Neste trabalho, iniciado em Outubro de 2005, estudou parte das colecções africanas de Welwitsch em LISU (Iter Angolense 1853 – 1860.). O contacto com a obra deste botânico, abriu portas para novos projectos “Welwitschianos” envolvendo, para além do JB-MNHN, outras instituições, tais como RBG – Kew e Natural History Museum (Londres), de que resultaram algumas publicações, nomeadamente nas revistas Taxon e Strelitzia (em colaboração com R.K. Brummitt) e palestras (Royal Botanic Gardens-Kew e The Linnean Society of London).

Foto: Welwitschia mirabilis Hook.f. (Fonte: www.biolib.cz)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fim-de-semana dourado no Jardim Botânico



Este fim-de-semana há muitas razões para visitar o Jardim Botânico. No sábado, dia 12 de Dezembro às 10h, venha descobrir aves no jardim: "As aves como cidadãos das cidades" é uma visita para observação e identificação de aves. No domingo, dia 13 às 14:30h, acompanhe o guia Pedro Lérias numa visita aos Aloés e Agaves do jardim. E para além disto, este será o último fim-de-semana para ver as maravilhosas copas douradas das Gingkos!

Fotos: Gingko biloba no Arboreto

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Descobrir Segredos das Aves nas Cidades

No próximo dia 12 de Dezembro às 10h, vem descobrir aves no Jardim Botânico e conhecer o trabalho dos cientistas no Museu!

As aves como cidadãos das cidades

Visita guiada ao Jardim para observação e identificação de aves. Novo programa para grupos familiares nos primeiros sábados de cada mês no MNHN da Universidade de Lisboa com o apoio da SPEA - Sociedade Portuguesa do Estudo das Aves.

Calendário e inscrições:
Tel. 21 392 18 79

Foto: Arboreto do Jardim Botânico visto da Classe

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Caderno dos Amigos do Jardim Botânico

O «Caderno dos Amigos do Jardim Botânico» é um óptimo presente de Natal!
Produção: Serrote para a Liga dos Amigos do Jardim Botânico
Impressão: tipografia
Tiragem: 1000 exemplares numerados
Dimensões: 12 por 7 cm
Papel: reciclado (liso)
Preço: 4 euros

Não percam a oportunidade de adquirir um ou mais exemplares, pois a edição é limitada. As receitas da venda deste caderno de notas serão investidas em melhoramentos no jardim. Ofereça um presente de Natal que, para além de ser um objecto especial, ajuda o Jardim Botânico! Nas próximas 2ªs. feiras dias 15 e 22 de Dezembro poderá dirigir-se à sede da LAJB, onde teremos muito gosto em recebê-lo(a). Também é possível enviar à cobrança. Se está interessado em comprar, ou vender, escreva para amigosdobotanico@gmail.com

Graças à colaboração de alguns espaços comerciais, o nosso Caderno também se encontra para venda nos seguintes locais em Lisboa:

Zeppelin - Rua da Rosa 40 (Bairro Alto)
Verdeperto - Rua Costa do Castelo 26
Tsuru - Rua da Esperança 24 (Madragoa)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Copenhaga: a conferência “depositária das esperanças da Humanidade”

A conferência climática de Copenhaga será a “depositária das esperanças da Humanidade” durante as duas próximas semanas, declarou esta manhã o primeiro-ministro dinamarquês Lars Loekke Rasmussen na abertura dos trabalhos, perante 1200 delegados vindos de 192 países.

"O mundo está a depositar as suas esperanças em vocês", disse Rasmussen, cujo país vai presidir a conferência até 18 de Dezembro, dirigindo-se aos delegados presentes na sala Tycho Brahe do Bella Center. Dela deverá sair um novo acordo mundial para combater o aquecimento global.

A cerimónia de abertura da conferência, com 45 minuros de atraso, começou com a projecção de um filme sobre os povos do mundo confrontados com as alterações climáticas, especialmente os "refugiados do clima".“As alterações climáticas não conhecem fronteiras. Nada discriminam. Afectam-nos a todos. E se hoje estamos aqui é porque estamos todos determinados em agir”, salientou. “Estou dolorosamente consciente de que vocês têm perspectivas diferentes sobre o âmbito e conteúdo deste acordo”, acrescentou, apelando a um consenso “justo, equilibrado, aceitável para todos”, mas também “eficaz e operacional”. “Este acordo que convidamos todos os dirigentes a assinar afectará todas as nossas sociedades em todos os seus aspectos”, notou. E, segundo Rasmussen, a missão "está ao nosso alcance". O chefe do Governo dinamarquês precisou ainda que 110 chefes de Estado e de Governo, incluindo o Presidente norte-americano Barack Obama, anunciaram já a sua presença em Copenhaga para o encerramento da conferência, a 17 e 18 de Dezembro. No encontro, estes líderes vão tentar chegar a acordo sobre as reduções das emissões de gases com efeito de estufa para os países desenvolvidos até 2020 e recolher financiamento para ajudar os mais pobres.

A presença de tantos líderes mundiais "reflecte uma mobilização sem precedentes da determinação política para combater as alterações climáticas. Representa uma enorme oportunidade. Uma oportunidade que o mundo não se pode dar ao luxo de perder", disse ainda o primeiro-ministro dinamarquês.

Mas "a responsabilidade maior continua a ser dos cidadãos do mundo que, se falharmos, serão aqueles a sentir as consequências fatais".
ONU lembra que o tempo das declarações já acabou
Yvo de Boer, secretário-executivo da Convenção das Nações Unidas para as Alterações Climáticas, apelou aos delegados de 192 países para se concentrarem "nas propostas práticas e sólidas, que permitam lançar uma acção rápida" contra as alterações climáticas. "Os países em desenvolvimento esperam, desesperadamente, uma acção concreta e imediata", contra as emissões de gases com efeito de estufa e para adaptar as suas nações ao novo cenário climático, lembrou.

De Boer leu o testemunho de Nyi Lay, uma criança asiática de seis anos, vítima de um ciclone devastador que causou a morte aos seus pais e irmão. "O tempo das declarações e de esgrimir posições já acabou: utilizem o trabalho já feito e transformem-no em actos", lançou.

À porta do edifício da conferência, activistas pediram aos delegados que iam chegando que escolhessem passar por um de dois portões: um verde onde se lia "Vote pela Terra" ou um vermelho "Aquecimento Global". Outros entregavam aos delegados panfletos sobre o aquecimento global.

O Protocolo de Quioto vincula os países industrializados a reduzir as suas emissões até 2012, a uma média de 5,2 por cento, em relação aos níveis de 1990. Mas mesmo os seus apoiantes reconhecem a insuficiência da meta para travar o aumento das temperaturas, especialmente se nos lembrarmos que os Estados Unidos se recusaram a ratificá-lo.

Desta vez, a ideia é envolver todos os grandes emissores, incluindo a China e a Índia, para evitar mais secas, desertificação, incêndios florestais, extinção de espécies e aumento do nível dos mares. O encontro vai testar até que ponto as nações em desenvolvimento vão insistir nas suas posições, nomeadamente a exigência de os países ricos reduzirem as emissões em, pelo menos, 40 por cento até 2020. Uma meta superior àquelas que estão em cima da mesa. in Público

FOTO: Rio Nam Xong no norte do Laos

sábado, 5 de dezembro de 2009

Visita: Agaves e Aloés do Jardim Botânico

Visita aos Agaves e Aloés do Jardim Botânico

Domingo, 13 de Dezembro às 14:30

Nesta visita ao Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, partimos à descoberta das plantas de zonas secas das Américas (Agaves) e África (Aloés), assim como de alguns dos seus parentes próximos, como as Iucas e o celebrado Dragoeiro, cuja resina encarnada, comparada ao sangue de dragão, lhe deu o nome.

Com o Inverno à porta, viaje connosco para as terras quentes das famílias dos Agaves e dos Aloés numa visita guiada ao Jardim Botânico de Lisboa.

O nosso associado Pedro Lérias será quem nos guiará nesta viagem.

FOTO: Aloé no Jardim Botânico (Pedro Lérias)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Exposição: Cogumelos – revelações de um mundo escondido

O Jardim Botânico do Museu Nacional de História Natural apresenta a exposição:

Cogumelos – revelações de um mundo escondido

De 5 a 12 de Dezembro de 2009

Horário: Segunda a domingo, das 10h00 às 17h00

Local: Jardim Botânico – Palmário

Rua da Escola Politécnica, 58 - Lisboa

FOTO: Cogumelo na Serra de Sintra (25 de Novembro de 2009)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Botânica das Lágrimas

Temos o maior prazer em comunicar que o último livro do nosso estimado associado Pedro Foyos, “Botânica das Lágrimas” (Editorial Hespéria), já está disponível nas principais livrarias.

Este novo romance poderá suscitar na comunidade da LAJB especial interesse na medida em que toda a acção decorre precisamente no nosso Jardim Botânico (designado no enredo por Jardim da Sétima Colina). Embora se trate de um livro de ficção, protagonizado por crianças (mas para adultos), a história do próprio Jardim insinua-se no decurso de uma narrativa que procura ainda prestar homenagem a vultos portugueses da botânica.

E por duas vezes é citado no livro, muito gratamente, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Muito obrigado Pedro Foyos.

Aqui fica uma sugestão da LAJB para um presente de Natal.

FOTO: Busto de Bernardino Gomes (1768-1823) no Arboreto