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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O exemplo do Jardim Botânico de Coimbra

Estão a decorrer importantes obras de reabilitação e restauro no Jardim Botânico de Coimbra. Muitas das intervenções são exactamente aquelas que a LAJB tem vindo a destacar como essenciais para que o Jardim Botânico cumpra a sua missão de aproximar as pessoas ao mundo das Plantas. Falamos nomeadamente da questão das estufas de exibição mas também de investigação. Como é sabido, as estufas do nosso jardim estão em estado de ruína há várias décadas e no seu lugar chegou a ser proposta a construção de galerias comerciais (!) no âmbito do Plano de Pormenor do Parque Mayer. Mas aqui fica o exemplo de Coimbra:
 
Requalificação das Infra-estruturas  de Apoio e Divulgação da Ciência no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra  
 
A decorrer no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, o projecto foi aprovado em 2010 e financiado no âmbito de uma candidatura ao QREN / Mais Centro - Programa Operacional Regional do Centro e está a ser executado pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
 
Este projecto prevê o reforço e reabilitação de algumas das infra-estruturas científicas e tecnológicas que asseguraram o contributo histórico no sentido de as dotar de melhores condições. Serão várias as estruturas a ser alvo de intervenção:
ESTUFAS
- Reabilitação da estufa grande, um dos edifícios mais antigos da arquitectura de ferro em Portugal (1854), que está dividida em três secções com climas distintos: tropical, subtropical e temperado. Reabilitação da “estufa da Victoria”, que possui um lago artificial onde é mantido o maior nenúfar do mundo originário do Rio Amazonas.
 
- Reabilitação da estufa fria, construída em 1946, um espaço destinado a uma flora adaptada a ambientes húmidos e sombrios, estando as plantas rodeadas por uma cascata mural e um pequeno riacho.
 
- Edificação de uma nova estufa de investigação.

BANCO DE SEMENTES
- Montagem de laboratório de citometria de fluxo, ferramenta analítica de rendimento elevado que permite a detecção e quantificação simultânea de múltiplas propriedades ópticas de partículas em suspensão.
 
- Com 140 anos comemorados em 2008, o Index Seminum é uma publicação anual cujo principal objectivo é a conservação, divulgação e intercâmbio de sementes da Flora Portuguesa. Sendo o maior do país, possui cerca de 50% das espécies nativas da Flora Portuguesa, incluindo diversas espécies raras ou ameaçadas. A não existência de condições de frio impede a preservação das sementes por períodos superiores a 2 anos.
GABINETE DE CIÊNCIA IN SITU
- Criação de um espaço interior onde possam decorrer acções de promoção de ciência e workshops de carácter mais aplicado, num contexto logístico favorável a dinâmicas inovadoras.
 
- Melhoria do equipamento de apoio ao jardim que se encontra visivelmente degradado. Instalação de novos pontos de repouso, sinalização de pontos de interesse e possíveis roteiros de visita, disponibilização de meios de acesso a informação ligada a conhecimento científico.

http://www.uc.pt/jardimbotanico/projetos/qren/

quarta-feira, 22 de julho de 2015

«Jardim Botânico de Lisboa com anfiteatro e espaços reabilitados em 2016»
















O Jardim Botânico da Faculdade de Ciências, em Lisboa, vai ganhar um pequeno anfiteatro e ter espaços renovados no âmbito do projecto de reabilitação, cujas obras deverão iniciar-se no final deste ano e durar entre seis e nove meses. 
O jardim, classificado como monumento nacional, encontra-se degradado devido à insuficiente manutenção originada pela “temporária falta de pessoal”, explicou à agência Lusa José Pedro Dias, director do Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) da Universidade de Lisboa, que gere o espaço.  Por isso, vai ser agora reabilitado, no seguimento de uma candidatura vencedora ao Orçamento Participativo da Câmara de Lisboa, em 2013, que garantiu um financiamento de 500 mil euros.  Apesar ter passado já algum tempo, “as coisas nunca estiveram paradas”, assegurou José Pedro Dias, indicando que desde essa altura o museu está em contacto com o município para definir as intervenções.  As obras incidem só sobre a zona do arboreto, que ocupa três dos quatro hectares do jardim com árvores de maior dimensão, e assentam na “recuperação das infra-estruturas” como caminhos, sistema de rega e rede de escoamento das águas pluviais e ainda na instalação de electricidade e internet, apontou o responsável.  “Vai também ser recuperado o lago de baixo, que está, neste momento, seco porque está fracturado”, referiu.  
De acordo com José Pedro Dias, “a única coisa nova que vai surgir no jardim” é um pequeno anfiteatro, na parte central do arboreto, que será usado para espectáculos.  Acresce que, além da entrada pela Rua da Escola Politécnica, onde vai ser recuperada a zona da esplanada, o projecto prevê a “semiabertura” da ligação à Praça da Alegria, por onde os visitantes apenas poderão sair.  
O director admitiu temer que o jardim não esteja pronto no prazo previsto e tenha de encerrar no verão do próximo ano, quando há mais visitantes no jardim e, consequentemente, mais receita (ascendendo aos 100 mil euros).  
Quando as obras acabarem, o museu vai captar financiamento para a renovação da sinalética das plantas, comprometendo-se ainda a criar duas zonas de relvado.  Paralelamente, vai ser recuperado o observatório astronómico – situado junto à zona do jardim que era usada para o ensino da botânica, denominada classe –, uma obra de 200 mil euros financiados pela Universidade de Lisboa, que deve começar entretanto, segundo José Pedro Dias.  
O responsável espera que as obras renovem o Jardim Botânico, até porque coincidem com a chegada de três jardineiros, até ao final deste ano, para auxiliar o único existente.  Sem data prevista nem financiamento garantido está a recuperação dos caminhos, dos túneis subterrâneos e dos edifícios na zona da classe, enquadradas na segunda fase de reabilitação.  José Pedro Dias exemplificou, como possível forma de financiamento, a concessão dos espaços ali existentes para loja e cafetaria.  
O vereador da Estrutura Verde da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, congratulou-se com a iniciativa: “É mais um jardim de Lisboa arranjado e é isso que interessa à cidade”.  O autarca afirmou à Lusa que este é o “melhor projecto possível para a primeira fase”, deixando em aberto a hipótese de a autarquia financiar a segunda fase da reabilitação.  Porém, salientou que “o Estado também tem aqui obrigações”.  A apresentação pública do projecto de reabilitação do Jardim Botânico realiza-se na quinta-feira, às 19h00, no palmário do jardim. in Público, 21 Julho 2015

Fotos: O Lago de Baixo no Arboreto conforme ficou poucos meses após as obras de 2012 e um exemplo das muitas placas degradadas que identificavam as plantas da colecção viva do Jardim Botânico.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Programa da Conferência "Palácios Históricos de Lisboa - Memória, Ruína ou Futuro"















Programa da Conferência "Palácios Históricos de Lisboa - Memória, Ruína ou Futuro" - Sala do Arquivo dos Paços do Concelho de Lisboa - Dia 24 de Janeiro de 2015 - 10 horas. Entrada Livre.

domingo, 14 de abril de 2013

Observatório Astronómico no Jardim Botânico!


O notável Observatório Astronómico, erguido para a antiga Escola Politécnica entre 1875 e 1898, está em perigo enquanto se espera por um Mecenas. Como é possível que o Estado Português seja indiferente à degradação e ruína deste Monumento Nacional? A LAJB só pode manifestar a sua profunda indiganação. A notícia aqui: 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Nosso Bairro: «Aqui nasceu Maria Matos»

Calçada Engenheiro Miguel Pais, 22. Aqui nesta casa, em péssimas condições de conservação, nasceu a 29 de Novembro de 1886 a actriz Maria Matos. Faleceu a 19 de Setembro de 1952. será que Lisboa se esqueceu desta "casa de memória"? Estará este prédio, já com vãos emparedados, condenado à demolição como sucedeu à Casa de Almeida Garrett na Freguesia de Santa Isabel?

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O exemplo do Jardim Botânico do Porto I

Imagens do Jardim Botânico do Porto, propriedade da Universidade do Porto. Para além de se encontrar restaurado e com bons padrões de manutenção (pelo menos até à presente data), oferece aos seus visitantes:

- Espaços de Exposição

- Cafetaria com esplanada

- Estufas de Exibição

- Sinalética

- Bancos e zonas de descanso

- Bebedouros

- Loja

Horário: Dias úteis das 9h às 16h. A entrada é gratuita.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O nosso Bairro: Rua do Salitre 76

Mais um exemplo de abandono da arquitectura do início do séc. XX da nossa cidade. Porque razão nos deparamos cada vez mais com este cenário? Noutras cidades europeias estes imóveis são acarinhados pelos cidadãos e protegidos pelas autoridades municipais e estatais. Mas em Lisboa o mais comum é assistirmos, mais dia menos dia, à sua perda. Seja por ruirem, seja por demolição. O nosso Bairro está a perder património a um ritmo muito preocupante. Parece que os lisboetas dessistiram de reabilitar, restaurar a sua cidade e em vez disso preferem construir de novo, por cima da herança patromial dos nossos antepassados. Lisboa está a ficar mais pobre. Nota: Este imóvel é propriedade da Fundação Oriente - esperemos que em breve seja recuperado para benefício da cidade.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O Nosso Bairro: Palácio Pombal

Também conhecido como Solar dos Carvalhos da Rua Formosa, antiga denominação da Rua de O Século, foi possivelmente mandado construir na segunda metade do séc. XVII pelo avô de Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal, que aqui nasceu e habitou. É um típico solar urbano seiscentista, com três pisos e águas-furtadas, sendo as fachadas rasgadas por fiadas regulares de janelas, idênticas em cada registo. No rés-do-chão abrem-se janelas rectangulares de peitoril, o andar nobre é pontuado por janelas de sacada, e o segundo andar por pequenas janelas quadradas. Sobre uma das janelas do primeiro piso encontra-se a pedra de armas dos Carvalhos (estrela de oito pontas entre quatro crescentes), encimada pela coroa de marquês.

O palácio foi melhorado e ampliado por Pombal, em obras efectuadas entre 1760 e 1770, quando foi valorizado com azulejos, estuques e uma escadaria nobre em pedra, com dois patamares. Aqui figuram duas esculturas mitológicas em mármore e duas pedras de armas dos Carvalhos, sustentadas por leões. O tecto da escadaria possui um impressionante estuque decorativo, com uma representação alegórica do Amor e da Morte (Eros e Thanatos). Os tectos de estuque, com representações alegóricas e temas mitológicos, são atribuídos a Grossi, estucador e escultor italiano, e repetem-se em várias salas do palácio, juntamente com silhares de azulejos azuis e brancos ou policromos (possivelmente oriundos da Fábrica do Rato). Conserva-se ainda um pequeno oratório decorado com estuques, e uma tela representando Nossa Senhora das Mercês.


Nota: O notável Palácio Pombal, propriedade Municipal, encontra-se em mau estado de conservação e sem um uso ainda defenido pelo Pelouro da Cultura. O palácio e o que resta dos jardins está classificado como Imóvel de Interesse Público (Decreto n.º 45/93, DR n.º 280, de 30-11-1993). O Marquês de Pombal nasceu a 13 de Maio de 1699 e faleceu em Pombal a 8 de Maio de 1782.

terça-feira, 29 de março de 2011

Assembleia da República: «Riscos do Plano do Parque Mayer para Botânico em debate»

«Os amigos do botânico foram hoje ao Parlamento dizer que o jardim está em risco por causa do Plano de Pormenor do Parque Mayer, no dia em que os deputados decidiram que este tema vai ser discutido em plenário. Uma plataforma de 11 movimentos preocupados com o botânico apresentou na AR uma petição que alerta para o prejuízo que o Plano de Pormenor para o Parque Mayer, Jardim Botânico e Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente pode causar ao jardim, que hoje a comissão do Ambiente decidiu enviar para discussão no plenário da Assembleia da República. A mesma plataforma, encabeçada pela Liga dos Amigos do Jardim Botânico, foi hoje ouvida na AR, mas pelo grupo de trabalho da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, onde reiteraram que "algo de grave se está a passar no Jardim Botânico", classificado em 28 de Dezembro último como património nacional, após um processo que durou 30 anos.

Manuela Correia, da Liga, considerou que "o jardim, como património nacional, está em grande risco", quer em termos das espécies que preserva quer no seu património edificado, sobretudo por causa do Plano de Pormenor para o Parque Mayer, Jardim Botânico e Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente, cuja aprovação municipal pode estar para breve.

"O botânico é património nacional e não estão a ser cumpridos os requisitos que um património nacional exige", considerou, salientando que a classificação exige, desde logo, "um resguardo de 50 metros na envolvência" do jardim, que não estão assegurados. A plataforma defende ainda a criação de uma zona especial de protecção ao jardim, que não está referida no decreto-lei, e considera que essa zona de protecção pode corresponder à actual cerca pombalina, pelo que vai por isso apresentar também a sua candidatura a monumento nacional. Os amigos do botânico estão ainda preocupados com o excesso de construção à volta do jardim, como previsto no plano, "porque o ar aquece e as árvores entram em stress e morrem" e estranham que esteja contemplada a hipótese de construção de dois parques de estacionamento subterrâneos no subsolo do jardim. "Valorizamos a existência de um plano, mas não este. Este tem de voltar ao princípio e de incluir a participação de todos", salientou Manuela Correia.

Para este grupo, o plano pode fazer com que o jardim deixe de contribuir beneficamente para o clima da capital e pôr em causa o património edificado do jardim. Neste sentido, criticam que o plano preveja que todos os equipamentos e estufas sejam condensados num edifício de quatro andares. "Penso que toda a gente percebe que uma estufa no quarto andar não contempla árvores ou determinadas espécies", realçou. Manuela Correia salientou ainda que "o jardim tem umas cisternas jesuíticas que estão paradas há dezenas de anos e que tem um correlato importante com a irrigação do jardim". "A fatia maior dos cêntimos que o botânico tem é para pagar a água à EPAL. Não é admissível que não seja recuperado um sistema como o das cisternas jesuíticas, construídas para irrigar o jardim em tempos de escassez de água e que promoveriam a auto sustentabilidade", propôs.»

In Diário de Notícias (29/3/2011) por Lusa

Foto: Cerca pombalina na cota baixa do Jardim, confinante com logradouros da Rua do Salitre

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Monsanto após Festival DeltaTejo

Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa

Exma. Sra. Presidente da AML, Dra. Simoneta Luz Afonso

Exmo. Sr. Presidente da Comissão Municipal de Ambiente

Exmos. Srs. Vereadores da CML

Exmos. Srs. Deputados Municipais

Assunto: Festival Delta Tejo em Monsanto

Como é do conhecimento geral, decorreu em Monsanto, há praticamente 1 mês , o Festival de música DeltaTejo. O mínimo que seria de esperar, visto não ser possível deixar tudo como estava, devido às alterações feitas e já publicamente denunciadas por esta Plataforma, era que, pelo menos, tudo ficasse limpo, e se tentasse ao máximo minimizar os impactos altamente negativos que aquele tem no local.

Há praticamente 2 semanas que não existe qualquer movimentação de pessoal no local, foram retiradas todas as máquinas, pelo que tudo indica que os trabalhos de limpeza e reparação do local, estão concluídos.

Na realidade assim parece, para quem se limita a ver de longe, mas entrando no terreno, o que se constata, é que as terras e pisos colocados aleatoriamente e sem nexo, nada têm a ver com o local, que o lixo abunda, e que nas últimas duas semanas, o grande protagonista da limpeza do terreno tem sido… o vento. Este tem transportado o lixo para o interior da mata, área classificada, contribuindo assim para a sua danificação e como combustível, no caso de deflagrar um incêndio. Porque, na verdade, a limpeza feita foi superficial, ineficiente e de um desleixo altamente irresponsável, por parte de quem tinha obrigação de a fazer.

A plataforma por Monsanto, exige às entidades responsáveis, uma limpeza urgente e eficiente do local, por quem tem a responsabilidade contratual de o fazer, e, que se termine de uma vez por todas, com a irresponsabilidade e com a leviandade com que tem sido conduzido todo este processo desde o inicio.

Em anexo, enviamos fotografias do estado actual do terreno e mata envolvente.

A Plataforma por Monsanto

Lisboa, 29 de Julho de 2010

domingo, 2 de maio de 2010

O Jardim Botânico visto pelo guia Berlitz

The Jardim Botânico, opened to the public in 1873, has one of the finest collections of botanical specimens in southern Europe. You enter throught a courtyard surrounded by the rather shabby buildings of the Faculdade de Ciências, then descend a flight of stone stairs into a cool, hilly, luxuriant garden of winding paths, boxwood mazes, lily ponds, and streams crossed by bridges and stepping stones.

Set liberally about are benches where you can sit listening to the chaffinches and robins and looking at the stately or surprising trees - jacaranda, giant ficus, frangipani, aruacaria, tipu, cork oak, eucalyptus, olive, and strange Australian and African species with grotesquely twisted trunks or enormous air roots. There are also tree-size camellias and floods of flowers, all neatly labeled.

Along one side runs a grand avenue of magnificent palms, at least 50 different varieties. If you follow this path to its end you'll arrive at the park's second entrance, emerging on the Rua da Alegria just a few blocks from the Avenida da Liberdade and a few steps from the charming little hotel Príncipe Real. If you happen to be staying there, the garden offers a convenient downhill approach.

in Portugal, The Berlitz Travellers Guide, New York, 1993

FOTO: Avenida das Palmeiras. Infelizmente, passados 15 anos sobre esta descrição, já há muitos anos que não corre água nos riachos, o Lago de Baixo está seco e de um modo geral tudo se degradou acentuadamente, incluíndo o património arbóreo.

sábado, 26 de dezembro de 2009

«Por uma cidade que se respeite»

Uma cidade que se respeite não permite que um proprietário tenha o seu prédio degradado, a cair, abandonado, com falta de pintura, destelhado, entaipado, em risco de incêndio ou derrocada. Não permite. Ponto.

Uma câmara municipal digna desse nome multa, castiga, reprime o desleixo e negligência de quem for dono de um prédio nessas condições. Se não tiver instrumentos legais robustos para o fazer, exige-os ao Governo da República. Se não o conseguir, tem que se fazer porta-voz da indignação dos munícipes.

O Governo do país tem a obrigação de impedir que os centros das nossas cidades estejam sujos, ocos e cariados. Tem o dever de tornar muitíssimo dispendioso este mau hábito de quem não cuida da sua propriedade urbana. Tem o interesse - num país antigo, peculiar e turístico como o nosso - de garantir que os nossos centros históricos estejam impecáveis.

Não existe o direito de ter um prédio a cair. Tal como não existe o direito de guiar um carro sem travões ou poluente. Não interessa se o compraram ou herdaram. O carro tem de passar na inspecção periódica. O mesmo deveria valer para o prédio: tem de estar em boas condições, ou o proprietário terá de pagar pelo dano e risco que provoca a outrem. Um prédio decadente faz reverberar o desleixo. Baixa o valor da sua rua ou do seu bairro, incluindo o daqueles prédios cujos proprietários, mais conscienciosos, trataram de cuidar e manter em boas condições. Um prédio a cair representa um risco de segurança para quem ali passa, para o solitário inquilino que às vezes lá resta, para os vizinhos.

A propriedade de um prédio não é coisa que venha sem obrigações. Esse é um equívoco que engendra outros equívocos de todas as partes envolvidas, sem excepção: a ideia de que os exemplos de prédios integralmente ocupados com rendas baixas (cada vez menos) podem servir de desculpa para situações de incúria em prédios praticamente vazios; a ideia de que o Estado pode ser o primeiro proprietário negligente; a ideia de que às autoridades públicas cabe, sempre, pagar toda a factura do rearranjo dos prédios. O Rossio de Lisboa foi recuperado com dinheiros públicos há uma década. Hoje tem prédios com telhados cobertos de folha de alumínio. Lamento, mas isto não é cidade que se respeite.

O presente de Natal para toda a gente que gosta da cidade, da cultura e de música aí está: ardeu o prédio onde ficava o Hot Clube de Lisboa, um dos mais antigos clubes de jazz da Europa. Perguntava um leitor do PÚBLICO ao saber da notícia: será que vale a pena fazer TGV e novos aeroportos para mostrar uma cidade vazia? Sob o impacto do momento, o exagero é desculpável, porque toca na ferida. As pessoas não vão apanhar o TGV para Madrid para ficar a olhar para a estação ferroviária. Vão para ver o Museu do Prado.

Aquilo que Portugal e Lisboa esquecem - com o novo-riquismo desculpável de quem se encontra em algumas rotas da moda - é isto: ninguém volta ao hotel de charme para olhar de novo para o mesmo prédio esburacado em frente.

Andámos anos a discutir um ridículo projecto para o Parque Mayer e deixámos o Hot Clube ao abandono. O salão do Conservatório está em ruína. O Pavilhão Carlos Lopes também. Não temos um lugar no centro da cidade para receber exposições internacionais que atraiam centenas de milhares de visitantes. Achamos natural que o candidato evidente para essa função - a Praça do Comércio - sirva para a burocracia do Estado. Ou então, que se faça lá um hotel de charme. Temos, não o nego, muito charme no abandono. Rui Tavares in Público, 23-12-2009

FOTO: Igreja de São Vicente de Fora (MN) fechada ao público no início deste ano devido ao mau estado de conservação.

domingo, 20 de setembro de 2009

MÚSICA PELO JARDIM: 29 de Setembro

Campanha de reabilitação do Jardim Botânico
Retrospect Ensemble, Aula Magna, 29 de Setembro às 21h30

Com o objectivo de angariação de fundos para a reabilitação do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, o Retrospect Ensemble (outrora denominados de King’s Consort) dirigido por Matthew Halls estará em Lisboa para um concerto único, dia 29 de Setembro, às 21h30, na Aula Magna (Lisboa). Uma iniciativa Sunbridge. Para mais esclarecimentos contactar:

Ana Duarte Carmo (962631446)
Marisa Dias Antunes (962763188)

FOTO: Datura candida (pers.) Stafford. Flores da trombeteira, Angel's trompet, no Jardim das Cebolas, um dos sectores do Jardim Botânico a necessitar de obras de conservação urgentes.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

«Evocative neglect» no JB de Odessa

Gardens do not have to be perfect to be rewarding. They are so often evocative, in ways which depend on their viewer, not on their level of care. No two people see quite the same when they look beyond the surface. Often it is easiest to see more in gardens abroad, not only because they lie beyond the flora that we buy and sow at home.

I have just been looking at Ukrainian gardening and found an interest that goes deeper than appearances. In the Black Sea city of Odessa, my first impressions are curiously familiar. The weather might be humid but horse chestnut trees line many of the central streets. Like their English brothers, they are already turning brown in a premature announcement of autumn. And the cause is shared with the UK. The chestnutinfesting insect that reached us recently was traced to the Skopje area in the Balkans. In the past 10 years it has spread as fast as the internet and its presence in southern Ukraine suits the view that its ultimate home lies further east, probably in China, where its natural predators have yet to pack their bags and fly in pursuit.

Under their browning chestnuts, Odessa's city-gardeners surprise me by planting lines of narrow-leaved hostas. They are plants that English gardeners reserve for richer soil and never plant right round tree trunks. In Odessa, they ignore our rules. I watched as an array of the plants was planted out and saw how their gardeners remove a spade's depth of the surface soil and replace it with rich compost, more in our style. In prominent places they also add leaking hosepipe below the surface to irrigate the new arrivals.

In the elegant main city square they must also, surely, irrigate their splendid cannas. From parks in the former Soviet countries, readers have often sent me postcards of truly hideous beds of cannas, sometimes with an exclamation mark on the back of the card. The sight of them made me glad to be living in the free west. Christopher Lloyd then began to champion the charms of cannas in his garden at Great Dixter in East Sussex, south-east England, but somehow I always pictured a bust of Lenin glowering over them when he took up their cause as if it was new.

In Odessa, gardeners have not, I think, been reading Lloyd's books. They simply and sensibly exclude the forms with purple leaves and rose-purple flowers. In the city's main square only clear scarlets and yellows are used in masses, and only in forms with clear green leaves.

What happens, I wondered, in the botanical garden marked as Botanchevsky Sad on my city map? In the Ukraine it is a worthwhile question. Up in Kiev the botanical garden is remembered for its fine display of the little-known flora of the Ukraine. In the Crimea, just outside Yalta, the huge Nikitsky Sad includes a yew tree that is more than 500 years old. The horticultural enclave became the vast experimental centre of Soviet era agriculture, extending over 600 acres with another 1,500 acres of outstations. It has remained almost wholly unknown to western lovers of plants.

Odessa's botanical garden has a very different air. Superb specimens of our beloved English oak tower above a garden of evocative neglect. In the zoo of Kabul in the 1960s, the prime exhibit used to be English foxes. In Odessa, a port, the pride of the botanical garden is the tree that made the English navy great. Under a few of the oaks were yet more hostas, freshly watered, as if somebody, somewhere was still trying to do their best. I recalled how the garden historian Edward Hyams had written of this very garden in 1969: "It consoled us for its neglect by producing hoopoes for our delight."

Instead of hoopoe birds among the acacias, it consoled me with its personnel. In the heart of the garden, I watched the only gardener, an elderly lady who was hosing the last of the hibiscus and the rose-pink gladioli. She was wearing a smock that had surely not changed in the last 100 years. An aged magnolia sagged in the background. Panes were missing in the nearby greenhouse, whose heating chimney had corroded. Inside, cacti and tender plants were jumbled in big clay pots. Outside, pear and plum trees overlooked the Black Sea and, with a shock of recognition, I realised I had been in such a garden before. It evoked for me the garden of the Bolkonsky family outside Moscow, to which Prince Andrei returns before battle in the matchless pages of Tolstoy's War and Peace.

Andrei, too, found panes gone from the greenhouse and plants lying on their sides in tubs. In his garden, too, there was a magnolia with broken branches and only one worker was visible: not a woman watering but an old man weaving a shoe from raffia-twine. He, too, was undistracted, as if life must simply go on. Above all, there were fruit trees in the Bolkonsky garden too. A group of young girls was pillaging them in their owners' absence. They ran unawares into their former master while carrying stolen fruit in the folds of their dresses.

Andrei had come to say farewell "from a characteristic desire", Tolstoy tells us, "to aggravate his own suffering". I had come to say hello, out of a gardener's curiosity. Amazingly there were sounds of a scuffle and fiction seemed to become fact before me. Three young girls appeared by a hovel, two of whom were carrying plums, just like the girls in Tolstoy's novel. The old lady went on with her work, watering not weaving, but equally unconcerned by a spectator's existence. The huge plane trees above the five of us were old enough to have existed in Odessa's garden when Tolstoy was writing his chapter.

Andrei returned to his men to prepare for battle. The girls in his garden ran away through the meadow, with their fruit and their bare, sunburned legs. My girls pushed the eldest to the front so that she could ask if I needed a guide to the garden. She was riding a western-made bicycle but I needed no guide because I could leave by following the English oak trees. One day, an oligarch might restore this garden's splendour but he will also destroy what its present neglect can evoke. in Financial Times, 6 de Setembro de 2008

FOTO: Jardim Botânico de Lisboa. Abandono evocativo? Ou desleixo?

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Risco de colapso obriga ao encerramento da Estufa Fria

«Estrutura metálica da cobertura atingiu níveis de degradação perigosos, dizem especialistas. A sua substituição irá custar mais de um milhão de euros, e não haverá concurso público

A Estufa Fria vai estar fechada pelo menos nove meses, devido ao risco de colapso da sua estrutura metálica de cobertura. O espaço verde foi mandado encerrar pela Câmara Municipal de Lisboa no passado dia 29, depois de uma vistoria da empresa do reputado especialista em estruturas João Appleton. O relatório dos engenheiros que visitaram o local diz que, na parte da estufa fria do recinto - onde existe ainda uma estufa quente e outra doce, com plantas tropicais e equatoriais -, a degradação da estrutura que abriga as espécies vegetais ao longo de 8100 metros quadrados atingiu níveis perigosos. Há colunas e capitéis corroídos e vigas curvadas de forma pouco recomendável. Toda a estrutura vai ter de ser substituída, com o máximo de cuidado possível para não danificar as plantas.

A situação da estufa doce, que tem uma área de 3000m2, é semelhante, embora menos grave: em alguns locais, poderá ser possível o reaproveitamento parcial da estrutura. Só a estufa quente é recuperável, apesar de também ali terem sido encontradas algumas anomalias.

A empreitada e o respectivo projecto, que poderão custar mais de um milhão de euros, não serão alvo de concurso público. A Câmara de Lisboa vai socorrer-se da disposição legal que permite a adjudicação directa em casos de emergência. O director municipal do Ambiente Urbano, Ângelo Mesquita, explica que a singularidade e a delicadeza da obra também aconselham este tipo de procedimento: ao contrário da maioria das empreitadas, em que o preço e o prazo são habitualmente os principais factores de ponderação na adjudicação, aqui o que conta é, acima de tudo, o currículo da empresa que fará a proeza de substituir a estrutura antiga por uma nova.

Ponto turístico"Temos de garantir o mínimo de risco para os elementos vegetais, embora alguns exemplares de maiores dimensões possam vir a sofrer danos", diz o mesmo responsável. Os prejuízos para o turismo da cidade também justificam a pressa, refere. Mas o anúncio afixado à porta da Estufa Fria não dá qualquer pista sobre o que se está a passar: apenas diz que o local se encontra encerrado "por motivos técnicos", não estando prevista qualquer "data para a sua reabertura". Ângelo Mesquita diz que já informou quer os guias turísticos quer a Associação de Turismo de Lisboa de que não vale a pena rumarem a esta parte do Parque Eduardo VII. O director municipal do Ambiente Urbano vai agora contactar três empresas que considera capazes de levar a empreitada por diante para saber se alguma delas está em condições de fazer o trabalho e tem disponibilidade para tal. "O ajuste directo será depois auditado pelo Tribunal de Contas", frisa. O projecto será feito pela empresa de João Appleton, a A2P. A obra deverá começar daqui a três meses."

A estrutura encontra-se em risco de colapso há cerca de dez anos", conta o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes. "Felizmente, não aconteceu nada até agora." O autarca já tinha planos para reabilitar o recinto. Mas a intervenção prevista era de menor monta e só deveria ocorrer em 2010. Dela faz parte a abertura de um centro de interpretação e de uma cafetaria entre a estufa e o jardim infantil do Parque Eduardo VII, ali ao lado, bem como a abertura de um ponto de venda de publicações e eventualmente de sementes à entrada do recinto. Sá Fernandes quer que a nova estrutura da estufa tenha acoplados painéis solares que forneçam energia eléctrica a todo o Parque Eduardo VII. Serão as verbas do jogo do Casino de Lisboa a que o município tem direito por lei a pagar esta intervenção, bem como várias outras previstas pela cidade fora. "Como nunca sofreu obras, a Estufa Fria encontra-se num estado lastimoso", lamenta José Sá Fernandes.

Segundo informações prestadas pela câmara, a Estufa Fria recebe uma média anual de 60 mil visitantes. Uma das suas espécies mais curiosas é um cacto que só dá flor uma vez por século - e que já floriu no ano passado, conta Sá Fernandes.» In Público 6/5/2009

FOTO: Estufa Fria em meados do séc. XX pelo fotógrafo Ferreira da Cunha (1901-1970). Arquivo Municipal.

quarta-feira, 25 de março de 2009

«É urgente mudar a política cultural»

Mais orçamento e mudanças na administração

PÚBLICO 25.03.2009 - Manuel Maria Carrilho, ex-Ministro da Cultura, defende – num documento que enviou no início do ano à Fundação Res Publica e que hoje é publicado na íntegra no jornal “Diário de Notícias” – a execução de “duas prioridades” que lhe “parecem elementares” para que “a cultura retome o seu papel estratégico” no desenvolvimento do país: “um orçamento capaz” e “uma administração eficaz”.

Na proposta, intitulada “A cultura contra a crise para uma refundação das políticas culturais”, que o actual embaixador de Portugal na UNESCO, em Paris, enviou àquela instituição do PS (dedicada a discutir o pensamento e as políticas públicas), lê-se que, “sem um orçamento minimamente realista, nenhuma política é possível. Por isso, a área da cultura deve ser dotada com 1% do Orçamento do Estado, sendo fundamental que se assuma de um modo absolutamente claro esse compromisso para a próxima legislatura”.

Para o ex-ministro dos governos de António Guterres, esse meta poderá atingir-se gradualmente (0,6 em 2010, 0,8 em 2011, 0,9 em 2012 e um por cento em 2013) e deverá ser complementada com verbas europeias, na linha do que o Programa Operacional de Cultura (POC), com fundos europeus, proporcionou ao país de 2000 a 2008.

Carrilho é muito crítico em relação à situação política cultural de hoje, que na sua opinião é caracterizada por “um estrangulamento orçamental sem precedentes, uma ineficácia e incapacidade administrativa que se tem agravado e uma persistente ausência tanto de estratégia global como de políticas sectoriais”.

Decisões “imprudentes e mal preparadas”
Na sua opinião, “a atonia” e “a desorientação” têm marcado “áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas”.

Fala também em decisões “imprudentes e mal preparadas, que rapidamente exibiram as suas múltiplas consequências negativas”: a cedência do Centro Cultural de Belém para a instalação da Colecção Berardo, a decisão de construir um “inútil” novo Museu dos Coches quando os museus nacionais “sobrevivem em condições dramáticas e são objecto de um garrote orçamental”, a reforma da administração do sector (o PRACE/cultura).

“Mas não basta garantir a progressão até 1% do Orçamento do Estado para alterar a ambição e a eficácia das políticas culturais do Estado”, escreve a determinada altura Carrilho. “É também absolutamente necessário que simultaneamente – é a minha segunda sugestão – se reformule a administração dos seus sectores fundamentais: o património, as artes cénicas (música, teatro e dança) e as artes visuais, o cinema e o audiovisual, o livro e a leitura, a acção cultural externa”, contínua, para então se reunirem condições “para se estabelecerem parcerias credíveis e para se promover um mecenato empenhado”. E conclui com a frase: “É urgente mudar.”

FOTO: ruínas do Carmo, exemplo de património sem investimento

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

«Miradouros e Jardins vão ser recuperados»

in Jornal de Notícias, 25 de Novembro de 2008
«Esta semana arrancam obras de requalificação de sete jardins e miradouros em Lisboa. As intervenções custarão mais de um milhão e meio de euros e serão integralmente pagas com o dinheiro das contrapartidas do Casino de Lisboa à Câmara.

Até ao início do Verão do próximo ano, sete miradouros e jardins históricos da cidade de Lisboa sofrerão profundas remodelações. Segundo um documento a que o JN teve acesso, a autarquia conta gastar cerca de um milhão e 665 mil euros distribuídos da seguinte maneira: Jardim do Torel (408 mil euros), Santa Luzia (379 mil euros), Graça (104 mil euros), Senhora do Monte (48 mil euros), Monte Agudo (271 mil euros), Penha de França (137 mil euros) e Jardim Boto Machado (317 mil euros). As respectivas verbas contempladas para as acções de requalificação são na totalidade pagas com dinheiro das contrapartidas para a Câmara de Lisboa pelo funcionamento do casino da capital.

Um dos espaços verdes que sofrerá maior intervenção será o jardim e miradouro Boto Machado, junto à Feira da Ladra, no Campo de Santa Clara, freguesia de São Vicente de Fora, a escassos metros do Panteão Nacional. As obras terão início já nos próximos dias e, segundo comunicado do gabinete do vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Fernandes, "contemplam uma profunda renovação dos espaços verdes e espécies arbóreas" com vista a "permitir uma maior amplitude de vistas e utilização do jardim". O jardim será dinamizado através da introdução de um quiosque e de uma esplanada bem como várias remodelações da zona do parque infantil e mesas de jogo. Para a zona do miradouro está prevista a realização de eventos culturais e de animação e a CML promete "dotar o jardim com as infra-estruturas necessárias para a colocação de luz e som". Por último, refira-se que será instalado um telescópio panorâmico.

Entretanto, o gabinete de Sá Fernandes anunciou, também, a recuperação da entrada Norte no Parque Florestal de Monsanto. Trata-se de uma obra "fundamental para a concretização do corredor verde que ligará ao Parque Eduardo VII". Em simultâneo, iniciar-se-ão as obras da pista ciclável e pedonal que ligará o Parque de Monsanto à Avenida Calouste Gulbenkian, assim como as pistas de São Domingos de Benfica e de Entrecampos até Alvalade.»

FOTO: Vista do Miradouro de Santa Luzia (actualmente um dos mais degradados da capital).