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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Comunicado de Imprensa: devolver o eléctrico 24!















Comunicado de Imprensa
No seguimento da suspensão, e provável não reabertura, do eléctrico “Tram Tour”, que operava desde o Verão entre a Praça Camões e a Praça do Príncipe Real, em regime exclusivamente para turista, vem esta Plataforma reiterar ao Governo, à Carris e à CML o seguinte: 
A circulação de eléctrico na linha do 24E deverá sê-lo em toda a extensão da infra-estrutura existente, ou seja, do Cais do Sodré a Campolide, com extensão ao Largo do Carmo; A circulação do eléctrico na linha do 24E deverá sê-lo em regime de transporte público, como qualquer outra linha de eléctrico, como por exemplo o famoso 28E; A reactivação do 24E, enquanto meio de transporte público, é necessária sob os pontos de vista ambiental, de mobilidade e de boas-práticas internacionais, e, consequentemente; A reactivação do 24E será sempre lucrativa para a Carris, à semelhança do 28E. Considera, portanto, esta Plataforma que, pese embora a má experiência do “Chiado Tram Tour”, perfeitamente previsível, a reactivação do 24E mantém-se justificada, viável e imperiosa.   

Sem mais e ao dispor de V.Ex.as, apresentamos os nossos cumprimentos.  

A Plataforma Eléctrico 24:  
ACA-M 
Associação de Moradores do Bairro Alto 
Associação Lisboa Verde 
Blog Menos Um Carro 
Comissão de Moradores do Bairro Azul 
Eficiência Energética 
Fórum Cidadania Lx 
Grupo de Amigos do Príncipe Real 
Liga dos Amigos do Jardim Botânico 
MUBI 
Quercus Lisboa

Apelamos à participação, para a reactivação da carismática e necessária carreira de Eléctrico 24, entre o Cais do Sodré e Campolide.  Assine e divulgue a nossa petição. Obrigado. http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT76734  
Facebook: https://www.facebook.com/electrico24 

Foto: eléctrico 24 em frente da Igreja de S. Roque (TIM BORIC,1980)

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo



















Cinco grupos de cidadãos uniram-se contra a construção de mais um parque subterrâneo no centro de Lisboa e prometem não baixar os braços.  Por Marisa Soares, Público de 18 Julho 2014  

A Plataforma contra o Parque Automóvel, que junta cinco grupos de cidadãos de Lisboa, manifestou-se nesta quinta-feira contra a construção de um parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real, pedindo à Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) que reprove o projecto. Caso contrário, avisam, será como enfiar “um elefante numa loja de porcelana”, com consequências “fatais” para aquela zona. 

“A DGPC tem todos os instrumentos legais para dizer não a este parque, e se não o fizer vai ceder ao interesse privado em detrimento do interesse público”, afirmou Jorge Pinto, do Grupo dos Amigos do Príncipe Real, numa conferência de imprensa realizada à sombra dos enormes “braços” do cedro-do-Buçaco, um dos ex-libris do centenário jardim. 

Em causa está a construção de um parque subterrâneo com formato em “U” a contornar a estrutura do jardim, com 300 lugares distribuídos por quatro pisos – mais um do que o previsto na versão inicial do projecto apresentado em 2001, ainda durante a presidência de João Soares na Câmara de Lisboa. Na altura, o projecto foi chumbado pelo ex-Instituto Português do Património Arquitectónico (actual DGPC) e esbarrou no protesto de moradores e ambientalistas. Mais tarde, em 2006, o instituto acabou por emitir um parecer favorável condicionado, mas a obra nunca avançou. 

O presidente da câmara, António Costa, disse em Junho que é "negativo" construir ali um parque subterrâneo mas acrescentou que ele poderá ser “uma mais-valia” caso resolva o problema do estacionamento de residentes e não ponha em risco o jardim. Esta resposta “vaga” não satisfez os membros da plataforma – a qual reúne, além dos Amigos do Príncipe Real, o Fórum Cidadania Lx, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico, a Associação Lisboa Verde e a Associação Árvores de Portugal – que prometem não baixar os braços. 

Ambientalistas, urbanistas e arquitectos antecipam "impactos desastrosos" na estrutura dos edifícios da zona. Receiam, sobretudo, que a obra ponha em causa o Reservatório da Patriarcal, um núcleo do Aqueduto das Águas Livres (classificado como Monumento Nacional) que existe no subsolo do jardim. “Há muitos anos desejamos que seja apresentada a candidatura do Aqueduto a Património da Humanidade da UNESCO, se o parque avançar será mais um obstáculo”, afirmou Margarida Ruas, ex-directora do Museu da Água. 

A discreta porta de entrada no Reservatório fica no centro do jardim e dá acesso a uma cisterna octogonal subterrânea, com capacidade para 880 metros cúbicos, sustentada por dezenas de pilares em pedra com cerca de dez metros de altura, com arcos de cantaria no topo. Dali partem as galerias que, no século XIX, levavam água até aos chafarizes da Baixa e do Bairro Alto. O Reservatório foi desactivado na década de 1940 e actualmente pode ser visitado em alguns dias da semana. 

Os cidadãos consideram que a construção do parque “a um metro" das galerias terá “efeitos irreversíveis e imprevisíveis”. A DGPC também tem dúvidas sobre o impacto da construção no aqueduto - foi por isso que chumbou os dois pedidos de alteração para acrescentar o quarto piso, submetidos pelo promotor a 3 de Agosto de 2012 e a 14 de Janeiro de 2014. Na sequência do chumbo, a empresa encomendou um estudo hidrogeológico do local, sobre o qual a DGPC ainda não se pronunciou. “Está, assim, em vigor a aprovação condicionada de 23/11/2006 pelo ex-IPPAR”, esclarece este organismo ao PÚBLICO. 

A plataforma destaca também os impactos do empreendimento no jardim, onde existem sete árvores classificadas. Em Maio, o responsável da Empark em Portugal, Paulo Nabais, disse ao PÚBLICO que “a obra não tem interferência com o jardim”, mas não convenceu os opositores. "O parque não vai ficar só sob o alcatrão, vai ficar sob os passeios e a orla do jardim", diz Jorge Pinto. 

“Em qualquer cidade da Europa, este jardim seria considerado um monumento”, considera Margarida Cancela d’Abreu, presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas, avisando que a construção de uma “cofragem de betão” em torno daquela área verde vai alterar o sistema de drenagem e levar à morte das árvores - muitas já fragilizadas com obras de requalificação do jardim realizadas pela câmara em 2009. 

A plataforma considera também que o parque não vai resolver o congestionamento de tráfego e a falta de estacionamento naquela zona central da cidade, defendendo em alternativa a reposição do eléctrico 24, que ligava o Largo do Carmo a Campolide. Existe já uma petição online contra o projecto, que tem quase três mil assinaturas.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

ELÉCTRICO 24: faria hoje 105 anos

Hoje deveriamos celebrar os 105 anos do Eléctrico 24 cujo serviço se iniciou a 2 de Novembro de 1907. Lamentavelemnte, a CARRIS e a CML suprimiram a carreira, «temporariamente» como foi dito aos lisboetas, no dia 28 de Agosto de 1995. Desde essa data que o seu regresso está prometido mas nada de concreto foi ainda feito nesse sentido. Para quando o Eléctrico 24 a circular nos carrtis da Rua da escola Politécnica? Este é o Eléctrico do Jardim Botânico. 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

«O desejo chamado eléctrico 24»

Foi em Novembro de 2007 que, por proposta de Os Verdes, a Assembleia Municipal de Lisboa votou favoralmente, e por unanimidade, uma recomendação para reposição de carreiras de eléctrico operadas pela Carris, em Lisboa, e particularmente uma das centenárias, a do 24, inaugurada em 1907. Suprimida provisoriamente em 1996, o provisório tornou-se definitivo.

Um movimento cívico que engrossou com apoio dos mais variados sectores, de anónimos lisboetas, comerciantes do Bairro Alto, amigos disto e daquilo, do Jardim Botânico, das associações de turismo, lavrou o seu protesto em forma de petição. Já antes a câmara elaborara um protocolo com a transportadora, dez anos depois da interrupção da carreira para a reactivação de algumas linhas. De então para cá, nenhuma das várias versões da carreira voltou aos carris - do Largo do Carmo a Campolide, ao Alto de S. João à Rua da Alfândega, ao Cais do Sodré.

A Assembleia Municipal enumerou algumas vantagens decorrentes do aumento de linhas, referindo o interesse turístico, ambiental e dos próprios munícipes.

O Fórum CidadaniaLx protestou e organizou uma petição, em 2008: "A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital são evidentes, devendo merecer por isso a maior atenção por parte da CML e da Carris.

"Três anos depois, Paulo Ferrero, membro daquela associação cívica, questionou: "Como é possível que uma câmara municipal, um pelouro dito de mobilidade, nada faça de concreto para que a reabertura do E-24 seja possível a curto-médio prazo? Como é possível que a Carris diga que as carreiras de autocarro são suficientes no troço do E-24? Aquele troço (Cais do Sodré-Campolide, com extensão ao Carmo) é um pesadelo de poluição do ar, engarrafamentos, peões em perigo iminente (sobretudo no troço da Misericórdia-Jardim S. Pedro de Alcântara), um atentado urbanístico, enfim, um desastre."

In Público, 18 Fevereiro 2011

Foto: Eléctrico 24 na Rua D. Pedro V em 1983, pelo fotógrafo Bernd Kitendorf

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

"Promover o uso dos transportes públicos"

4 perguntas a...

Pedro Gomes, investigador do Departamento do Ambiente da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

Quais as zonas com mais altos níveis de poluição do ar?
A situação mais grave é na área de Lisboa, logo seguida do Porto, porque são as zonas mais populosas e que têm mais tráfego automóvel. Depois surgem Braga e Coimbra, mas nada que se compare com Lisboa ePorto.

Que medidas se deve tomar para reduzir esses níveis?
Deve-se tomar todas as medidas para promover o uso do transporte colectivo em detrimento do individual. Por exemplo, nos principais acessos a Lisboa e Porto, uma das vias de rodagem deve ficar reservada para transportes colectivos, veículos eléctricos e viaturas com dois ou mais ocupantes, levando as pessoas a usar o transporte público ou apartilhar o carro próprio com outros. Desta forma, reduz-se o número de veículos em circulação. Também se deve criar mais faixas bus para dar prioridade aos transportes públicos e melhorar a sua atractividade.

E nas áreas mais sensíveis?
Nas zonas mais críticas, deve-se interditar o acesso a veículos que ultrapassem os limites de emissões poluentes, que normalmente são os mais antigos.

Que medidas de longo prazo?
É preciso aproximar as pessoas dos seus locais de trabalho e dar-lhes transportes públicos para não terem de usar o transporte individual. As novas urbanizações devem ser construídas perto de uma rede de transporte pesado, como o comboio.

in DN 13-8-2010

Foto: Eléctrico de nova geração no centro de Munique, considerada uma das cidades do mundo com melhor rede de Transportes Públicos. A LAJB, para além de defender mais e melhores Transportes Colectivos como única forma eficaz de reduzir o peso actual do Transporte Particular, tem vindo a lutar pela reposição do Eléctrico 24.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

JARDIM BOTÂNICO - O ALERTA DA LAJB

No dia 30 de Junho, a Liga dos Amigos do Jardim Botânico esteve presente na sessão pública da reunião da Câmara Municipal de Lisboa, onde foi aprovada, com os votos contra do CDS-PP e a abstenção do PSD, a proposta do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico e Zona Envolvente.

No debate prévio à votação ficaram muitas incertezas, contradições e incoerências por esclarecer, revelando um Plano de Pormenor pouco aprofundado quanto à sua elaboração, pressupostos, execução e consequências.

A requalificação de toda esta área, apresenta no projecto agora aprovado, uma vocação predominantemente “mercantilista” em detrimento da cultural e científica, sendo esta totalmente ignorada no debate. Assim, no Jardim Botânico, a predominância da área comercial- 20 mil m2, e Hotel- 6mil m2, são muito superiores aos 14mil m2 destinados à cultura, quando anteriormente, se falava em 23mil m2 para as actividades culturais. O mesmo parece passar-se no Parque Mayer, em que a vertente comercial tem preponderância em relação às actividades culturais.

Por outro lado, o Plano de Execução é omisso, no que diz respeito às actividades culturais e comerciais a serem implementadas, bem como está ausente, uma reflexão sobre a gestão cultural de toda esta área. E o espaço público está mal definido.

Muitas questões gostaríamos de ver respondidas. Qual o modelo económico que garante a sustentabilidade deste projecto? Como está equacionada a sustentabilidade ecológica do tecido urbano? Qual a percentagem da área que vai ficar impermeabilizada? Qual a percentagem da área drenada? E a protecção? Quais os indicadores que vão ser valorizados, para não haver prejuízos daqui a alguns anos? E a protecção dos logradouros? Como é que se relaciona esta protecção com o que está no projecto? O que pode acontecer com a implementação deste projecto? O que queremos que aconteça?

Com este projecto, a protecção do Jardim Botânico não está eficaz. Para tal, é essencial:

- salvaguardar todos os logradouros confinantes com o Jardim; não construção de edifícios de altura superior à cota da cerca pombalina do JB; não ao aumento das cérceas de edifícios na rua do Salitre ( problema que já existe actualmente ), e nas ruas da Alegria e S. Mamede, travessa do Salitre e calçada da Patriarcal; não construção de parques de estacionamento subterrâneo no JB, nos logradouros e jardins, incluídos na Zona Especial de Protecção do JB ( 50 metros a contar da cerca pombalina do Jardim ); não impermeabilização do solo do Jardim; não ao abate de árvores da colecção viva; não destruição de partes da cerca pombalina; preservação dos canais de drenagem atmosférica e hidrológica; manutenção do gradiente de exposição solar; manutenção de anel de protecção ecológica; manutenção do sistema de vistas entre as colinas de Lisboa e o Jardim.

Projecto com visão e futuro era:

- a extensão do Jardim Botânico para o Parque Mayer, criando neste, um espaço verde com espécies da Flora de Portugal, numa interface com o Jardim, não desvalorizando a sua vocação recreativa; era dotar o Jardim Botânico de todos os equipamentos em falta e substituir os desadequados e obsoletos; era tratar do património arbóreo do Jardim ( Classe e Arboreto ) com inventariação e orçamentação já efectuadas em 2008, pela LAJB; era aumentar a cultura científica dos cidadãos e alterar os seus actuais comportamentos insustentáveis; era privilegiar a direcção de mobilidade e não de tráfego; era repor a carreira do eléctrico 24 (Cais do Sodré-Campolide, via Rua da Escola Politécnica).

Tudo isto e muito mais, está em risco de se perder e/ou não se realizar. Esperava-se essa visão de futuro, de uma Universidade e de uma Câmara com responsabilidades educativas, cívicas e políticas. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico, consciente dessas mesmas responsabilidades para com os seus associados, a sua cidade e o seu país, tudo fará para ajudar e contribuir para esse Portugal futuro.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1000 Ultimate Travel Experiences: eléctrico

O Eléctrico 28 foi seleccionado pela editora inglesa ROUGH GUIDE como uma das 1000 experiências mais importantes do mundo. Segue em baixo o texto na íntegra publicado na capítulo dedicado a Portugal. Este reconhecimento internacional vem reforçar a validade do projecto de devolver a Lisboa algumas das linhas de eléctricos encerradas no passado recente de que é exemplo o 24 (Cais do Sodré / Campolide). A linha 24 foi inauguarda a 2 de Novembro de 1907. Esperemos que muito em breve a CARRIS e a CML anunciem a boa notícia do regresso do eléctrico 24 aos carris da Rua da Escola Politécnica!

1000 ULTIMATE TRAVEL EXPERIENCES
MAKE THE MOST OF YOUR TIME ON EARTH
A Rough Guide to the World
London, 2008

PORTUGAL:

-Clearing your calendar for bacalhau
-Exploring mystical Sintra
-Learning to surf on the Atlantic coast
-In search of the perfect tart
-Stop! It's hammer time at the Festa de São João
-Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters

«Tram 28: taking a ride through Lisbon's historic quarters»

Just as you should arrive in Venice on a boat, it is best to arrive in Lisbon on a tram, from the point where many people leave it for good: at Prazeres, by the city's picturesque main cemetery. Get a taxi to the suburban terminus of tram 28 for one of the most atmospheric public-transport rides in the world: a slow-motion roller coaster into the city's historic heart.

Electric trams first served Lisbon in 1901, though the route 28 fleet are remodelled 1930s versions. The polished wood interiors are gems of craftsmanship, from the grooved wooden floors to the shiny seats and sliding window panels. And the operators don't so much drive the trams as handle them like ancient caravels, adjusting pulleys and levers as the streetcar pitches and rolls across Lisbon's wavy terrain. As tram 28 rumbles past the towering dome of the Estrela Basilica, remember the famous bottoms that have probably sat exactly where you are: the writers Pessoa and Saramago, the singer Mariza, footballers Figo and Eusebio.

You reach central Lisbon at the smart Chiado district, glimpses of the steely Tagus flashing into view between the terracotta roof tiles and church spires. Suddenly you pitch steeply downhill, the tram hissing and straining against the gradients of Rua Vitor Cordon, before veering into the historic downtown Baixa district. Shoppers pile in and it's standing room only for newcomers, but those already seated can admire the row of traditional shops selling sequins and beads along Rua da Conceicao through the open windows.

Now you climb past Lisbon's ancient cathedral and skirt the hilltop castle, the vistas across the Tagus estuary below truly dazzling. The best bit of the ride is yet to come though, a weaving, grinding climb through the Alfama district, Lisbon's village-within-a-city where most roads are too narrow for cars. Entering Rua das Escolas Gerais, the street is just over tram width, its shopfronts so close that you can almost lean out and take a tin of sardines off the shelves. »
[Foto: o eléctrico 24 em 1983 na Rua D. Pedro V]

domingo, 9 de agosto de 2009

O Eléctrico 24 visto por Olle S. Nevenius



Imagens do eléctrico 24 no ano de 1979 pelo fotógrafo sueco Olle S. Nevenius. O nosso 24 na Praça Luís de Camões e na Rua da Misericórdia a caminho do Jardim Botânico, e a repousar no Largo do Carmo. Para quando o regresso do eléctrico 24 tal como prometido pela CARRIS e CML?

Para ver mais imagens dos eléctricos lisboetas no ano de 1979, visite o seguinte website:

domingo, 2 de novembro de 2008

ELÉCTRICO 24 FARIA HOJE 101 ANOS!

Durante quase um século o 24 subiu e desceu a Sétima Colina. A sua vida foi suspensa em Agosto de 1996. Mas logo no ano seguinte foi prometido aos lisboetas o seu regresso em 1998, a tempo da Exposição Universal dos Oceanos - Expo 98. A promessa está por cumprir.

Em 2007 teve início um movimento cívico para trazer de volta o eléctrico 24. O movimento cívico aproveitou o centenário do 24 - o dia 2 Novembro de 2007 - para lançar uma campanha pública que pedia ao novo Presidente da CML e à CARRIS a devolução desta linha de eléctrico clássico.

O regresso da linha 24 beneficiaria não só a mobilidade dos lisboetas em geral, como também o sector do turismo em Lisboa. Segundo as previsões do World Travel and Tourism Council (WTTC), em 2017 a cidade de Lisboa deverá atingir os 3 milhões de hóspedes estrangeiros, ou seja, mais 1 milhão do que em 2007. Ou seja, não será possível oferecer um bom serviço público, não só aos lisboetas como também aos turistas, se em 2017 Lisboa continuar reduzida à mesma oferta de eléctricos clássicos de hoje.

Esta é a única linha que ligava a zona ribeirinha do Cais do Sodré/São Paulo à Sétima Colina: trepando a Rua do Alecrim e da Misericórdia até à Igreja de S. Roque e Jardim de São Pedro de Alcântara, seguindo depois por toda a Rua D. Pedro V e Rua da Escola Politécnica em direcção ao Rato e às Amoreiras. A sua importância para a melhoria da mobilidade da cidade, assim como o seu grande potencial para o desenvolvimento do turismo de qualidade na capital, são evidentes.

O eléctrico 24 já tem o apoio das seguintes instituições da cidade:

-Associação Turismo de Lisboa

-Associação de Valorização do Chiado

-Agência Baixa-Chiado

-Associação dos Comerciantes do Bairro Alto

-Liga dos Amigos do Jardim Botânico

-Centro Nacional de Cultura

CRONOLOGIA DO ELÉCTRICO 24:

2 Novembro 1907: inauguração da linha entre Carmo-Campolide;

13 Setembro 1936: prolongamento de Campolide à Praça do Chile;

17 Janeiro 1974: prolongamento da Praça do Chile à R. Alfândega;

21 Maio 1985: automatização da cobrança da linha 24;

1994: prolongamento ao Cais do Sodré;

27 Janeiro 1991: encurtamento da R. Alfândega ao Alto de S. João;

Agosto 1996: suspensão temporária devido à construção de um parque de estacionamento em Campolide;

20 Novembro 1997: assinado protocolo entre CARRIS e CML para o regresso do 24, Largo do Carmo-Campolide (reabertura prevista para Abril de 1998);

2 Novembro 2007: no dia do centenário o Forum Cidadania LX lança uma petição solicitando ao novo presidente da CML o seu definitivo regresso, conforme prometido aos munícipes em 1997.

FOTO: O eléctrico 24 na Rua D. Pedro V, na direcção do Jardim Botânico, em 1983. Esperamos em breve voltar a ver o 24 em frente do portão do Jardim Botânico! Fotógrafo: Bernd-Kitendorf