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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer!

Um pouco por toda a cidade, da Avenida da Liberdade ao Jardim Botânico Tropical em Belém, dos jardins da Embaixada de França em Santos ao Jardim do Príncipe Real, centenas de Palmeiras das Canárias estão infectadas pela chamada "praga do escaravelho", e a morrer. Na imagem, um exemplar centenário, já  morto, no Quartel da Graça (instalado no antigo Convento da Graça). A paisagem urbana de Lisboa nunca mais voltará a ser a mesma...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aquele que planta um jardim, planta felicidade

Aquele que planta um jardim, planta felicidade.

(Provérbio Chinês)

Foto: Parque de Vidago, criado em 1910 e restaurado em 2010.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

CRITICAL: LISBON. FALAR À CIDADE, FALAR COM A CIDADE (16 a 21 Julho)




Workshop coordenado por Lev Bratishenko, Frederico Duarte e Becky Quintal (inserido no programa Distância Crítica da Trienal de Arquitectura de Lisboa)

CRITICAL: Lisbon é um workshop de uma semana dedicado à expressão, discussão, escrita e publicação crítica sobre arquitetura. Concebido como um projeto editorial especulativo, este workshop confronta a noção de que o arquiteto e o público operam em universos ideologicamente díspares na sua procura e desejo comuns de melhorar a cidade.
 
Tomando a cidade de Lisboa como base de trabalho e inspiração, serão explorados os desafios e obstáculos que os críticos de arquitetura devem enfrentar, mas também as estratégias, táticas e ferramentas que utilizam para os ultrapassar.
 
No workshop serão analisados os muitos meios e mensagens disponíveis aos críticos de hoje: desde ensaios, vídeos, artigos de opinião, fotografias, entrevistas com arquitetos e outros agentes-chave da cidade até recensões descritivas de edifícios ou controvérsias atuais sobre espaços públicos. 
 
Este workshop destina-se a estudantes e jovens profissionais interessados em questões de design, arquitetura e assuntos urbanos. Os candidatos a participantes devem ter o desejo de exercitar e difundir as suas observações, análise e opinião junto de um determinado público, dos seus pares ao público em geral.
 
Aspetos práticos:
- O idioma de trabalho do workshop é o inglês. 
- Cada participante deve trazer o seu próprio caderno e material de escrita, computador portátil e máquina fotográfica ou câmara de vídeo digitais.
 
Horário do workshop: 09h30 - 18h00
Local do workshop: Sede da Trienal de Arquitectura de Lisboa, Palácio Sinel de Cordes, Campo de Santa Clara, 142-145, 1100-474 Lisboa


FOTO: demolição integral de imóvel na R. do Monte Olivete, em zona histórica consolidada.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Visita da LAJB: Palácio e Jardins Sousa Leal


No âmbito das actividades da LAJB de oferecer aos seus associados o conhecimento de monumentos habitualmente fechados ao público, no próximo domingo dia 17 de Junho, e por cortesia dos CTT, terá lugar uma visita ao Palácio e Jardim Sousa Leal na Rua de São José nº 20 em Lisboa
9H45 – Concentração no Lg. da Anunciada/Elevador do Lavra. 
Inscrições, limitadas a 25 participantes, através do e-mail: ldbotanico@fc.ul.pt ou pelo Tm 96 00 34 118 (Secretário Artur Páris). 
Com os nossos cumprimentos e saudações botânicas,
A DIRECÇÃO da LAJB
NOTA: Este Palácio foi até há pouco tempo a Sede dos CTT.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro na escola Damião de Góis em Chelas


Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro, que teve lugar no dia Mundial do Ambiente a 5 de Junho na Escola Damião de Góis, Chelas, em Lisboa. A LAJB foi convidada e esteve representada pela Presidente da Direcção, Manuela Correia.  

segunda-feira, 4 de junho de 2012

5 de Junho - Dia do Ambiente: Convite


Exma. Senhora Presidente da Liga
dos Amigos do Jardim Botânico
Dra. Manuela Correia
 
Vimos pelo presente convidar V.Exa. para a actividade a realizar no dia 5 de junho (Dia do Ambiente), pelas 10 horas, na Escola sede do Agrupamento. Muito nos honraria poder contar com a sua presença.

Apresento os meus melhores cumprimentos,
 
Maria Esmeralda Gonçalves
(Directora)
Agrupamento de Escolas Damião de Góis
Rua Cassiano Branco
Lisboa 1950-057     Tel. 218310519   Fax. 218594571
info.damiaogois@aedg.pt 

terça-feira, 15 de maio de 2012

Exercício de Cidadania na Praça das Flores


Um grupo de cidadãos decidiram protestar de forma original contra a implantação de mais um lugar de estacionamento à custa do espaço público. Como o fizeram? Cobriram o futuro lugar de estacionamento com relva fresca na madrugada do Sábado passado!
desta forma apelam à sociedade para usar o espaço e manifestam-se contra os planos de o susbtituir para ocupação por mais um carro estacionado. Link para a página desta notável acção de cidadania: www.facebook.com/pracadaspessoas


"O espaço pedonal da Praça das Flores (em Lisboa) está prestes a perder 18m2, transformados num lugar de estacionamento. O que antes era espaço usufruido por todos passará a estar ocupado por um carro, que lá poderá estar estacionado durante algumas horas ou mesmo dias.


Retira-se espaço público de todos para benefício de muito poucos.

Antes do novo lugar de estacionamento ser aberto aos carros, alguns cidadãos cobriram-no simbolicamente com um manto de relva - para ser usufruido por todos os cidadãos.

Queremos com esta acção causar reacção entre os moradores, entre todos os que usufruem da praça, e entre os decisores locais.
Queremos tornar mais óbvio o enorme valor que a comunidade perde quando parte do espaço público pedonal é transformado em estacionamento.

Enquanto o lugar de estacionamento não é aberto aos carros, apelamos a todos: passem pela Praça das Flores e usufruam do espaço relvado enquanto ele ainda existe. 
Para beber um refresco, para um piquenique, para ler, para descansar.

Será a nossa forma de mostrar aos decisores que aquele espaço poderia ter um uso muito melhor que um carro estacionado."

quinta-feira, 29 de março de 2012

As Árvores e os Livros: Gertrude Jekyll

The purpose of a garden is to give its owner the best and highest kind of earthly pleasure.

Gertrude Jekyll (1843-1932) foi uma importante designer inglesa de jardins, sendo da sua autoria mais de 400 jardins na Europa e EUA; escreveu também mais de 1000 artigos para revistas como Country Life e The Garden.

Foto: Jardim desenhado por Gerturde Jekyll em 1908 para uma das figuras mais importantes do movimento Arts and Crafts, Charles Holme, em Upton Grey no Reino Unido.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pós-Graduação em JARDINS E PAISAGEM

FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA

Candidaturas abertas para licenciados. Inclui estágios em locais como Palácio Nacional de Queluz, Fundação da Casa Fronteira e Alorna, Parque do Palácio do Monteiro-mor, Quinta Real de Caxias, Quinta do Marquês de Pombal em Oeiras, Parques de Sintra – Monte da Lua (Parque de Monserrate e Parque da Pena), Reserva Natural do Estuário do Tejo, Parque Natural da Arrábida, Parque Natural Sintra-Cascais e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, etc.

A Pós-Graduação em JARDINS E PAISAGEM, através de uma abordagem multidisciplinar da História da Arte, Geografia, Arquitectura Paisagista, Antropologia e História, proporciona uma formação pro s-sionalizante de qualidade, que prepara especialistas e técnicos para trabalhar nos sectores público eprivado que tenham a tutela de jardins históricos e parques naturais. Conclui-se a formação com uma visita de estudo a jardins e parques naturais internacionais.

O curso, com início em Outubro de 2011, compreende um estágio incluído na unidade curricular de PROJECTO na qual o aluno desenvolverá um projecto individual em consonância com o local onde está arealizar o estágio e que tanto pode ser a realização de um mapa através da utilização de softwares de cartografia digital e/ou sistemas de informação geográfica; a inventariação das obras e objectos de arte presentes num jardim ou parque natural; a realização de um projecto de programação e dinamização cultural com vista ao incremento do turismo ou a avaliação e investigação sobre paisagem.

Coordenação científica: Prof.ª Doutora Margarida Acciaiuoli

Os alunos poderão escolher as unidades curriculares dentro de um leque variado e alargado, consoante as áreas e as ferramentas que queiram adquirir:

História dos Jardins e Paisagem (Ana Duarte Rodrigues)

História e Experiência da Paisagem na Arte Contemporânea (Margarida Acciaiuoli)

Arte Paisagista e dos Jardins (Aurora Carapinha)

Artes dos Jardins (Ana Duarte Rodrigues)

Cartogra a Digital e Design (Jorge Ferreira e Nuno Soares)

Avaliação e Percepção da Paisagem (Carlos Pereira da Silva)

Detecção Remota e Análise da Paisagem (Pedro Casimiro)

Desenvolvimento Regional e Local (Regina Salvador)

Antropologia do Ambiente (Amélia Frazão Moreira)

Antropologia e Turismo (Maria Cardeira da Silva)

Práticas da Cultura (António Camões Gouveia)

Projecto (Ana Duarte Rodrigues)

Data da inscrição: Coincidente com a do 2.º ciclo (mestrados), a determinar pela faculdade. O valor da propina será de 1500 euros. A seriação dos candidatos resultará de análise curricular e, se necessário, de uma entrevista. Prevê-se que os estudos possam prosseguir para Mestrado e Doutoramento.

Informações: Divisão Académica - Núcleo de formação ao longo da vida

Tel.: 21 790 83 83, E-mail: nflv@fcsh.unl.pt


Nota: Graças à colaboração da LAJB, o Jardim Botânico será um dos objectos de estudo/estágio

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Jardim Gulbenkian: queremos ser assim!

Um aspecto do Parque da Fundação Calouste Gulbenkian. Nos últimos anos a CML tem feito um esforço no sentido de reabilitar os jardins municipais. Mas, infelizmente, grande parte dos parques, jardins, ou muito simplesmente as árvores das nossas ruas, ainda estão em mau estado de conservação. E ainda há muitos bairros e arruamentos sem árvores. E é para nós particularmente triste reconhecer que o Jardim Botânico está incluído neste deprimente conjunto. No dia em que todos os espaços verdes da nossa cidade receberem o mesmo nível de cuidados que vemos no parque da Gulbenkian, Lisboa poderá levantar-se do chão e dizer: «Eu sou uma cidade civilizada, europeia!». Só depende de todos nós conquistar essa realidade.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

EDIBLE and ELEGANT

Cabbages, chard, peas and pumpkins can bring as much variety to a garden as flowers can, says Hazel Sillver

Functional rows of leeks and lettuces, with soil in between, are not as kind on the eye as the rose tumbling over the pergola or the drift of pink poppies filtering the light. Veg is just veg. Or is it?

Judging by a series of new kitchen gardens – and the French potagers that inspired them – it seems productivity can be beautiful.

In the Chef’s Kitchen garden at The Royal Horticultural Society’s Hampton Court Palace Flower Show in London this month, flowers such as roses, echinops and sedum grew among good-looking vegetables and herbs such as fennel, round-headed leeks (Allium sphaerocephalon), artichokes, cabbages and red orach.

Designed by Karen Rogers, the plot was created to demonstrate that a garden can be both edible and elegant. “You don’t have to have lines of veg,” says Rogers, who planted hers higgledy-piggledy in among the flowers. “A kitchen garden can be beautiful to sit in.” The focal point was a wood-burning stove (for outdoor cooking), around which sat box topiary and raised beds of blue-grey-painted wood that were filled with a stunning mixture of flowers, fruit and vegetables.

The interest in decorative vegetables is widespread. People now want to grow their own food on such a scale that their garden (if it is attached to a small townhouse, for instance) is often dominated by edibles. Why not? The allotment can look as pretty as the rose garden and attractive vegetables can be grown in borders amid the flowers. Once upon a time if vegetables were labelled “ornamental” it meant they were grown for looking at, not eating; nowadays people want them to be ornamental and edible.

"The desire for productive gardens is now immense,” says garden and landscape designer Helen Westendorp. “Last year only a handful of my clients wanted me to incorporate a vegetable garden but this year everybody has asked for one and they all want it to be ornate.”

Westendorp has created a kitchen garden at The Bell, a hotel and gastro-pub at Skenfrith in Gwent, south Wales. To fulfil the owner’s brief of “pretty productivity”, she put beds of ornate edibles such as horned cucumber, lavender and asparagus pea around a gazebo covered in blackberries and apples.

In these eco-friendly and health-conscious times, plucking food from the backyard instead of buying greens that have been flown in from another continent can help our bodies – and the planet. At Hampton Court Palace, the award for Best in Show went to the Winchester Growers’ Growing Tastes Allotment Garden and it is likely this was because of its timely theme.

At the moment, horticultural bodies and politicians cannot do enough to encourage us to harvest our own crops. Boris Johnson, mayor of London, and the Royal Horticultural Society recently paired up to create Capital Growth, a scheme that will oversee the development of 2,012 new food growing spaces in the capital by 2012. In San Francisco, Mayor Gavin Newsom has just ordered an audit of unused land, including rooftops and windowsills, that could be turned into community gardens or farms supplying locals with vegetables.

At the White House, Michelle Obama, first lady, has had an ornamental vegetable garden installed while Queen Elizabeth’s acres at Buckingham Palace now have their first edible garden since the second world war. There are rare crops, such as the climbing bean Blue Queen, strawberries growing out of a large stone vase and a round bed of eye-catching vegetables, such as rainbow chard, planted in concentric circles.

Of course the most famous vegetable patch in history was created for a monarch – the 22-acre Potager du Roi at Versailles, designed for Louis XIV in the late 17th century to “delight the eyes”. The ornamental pattern of rectangular beds surrounding a fountain was such a spectacle it spawned a series of pretty kitchen gardens for which France is now famed. The term potager, which simply means “kitchen garden” in French, now means beautiful kitchen garden in English.

There are still many incredible potager designs in France, including colourful lines of vegetables and flowers at Château de Bosmelet in Normandy and, of course, the vast chequerboard of beds at Château de Villandry in the Loire Valley.

France is an exception in history. In most countries, the ornate kitchen gardens of the past gave way to unattractive rows of vegetables. In recent decades designers have begun to think differently. In the UK the late garden designer Rosemary Verey created various potagers; at The Old Rectory in Sudborough, Northamptonshire, for example, she mixed box-edged beds of vegetables with rose-drenched arches, lavender, delphiniums and pink willow.

Now others are following her lead. The new kitchen garden at RHS Harlow Carr in the north of England is designed to demonstrate that an organic edible garden can be decorative. A walkway of living willow walls and sweet peas curves through raised beds of attractive foodstuffs such as kale. At fashion designer Linda Allard’s huge potager in Connecticut, US, there are roses among the vegetables and a tomato walkway.

There is no reason why vegetables cannot be attractive. Either we mix them with non-edible beautiful plants or we use attractive edibles, of which there are many: the exotic-looking Turk’s Turban, the small pink sweetcorn Strawberry Popcorn, regular sweetcorn for its structural foliage, the purple-grey cabbage Red Drumhead, the burgundy artichoke Violetto di Chioggia and the dark purple bean Blauhilde, to name but a few.

The organic seed and plant company Victoriana Nursery reports an increase in people buying attractive vegetables, such as cucumber Crystal Apple and pumpkin Jack Be Little to train up a trellis or over an archway.

Vegetables can be grown in more formats than we might imagine and it is an exciting design prospect to want them as the backbone of the main garden. in Finnacial Times, 25/26 de Julho de 2009

FOTO: alfaces e outros legumes no jardim do Château de Villandry no Vale do Loire

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Reabriu Jardim e Miradouro Botto Machado


«O jardim e miradouro Botto Machado, no Campo de Santa Clara, abriu totalmente renovado após grandes obras de requalificação, no dia 22 de Julho. A reabertura do jardim contou com a presença do vereador do Espaço Público e Espaços Verdes, José Sá Fernandes, que procedeu ainda à inauguração do novo quiosque Olisipo colocado naquele espaço.

As obras realizadas no jardim incluíram a requalificação de pavimentos e das zonas verdes, restauro de equipamentos, património e mobiliário urbano e substituição da iluminação pública, no valor global de cerca de 260 mil Euros. Esta obra permitiu renovar a imagem do jardim através da alteração significativa da vegetação, possibilitando agora uma maior amplitude de vistas e utilização, uma vez que os canteiros, quase todos inacessíveis anteriormente, serão devolvidos ao público.

Hoje foi também inaugurado o novo quiosque com esplanada do jardim Botto Machado. A concessão do direito de exploração do equipamento, atribuída em concurso público, é por um período de 5 anos, prorrogável até 8 anos. O quiosque está colocado junto ao parque infantil.
Depois de concluídas as obras de requalificação dos miradouros da Senhora do Monte, da Graça (rebaptizado de Sophia de Mello Breyner) e de São Pedro de Alcântara, a CML prossegue a estratégia de requalificação dos miradouros de Lisboa, locais abandonados durante demasiados anos.

Em fase de obra estão actualmente vários miradouros históricos da cidade: Monte Agudo (Anjos), Penha de França, Alto do Parque Eduardo VII (São Sebastião da Pedreira) e Torel (São José).» in http://www.cm-lisboa.pt/

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Guia conta a história dos geomonumentos e desvenda os jardins escondidos de Lisboa

«No livro da autarquia, as principais espécies arbóreas surgem assinaladas no mapa de cada espaço verde

A Câmara de Lisboa vai lançar amanhã um Guia dos Parques, Jardins e Geomonumentos, que, além de apresentar mapas e informações úteis sobre 51 espaços da cidade, localiza mais de 120 espécies de plantas e propõe quatro percursos pedestres no "imenso" Parque Florestal de Monsanto e na "por vezes esquecida" Tapada da Ajuda.

O livro, com uma tiragem de quatro mil exemplares, vai estar à venda na Fnac a partir de amanhã e na Livraria Municipal a partir de segunda-feira, por 15 euros. Segundo o vereador do Ambiente e Espaços Verdes, está a ser produzida uma versão em inglês do guia, que tem quase 400 páginas e identifica "todos" os jardins de Lisboa, embora alguns deles apenas com uma fotografia e a morada.

Dividindo a cidade em cinco zonas - Ocidental, Ribeirinha, Norte, Central e Oriental -, o livro apresenta com algum detalhe e várias fotografias 51 parques, jardins e geomonumentos, incluindo a sua história e informações úteis, como o horário de funcionamento, o acesso a pessoas com mobilidade reduzida, a existência de equipamentos como parques infantis, cafés, restaurantes, esplanadas e parques de merendas, a dinamização de actividades lúdicas e o acesso por transportes públicos. O coordenador editorial considera na introdução do guia que este "é um convite a uma viagem ao rico património de parques e jardins de Lisboa", dando por exemplo a conhecer "notáveis árvores de espécies oriundas de todos os continentes". Para quem quiser ver de perto esses exemplares, alguns dos quais David Travassos sublinha serem "autênticos monumentos vivos", o livro indica num mapa a sua localização exacta. O coordenador acrescenta que o guia "é também uma viagem pela história de Portugal e de Lisboa", apresentando parques e jardins de diferentes tipologias e épocas, além de proporcionar "um encontro com inúmeros monumentos da cidade".

Já o vereador Sá Fernandes destaca que esta publicação, destinada a quem vive em Lisboa e a quem a visita, desvenda "jardins que ninguém conhece, como o Jardim do Seminário da Luz e a Tapada das Necessidades" e mostra a "história bestial" por trás de seis geomonumentos, provando que são mais do que "uma parede". Amanhã, por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, a Câmara de Lisboa vai também assinar um protocolo com a Valorsul com vista à arborização da encosta do Casal Ventoso.» In Público

FOTO: Jardim Botânico da Ajuda

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A DIFFERENT SHADE OF GREEN

Arboretums and Botanical centres are now targeting homeowners

The Arnold Arboretum, one of ­Frederick Law Olmsted’s better preserved landscapes, could easily be described as a 265-acre research facility. Run jointly by Harvard University and the city of Boston, the landmark is where specialists can find detailed taxonomic organisation and labelling, a herbarium and archives stretching back well into the 1800s. Scientists use it to conduct important studies...and to observe pathogens and insects, including the wooly adeligid, which has destroyed much of the local hemlock collection.

But the arboretum also attracts average visitors. In winter, snow highlights the carefully orchestrated naturalism and draws a steady stream of urban skiiers and sledders. And then there is the Leventritt Garden, a recent addition set on a 4-acre parcel adjacent to Olmstead’s landscape . With linear gravel paths, stone walls and New England vernacular-modernist pavilion, this new space showcases shrubs and vines suitable for residential landscaping and it won the American Society of Landscape Architects 2007 General Design Award of Excellence,

“The garden has an educational component that’s just not possible in the rest of the arboretum,” says Peter Del Tredici, a senior research scientist and lecturer in the landscape programme at the Harvard Graduate School of Design, who worked on the climate change study. “It’s more accessible to the general public.”

In contrast with the main arboretum’s minimal signage, the terraced garden is dotted with placards describing the collection and plant maintenance. It also highlights species hardy enough to survive the increasingly erratic weather. This represents a significant broadening of the facility’s scientific and horticultural mission, a trend that can be seen in arboretums and botanical gardens throughout the the US. “In the 19th century arboretums were typically associated with universities. They did research and brought in exotics and adapted them to a given climate,” explains Steven Foster, a landscape architect in Brookline, Massachusetts, who teaches in the Arnold Arboretum’s Landscape Institute for professional designers. “Before middle-class, post-second-world-war subdivisions, there wasn’t a need for the average homeowner to learn about plants and landscape design.”

But today’s environment is quite different and arboretums and botanical gardens are responding, seeking wider audiences and acknowledging the eco-friendly movement by preaching sustainability, extolling the use of native and low-maintenance plants, teaching the fine points of composting and fostering urban gardens. They increasingly function as resources not just for scientists but also for professional designers, homeowners and community gardeners.

The Leventritt Garden was, for example, designed for minimal environmental impact and low maintenance, according to Douglas Reed, a principal with Reed Hilderbrand Associates, the Watertown, Massachusetts, landscape architecture firm that handled the project. “The primary purpose is for the curators to experiment with new introductions, compare new plants with other formerly developed species and have a way of bringing them to the public’s awareness,” he says.

Some institutions are investing in green buildings too. The Queens Botanical Garden in New York City last year opened a visitor centre, administrative building and maintenance facility boasting a green roof and water saving features. The new buildings add a deeper shade of green to the botanical garden’s community, college and professional development programmes, which include classes on composting and sustainable gardening, a seniors’ garden, a children’s programme and a farmers market, according to director of capital projects Jennifer Ward Souder. “Professionals come to get ideas and people inquire about native and drought tolerant plants,” she says.

The garden also banks native seeds and works on soil conservation and its demonstration plots include alternatives to conventional, chemical-intensive grasses and ornamental plantings. One goal is to help visitors choose the appropriate combinations. “They’re not always aligned – planting native species, using less water and designing sustainable gardens,” she says. “You don’t want to have people put stuff in the wrong place and wind up needing fertilisers or chemicals.”

In San Francisco, the California Horticultural Society maintains the San Francisco Botanical Garden at Strybing Arboretum, which caters to a varied constituency, including landscape designers and their clients, community gardeners and city dwellers with little or no arable land (with classes on container gardening), according to executive director Michael McKechnie. It is also adding a centre for sustainable gardening and expanding its curriculum, which currently includes classes in garden design appropriate to local and regional climates and a certificate programme in permaculture, using and copying natural systems. “I have seen a great demand, almost a mandate, about environmental gardening,” says associate director of adult education Fred Bové as well as an interest in understanding and adapting to climate change. “The idea has come to the fore,” he says. “You can’t garden and not notice it.”

As institutions, arboretums and botanical gardens have to adapt to survive. “They are in the midst of searching to re-establish influence, an effort to create relevance,” says Ann Kearsley, principal of Ann Kearsley Design, a landscape architecture and urban design firm in Portland, Maine.

The design process behind Olmsted’s archetypal landscapes, for example, can be difficult for non-specialists to discern. “They look like they’ve been there for ever. His reinterpretation of 18th-century English gardens have morphed into spaces that are now so stately and gorgeous,” she says. “It can be difficult teasing out that they are completely constructed.”

Although landscaping clients have fairly conservative taste, designers can introduce them to progressive environmental and aesthetic ideas through the arboretums and botanical gardens that have added contemporary designs, demonstration plots and classes.

Kearsley praises these institutions for leading by example. “I come from a long line of gardeners and there’s a strong sense that you’re passing plants to the next generation,” she says. “Few residential projects are expected to last as long as 25 years. If you can afford to have a 40ft tree brought in, you don’t have to have this kind of respect for time. And people don’t stay in their houses that long. There’s not the same sense of stewardship.”

in Financial Times, 29 de Novembro de 2008, por Ted Smalley Bowen

FOTO: Arboreto do Jardim Botânico continua em grande parte adormecido para o papel que pode desempenhar na sociedade portuguesa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

«Miradouros e Jardins vão ser recuperados»

in Jornal de Notícias, 25 de Novembro de 2008
«Esta semana arrancam obras de requalificação de sete jardins e miradouros em Lisboa. As intervenções custarão mais de um milhão e meio de euros e serão integralmente pagas com o dinheiro das contrapartidas do Casino de Lisboa à Câmara.

Até ao início do Verão do próximo ano, sete miradouros e jardins históricos da cidade de Lisboa sofrerão profundas remodelações. Segundo um documento a que o JN teve acesso, a autarquia conta gastar cerca de um milhão e 665 mil euros distribuídos da seguinte maneira: Jardim do Torel (408 mil euros), Santa Luzia (379 mil euros), Graça (104 mil euros), Senhora do Monte (48 mil euros), Monte Agudo (271 mil euros), Penha de França (137 mil euros) e Jardim Boto Machado (317 mil euros). As respectivas verbas contempladas para as acções de requalificação são na totalidade pagas com dinheiro das contrapartidas para a Câmara de Lisboa pelo funcionamento do casino da capital.

Um dos espaços verdes que sofrerá maior intervenção será o jardim e miradouro Boto Machado, junto à Feira da Ladra, no Campo de Santa Clara, freguesia de São Vicente de Fora, a escassos metros do Panteão Nacional. As obras terão início já nos próximos dias e, segundo comunicado do gabinete do vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Fernandes, "contemplam uma profunda renovação dos espaços verdes e espécies arbóreas" com vista a "permitir uma maior amplitude de vistas e utilização do jardim". O jardim será dinamizado através da introdução de um quiosque e de uma esplanada bem como várias remodelações da zona do parque infantil e mesas de jogo. Para a zona do miradouro está prevista a realização de eventos culturais e de animação e a CML promete "dotar o jardim com as infra-estruturas necessárias para a colocação de luz e som". Por último, refira-se que será instalado um telescópio panorâmico.

Entretanto, o gabinete de Sá Fernandes anunciou, também, a recuperação da entrada Norte no Parque Florestal de Monsanto. Trata-se de uma obra "fundamental para a concretização do corredor verde que ligará ao Parque Eduardo VII". Em simultâneo, iniciar-se-ão as obras da pista ciclável e pedonal que ligará o Parque de Monsanto à Avenida Calouste Gulbenkian, assim como as pistas de São Domingos de Benfica e de Entrecampos até Alvalade.»

FOTO: Vista do Miradouro de Santa Luzia (actualmente um dos mais degradados da capital).

sábado, 8 de novembro de 2008

Lisboetas querem mais JARDINS e ÁRVORES

in Público, 8 de Novembro de 2008

Resolver os problemas do trânsito e recuperar os espaços verdes devem ser as principais prioridades de investimento, dizem cidadãos

Os lisboetas querem ver actuar as autoridades no estacionamento ilegal. Querem menos carros na cidade e passeios mais largos, para poderem passear à vontade, e também mais espaços verdes.

Hoje é o primeiro dia de votação das propostas que os cidadãos - lisboetas e não só -apresentaram para o orçamento de 2009 da Câmara de Lisboa. E as prioridades de investimento escolhidas vão precisamente para as questões relacionadas com o trânsito e com os espaços verdes. A autarquia reservou cinco milhões de euros para o chamado orçamento participativo. Esta verba será gasta consoante os desejos dos munícipes. Após a fase inicial de apresentação de propostas, volta agora a caber aos cidadãos escolher as ideias que mais lhes agradam, através do site da câmara (www.cm-lisboa.pt/).

Uma das sugestões mais frequentes relaciona-se com a adopção de medidas para acabar com o estacionamento selvagem em cima dos passeios. São vários os munícipes que sugerem que se limite a entrada de carros na cidade, nomeadamente através de portagens, e o aumento do número de bairros históricos sem trânsito. "Se brevemente nada se fizer para recuperar o Largo da Graça, então mais vale alterar a toponímia para Parque de Estacionamento da Graça", observa um morador.

O fim do estacionamento em segunda fila na cidade é igualmente alvo de vários pedidos, tal como a reparação de ruas e passeios. São quase todos eles problemas que o presidente da câmara, António Costa, prometeu resolver com urgência durante a campanha eleitoral, mas que continuam a incomodar quem mora na cidade.

No que aos espaços verdes diz respeito, as prioridades de investimento reivindicadas pelos cidadãos vão não apenas para a criação de novos jardins mas também para a reabilitação dos existentes. Coisas tão simples como, por exemplo, a reconstrução daquele que existe entre o Cais das Colinas e o Cais do Sodré, uma zona privilegiada de passeio à beira-rio, no centro da cidade, que, a pretexto das obras do metropolitano e das agências europeias, foi transformado num local de estacionamento clandestino de veículos pesados. Ou a zona envolvente do Palácio da Ajuda, que continua, apesar das promessas camarárias, em estado de degradação, conforme critica um munícipe que tomou igualmente parte na primeira fase da preparação do orçamento participativo.

Foram cinco centenas as pessoas que participaram nesta consulta da Câmara de Lisboa, 290 das quais homens. Além do trânsito e dos espaços verdes/espaços públicos, a reabilitação urbana e o urbanismo foi a terceira área mais abordada, tendo os assuntos de cultura ficado em quarto lugar nas prioridades dos cidadãos. Os serviços camarários estiveram até ontem a transformar estas sugestões em propostas, consoante a sua exequibilidade. São essas propostas que estão à votação a partir de hoje, e durante toda a semana. É o caso, por exemplo, da criação de uma zona de recreio de grandes dimensões e para todas as faixas etárias no Parque Eduardo VII, com custo estimado em 250 mil euros. Ou da plantação de árvores no Terreiro do Paço, que poderá custar outro tanto."Pelo enorme contraste entre aquilo que os cidadãos querem e aquilo que os serviços e os responsáveis camarários pensam que eles querem, o orçamento participativo é pedagógico para estes últimos", disse ontem António Costa num balanço dos primeiros quatro meses da aplicação do programa de simplificação dos procedimentos administrativos do município. "

FOTO: O Jardim do Campo Pequeno visto da Rua Chaby Pinheiro. A recuperação de jardins e a arborização de arruamentos foram das prioridades mais reivindicadas pelos lisboetas no âmbito do OP.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

CML anuncia hortas citadinas e novos jardins para uma capital mais verde

in http://www.rtp.pt/

Passear a pé pela Avenida Duque de Ávila, cultivar uma horta urbana ou desfrutar de dez novos parques de Lisboa serão realidades possíveis até 2011, a concretizarem-se as expectativas do vereador Sá Fernandes que promete transformar a capital numa cidade verde."Lisboa tem todas as possibilidades de ser uma cidade verde, mas não é neste momento", afirmou o vereador com o pelouro do Ambiente e Espaços Verdes, em entrevista à Agência Lusa.

Nos próximos anos, o autarca espera desenvolver a estrutura verde da cidade, criando corredores que vão ligar os vários parques da cidade, incluindo dez novos espaços: Quinta da Granja de Baixo (Benfica), Parque Periférico (Monsanto-Paço do Lumiar), Ameixoeira, Vale Fundão e Quinta das Flores (Marvila), Parque Hortícola de Chelas, Vale de Santo António (Penha de França), Museu da Água (Santa Apolónia), Jardim Mahatma Ghandi (Lumiar) e Casal Vistoso (Areeiro). No total serão mais 103 hectares verdes.

O investimento vai ser faseado - dois milhões de euros até 2009, mais 2,1 no ano seguinte e 2,5 em 2001 - mas as obras devem avançar em breve. "Para o ano será fácil ir a pé ou de bicicleta de Monsanto ao Palácio da Justiça, de Telheiras ao Campo Grande e à Avenida Gago Coutinho ou do Cais do Sodré a Belém. São coisas inacessíveis hoje", exemplificou José Sá Fernandes.

O projecto da Câmara não passa só pela criação de novas áreas, mas também pela revitalização das já existentes. "Hoje em dia, ninguém passeia no Vale Fundão. A Quinta das Flores é um viveiro abandonado, com três pessoas a trabalhar, que se pode transformar num parque extraordinário e situa-se numa zona carente deste tipo de espaços". A instalação de equipamentos, como casas de banho e esplanadas, é uma prioridade para o próximo ano. "Estas infra-estruturas podem trazer mais frequentadores para os jardins, aumentando a segurança. Por outro lado, as ligações através de pistas cicláveis vão permitir também distribuir a carga de uns jardins para os outros. E queremos que os concessionários garantam alguma vigilância", sublinhou o advogado. Parte do investimento de um milhão de euros que se destina a melhorar estas áreas será recuperado através destas concessões.

Outro "exemplo flagrante da mudança" será poder ir a pé de Monsanto até ao Instituto Superior Técnico, atravessando a Avenida Duque de Ávila "que, durante décadas, só teve carros e vai ser parcialmente pedonalizada e dotada de esplanadas".

Sá Fernandes quer também que os lisboetas tenham a possibilidade de cultivar uma horta e, até mesmo, de criar um pequeno negócio em torno dessa actividade. O primeiro parque hortícola, com 14 hectares, vai surgir em Chelas, "numa zona onde já existe alguma agricultura". A equipa de Sá Fernandes está a estudar a melhor forma de concretizar as infra-estruturas (distribuição de água, caminhos e mobiliário urbano) e a maneira como integrar as pessoas na produção de bens agrícolas. "A ideia é diferenciar os parques hortícolas: uns serão como o de Chelas, apostando na envolvência das pessoas em termos comunitários. Noutros, serão arrendados talhões. Queremos organizar locais onde já existem hortas, como a Quinta da Granja, Vale Fundão ou Carnide".

Para o vereador, os parques não servirão apenas para o lazer ou para a auto-suficiência. "Acreditamos que se pode desenvolver algum empreendedorismo e até criar uma marca para estes produtos que seriam escoados através de cadeias de supermercados interessadas em apoiar esta iniciativa", explicou.

Outra ideia, já em curso, é abrir alguns jardins privados ao público. As visitas estão a decorrer na Quinta da Granja de Cima, no Seminário da Luz e na Quinta do Frade, e poderão vir igualmente a ser feitas na Quinta da Buraca, do Bom Pastor e do Patriarcado, caso as negociações cheguem a bom termo.

Vários miradouros vão ser também alvo de intervenção. Torel, Santa Luzia, Botto Machado, Monte Agudo, Penha de França, Alto do Parque Eduardo VII e Senhora do Monte mostram-se com nova cara aos apreciadores das vistas panorâmicas no próximo ano.

FOTO: a surpreendente vista do Jardim do Torel...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Carta à Junta de Freguesia de São Mamede: Casa e Jardim Daupiás


Exma. Senhora Presidente da Junta de Freguesia de São Mamede, Ana Campos,

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa vem por este meio manifestar a sua satisfação com a Recomendação Casa e Jardim Daupiás aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa no passado dia 15 de Julho de 2008.

A LAJB concorda com o seu conteúdo e fica na expectativa de ver este importante conjunto patrimonial da Freguesia de São Mamede devidamente recuperado e disponível para usufruto público.

A recomendação aprovada vai de encontro às necessidades e expectativas dos cidadãos de uma cidade contemporânea. De facto, a recuperação dos jardins da antiga Casa Daupiás constituirá um contributo significativo para um melhor Ambiente, da Freguesia de São Mamede em particular, e da cidade em geral.

A LAJB ofereçe a sua colaboração, disponibilizando-se para aconselhamento botânico e ecológico.

Lisboa é uma das capitais europeias com uma relação de espaços verdes por habitante das mais desfavoráveis. Por essa razão, aumentar a capitação de espaços verdes por habitante deve ser uma das prioridades de todos nós.

FOTO: a grande varanda de ferro (início do séc. XX) da Casa Daupiás com vista sobre o jardim.
NOTA: para ler o conteúdo da recomendação, clique no título.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Alerta para falhas nas agências europeias

in Público, 16 de Julho de 2008, por Catarina Prelhaz

«Os edifícios que irão albergar a Agência Europeia de Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência, na Av. Ribeira das Naus, junto ao Cais do Sodré, Lisboa, "frustram" preocupações ambientais como a preservação da biodiversidade, a poupança de água e os desafios colocados pelas mudanças climáticas. O alerta é da Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) da Universidade de Lisboa, que já enviou uma carta à administração do Porto de Lisboa, entidade que tutela os terrenos onde foram erigidas as sedes.»

«Segundo a LAJB, a construção dos imóveis, com cerca de 16 mil m2 de área, acarretou "o abate de dezenas de árvores e arbustos" que existiam no local, os quais não foram ainda repostos. "A LAJB constata com grande preocupação que os novos espaços verdes se reduzem a relvados muito exigentes em água e a quatro pinheiros mansos plantados junto do passeio marítimo", veicula a carta endereçada ao presidente do conselho de administração do Porto de Lisboa, Manuel Frasquilho. Os Amigos do Botânico consideram preocupante a existência de "uma grande área com pavimentos impermeáveis" e lamentam que as coberturas dos edifícios não tenham sido pensadas como espaços verdes.»