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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Visita e Debate: “A Cisterna ou a Árvore”

A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) e o Grémio das Empresas de Conservação e Restauro do Património Arquitectónico (GEOCORPA), organizam uma visita-debate “A Cisterna ou a Árvore”, a realizar no dia 16 de Abril, pelas 14.00h, no Jardim Botânico, no âmbito das Comemorações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, subordinado ao tema “Água: Cultura e Património”.

Este evento consiste numa visita à cerca, ao sistema de rega e cisterna do Jardim Botânico, seguida de uma conversa aberta à participação do público. Irá debater-se a problemática da sustentabilidade de património construído vs. património vivo e património privado vs. património público.

“A Cisterna ou a Árvore” Jardim Botânico, 16 de Abril de 2011

Rua da Escola Politécnica, 58, Lisboa

PROGRAMA:

13h30 - Chegada dos participantes (entrada principal)

14h00 - Visita guiada à cisterna e ao Jardim

16h00 - Debate público (Auditório Aurélio Quintanilha)

Foto: Um dos Contrafortes pombalinos que sustentam a Classe. A cerca pombalina está ameaçada pelos projectos defendidos na última versão do Plano de Pormenor de iniciativa municipal. A equipa projetista propõe a construção de duas novas frentes urbanas que irão obstruir visualmente na totalidade o belo muro pombalino, estrutura monumental que define o espaço do Jardim Botânico desde a sua génese. Acresce ainda ressalvar que a cerca pombalina é uma das estruturas construídas mais antigas do complexo monumental do Museu Nacional de História Nacional. Com cereteza que que merece per si, ser rigorosamente restaurado para usufruto de todos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

«Jardim Botânico é autónomo em água»

Infelizmente não é o nosso Jardim mas sim o da Universidade de Coimbra. Faz hoje um ano que foi anunciada a autonomia em matéria de água do Jardim Botânico de Coimbra. Um exemplo que devia ser seguido pela Universidade de Lisboa. O Jardim Botânico de Lisboa tem mina e cisternas mas não estão ainda a ser aproveitados. Mas será possível a implementação de um projecto idêntico ao de Coimbra no caso de se impermeabilizar os logradouros em redor do jardim como propõe o Plano de Pormenor do Parque Mayer e Jardim Botânico?
O Jardim Botânico de Coimbra tornou-se autónomo em água, ao introduzir um sistema de rega inteligente, que permitirá uma poupança de 30% nos custos de manutenção. O sistema está em funcionamento desde finais de Setembro.

O sistema de automatização de rega utiliza a água da mina do jardim e recorre a sensores para uma boa gestão e distribuição da água.

"Gastávamos com água 30 mil euros por ano, ou seja, um quarto do orçamento. Com esta solução deixamos de ter gastos com água", disse à agência Lusa a directora do Jardim, Helena Freitas. Até agora, toda a parte pública do jardim era alimentada com água da rede pública.

"Fizemos um furo junto à mina, ao qual podemos recorrer em alturas de maior necessidade", disse a responsável, referindo que a bombagem da água é feita directamente da mina para o jardim.

A antiga provedora do Ambiente de Coimbra espera que a solução encontrada para o Jardim Botânico da Universidade de Coimbra "seja exemplo de boas práticas" para outros espaços públicos.

"Portugal é dos países da Europa que mais desperdiça água na rega - mais de 60 % - quer para práticas agrícolas quer no meio urbano", alertou a bióloga, lamentando que os portugueses "estejam habituados a ter água sempre disponível e como recurso abundante, negligenciando a sua gestão".

Sendo a água um elemento estruturante dos jardins, apostar em soluções tecnológicas sustentáveis "é absolutamente estratégico, particularmente nos jardins públicos, porque têm uma responsabilidade acrescida em matéria de sustentabilidade, devendo ser exemplares nas boas práticas", considera Helena Freitas.

O novo sistema de rega em funcionamento no Botânico de Coimbra resulta de um projecto desenvolvido no último ano por uma equipa multidisciplinar. Integra-se num projecto mais vasto, submetido ao programa Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), para a sustentabilidade energética do espaço, com recurso à biomassa que será produzida na mata do jardim.

"Os gastos com a água e a energia representavam metade do orçamento do Jardim e o objectivo é aproveitarmos a biomassa para produzirmos energia para o aquecimento das estufas, numa lógica de optimizar recursos e maximizar a eficiência energética", disse a directora. O projecto irá implicar "uma transformação profunda no conjunto de estufas e o reforço e modernização das infra-estruturas hidráulicas". in JN 20 Outubro 2009

Foto: Jardim Botânico de Coimbra no início do séc. XX. Autor anónimo
Nota: Um exemplo que já devia ter sido implementado pela UL no nosso Jardim Botânico e que prova que quando há vontade e interesse genuíno se podem resolver as maiores dificuldades.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

«Projecto pedagógico em Lisboa - Quinta do Zé Pinto produz 1370 kg de cereais»

A ceifa do campo de cereais da Quinta do Zé Pinto, em Lisboa, obteve uma produção de mais de uma tonelada de cereais. Em cerca de 2 hectares de terreno, foram ceifados perto de 1370 kg de trigo mole, trigo duro, centeio e triticale. Desta produção, 365 kg são de trigo mole, que mais tarde será transformado em farinha e que dará origem a pão.

Estas culturas foram conseguidas sem gastar água e com custos muito reduzidos, uma vez que os cereais foram “semeados no pó”. "Semear no Pó", significa deitar as sementes à terra e não regar, aguardando pelas primeiras chuvas para que a semente germine.

A ceifa do campo de cereais foi realizada esta quarta-feira, dia 28 de Julho, com a participação de mais de 100 crianças de várias escolas de Lisboa e com a presença do Vereador José Sá Fernandes, numa organização conjunta entre a CML e ANPOC, com o apoio da Etnoideia, empresa que se dedica ao restauro e recriação de elementos tradicionais do mundo rural, nomeadamente a reconstrução de moinhos antigos.

Desde o início deste projecto pedagógico, em Abril de 2009, mais de 3000 crianças, dos 3 aos 11 anos de idade, tiveram oportunidade de conhecer o processo produtivo de várias culturas (girassol, trigo mole, trigo duro, centeio, cevada, tremocilha e triticale), ver de perto máquinas agrícolas pouco habituais em Lisboa e participar em actividades lúdicas.

O projecto pedagógico da Quinta do Zé Pinto, único em Portugal, resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a ANPOC – Associação Nacional de Produtores de Cereais, Oleaginosas e Proteaginosas. in http://www.cm-lisboa.pt/

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Lisboa inicia em Maio lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada

Dia da Terra: Lisboa inicia em Maio lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada

«A Câmara de Lisboa inicia em Maio a lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada, uma medida anunciada hoje pela autarquia e inserida das comemorações do dia da Terra.

"A Câmara Municipal de Lisboa vai iniciar, já a partir de Maio, a lavagem de ruas e rega de árvores com água reutilizada, através de um acordo com a SIMTEJO, que vai permitir que os camiões municipais possam ser abastecidos nas ETAR de Chelas e de Beirolas", refere um comunicado enviado hoje à agência Lusa.

Na mesma nota, a autarquia anuncia ainda que "viu aprovadas duas candidaturas que garantem a aquisição e instalação de ópticas LED na Av. da Liberdade e na Baixa Pombalina, com custo zero para o município". in Lusa, 21 de Abril de 2009

FOTO: Lago do Jardim do Campo Grande