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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Jardim do Caracol da Penha vence Orçamento Participativo, com votação recorde


São 17 os projectos vencedores da nona edição do Orçamento Participativo de Lisboa. Fernando Medina diz que a lista de eleitos "é um sinal muito forte, claro, directo, sobre aquilo que devem ser as prioridades do executivo".
 
O Jardim do Caracol da Penha foi o grande vencedor do Orçamento Participativo de Lisboa de 2016/2017. O projecto, que prevê a abertura de um novo jardim público nas freguesias de Arroios e Penha de França, conquistou uma votação recorde de mais de nove mil votos.
 
Dentro dos projectos estruturantes, o Jardim do Caracol da Penha foi o projecto que mais votos conquistou: 9477. Até aqui o projecto mais votado da história do Orçamento Participativo de Lisboa tinha sido o da requalificação do Jardim Botânico de Lisboa, que arrecadou 7553 votos em 2013. [...]
 
Também o presidente da Câmara de Lisboa considerou que a lista de vencedores "diz muito sobre o que são os anseios das forças vivas da cidade". "Todos os dias ouvimos o debate sobre o automóvel, o estacionamento, a obra", lembrou Fernando Medina, notando que os projectos que mais votos conquistaram não têm a ver com essa realidade, mas sim com o desejo de "mais espaços verdes, mais espaço público, mais segurança para os peões, para as pessoas de idade, mais segurança e possibilidade de as crianças poderem aceder ao espaço público e aos jardins, mais instalações desportivas, mais wi-fi pela cidade, mais valorização da história e do património". "São estas as grandes áreas de participação", frisou o autarca. E isso, acrescentou, "é um sinal muito forte, claro, directo, sobre aquilo que devem ser as prioridades do executivo".
 
in Público, 28 de Novembro de 2016
 
Nota: a Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa foi um dos apoiantes oficiais deste projecto - a todos os nossos associados que votaram, e angariaram votos, MUITO OBRIGADO!

domingo, 20 de novembro de 2016

Visita ao futuro Jardim Caracol da Penha III









Este pulmão verde nas freguesias de Arroios e Penha de França tem de abrir as portas para todos os cidadãos. Lisboa não pode perder este espaço verde com cerca de 10000 m2 numa área urbana com poucos espaços verdes! Vote no Projecto 180 do Orçamento Participativo da CML - envie um SMS para o número 4310 apenas com o texto: 180. Hoje, domingo dia 20 de Novembro, é o último dia para votar!

sábado, 19 de novembro de 2016

Visita ao futuro Jardim do Caracol da Penha II



 
No final da nossa visita tivemos uma bela surpresa, uma comovente dádiva da Natureza: meio escondida pela vegetação cerrada encontrámos uma bananeira com os seus frutos maduros! Todos os participantes da visita tiveram o raro privilégio de comer bananas de Lisboa, ali mesmo, em pleno centro da capital, no futuro Jardim do Caracol da Penha! Ajude a preservar este pulmão verde de Lisboa. Vote no Projecto 180 do Orçamento Participativo da CML - envie um SMS para o número 4310 apenas com o texto: 180. Amanhã, domingo dia 20 de Novembro, é o último dia de votação.

Visita ao futuro Jardim Caracol da Penha - I























São quase 10000 m2 de terreno livre de construções, onde a Natureza conseguiu recuperar a sua presença e dessa forma lembrar aos seres humanos que a cidade não é apenas nosso domínio. Lugares como este - verdadeiros sobreviventes da voracidade constructiva e lucrativa das urbes - devem ser salvaguardados como preciosos vazios. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa apoia com convicção a comunidade de moradores que defende a ideia deste espaço enquanto lugar para todos. Um pulmão verde para Lisboa! Vote no Projecto 180 do Orçamento Participativo da CML - envie um SMS para o número 4310 apenas com o texto: 180!

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

OP: POR UM JARDIM NO CARACOL DA PENHA!

















A votação para o Orçamento Participativo de Lisboa já começou e decorre até 20 de Novembro. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico de Lisboa apoia a proposta nº 180 para a criação de um novo jardim no Caracol da Penha, em terrenos municipais. É muito fácil votar, não deixe de participar na concretização deste sonho! Agradecemos a divulgação! Precisamos de todos os votos possíveis! Lisboa vai ter mais um jardim público!
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

As Árvores e a Cidade: cepos na ALAMEDA
















Fotografias de cepos de lódãos na Alameda D. Afonso Henriques, enviadas pela nossa associada Maria João Torgal. A quem compete substituir as árvores mortas na nossa cidade? Freguesias ou CML?

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Projectos de Loteamento de 4 Hospitais Civis de Lisboa: contributo da LAJB


Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
Dr. António Costa
 
Projetos de Loteamento do Hospital Miguel Bombarda, Hospital de S. José, Hospital dos Capuchos e Hospital de Santa Marta em Lisboa
 
Participação da Associação “LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO”
 
No âmbito da abertura da discussão pública relativa a quatro pedidos de informação prévia sobre a viabilidade da realização de quatro operações de loteamento nos hospitais da Colina de Sant’Ana – Hospital Miguel Bombarda, Hospital de São José, Hospital dos Capuchos e Hospital de Santa Marta, publicitada pela Câmara Municipal de Lisboa, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) no cumprimento dos seus deveres enquanto associação cívica, considera que:
 
1-A escala dos sítios, a importância dos imóveis, e o facto de estarem em análise quatro projetos em simultâneo, não tem correspondência com o prazo de doze dias para os cidadãos se pronunciarem; doze dias é totalmente insuficiente, porque impossibilita logo à partida uma real participação e a defesa do bem comum; estamos perante uma transformação urbana inédita na história recente de Lisboa, seria pois uma grande irresponsabilidade decidir o futuro destes lugares em 12 dias.
 
2- No geral, a planeada transformação radical destes antigos 4 espaços conventuais reflete uma preocupante falta de consideração pelas pré-existências. Para além da preservação dos imóveis classificados, não é feito esforço significativo para integrar outras estruturas, adaptando-as a novas funções e usos. A lógica que guia as propostas é a de demolir tudo que não esteja classificado para assim cumprir com o objetivo primordial, e talvez único, da ESTAMO: fazer negócio de forma especulativa. Esta intenção de maximização dos terrenos não é escondida como facilmente se constata ao ler, por exemplo, a argumentação da autora do projeto para a demolição de estruturas arquitetónicas no Hospital de São José. No levantamento de dois interessantes edifícios da Arquitetura do Ferro, a antiga Central Térmica e a Lavandaria (1906), a sua destruição é justificada da seguinte forma:
 
«Considera-se que o relativo interesse arquitetónico deste conjunto industrial não justifica, por si só, a sua conservação. Uma vez que no estudo em curso se está a revelar a dificuldade de integração deste conjunto, propõe-se a sua demolição.»
 
Ou seja, é assumido que o projeto que a ESTAMO tem para este espaço é mais importante que a manutenção, restauro e adaptação a novos usos de edifícios que fazem parte integrante da história do lugar e que até se admite ter valor patrimonial. A palavra de ordem não parece ser a da sustentabilidade, reciclagem de edifícios, mas sim como conseguir libertar terrenos para novos edifícios – no caso da antiga cerca conventual de S. José são propostos 58.824m2 de construção nova. Não é esta lógica que esperamos ver aplicada numa cidade histórica na Europa como é Lisboa. Integração, reciclagem e reabilitação, deveriam orientar as propostas numa perspetiva de sustentabilidade ambiental, combinada com uma genuína apreciação e respeito pelas diversas realidades patrimoniais presentes (uma cozinha do séc. XIX é menos importante que um claustro do séc. XVII?).
 
Há uma clara ênfase na libertação de áreas de terreno das antigas cercas para criar oportunidades de construção nova. Para isso são sacrificados edifícios aparentemente menores e menos importantes, esquecendo que no caso de um “território hospitalar” cada peça conta uma história, e é o conjunto e não os “monumentos” isolados que constitui o valor destes territórios-cercas.
 
Um exemplo deste extremismo é o da proposta para o antigo Hospital Miguel Bombarda. Aqui se propõe a destruição de todos os equipamentos daquele único e raro complexo hospitalar do país, exceto 5 imóveis (3 deles protegidos por lei). O autor do projeto propõe, sem justificação, a demolição de edifícios notáveis como as Cozinhas (F1), a 1ª e 2ª Enfermarias/Cantina (E1), a 5ª e 6ª Enfermarias (E2), o Antigo Telheiro para passeio dos doentes (F1), as Oficinas (G1 e G2) e o Hospital de Dia (H1). Seriam removidos do conjunto um total de 16 imóveis, na sua grande maioria com interesse arquitetónico e histórico. Lembramos que muitos destes imóveis valem pelo seu conjunto pois exibem a lógica da medicina da época. Manter apenas 5 imóveis, isolados e descontextualizados, é apagar de forma brutal a história única deste sítio.
 
Notamos um tratamento um pouco antiquado dos imóveis classificados: parecem ser reduzidos a “monumentos”, objetos isolados – veja-se o caso do Pavilhão de Segurança onde se propõe um jardim e um lago na sua face poente. Mais importante do que embelezar a envolvente deste imóvel classificado seria manter os restantes equipamentos que lhe dão contexto. Em vez disso, e após demolição de um total de 16 edifícios, é proposto um brutal complexo de 6 torres de 12 andares. Os edifícios classificados ficam reduzidos a objetos decorativos, “enfeitando” o jardim do novo condomínio. Este mega edifício será o novo protagonista da antiga cerca conventual, um protagonismo conquistado por rotura com a longa História do Hospital Miguel Bombarda. Porque até o interior silencioso e perfeito do pátio circular no Pavilhão de Segurança será perturbado pela visão agressiva e desnecessária, das torres nº 3, 4, 5 e 6. Infelizmente não é apresentada nenhuma imagem/estudo que mostre o impacto negativo destas torres nos edifícios classificados.
 
3- As quatro propostas apresentam levantamentos patrimoniais e fotográficos claramente insuficientes do edificado existente e dos valores culturais dos lugares. Também mostram grandes inconsistências ao nível do investimento na caracterização e significação histórica dos sítios.
 
Por exemplo, a proposta para o Hospital Miguel Bombarda limita, inexplicavelmente, o levantamento fotográfico do local a uma página A4 com 7 imagens, não legendadas, ou seja omite deliberadamente a informação exaustiva sobre todos os edifícios. No caso de um cidadão que não conheça o sítio, como poderá elaborar uma opinião crítica e válida se a proposta da ESTAMO não fornece informação minimamente completa? Ainda neste projeto é de notar a chocante pobreza do «Enquadramento Histórico» na Memória Descritiva, reduzida também a uma página A4.
 
Se os restantes projetos parecem ter investido um pouco mais na caracterização histórica dos sítios, não podemos deixar de criticar o facto de não terem sido realizadas por profissionais independentes. Na verdade, em todos os projetos tais levantamentos/cronologias da História dos sítios não estão assinados por Historiadores mas sim pelas equipas de projetistas. É pois legítimo perguntar se é correto para a cidade e as gerações futuras, que a decisão sobre o que pode ou não ser demolido/construído fique a depender apenas da opinião de 4 arquitetos. Tamanha responsabilidade não pode, nem deve, ficar nas mãos de apenas um dos técnicos intervenientes neste processo. É essencial consultar Historiadores independentes, o ICOMOS e a ICOM, por exemplo.
 
4- Outra prova da falta de estudo e reflexão sobre o tema da integração dos edifícios existentes, independentemente da época de construção e de estarem classificados ou não, é o facto de não se apresentarem ideias coerentes para a sua futura ocupação – para além do fácil e já banal “hotel de charme”.
 
Com o encerramento destes hospitais a cidade está na iminência de perder milhares de postos de trabalho no centro histórico (com todos os pequenos negócios que durante décadas e até séculos se desenvolveram na sua envolvência) e tudo o que a ESTAMO parece imaginar é um cenário de habitação (que tudo indica será de luxo), hotéis de charme e pouco mais. Será este um cenário realista e desejável? Ou meramente especulativo e nefasto? Com o parque habitacional da cidade histórica a precisar de urgente investimento na reabilitação, e a diminuição da população nacional, não nos parece de todo viável nem aconselhável investir na demolição massiva de edifícios, únicos e recuperáveis, seguida de milhares de m2 de construção nova.
 
A regeneração urbanística da Colina de Sant’Ana talvez deva passar mais por uma estratégia de transferência de instituições culturais para estes antigos espaços conventuais/hospitalares. Por exemplo, porque não se equaciona a fundação do grande Arquivo Municipal no Hospital de São José? E em vez da construção de um novo edifício para a Biblioteca Municipal Central porque não pensar num antigo convento-hospital como se tem feito noutras cidades europeias? Universidades e Museus Nacionais, alguns deles ainda mal instalados, poderiam também habitar de forma bem mais sensível estes antigos complexos conventuais/hospitalares.
 
5- Na generalidade, com exceção da proposta para o Hospital de Santa Marta, as zonas verdes são praticamente assumidas como espaços verdes de enquadramento das novas construções ou dos imóveis classificados. De facto, apenas no projeto para Santa Marta se nota um esforço claro de recuperar os “vazios” da antiga cerca conventual, devolvendo assim à cidade uma grande zona de solo permeável e amplamente arborizada. Aplaudimos esta referência à memória da fundação conventual do lugar, com oportunas vantagens e relevância para a cidade do presente e os seus desafios ambientais.
 
Nos restantes projetos impera uma solução do tipo “urbanização” das cercas conventuais ocupando as sobras com espaços verdes. Estamos totalmente contra esta opção uma vez que não só faz tábua rasa dos vários níveis culturais que ao longo dos séculos se foram instalando mas também porque acaba por uniformizar, urbanisticamente, estas antigas cercas. Estes espaços fechados, cercados por altos muros e povoados por diversos edifícios de diferentes períodos históricos, estão agora em risco de se transformarem em novas áreas de ocupação urbana, com soluções do tipo quarteirões/edifícios. O sentido de cerca fica comprometido. Um exemplo desta “banalização” do espaço é a proposta para a cerca do Hospital de S. José onde se propõem cerca de 6 novos edifícios de grande massa para a área da antiga cerca conventual. Embora a cércea não ultrapasse a do antigo hospital, a excessiva volumetria compete claramente com a do hospital, retirando-lhe a proeminência e destaque que nos parece ser essencial manter e assegurar.
 
De igual forma, mas levado ao extremo, são as 6 torres de habitação de implantação violenta no coração da cerca do Hospital Miguel bombarda. Os novos edifícios não deveriam competir desta forma, um pouco desleal, com as pré-existências históricas.
 
A nosso ver a raiz do problema é que a ESTAMO não vê estes espaços como algo a tocar com mão leve e delicada, mas sim como áreas a lotear, a urbanizar.
 
Com o encerramento destas 4 unidades hospitalares, podemos recuperar espaço livre, com solos permeáveis e arborizados. Esta é de facto a última oportunidade que a capital tem de criar facilmente novas zonas verdes em pleno centro histórico, devolver os “vazios” tão essenciais a uma boa qualidade de vida urbana. Nunca é demais chamar atenção para esta oportunidade única que se oferece a Lisboa.
 
EM CONCLUSÃO
 
É bom recordar que todos estes espaços estiveram durante séculos ao serviço das pessoas, numa lógica do bem comum. Esta tradição deve ter continuidade. Mas para que possam servir o bem comum e as gerações futuras é necessário trabalhar com os lugares e não contra os lugares. Reciclar estruturas e não destruí-las. Acarinhar os testemunhos deixados pelos nossos antepassados.
 
O que é único e especial nestes espaços hospitalares é precisamente o se ter sabido adaptar para novas funções, sem destruir irreversivelmente, as cercas conventuais. Também é verdade que com o séc. XX, principalmente na segunda metade, se fizeram obras e construções em excesso, já sem grande respeito ou sensibilidade pelo património. Mas Lisboa tem agora a oportunidade de pensar bem, escolher bem, fazer bem - porque hoje a nossa grande vantagem é de sermos capazes de tomar decisões mais bem informadas. Ora é isso que no fundo falta nestas propostas: informação. Essa falha é devida em grande parte ao promotor destes projetos e menos aos arquitetos que afinal deram resposta ao programa da ESTAMO.
 
Concluimos pois que os presentes PIPs não reúnem condições para serem aprovados.
 
A LAJB solicita à CML uma promoção de facto do debate alargado e reflexão mais profunda sobre estes importantíssimos lugares históricos da nossa cidade. Porque o que vemos nestas quatro propostas é ainda demasiado pobre, banal e peca pela pouca ambição do bem comum. Lisboa merece muito mais e melhor.
 
Liga dos Amigos do Jardim Botânico
12 de Julho de 2013

Foto: Hospital de Santa Marta, fachada principal - antigo convento de Santa Marta, Armando Serôdio, 1968, Arquivo Municipal de Lisboa,  

quinta-feira, 20 de junho de 2013

«Faz Música Lisboa» - Jardim Botânico

O nosso Jardim Botânico é um dos locais onde se realizará este evento musical. Será dia 22 de Junho entre as 14H e as 24H. Mais informações em facebook.com/FazMusicaLisboa.

sábado, 27 de abril de 2013

Visita Guiada ao Antigo Convento de Nossa Senhora da Encarnação em Lisboa


Visita Guiada ao Antigo Convento de Nossa Senhora da Encarnação em Lisboa

DATA: 28 de Abril - 10H (Largo do Convento da Encarnação, Lisboa)

GUIA: Historiador Anísio Franco

INSCRIÇÃO: amigosdobotanico@gmail.com

Organização da Liga dos Amigos do Jardim Botânico - LAJB

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Visita Guiada ao Antigo Convento de Nossa Senhora da Encarnação em Lisboa


DATA: 28 de Abril - 10H (Largo do Convento da Encarnação)
GUIA: Historiador Anísio Franco
ORGANIZAÇÂO: Liga dos Amigos do Jardim Botânico

O Convento de Nossa Senhora da Encarnação foi construído no reinado de Filipe II de Portugal, na sequência da disposição testamentária da Infanta D. Maria (1521-1577), filha de D. Manuel I, em criar um Covento em Lisboa da Ordem de São Bento, sob a invocação de Nossa Senhora da Encarnação, «em sítio que melhor conviesse».

A Infanta D. Maria foi, segundo as crónicas, formosa, muito culta, protectora das Artes e riquíssima - chegou a ser a mulher mais rica de Portugal e uma das mais ricas da Europa graças à grande fortuna que a mãe lhe deixou por via do seu segundo casamento com o monarca francês. Mas o cumprimento do seu testamento só se realizou 40 anos mais tarde com a primeira Prelada, ou Comendadeira Mestra, eleita pelo Rei, a prestar juramento a 5 de Agosto de 1617. Foram comprados terrenos para edificar o novo convento a D. Aleixo de Menezes, grande proprietário da encosta de Sant'Ana. O novo edifício encostava-se à muralha da Cerca Fernandina, ficando uma das torres a servir de mirante como hoje ainda. A inauguração foi no dia 15 de Setembro de 1630. Havia 25 freiras professas, comendadeiras de nomeação régia, sendo as restantes 37 religiosas «moças de côro». Também se recolhiam no convento viúvas de militares ou senhoras cujos maridos andavam em guerra. 

Um incêndio em 1734 queimou parte do edifício mas o Rei D. João V ordenou logo obras de remodelação com certa largueza. O terramoto de 1755 castigou o conjunto mas em 1758 já estavam executadas as reparações necessárias e as «nobilíssimas religiosas» voltaram a sua casa em coches que o Rei D. José I pôs à disposição. Depois de 1834 foram realizadas algumas readaptações funcionais dos espaços conventuais. A antiga igreja, cujo portal principal ostenta ainda as pedras de armas da Infanta D. Maria, é a parte conventual onde as reformas dos reinados de D. João V e de D. José I melhor se fazem sentir. Datam da primeira metade do século XVIII os azulejos azuis e brancos característicos do Ciclo dos Grandes Mestres lisboetas, o retábulo-mor, onde interveio João Frederico Ludwig e as pinturas da capela-mor. Da campanha pós-terramoto são as pinturas atribuídas a André Gonçalves ou oficina e parte da nova estrutura arquitectonica do Convento.

O carácter de Recolhimento de Senhoras é o que ainda hoje perdura na instituição, actualmente com gestão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Na visita da LAJB teremos o privilégio de ver a igreja, antigo lugar de cerimónias religiosas de grande fausto realengo, com os belíssimos «Coro de Cima» e «Coro de Baixo» e que constitui raro conjunto sobrevivente da Lisboa pré terramoto de 1755. Visitaremos a Portaria, escadaria nobre, corredores conventuais e o Claustro com as suas formosas capelinhas e oratórios. Vamos ainda ver a antiga Cerca com seu Laranjal, surpreendente espaço poético em pleno centro da cidade histórica.

Imóvel de Interesse Público (decreto nº 2/96, DR, I Série-B, nº 56, de 6-03-1996)

sexta-feira, 1 de março de 2013

Palmeira morta no logradouro da Rua de São Mamede nº 19 (Propriedade Municipal)

A chamada "Praga das Palmeiras" continua a destruir belíssimos exemplares por toda a Lisboa, como é o caso desta centenária Palmeira das Canárias num jardim de um imóvel municipal sito na Rua de São Mamede nº 19. A LAJB já informou a CML desta nova vítima no centro histórico da nossa capital, na Freguesia da Sé. A paisagem verde de Lisboa está a ficar mais pobre...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

«Obras no jardim do Convento da Graça começaram anos depois do prometido»

Obras no jardim do Convento da Graça começaram anos depois do prometido Por Inês Boaventura in Público

A Câmara de Lisboa garante que as árvores que estão a ser abatidas têm "problemas sanitários" ou representam um perigo para a segurança. O PCP vai pedir explicações sobre a empreitada

Se se concretizar a mais recente previsão da Câmara de Lisboa, os moradores da Graça e das freguesias vizinhas poderão usufruir a partir de Setembro de um novo jardim público, junto ao antigo convento, classificado como monumento nacional. As obras começaram no fim de Janeiro com um abate de árvores que está a gerar preocupação nalguns moradores da zona.

 A recuperação e abertura ao público da zona verde do Convento da Graça chegaram a estar previstas para Setembro de 2009 (mês das últimas eleições autárquicas) e mais tarde para meados de 2011 - um ano depois de a autarquia e o Ministério da Defesa terem celebrado um protocolo no qual se estabelecia que o imóvel do antigo quartel seria vendido para um hotel e a área verde anexa seria entregue ao município para aí fazer um jardim público.
Mas, antes disso, ainda em 2005, quando se candidatou pela primeira vez à Câmara de Lisboa, já José Sá Fernandes (hoje vereador dos Espaços Verdes) reclamava a devolução do monumento e do espaço verde anexo à população.
As obras há muito prometidas nesse espaço foram consignadas, segundo o assessor de imprensa do vereador, a 21 de Janeiro deste ano e deverão estar concluídas "até Setembro" - um mês antes das próximas eleições autárquicas. "É, a par do Campo de Santana, a maior área verde no centro histórico de Lisboa e será uma grande vitória e um enorme ganho para os moradores das freguesias circundantes", sublinha o porta--voz de Sá Fernandes, acrescentando que está em causa um investimento de cerca de 847 mil euros.
O alerta para o início dos trabalhos foi dado pelo Fórum Cidadania Lisboa, a quem um morador da Graça se queixou do facto de a autarquia não ter divulgado qualquer informação sobre a empreitada e de estarem a ser abatidas várias árvores no local. As preocupações veiculadas pelo movimento cívico chegaram ao PCP, que na próxima reunião da Câmara de Lisboa vai apresentar um requerimento pedindo explicações sobre o assunto.
Carlos Moura, do PCP, lamenta que o projecto que está a ser desenvolvido junto ao antigo convento (onde funcionou o quartel) não tenha sido dado a conhecer aos vereadores da autarquia nem tão-pouco aos residentes da Graça e das freguesias circundantes. O abate de árvores também preocupa o vereador substituto, segundo o qual estas "estão de boa saúde", baseando a sua afirmação no que viu nas fotos feitas por um morador da zona.
Questionado pelo PÚBLICO, o vereador dos Espaços Verdes garantiu, através do seu assessor, que só serão abatidas "árvores em risco de queda, com problemas sanitários ou com malformações que condicionavam a qualidade do futuro jardim". Sem precisar quantos são os exemplares em causa, a autarquia acrescenta que "as espécies vegetais que não apresentavam condições, quer por motivos de segurança, quer por razões fitossanitárias, serão substituídas por outras".
Neste novo jardim público serão plantadas 178 espécies vegetais, entre as quais 32 amendoeiras, 28 medronheiros, 22 coelreutérias, 18 pereiras e 14 ciprestes.
Quanto ao projecto que está a ser desenvolvido no local, a Câmara de Lisboa salienta que a conquista deste "espaço verde de proximidade" para a cidade "é um vector estratégico na qualificação do centro histórico e na qualidade de vida dos munícipes". Para que tenha segurança, acrescenta a mesma fonte, procurar-se-á que o jardim constitua um "espaço de atravessamento da malha urbana, que seja utilizado para encurtar distâncias, para aceder à colina e ao Largo da Graça".
Em termos práticos, a autarquia esclarece que será instalado "um relvado central regado para potenciar um recreio mais activo, mesmo desportivo, em contraponto às áreas declivosas, vocacionadas para miradouro e zonas de estar". Haverá ainda "espaços hortículas" e, "no futuro", "um equipamento do ramo alimentar, equipamento juvenil e infantil".

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Palmeiras de Lisboa continuam a morrer!

Um pouco por toda a cidade, da Avenida da Liberdade ao Jardim Botânico Tropical em Belém, dos jardins da Embaixada de França em Santos ao Jardim do Príncipe Real, centenas de Palmeiras das Canárias estão infectadas pela chamada "praga do escaravelho", e a morrer. Na imagem, um exemplar centenário, já  morto, no Quartel da Graça (instalado no antigo Convento da Graça). A paisagem urbana de Lisboa nunca mais voltará a ser a mesma...

sábado, 1 de setembro de 2012

terça-feira, 12 de junho de 2012

Visita da LAJB: Palácio e Jardins Sousa Leal


No âmbito das actividades da LAJB de oferecer aos seus associados o conhecimento de monumentos habitualmente fechados ao público, no próximo domingo dia 17 de Junho, e por cortesia dos CTT, terá lugar uma visita ao Palácio e Jardim Sousa Leal na Rua de São José nº 20 em Lisboa
9H45 – Concentração no Lg. da Anunciada/Elevador do Lavra. 
Inscrições, limitadas a 25 participantes, através do e-mail: ldbotanico@fc.ul.pt ou pelo Tm 96 00 34 118 (Secretário Artur Páris). 
Com os nossos cumprimentos e saudações botânicas,
A DIRECÇÃO da LAJB
NOTA: Este Palácio foi até há pouco tempo a Sede dos CTT.

As Árvores e a Cidade: Jacarandás em floração no Parque Eduardo VII


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro na Escola Damião de Góis em Chelas









Inauguração do Jardim Alexandra Escudeiro, que teve lugar no dia Mundial do Ambiente a 5 de Junho na Escola Damião de Góis, Chelas, em Lisboa. A LAJB foi convidada e esteve representada pela Presidente da Direcção, Manuela Correia.  Lisboa tem mais um espaço verde graças à iniciativa e trabalho de um grupo de cidadãos. Parabéns a todos os que contribuiram para a concretização  deste sonho! A Bióloga Alexandra Escudeiro é uma das fundadoras da Liga dos Amigos do Jardim Botânico. Obrigado!