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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

"WORKSHOP" ADAPTAÇÕES CLIMÁTICAS LISBOA: 3 de Novembro de 2015 - 14:30

















Exmos. Senhores,   
Vimos por este meio apresentar o projeto ClimAdaPT.Local, na sua fase atual, bem como convidá-lo(a) para participar numworkshop de debate sobre a adaptação deste município às Alterações Climáticas.     
A Câmara Municipal de Lisboa é parceira do Projeto ClimAdaPT.Local, coordenado pela Fundação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (MFEEE/EEA-Grants) e pelo Fundo Português de Carbono.     
O projeto, de acordo com a Estratégia Europeia de Adaptação às Alterações Climáticas (AC) e a Estratégia Nacional de Adaptação às AC, tem cinco grandes objetivos:  
1-Promoção e disponibilização do conhecimento local sobre AC;  
2-Criação de uma comunidade de agentes municipais sensibilizados para o tema e capacitados para utilizar ferramentas de apoio à decisão em adaptação;  
3-Redução de barreiras e constrangimentos ao envolvimento de agentes locais em processos de adaptação às AC;  
4-Integração da adaptação nos processos de planeamento e decisão dos agentes municipais e sectoriais; 
5-Definição de medidas de adaptação às AC a nível local.     
O ICS ULisboa - Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, enquanto parceiro do projeto, ficou responsável pelo envolvimento dos atores-chave (sob a coordenação do Prof. João Ferrão e da Profª Luísa Schmidt). Nesse âmbito, tem vindo a colaborar com a autarquia na identificação de atores-chave locais, cujos contributos possam ser utilizados na elaboração de uma estratégia municipal especificamente dedicada à adaptação às AC.     
É nesse sentido que o(a) contactamos para o(a) convidar a participar num workshop dedicado à apresentação e debate das Opções de Adaptação do município. Nesta sessão serão também recolhidos contributos para a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas (EMAAC).     
As EMAAC constituirão um significativo avanço no processo de adaptação local às alterações climáticas, nas suas vertentes ambientais, sociais e económicas, tendo impacte nos sectores da Energia e Indústria, Biodiversidade, Agricultura e Florestas, Segurança de pessoas e bens, Ordenamento do território, Recursos hídricos, Saúde humana, Turismo e Zonas costeiras.     Assim, consideramos muito importante a sua participação.     
O workshop contará com a participação dos técnicos autárquicos responsáveis pela identificação das vulnerabilidades locais às Alterações Climáticas, bem como de decisores políticos da autarquia, para além de outras entidades parceiras do projeto, estando a sua moderação sob a responsabilidade da equipa ClimAdaPT.Local.     
Este evento realizar-se-á no dia 3 de Novembro de 2015, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa, entre as 14h30 e as 19h30, e incluirá apresentações e mesas de debate. Será servido um lanche. 
Em breve será contactado(a) pela equipa do ICS-ULisboa via email (climadapt.local.workshops@ics.ulisboa.pt) ou telefone (21 780 47 97), para lhe fornecer os detalhes logísticos necessários.        
Agradecendo a sua disponibilidade para participar no workshop,     
Com os melhores cumprimentos,           
José Sá Fernandes

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fachada do Museu de História de Bolonha





















Um bom exemplo de como fazer e aplicar telas de publicidade institucional sem desrespeitar um imóvel com valor patrimonial e classificado. Parece que a fachada do nosso Museu Nacional de História Natural vai finalmente receber um tratamento deste nível.

Telões do Museu da Ciência estão a ser retirados


















Estruturas tinham sido montadas em 2012 apesar de um parecer desfavorável e vinculativo. Nova solução contempla oito telas tipo pendão.

As duas telas de quase 200 m2 cada uma que a Universidade de Lisboa instalou ilegalmente, em 2012, na fachada do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, na Rua da Escola Politécnica, estão a ser retiradas por ordem da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC).  
Simultaneamente serão removidas as estruturas metálicas de suporte das telas usadas para divulgação das actividades do museu, bem como do Jardim Botânico, e será instalada uma nova solução com o mesmo objectivo.   
Esta solução, composta por oito telas verticais e perpendiculares à fachada, foi aprovada pela DGPC, que considerou menos grave o seu impacto visual e patrimonial para o imóvel da antiga Faculdade de Ciências, classificado como monumento de interesse público.   
A polémica relativa à chamada “instalação informativa” do museu foi desencadeada logo em 2012 devido não só às dimensões das telas (17,90 por 10,40 metros), mas também ao facto de a pesada estrutura de suporte estar cravada nas paredes e ser saliente em relação ao plano da fachada.  
Numa primeira fase, em 2012, o Igespar — organismo cujas competências passaram depois para a DGPC e tinha antes emitido parecer desfavorável ao projecto da universidade — considerou a instalação das telas como provisória e promoveu, sem sucesso, várias diligências com vista à sua substituição. Dois anos depois, em Abril de 2014, a DGPC  determinou, sem indicação de prazo limite, a retirada dos telões e a “revisão da ‘instalação informativa’ por forma a reduzir o seu impacto visual”.  
Mais tarde, o museu apresentou um novo projecto à DGPC, o qual foi parcialmente aprovado em Abril deste ano. Nessa altura os responsáveis pelo património deram um prazo de dois meses para que os telões ilegais fossem removidos. O projecto aprovado contempla oito telas de face dupla, subdivididas em dois grupos de quatro, cada um dos quais fixado perpendicularmente à fachada, de um e do outro lado da escadaria principal.  Para lá destas telas de um metro de largura e perto de seis metros de altura, o projecto apresentado previa também a afixação de elementos informativos nas colunas e pilastras da frente do monumento. De acordo com a DGPC, esta última proposta não foi aprovada, considerando-se que “dada a profusão de telões previstos para o local, deverá haver o máximo cuidado no preenchimento de novas áreas da fachada principal do museu com qualquer outra informação”.  
O director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, José Sousa Dias, disse ao PÚBLICO que a remoção das telas e da estrutura só agora foi concretizada por duas razões: a instituição não tinha orçamento disponível para o fazer e aguardava a aprovação da solução entretanto proposta. A possibilidade de retirar as telas deixando a estrutura metálica foi afastada por se considerar que isso seria pior no aspecto visual, pelo que foi decidido remover a totalidade da instalação ao mesmo tempo que serão montados os suportes das novas oito telas. Em princípio, acrescentou, as novas telas deverão estar no seu lugar definitivo no fim da próxima semana. in Jornal PÚBLICO, 7 Outubro de 2015

Fotos: Aspecto da complexa estrutura metálica de suporte e um dos telões agora retirados e que continha uma fotografia do Jardim Botânico.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

«Jardim Botânico de Lisboa com anfiteatro e espaços reabilitados em 2016»
















O Jardim Botânico da Faculdade de Ciências, em Lisboa, vai ganhar um pequeno anfiteatro e ter espaços renovados no âmbito do projecto de reabilitação, cujas obras deverão iniciar-se no final deste ano e durar entre seis e nove meses. 
O jardim, classificado como monumento nacional, encontra-se degradado devido à insuficiente manutenção originada pela “temporária falta de pessoal”, explicou à agência Lusa José Pedro Dias, director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) da Universidade de Lisboa, que gere o espaço.  Por isso, vai ser agora reabilitado, no seguimento de uma candidatura vencedora ao Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa, em 2013, que garantiu um financiamento de 500 mil euros.  Apesar ter passado já algum tempo, “as coisas nunca estiveram paradas”, assegurou José Pedro Dias, indicando que desde essa altura o museu está em contacto com o município para definir as intervenções.  As obras incidem só sobre a zona do arboreto, que ocupa três dos quatro hectares do jardim com árvores de maior dimensão, e assentam na “recuperação das infra-estruturas” como caminhos, sistema de rega e rede de escoamento das águas pluviais e ainda na instalação de electricidade e internet, apontou o responsável.  “Vai também ser recuperado o lago de baixo, que está, neste momento, seco porque está fracturado”, referiu.  
De acordo com José Pedro Dias, “a única coisa nova que vai surgir no jardim” é um pequeno anfiteatro, na parte central do arboreto, que será usado para espectáculos.  Acresce que, além da entrada pela Rua da Escola Politécnica, onde vai ser recuperada a zona da esplanada, o projecto prevê a “semiabertura” da ligação à Praça da Alegria, por onde os visitantes apenas poderão sair.  
O director admitiu temer que o jardim não esteja pronto no prazo previsto e tenha de encerrar no verão do próximo ano, quando há mais visitantes no jardim e, consequentemente, mais receita (ascendendo aos 100 mil euros).  
Quando as obras acabarem, o museu vai captar financiamento para a renovação da sinalética das plantas, comprometendo-se ainda a criar duas zonas de relvado.  Paralelamente, vai ser recuperado o observatório astronómico – situado junto à zona do jardim que era usada para o ensino da botânica, denominada classe –, uma obra de 200 mil euros financiados pela Universidade de Lisboa, que deve começar entretanto, segundo José Pedro Dias.  
O responsável espera que as obras renovem o Jardim Botânico, até porque coincidem com a chegada de três jardineiros, até ao final deste ano, para auxiliar o único existente.  Sem data prevista nem financiamento garantido está a recuperação dos caminhos, dos túneis subterrâneos e dos edifícios na zona da classe, enquadradas na segunda fase de reabilitação.  José Pedro Dias exemplificou, como possível forma de financiamento, a concessão dos espaços ali existentes para loja e cafetaria.  
O vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, congratulou-se com a iniciativa: “É mais um jardim de Lisboa arranjado e é isso que interessa à cidade”.  O autarca afirmou à Lusa que este é o “melhor projecto possível para a primeira fase”, deixando em aberto a hipótese de a autarquia financiar a segunda fase da reabilitação.  Porém, salientou que “o Estado também tem aqui obrigações”.  A apresentação pública do projecto de reabilitação do Jardim Botânico realiza-se na quinta-feira, às 19h00, no palmário do jardim. in Público, 21 Julho 2015

Fotos: O Lago de Baixo no Arboreto conforme ficou poucos meses após as obras de 2012 e um exemplo das muitas placas degradadas que identificavam as plantas da colecção viva do Jardim Botânico.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Lago de Baixo: Hoje, 2 anos depois das "obras"...


















Aspecto do Lago de Baixo do Jardim Botânico, no Arboreto. Está assim, hoje em dia, passados 2 anos e meio após "obras" que tiveram direito a cerimónia de "reabertura" do Jardim Botânico, no dia 14 de Junho de 2012. Estamos perante mais um exemplo do dinheiro dos contribuintes deitados ao lixo.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Recomendação do PEV na AML: “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa”

Propostas do Partido Ecologista “Os Verdes” para discussão na reunião da Assembleia Municipal de Lisboa de amanhã, 9 de Setembro 

O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” entregou os seguintes documentos na Assembleia Municipal de Lisboa para serem discutidos e votados na reunião de amanhã, dia 9 de Setembro: 

- Moção “Lojas do Cidadão em Lisboa” 

- Recomendação “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa” 

O Grupo Municipal de «Os Verdes» apresenta a Moção “Lojas do Cidadão em Lisboa”, pretendendo que a Câmara Municipal de Lisboa reconheça a relevante função do serviço público de proximidade aos munícipes de Lisboa desempenhada pelas Lojas do Cidadão; persista numa posição pró-activa perante o Governo, face ao encerramento da Loja do Cidadão nos Restauradores e à ausência de alternativas funcionais para as Lojas das Laranjeiras e de Marvila; diligencie junto do Governo para que este informe, com urgência, que medidas pondera vir a tomar para, no curto prazo, inverter esta acentuada redução de serviços públicos de proximidade na cidade de Lisboa, e ainda para que o Governo especifique, de entre os lugares disponibilizados pelo Município, em que local ou locais planeia vir a instalar novos Espaços do Cidadão. Por fim, o Grupo Municipal de «Os Verdes» pretende ainda que a CML solicite junto do Governo, para que este esclareça com que tipo de serviços, meios e recursos pondera vir a abrir nova ou novas Lojas do Cidadão em Lisboa, calendarizando essas iniciativas. 

Com a Recomendação “Jardim Botânico da Universidade de Lisboa”, o PEV pretende que a autarquia prepare, calendarize e apresente os estudos e verbas previstos no âmbito do Orçamento Participativo para o projecto “Jardim Botânico de Lisboa, Proteger, Valorizar e Promover”; recolha os elementos e execute o levantamento topográfico necessários para a implementação do projecto, designadamente, para as previstas renovação de caminhos e sistema de circulação de água, a criação de um jardim mediterrânico e de uma zona de relvado para lazer, bem como a abertura do portão que dá acesso à Praça da Alegria; estabeleça uma parceria entre a Universidade de Lisboa e a Escola de Jardineiros e Calceteiros, no sentido de obviar a necessidades pontuais de pessoal que se têm verificado para a manutenção do Jardim, designadamente de jardineiros; e ainda que promova as diligências imprescindíveis à elaboração do Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico. 

Para mais informações contactar o Grupo Municipal de “Os Verdes”, através do número de telefone 919 615 508 
Gabinete de Imprensa do Grupo Municipal de Lisboa de “Os Verdes”.                 
Lisboa, 8 de Setembro de 2014

sexta-feira, 6 de junho de 2014

«Cultura manda retirar telas da fachada do Museu de História Natural»

















Dois anos depois de serem montadas ilegalmente, as telas que cobrem a frente do edifício foram objecto de uma ordem de remoção.

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) determinou, no fim de Abril, a remoção das megatelas informativas que foram montadas há dois anos na fachada do Museu Nacional de História Natural e Ciência, na Rua da Escola Politécnica, em Lisboa. A direcção do museu confirma que foi notificada, mas diz que “está a tratar do assunto junto das entidades competentes”.

Instaladas em Maio de 2012, as duas telas, com 18 metros de comprimento por dez de altura cada uma, foram colocadas em cima de um estrutura metálica tubular de grandes dimensões que, por sua vez, foi fixada às paredes do museu (antiga Faculdade de Ciências). A iniciativa — justificada com a necessidade de dar projecção às actividades do museu — suscitou polémica na altura, tanto mais que a Direcção Regional de Cultura tinha emitido seis meses antes um parecer desfavorável à sua concretização.

Para lá das dimensões das telas, a montar na frente de um edifício que estava em vias de classificação (no ano passado, foi classificado como monumento de interesse público), o parecer criticava o facto de elas serem “salientes relativamente ao plano” da fachada principal, provocando “um forte impacto visual sobre o núcleo museológico”. Nessa altura, porém, não foi ordenada a sua retirada, sendo criado um grupo de trabalho conjunto, entre a Direcção Regional de Cultura, o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e a Universidade de Lisboa, com o objectivo de corrigir a situação e encontrar uma solução compatível com a salvaguarda dos valores patrimoniais em presença.

A criação daquele grupo de trabalho foi decidida pelo director-geral do Património Cultural logo em Maio de 2012, o qual considerou que as telas se manteriam com carácter provisório até ser encontrada uma alternativa. O provisório, porém, prolongou-se até hoje, não havendo referência na informação técnica que agora levou à ordem de remoção a qualquer reunião ou decisão daquele grupo de trabalho.

No final do ano passado, a DGPC questionou a Câmara de Lisboa sobre se as telas tinham sido objecto de alguma licença camarária, tendo a autarquia respondido que, naquele caso concreto, a instalação estava isenta de licenciamento municipal.  Face às queixas chegadas à DGPC sobre o facto de tudo continuar na mesma, o subdirector-geral, João Carlos Santos, ordenou no dia 22 de Abril a remoção das telas e das estruturas metálicas, devendo ser reposta a fachada no estado em que se encontrava anteriormente.  

A informação que deu origem ao despacho do subdirector-geral sugere que seja encontrada uma outra solução com menor impacto visual, “mantendo-se, contudo, a possibilidade de se publicitar a actividade e eventos culturais do museu, de uma forma digna, bem visível ao público, eventualmente através de pendões de dupla face, menos agressivos para o imóvel classificado”.  

Contactado pelo PÚBLICO, o director do museu, José Pedro Sousa Dias, confirmou que já conhecia a posição da DGPC. “O museu cumprirá necessariamente a lei, mas estamos a tratar do assunto junto das entidades competentes”, afirmou.  

Sousa Dias acrescentou que há “um grupo de trabalho conjunto com a DGPC por causa da zona de protecção [em que o museu se insere] e que a questão das telas é uma das que aí estão a ser tratadas”. Quanto à data de retirada das polémicas estruturas, o director do museu nada disse.

PÚBLICO, 5 de Junho de 2014 por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Núcleo principal da antiga Escola Politécnica: Monumento de Interesse Público

Portaria nº 287/2013. D.R. nº 92, Série II de 2013-05-14
Presidência do Conselho de Ministros - Gabinete do Secretário de Estado da Cultura
Classifica como monumento de interesse público o Núcleo principal da antiga Escola Politécnica - Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, na Rua da Escola Politécnica, 56, em Lisboa, freguesia de São Mamede, concelho e distrito de Lisboa: 

segunda-feira, 23 de julho de 2012

The Jardim Botanico: A Hidden Gem in Lisbon

The Jardim Botanico: A Hidden Gem in Lisbon        
by Hansel Hernandez
Historic Preservation and Cultural Heritage Consultant
To be honest, when I came to Lisbon last summer to work on a conservation project, the last thought in my mind was to visit gardens. My priority was to discover the vast and rich architectural heritage of this capital city, learn about their rare and large museum collections, and of course savor the succulent Portuguese cuisine with an emphasis on desserts. The Jardim Botánico de Lisboa was not even listed in my traveler’s guidebook; something to be completely overlooked. But fate had something else planned for me.
I was living in the Rato neighborhood and to get to downtown Lisbon I had to walk down Rua da Escola Politécnica, which stretches one kilometer and borders the trendy neighborhoods of Principe Real and Barrio Alto. Today this up-and-coming streetscape is filled with bars, restaurants, pastry shops, boutiques, parks, and lookout terraces.
After several weeks of seeing the sign at the entrance gates, I decided to go in and explore. Entrance fee was only 1 Euro. I am glad I did. Behind the former university buildings fronting the street, the gardens are laid out in contained terraces following the slope of the hill—Lisbon is all hill crests and valleys—which winds down towards Avenida Liberdade, the Champs-Élysées of Lisbon. But the avenue is completely shut out: the depth of the topography and lushness of the gardens act as an invisible, magical screen. You find yourself in this very peaceful, verdant environment conducive to rest and quiet contemplation.
The history of Lisbon’s Botanical Gardens harkens back not to the nineteenth century, but to the sixteenth century. In Portugal history and heritage is made up of many, many layers. When you think something belongs to one era further research reveals a different story.
The garden makes up the former grounds of the Quinta do Monte do Olivete, a sixteenth-century estate founded by Dom Fernão Telles de Menezes, former governor of India and later of the Algarve region in southern Portugal. Dom Fernão ceded his estate to the Jesuits in 1589 so they could build their Cotovia Novitiate.
Between 1609 and 1759 the Jesuits undertook a thorough study of botany in the gardens of their novitiate. The research gathered for almost two centuries laid the groundwork for the eventual creation of a botany department at the school.
In 1837, the Polytechnic School of Lisbon opened in the former buildings of the novitiate, on what is now the Rua da Escola Politécnica. Its mission was to give scientific training to officer candidates to the national army and navy. In fact, the army school shared the space with the polytechnic for a number of years.
In 1843 the building burned to the ground and a new building was projected only for the polytechnic. Work began in 1857. In 1911 the University of Lisbon was created and it was decreed that it should have a school of science. The polytechnic became the new School of Science, and it operated as such until 1985, when the school moved to new headquarters at the University City.
I very much enjoyed coming to the gardens, this magnificent, peaceful, and open green space right smack in the middle of the city; I could not help but think of the same effect and feeling one has when visiting Central Park in New York. I returned to the gardens several times. There are fountains (in disuse), small greenhouses, some outbuildings, and even an elegant astronomical observatory building. And of course, there are old-fashion benches so you can take the weight off your feet, snack on something, perhaps nap, relax, contemplate while under a cozy bamboo screen, or a giant weeping willow. The gardens have a large variety of tropical plant species namely from New Zealand, Australia, China, Japan, and South America. These plants thrive here in Lisbon’s temperate climate and the many micro-climates found in the gardens.
Presently the former academic buildings on the site house the National History Museum, the National Science Museum, the National Natural History Museum, and the Teatro da Politécnica. The University of Lisbon has a big ambition to transform this place into an important scientific, artistic, and cultural center for the city. But the economic reality of Portugal, as in the rest of southern Europe, is a harsh one. Some government assistance the university had received for the maintenance of the buildings has ceased. An imminent threat has been temporarily halted: a out of scale condo development adjacent to the gardens which would have obstructed views and completely alter the open verdant surroundings has been nixed.
It is behind these historic buildings fronting Rua da Escola Politécnica that the Botanical Gardens are located. The 6 acres in the center of Lisbon are waiting for its inhabitants to re-discover it.

Nota da LAJB: apesar de pequenos erros, como por exemplo o equivoco do National History Museum, divulgamos este interessante texto de um profissional do Patrimonio (consultor da WMF) publicado a 31 de Maio: http://www.wmf.org/journal/jardim-bot%C3%A1nico-hidden-gem-lisbon

sexta-feira, 15 de junho de 2012

«Universidade de Lisboa garante que obras no Jardim Botânico estão licenciadas»



Público 14.06.2012

Todas as obras no Jardim Botânico de Lisboa, espaço que reabre oficialmente nesta quinta-feira, estão licenciadas pelas autoridades competentes, diz a Reitoria da Universidade de Lisboa, depois de acusações de intervenções “ilegais” e “medíocres”.


A Liga dos Amigos do Jardim Botânico divulgou na quarta-feira uma carta aberta ao reitor da Universidade de Lisboa, entidade que tutela o espaço, onde acusa a falta de “parecer obrigatório e vinculativo” do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (Igespar) para as intervenções. "Após décadas sem investir no restauro, requalificação e gestão do Jardim Botânico, a Universidade de Lisboa decidiu agora intervir de modo superficial neste Monumento Nacional", escreve a Liga, exemplificando com as obras na fachada do Museu Nacional de História Natural e da Ciência. A instalação de estruturas metálicas perfurantes em toda a fachada, para colocação de telões, "danificou-a irremediavelmente". 

Numa nota divulgada ontem à noite, a Reitoria da Universidade de Lisboa garante que todas as obras, “desde a demolição definitiva das casas em ruína junto ao Picadeiro (edifício classificado) até à fixação de telas na fachada principal do museu, foram devidamente autorizadas e licenciadas pelas autoridades competentes”.

Além disso, informou que já está constituído um grupo de trabalho conjunto com o Igespar para “acompanhamento das intervenções futuras” e que está a ser constituído o grupo de trabalho que vai elaborar o Plano de Salvaguarda do Jardim Botânico.

Este foi só um primeiro passo na verdadeira requalificação do espaço, no meio da cidade de Lisboa. Para já foram arranjados “alguns caminhos e escadarias que estavam em muito mau estado”, reforçaram-se e pintaram-se pontes e gradeamentos, repôs-se o ciclo da água e espécies aquáticas nos regatos e num lago, demoliu-se a construção de plástico, “inaceitável”, que servia para as entradas no jardim, retiraram-se os carros da entrada do jardim, na Alameda das Palmeiras, fez-se a limpeza de valetas, bancos, depósitos do lixo e foi aberto um espaço de descanso para os visitantes, diz a Reitoria.

A Liga dos Amigos do Jardim acusou as obras de “medíocres”, “inadequadas” e de serem "totalmente ineficazes na resolução dos reais problemas que afectam o Jardim Botânico". Na carta, salienta-se que o jardim “não é um simples parque urbano ou espaço verde comum”, mas um lugar “protegido pela Lei do Património Cultural” e identificado como sítio de “valor histórico, artístico e científico do mais alto grau”.

A Reitoria garante que “os trabalhos de limpeza e conservação não introduziram qualquer alteração no jardim e destinaram-se, também, a proteger as colecções e espécies existentes”. “A Universidade de Lisboa continuará a valorizar o Jardim Botânico, no limite das suas possibilidades”, disse a reitoria, lembrando que este é um “tempo de grandes dificuldades”.

Para o futuro será recuperado o edifício do Observatório Astronómico e está prevista a criação de um gabinete para “promover a ligação dos cidadãos ao Jardim Botânico”. Quanto à Liga, este movimento diz-se "inteiramente disponível para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que contribua para a salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa".

Esta tarde, a partir das 18h15, será realizada a sessão pública de reabertura do espaço.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

«Liga dos Amigos do Jardim Botânico critica Reitoria»





A Liga dos Amigos do Jardim Botânico divulgou ontem uma carta aberta ao reitor da Universidade de Lisboa, entidade que tutela o espaço, em que qualifica a intervenção efectuada como "infeliz" e "irresponsável". De acordo com o texto, as obras feitas são "medíocres, inadequadas e ilegais", nomeadamente por terem sido efectuadas sem o parecer "obrigatório e vinculativo" do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, já que se trata de um monumento nacional. A liga diz mesmo que foram instaladas estruturas metálicas para fixação de telões, na fachada do Museu da História Natural e da Ciência, "contrariando o despacho de não aprovação" do Igespar. O documento defende a urgência da elaboração de um Plano de Pormenor de Salvaguarda do jardim, "como obriga a Lei do Património". in Público

«Concluída a primeira fase das obras de recuperação do Jardim Botânico»



Espaço, que é monumento nacional, tem a partir de hoje melhores condições para receber visitantes, diz a reitoria da universidade

As entradas no Jardim Botânico de Lisboa vão ser gratuitas até ao fim do mês. Para assinalar o termo da primeira fase das obras que ali foram efectuadas pela Universidade de Lisboa, realiza-se hoje, pelas 19h, uma cerimónia presidida pelo reitor António Sampaio da Nóvoa. Quem chega à Rua da Escola Politécnica, entre o Rato e o Príncipe Real, sabe que está prestes a encontrar um sítio que foge ao bulício da cidade de Lisboa. "Cria-se uma espécie de bolha neste jardim", diz Ireneia Melo, investigadora principal do Jardim Botânico de Lisboa. E essa bolha surge não só pela descida de temperatura que se faz sentir, mas também pelo ar idílico que se respira. Nos seus quatro hectares, o jardim acolhe plantas e árvores de todo o mundo."As pessoas vêm aqui para ver alguma coisa de exótico. Vêm ver como as plantas se adaptam aos vários ecossistemas. E depois vêm ouvir o silêncio", salienta.
E é essa calma que acaba por atrair os visitantes. Por ano recebe cerca de 75 mil pessoas. "Somos sobretudo visitados por grupos de crianças, alunos de Belas Artes e turistas. Os portugueses não visitam tanto, mas são os que mais criticam", comenta a investigadora, referindo-se às polémicas sobre as obras efectuadas.
Durante os últimos anos, o jardim foi alvo de muitas críticas, uma vez que a falta de financiamento se reflectia na deficiente manutenção e vigilância. O espaço estava cada vez mais degradado, pondo em causa a sua própria identidade. Mas, segundo Ireneia Melo, as mudanças foram poucas. "As coisas estão conservadas e mais limpas. Os arruamentos principais foram nivelados, colocou-se areão, taparam-se buracos, pintaram-se os bancos e arranjaram-se as pontes. Agora até se pode de ouvir a água a correr, o que não acontecia há mais de dez anos."
Jacinto Leite, responsável pelas obras, diz que "a base de saibro [areia argilosa] estava destruída e só se encontravam pedras". Fez-se uma limpeza e recuperou-se o aspecto original com saibro enriquecido com argamassas. "Não fizemos uma mudança significativa", garante. "Reabilitámos os regatos com materiais recentes e que lhes deram um suporte melhor para que a pressão da água não perfurasse". De forma a monitorizar a humidade do solo, Catarina Silva e Albino Medeiros, ambos professores na Faculdade de Ciências, desenvolveram um estudo hidrogeológico que levou à instalação de piezómetros para medir a água do terreno.
Segundo um comunicado da reitoria da universidade, as obras feitas foram "o primeiro passo para uma recuperação mais profunda". A partir do próximo ano haverá uma reabilitação das cisternas, um novo sistema de rega, a reabilitação da estufa, a reposição dos viveiros e ainda a construção de infra-estruturas de apoio ao jardim e aos visitantes.
"As pessoas têm de pensar que um jardim botânico não é um jardim de um hotel, onde só tem que ter flores bonitas, onde não pode haver uma ervinha fora do canteiro. No jardim botânico tem de haver tudo", conclui Ireneia Melo. in Público

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Comunicado de Imprensa: Inauguração de obras ilegais no Jardim Botânico


COMUNICADO DE IMPRENSA - 13 de Junho de 2012

CARTA ABERTA AO MAGNÍFICO REITOR DA UNIVERSIDADE DE LISBOA

INAUGURAÇÃO DE OBRAS ILEGAIS NO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

1 - Após décadas sem investir no restauro, requalificação e gestão do Jardim Botânico, a Universidade de Lisboa decidiu agora intervir de modo superficial neste Monumento Nacional, ignorando a legislação do Património Cultural (Lei nº 107/2001 de 8 de Setembro e Decreto Lei nº 140/2009 de 15 de Junho) e os padrões internacionais de conservação. Avançou com obras medíocres, inadequadas e ilegais no Jardim Botânico, nomeadamente nos lagos, gradeamentos, pontes, caminhos, pinturas dos bancos, sem o parecer obrigatório e vinculativo da tutela do Património. Agiu contra os procedimentos instituídos na Lei do Património Português e das Cartas Internacionais para o restauro, protecção e valorização do património de que Portugal é país signatário.

Acresce a instalação de estruturas metálicas perfurantes em toda a fachada do Museu Nacional de História Natural e da Ciência, para colocação de telões, danificando-a irremediavelmente e contrariando o despacho de Não Aprovação da DRCLVT/IGESPAR.

2 - A Universidade de Lisboa planeou, implementou e executou trabalhos no Jardim Botânico como se isso fosse um assunto que apenas lhe dissesse respeito, parecendo esquecer-se que o sítio está classificado como de Interesse Nacional (Decreto nº 18/2010, DR nº 250, Série I de 2010-12-28).

3 - O Jardim Botânico não é um simples parque urbano ou espaço verde comum – é um lugar de conhecimento e cultura científica, reconhecido e protegido pela Lei do Património Cultural da República Portuguesa como sítio com valor histórico, artístico e científico do mais alto grau. A Lei do Património é clara quanto à natureza e metodologia a seguir em qualquer intervenção num Monumento Nacional.

4 - A Universidade de Lisboa, enquanto reconhecida e respeitada instituição de ensino superior – e especialmente tendo à sua guarda o Jardim Botânico – devia ser exemplar em todas as suas acções. Mas estas obras vão contra os princípios de boa conduta, boas práticas e interesse público. Vão contra uma sociedade que se deve organizar com base no conhecimento.

5 - Esta infeliz intervenção no Jardim Botânico, afigura-se irresponsável pelo mau exemplo que projecta para a sociedade – porque, por um lado, perpetua a ignorância que ainda persiste nas intervenções em imóveis do património e, por outro, porque vem forçosamente perturbar e comprometer a integridade e autenticidade de um bem cultural.
Será que houve um projecto formal e/ou relatório preliminar? Quem são os autores que assinam esta intervenção? Como foi selecionado o empreiteiro para executar obras num Monumento Nacional? Houve diálogo, partilha de informação e colaboração construtiva entre todas as partes interessadas, como mandam as boas práticas de conservação e gestão do património? Porque não foi submetido à entidade da tutela (DRCLVT/IGESPAR) projecto para parecer obrigatório e vinculativo conforme a Lei?

6- A presença do Jardim Botânico no Observatório – WATCH 2012 – da organização internacional World Monuments Fund (WMF) é um reconhecimento da comunidade internacional dos perigos que ameaçam a sua conservação e sobrevivência. Esta última série de intervenções de “fachada”, totalmente ineficazes na resolução dos reais problemas que afectam o Jardim Botânico, com padrão de qualidade insuficiente, apenas vem reforçar a urgência em se planear um projecto sério e rigoroso, de restauro e gestão do Jardim Botânico de Lisboa com a elaboração de um Plano de Pormenor de Salvaguarda como obriga a Lei do Património.

7- A Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa está inteiramente disponível para todo e qualquer esclarecimento e colaboração cívica que contribua para a salvaguarda do Jardim Botânico de Lisboa. Enquanto representantes da sociedade civil, não nos demitimos dos nossos deveres consagrados na Lei: «Todos têm o dever de defender e conservar o património cultural, impedindo, em especial, a destruição, deterioração ou perda de bens culturais.»

LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO DE LISBOA

CONVITE do Reitor da Universidade de Lisboa

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O exemplo do Jardim Botânico do Porto I

Imagens do Jardim Botânico do Porto, propriedade da Universidade do Porto. Para além de se encontrar restaurado e com bons padrões de manutenção (pelo menos até à presente data), oferece aos seus visitantes:

- Espaços de Exposição

- Cafetaria com esplanada

- Estufas de Exibição

- Sinalética

- Bancos e zonas de descanso

- Bebedouros

- Loja

Horário: Dias úteis das 9h às 16h. A entrada é gratuita.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Jardim Botânico do Porto: Estufas de Exibição

Imagens das Estufas de Exibição do Jardim Botânico do Porto que reabriram recentemente após restauro. Se a Universidade do Porto consegue fazer a reabilitação, e a programação de exibições, nas estufas do seu Jardim Botânico porque razão a Universidade de Lisboa ainda tem as nossas estufas em ruína avançada?