A mensagem destes cidadãos de Banguecoque é muito simples: «You are what you breathe». Há cerca de 2 anos um grupo formado por professores universitários e jovens licenciados juntaram forças em resposta à onda de destruição de árvores e jardins privados promovida por empresas do ramo imobiliário. O grupo chama atenção para o património arbóreo urbano, organizando, por exemplo, visitas guiadas por toda a cidade de Banguecoque para ver árvores e jardins ameaçados de desaparecimento. O grupo tem actualmente já mais de 16000 membros mas continua a crescer o apoio. O último projecto do grupo: salvar entre 100 a 200 árvores em Sukhumvit 35, um dos últimos oásis de vegetação no centro de Banguecoque.
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
domingo, 19 de agosto de 2012
RIO PAIVA: o mais limpo da Europa
Existe uma associação para a defesa e preservação do vale do Rio Paiva, considerado o mais limpo da Europa. Sem dúvida um dos mais belos e bem conservados de Portugal. Junte-se a esta causa na defesa do Vale do Paiva! Vamos lutar para que a EDP não de lembre de destruir este ecosistema e paisagem notáveis com a construção de uma barragem!SOS RIO PAIVA - Associação de Defesa do Vale do Paiva
CASTELO DE PAIVA, AROUCA, CINFÃES, CASTRO DAIRE, S. PEDRO DO SUL, VILA NOVA DE PAIVA, SERNANCELHE, SÁTÃO, MOIMENTA DA BEIRA
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
PARTICIPE NO PROJECTO: «LISBOA AMANHû
Se possível, peço que divulguem a nossa iniciativa pelos membros da vossa associação, para que eles conheçam o site e enviem as suas próprias propostas particulares. Podem também visitar a página do Facebook (www.facebook.com/LXAMANHA), onde podem acompanhar as novidades que pretendemos desenvolver. Com os melhores cumprimentos,
Luis N. Filipe
LISBOA AMANHÃ
A LAJB já contribuiu para este louvável projecto com duas propostas levadas ao Orçamento Participativo da CML: «Um Jardim no Largo Hintze Ribeiro», «Arborização da Rua Borges Carneiro» e «Arborização da Rua Nova de S. Mamede». Apresentem também as vossas propostas para a Lisboa de Amanhã através da plataforma www.lxamanha.pt
Luis N. Filipe
LISBOA AMANHÃ
A LAJB já contribuiu para este louvável projecto com duas propostas levadas ao Orçamento Participativo da CML: «Um Jardim no Largo Hintze Ribeiro», «Arborização da Rua Borges Carneiro» e «Arborização da Rua Nova de S. Mamede». Apresentem também as vossas propostas para a Lisboa de Amanhã através da plataforma www.lxamanha.pt
segunda-feira, 30 de julho de 2012
«Lisboa – única, genuína, nossa!»
Lisboa – única, genuína, nossa!
Por todo o lado, num teimoso absurdo, crescem novos empreendimentos, sempre “de luxo” com nomes impantes com Príncipes e Duques à mistura com Palaces, Places, Residences e Terraces.
A Baixa deserta, as grandes avenidas dia-a-dia destruídas; as lojas antigas dão lugar a assépticas cadeias, sítios de comer-a-correr; Lounges e Chill Outs, com ambientes importados que se dizem sofisticados.
Lisboa abafa, roubam-lhe o ar, roubam-lhe a luz, roubam-lhe o rio, roubam-lhe a memória e a vida. E agoniza perante uma modernidade bruta e parola que a ignora, que lhe é imposta.
É urgente travar a destruição desta cidade assombrosa e milenar.
É urgente protege-la e proteger quem aqui vive.
É urgente amá-la e oferece-la como ela é, única, genuína, nossa!
Ana Alves de Sousa
Nota: opinião chegada por email da parte de uma cidadã com olhar crítico sobre a situação actual da nossa cidade - que bem se aplica ao nosso bairro aqui em redor do Jardim Botânico onde abundam cada vez mais os estrangeirismos. Novo riquismo? Complexo de inferioridade? Em Portugal uma "casa" é uma casa e não "home" ou "flat" (pior e mais perigoso ainda são os "luxury flats"!). Foto: Rua Rosa Araújo.
Por todo o lado, num teimoso absurdo, crescem novos empreendimentos, sempre “de luxo” com nomes impantes com Príncipes e Duques à mistura com Palaces, Places, Residences e Terraces.
A Baixa deserta, as grandes avenidas dia-a-dia destruídas; as lojas antigas dão lugar a assépticas cadeias, sítios de comer-a-correr; Lounges e Chill Outs, com ambientes importados que se dizem sofisticados.
Lisboa abafa, roubam-lhe o ar, roubam-lhe a luz, roubam-lhe o rio, roubam-lhe a memória e a vida. E agoniza perante uma modernidade bruta e parola que a ignora, que lhe é imposta.
É urgente travar a destruição desta cidade assombrosa e milenar.
É urgente protege-la e proteger quem aqui vive.
É urgente amá-la e oferece-la como ela é, única, genuína, nossa!
Ana Alves de Sousa
Nota: opinião chegada por email da parte de uma cidadã com olhar crítico sobre a situação actual da nossa cidade - que bem se aplica ao nosso bairro aqui em redor do Jardim Botânico onde abundam cada vez mais os estrangeirismos. Novo riquismo? Complexo de inferioridade? Em Portugal uma "casa" é uma casa e não "home" ou "flat" (pior e mais perigoso ainda são os "luxury flats"!). Foto: Rua Rosa Araújo.
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sexta-feira, 22 de junho de 2012
SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA O RISCO
SEMINÁRIO EDUCAÇÃO PARA O RISCO
27 de Junho de 2012 | Pavilhão do Conhecimento
O Conselho Nacional de Educação e a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica têm o prazer de convidar Vª Exª para o Seminário Educação para o Risco, dia 27 de Junho às 9h30 no auditório do Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, Lisboa. No mesmo dia vai ter lugar a inauguração da Exposição de fotografia noterreno.açores, às 18h15 no átrio do Pavilhão do Conhecimento.
O PROJECTO Cidadania e sustentabilidades para o séc. XXI. Caminhos para uma comunidade sustentável nos Açores nasceu da necessidade de educar para a compreensão dos riscos de degradação da natureza e do património e para a intervenção cívica. Este projecto deu origem à EXPOSIÇÃO de fotografia noterreno.açores, no quadro da Educação para o Desenvolvimento Sustentável. Destas intervenções resultou a RECOMENDAÇÃO 5/2011, emanada pelo Conselho Nacional de Educação, e publicada no DR 2.ª série - N.º 202 - 20 de Outubro de 2011. O SEMINÁRIO Educação para o Risco nasce de todo esse trabalho.
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segunda-feira, 4 de junho de 2012
Inauguração de jardim numa escola em Chelas
Dia 5 de Junho, Dia do Ambiente,
às 10H na EB 2-3 Damião de Góis
Jardim
planeado e plantado no âmbito de um projeto conjunto, de combate ao insucesso e
abandono escolares, entre o Jardim Botânico (Universidade de Lisboa) e a Escola
E. B. 2,3 Damião de Góis, situada na Freguesia de Marvila, Rua Cassiano Branco,
considerada em Território Educativo de Intervenção Prioritária. Intitulado
“Vamos Construir o Nosso Jardim Botânico”, o projeto engloba crianças do Jardim
de Infância, alunos dos 2º e 3º ciclos e alunos dos Cursos de Educação e Formação
de Jardinagem e de Produção Agrícola.
Com
a presença da Directora do Agrupamento de Escolas, Dra. Esmeralda Gonçalves,
entidades oficiais, técnicos do Jardim Botânico, os professores e os alunos
envolvidos, será dinamizada uma actividade a ter início com uma palestra pela
Dra. Alexandra Escudeiro, bióloga, apresentados pequenos filmes realizados pelo
coordenador do projeto, Dr. Pedro Matos e inaugurado o Jardim.
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segunda-feira, 21 de maio de 2012
Praga das Palmeiras na R. Nova de S. Mamede 62-68
Mais um exemplar de "Palmeira das Canárias" atacada pelo escaravelho vermelho. Este é sem dúvida o exemplar infectado mais próximo do Jardim Botânico uma vez que se localiza num logradouro confinante com o Jardim Botânico (Classe, mesmo junto das antigas estufas). As tentativas por parte do Jardim Botânico para informar o proprietário foram até à data infrutíferas. A CML já foi alertada assim como a Junta de Freguesia de S. Mamede. Foi solicitado ao Vereador José Sá Fernandes ajuda para se resolver a tempo este perigoso foco de infecção. Lisboa está a perder as suas palmeiras centenárias. Não soubemos antecipar este problema que sabiamos muito bem iria atingir a capital.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Exercício de Cidadania na Praça das Flores
Um grupo de cidadãos decidiram protestar de forma original contra a implantação de mais um lugar de estacionamento à custa do espaço público. Como o fizeram? Cobriram o futuro lugar de estacionamento com relva fresca na madrugada do Sábado passado!
desta forma apelam à sociedade para usar o
espaço e manifestam-se contra os planos de o susbtituir para ocupação por mais um
carro estacionado. Link para a página desta notável acção de cidadania: www.facebook.com/pracadaspessoas
"O espaço pedonal da Praça das Flores (em
Lisboa) está prestes a perder 18m2, transformados num lugar de estacionamento. O
que antes era espaço usufruido por todos passará a estar ocupado por um carro,
que lá poderá estar estacionado durante algumas
horas ou mesmo dias.
Retira-se espaço público de todos para benefício de
muito poucos.
Antes do novo lugar de estacionamento ser aberto aos
carros, alguns cidadãos cobriram-no simbolicamente com um manto de relva - para
ser usufruido por todos os cidadãos.
Queremos com esta acção causar
reacção entre os moradores, entre todos os que usufruem da praça, e entre os
decisores locais.
Queremos tornar mais óbvio o enorme valor que a comunidade
perde quando parte do espaço público pedonal é transformado em
estacionamento.
Enquanto o lugar de estacionamento não é aberto aos
carros, apelamos a todos: passem pela Praça das Flores e usufruam do espaço
relvado enquanto ele ainda existe.
Para beber um refresco, para um
piquenique, para ler, para descansar.
Será a nossa forma de mostrar aos
decisores que aquele espaço poderia ter um uso muito melhor que um carro
estacionado."
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sábado, 12 de maio de 2012
«...numa sociedade que se deixou arrastar por um mercantilismo cego»
"De facto, estamos perante a superação de um entendimento já ultrapassado, segundo o qual as políticas de proteção, conservação e defesa do património se contrapunham às modernas políticas públicas da cultura, para as quais a economia e a coesão social têm tudo a ver com as ações dos criadores. A cultura não é um campo excêntrico no âmbito das políticas sociais. Está cada vez mais no centro da inovação e da criatividade. A crise financeira, cujos efeitos duramente sentimos, deve-se à especulação, à ilusão, ao imediatismo e à desvalorização da criação e da cultura. Compreendendo-se que aquilo que mais vale é o que não tem preço, numa sociedade que se deixou arrastar por um mercantilismo cego, pelo fundamentalismo do preço e pela lógica de casino, temos de entender que, longe de ser um luxo, a cultura (vista num sentido amplo, ligada à educação e à ciência) está no coração das políticas públicas contra a crise."
Guilherme de Oliveira Martins no Público de 18 Abril 2010
Foto: pintura a fresco no Palácio Pombal em Lisboa
Foto: pintura a fresco no Palácio Pombal em Lisboa
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terça-feira, 24 de abril de 2012
Plantação de uma árvore de sumaúma do Jardim Botânico no British Council
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Praga das Palmeiras no Campo de Santa Clara
Assunto: Praga das Palmeiras no Miradouro do Campo de Santa Clara
A Liga dos Amigos do Jardim Botânico (LAJB) verificou que um exemplar de "Palmeira das Canárias" no Miradouro do Campo de Santa Clara morreu, vítima da "Praga das Palmeiras". Para além dos sinais exteriores evidentes, podemos ver muitos casulos junto da base da palmeira (ver imagens em anexo). Ainda há cerca de 3 semanas podiam ser vistos os próprios escaravelhos segundo fomos informados pelos funcionários do quiosque de bebidas "Clara Clara".
A LAJB vem por este meio saber se a CML já tem conhecimento deste caso e em caso afirmativo, se já tem planeada uma intervenção para evitar o alastramento da praga às restantes palmeiras centenárias do jardim.
Muito obrigado.
Com os melhores cumprimentos,
LIGA DOS AMIGOS DO JARDIM BOTÂNICO
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
«Perder Jardim Botânico põe em causa zona da Baixa»
O que se passa no Jardim Botânico? A pergunta deu nome a uma tertúlia que decorreu ontem no Centro Nacional de Cultura em Lisboa. Para os intervenientes a questão é fulcral, pois nem todos sabem bem para que serve ou o que se está a passar nesta zona verde da capital. A Liga dos Amigos do Jardim Botânico acha que merece ser esclarecido que alterações no local podem trazer consequências físicas ao vale da Avenida da Liberdade e Baixa Pombalina.
«Se o plano de requalificação do Parque Mayer avançar no futuro podemos assistir a cheias mais frequentes na baixa. Isto porque a Avenida da Liberdade está situada num vale e na colina da Cotovia a água é escoada pelo jardim. Da mesma forma, o jardim condiciona as brisas que escoam a poluição do vale da avenida», explicou Margarida Cancela D’Abreu, Presidente da Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas.
A opinião foi corroborada por Gonçalo Ribeiro Telles, arquiteto e antigo ministro e secretário de Estado do Ambiente. Ele que já em 1967, aquando das cheias de Lisboa, impôs-se publicamente contra as políticas de urbanização vigentes. «Com a construção nos terrenos do Parque Mayer, sendo que os novos edifícios costumam ser feitos com vários metros subterrâneos, vai haver um problema de drenagem subterrânea das águas que vão para o rio Tejo. As construções impedem a circulação de água e ar», acrescentou dando como exemplo o vale da Ribeira de Alcântara, onde há uns anos houve afundamento de estrada.
Plano do Parque Mayer ilegal?
Durante o debate, numa sala repleta de interessados, criou-se alguma polémica com a declaração de Ana Paula Amendoeira, representante da secção portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e Sítios, o ICOMOS, devido ao facto de o Jardim Botânico ter recebido em 2010 a distinção como Monumento Nacional.
«O Plano de Pormenor do Parque Mayer é ilegal porque não respeitou a distinção do Jardim como Monumento Nacional. A partir do momento em que se soube que o jardim poderia integrar essa zona, a lei indica que o Plano se Salvaguarda se impõe ao Plano de Reabilitação urbana. A Câmara Municipal não cumpriu a lei, por isso o plano está repleto de ilegalidades», disse Ana Paula Amendoeira.
A declaração motivou resposta por parte de um arquiteto paisagista que estava na audiência e que fez parte do projeto do plano de pormenor. «Não houve nenhuma ilegalidade no plano. Há estudos desde os anos 40 para se pedir classificação como monumento nacional e se esta distinção tivesse sido dada há tanto tempo provavelmente agora já não a tinha. É preciso responsabilidade para manter o jardim. O plano procura fazer com que o jardim participe na revigoração da cidade», argumentou.
«Como foi possível que não tivessem tido em atenção o plano de salvaguarda? Este só termina a oito de agosto de 2012. Tudo o que se fez até lá foi contra a lei», disse a representante do ICOMOS.
À procura de uma solução
O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, entidade responsável pelo jardim, fez-se representar na sessão transmitindo um apelo: «Se alguém tiver uma solução para o financiamento do jardim, o meu gabinete está aberto para o receber. Queremos construir um caminho para o jardim que possa ser trilhado e encontrar uma solução». in Jornal A Bola, 16 de Janeiro de 2012
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Debate no Centro Nacional de Cultura: «O que se passa com o Jardim Botânico»?
“O QUE SE PASSA COM O JARDIM BOTÂNICO?”
CONVIDADOS:
Dr. Mário Soares
Prof. Cláudio Torres
Arqº Paisagista Gonçalo Ribeiro Telles
Drª Ana Paula Amendoeira
Arqª Paisagista Margarida Cancela D'Abreu
Drª Luísa Schmidt
Representante da World Monuments Fund Portugal
Prof. António Sampaio da Nóvoa (a confirmar)
Dr. António Costa (a confirmar)
MODERAÇÃO: Dr. Guilherme d’Oliveira Martins
Dia 16 de Janeiro, 18h30 - ENTRADA LIVRE
CENTRO NACIONAL DE CULTURA
Largo do Picadeiro, nº 10 – 1º
(ao lado do Café No Chiado)
Tel: 213 466 722 Fax: 213 428 250
http://www.cnc.pt/
(ao lado do Café No Chiado)
Tel: 213 466 722 Fax: 213 428 250
http://www.cnc.pt/
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terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Plataforma de Cidadãos apela ao chumbo do Plano de Pormenor do Parque Mayer
PLATAFORMA DE CIDADÃOS APELA AO CHUMBO DO PLANO DE PORMENOR DO PARQUE MAYER
Plano prevê mais de 30 mil metros quadrados de construção nova, o que é contestado pelas associações
Organizações que integram movimento em defesa do Jardim Botânico dizem que a proposta viola a Lei do Património e exigem uma "real revisão" do planoA Plataforma Em Defesa da Missão do Jardim Botânico de Lisboa, que inclui 15 organizações, faz hoje um último apelo aos deputados da Assembleia Municipal para não aprovarem o Plano de Pormenor do Parque Mayer, que vai ser votado esta tarde. Num comunicado que vai enviar aos membros da assembleia, a plataforma critica o plano por ser "excessivo na construção nova" e "insuficiente na salvaguarda do Jardim Botânico", e exige que o documento seja refeito.
"O plano não cumpre a Lei do Património, que exige a criação de uma zona especial de protecção com 50 metros. As construções previstas distam apenas 1,2 metros da cerca do jardim", aponta Manuela Correia, presidente da Liga dos Amigos do Jardim Botânico, membro da plataforma.
O Plano de Pormenor para o Parque Mayer foi aprovado pela Câmara de Lisboa a 20 de Julho, com os votos favoráveis do PS e do PCP e a abstenção do CDS e do PSD. A votação na Assembleia Municipal tem vindo a ser adiada desde então por falta dos pareceres das comissões especializadas, entretanto concluídos.
O parecer da comissão de cultura é favorável e considera o plano "essencial" para a recuperação do Parque Mayer, do Jardim Botânico e da área envolvente. O documento elogia a intenção "notória" de criar equipamentos culturais naquele espaço e a preocupação com a recuperação dos logradouros.
Oposição mantém reservas
Por sua vez, a comissão de acompanhamento do Plano Director Municipal (PDM) aponta "várias incongruências" no reconhecimento do Jardim Botânico como Monumento Nacional e critica, entre outras falhas, a ausência de um plano de pormenor de salvaguarda, previsto na legislação. No parecer, a comissão critica também a inexistência de "soluções concretas" que garantam a sustentabilidade do Jardim Botânico. A falta de um programa de execução e de um plano de financiamento, obrigatórios por lei, é outro problema identificado.
E essa é também a principal crítica feita pelo PSD, que mantém reservas em relação à proposta. Embora considere que "as dúvidas e impasses" sobre o Parque Mayer se arrastam "há demasiado tempo", o deputado social-democrata António Prôa garante: "Não aprovaremos um plano ilegal."Também o vereador do CDS António Carlos Monteiro tem "dúvidas" em relação à solução encontrada para aquela zona. O partido absteve-se, tal como o PSD, de votar o documento na reunião de câmara, por entender que as infra-estruturas previstas para o Parque Mayer "não foram devidamente enquadradas nas exigências do PDM", nomeadamente em relação ao estacionamento necessário. Apesar de terem sido introduzidas "melhorias" no plano, as dúvidas mantêm-se, diz o vereador. As "modificações pontuais" ao plano e a realização de um estudo hidrogeológico são "insuficientes para fazer dele um bom plano de pormenor", considera a plataforma, que inclui a Associação Portuguesa dos Arquitectos Paisagistas. Em Novembro, esta associação criticou o que considera ser a "privatização parcial" do recinto do Parque Mayer, uma posição subscrita pelo arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles. Numa nota enviada à comunicação social, o vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, contrapôs que aquele espaço é do domínio privado municipal e que a proposta não faz referência ao estatuto da propriedade, nem define áreas para habitação.
Jornal PÚBLICO - Marisa Soares, 10 de Janeiro de 2012
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Comunicado de Imprensa: Jardim Botânico na AML
Exmas/os Senhoras e Senhores Deputadas e Deputados da AML
Queremos alertar para a ameaça que paira sobre o Jardim Botânico e por consequência sobre o futuro da cidade e de todos nós, se este PPPM, na sua versão actual, for aprovado.
- Esta ameaça, foi claramente expressa por mais de cinco mil cidadãos que assinaram a Petição "Em defesa da Missão do Jardim Botânico e da sua sustentabilidade ambiental, social e económica a longo prazo. Revisão imediata do Plano de Pormenor do Parque Mayer, Jardim Botânico, Edifícios da Politécnica e Zona Envolvente".
- Esta ameaça é expressa por 15 (quinze) Organizações de âmbito local, nacional e internacional que pedem a suspensão imediata deste Plano de Pormenor:
LAJB - Liga dos Amigos do Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.
QUERCUS-Lisboa
APAP - Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas
AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
APSJH - Associação Portuguesa dos Sítios e Jardins Históricos
ICOMOS - Portugal
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
OPRURB - Associação de Ofícios do Património e Reabilitação Urbana
GECoRPA - Grémio do Património
Fórum Cidadania Lisboa
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
Cidadãos pelo Capitólio
QUERCUS-Lisboa
APAP - Associação Portuguesa de Arquitectos Paisagistas
AAP - Associação dos Arqueólogos Portugueses
Associação Árvores de Portugal
Associação Lisboa Verde
APSJH - Associação Portuguesa dos Sítios e Jardins Históricos
ICOMOS - Portugal
LPN - Liga para a Protecção da Natureza
GEOTA - Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente
OPRURB - Associação de Ofícios do Património e Reabilitação Urbana
GECoRPA - Grémio do Património
Fórum Cidadania Lisboa
Grupo dos Amigos da Tapada das Necessidades
Cidadãos pelo Capitólio
- Esta ameaça foi reconhecida internacionalmente pela inclusão do Jardim Botânico no Observatório do Fundo Mundial de Monumentos (WATCH 2012 da World Monuments Fund) - Das mais de 500 candidaturas para este Observatório, apenas 67 foram seleccionadas, incluindo o Jardim Botânico da Universidade de Lisboa.
Isto significa que aquela Organização vê como uma séria ameaça para o Jardim Botânico, a eventual aprovação e execução deste PPPM, já aprovado na CML, e que a actual situação de degradação, desleixo e abandono a que chegou o Jardim Botânico, classificado como Monumento Nacional, o colocam em risco grave.
As modificações pontuais efectuadas no Plano e a realização de um estudo hidrogeológico de carácter geral, na área do Jardim Botânico, são insuficientes para fazer dele um bom Plano de Pormenor, daí mantermos as nossas críticas ao mesmo:
1 - O PPPM é excessivo na construção nova - Propõe e incentiva a uma crescente impermeabilização dos logradouros - mais de 30 mil m2 de construção, levando a um "sufoco" da zona de protecção do Jardim;
2 - O PPPM "estrafega" o Jardim com um anel de betão da altura da cerca do Jardim. A eventual mais-valia dos novos arruamentos, com as suas áreas terciárias, não compensam a maior impermeabilização e edificação, trazendo um ganho marginal a esta zona da cidade. Especialmente quando estas novas edificações propostas são paredes meias com o Jardim Botânico, criando uma pressão inaceitável;
3 - O PPPM não respeita a protecção associada a um monumento classificado como Monumento Nacional, como é o caso do Jardim Botânico (50 metros), nem tem em consideração o estudo de uma ZEP - Zona Especial de Protecção como está consignado na Lei do Património. As novas construções distam 1,2metros da cerca do Jardim; esta privatização da paisagem envolvente é indefensável;
4 - O PPPM não prevê a recuperação da cerca pombalina e aproveitamento das suas potencialidades visuais, para usufruto de todos os cidadãos;
5 - O PPPM, não apresenta estudos completos e fidedignos para o todo da área do Plano, nomeadamente o impacte no sistema de vistas e na circulação do ar, prevendo-se que o actual Plano, devido ao aumento do edificado, aumente o calor sobre o Jardim Botânico e empobreça a drenagem atmosférica (impacte no efeito das brisas de vertente);
6 - O PPPM é insuficiente na salvaguarda do Jardim Botânico. Não está garantida de modo satisfatório a permeabilidade com a envolvente nem a manutenção do sistema ecológico e ambiental. Não garante a salvaguarda do património vivo - sendo disso exemplo a abertura de fundações encostadas à cerca, o que levará ao corte do sistema radicular, com impacte na copa correspondente e perda de ancoragem, o que conduzirá à morte de árvores. Esta abertura de fundações levará também à alteração do regime hídrico, secando a água superficial;
7 - O PPPM é deficiente quanto à salvaguarda do Plano de Execução, não prevendo a criação de um Fundo de Recuperação. O Plano de Financiamento é pois inexistente, devendo ser desenvolvido o sistema de execução e métodos perequativos que distribuam as mais-valias propiciadas por este Plano;
8 - Defendemos uma verdadeira expansão territorial do Jardim Botânico que este PPPM não prevê, com a criação de colecções da flora autóctone, inexistentes actualmente no Jardim Botânico, permitindo uma mais fácil comunicação com o Parque Mayer e a Avenida da Liberdade. À artificialidade da "cobertura verde" (continuum visual) contrapomos um continuum ecológico e funcional.
Assim apelamos às Senhoras e Senhores Deputadas/os, para a não aprovação deste PPPM, exigindo a sua imediata suspensão propondo antes uma real revisão do mesmo com a inclusão de um Plano de Salvaguarda para o Jardim Botânico, como vem consignado no artº 53 da Lei do Património Cultural ( Lei nº 107/2001, de 8 de Setembro).
Em conclusão:
Propõe-se a suspensão da aprovação do PP do PMayer e a elaboração imediata de novos Termos de Referencia para um Plano de Pormenor de Salvaguarda.
Propõe-se a suspensão da aprovação do PP do PMayer e a elaboração imediata de novos Termos de Referencia para um Plano de Pormenor de Salvaguarda.
Acreditamos que Vossas Exªs enquanto legítimos representantes dos cidadãos estão conscientes da gravidade do problema e que agirão em consonância, a bem do Jardim Botânico, da cidade de Lisboa e de Portugal.
Lisboa, 10 de janeiro, 2012
A PLATAFORMA "EM DEFESA DA MISSÃO DO JARDIM BOTÂNICO"
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domingo, 18 de dezembro de 2011
Concerto na Igreja do Menino Deus: 20 Dez 21H - MAGNIFICAT
Eurico Carrapatoso: “Magnificat em Talha Dourada”
Grupo Vocal e Instrumental Olisipo
Angélica Neto - Soprano
Grupo Vocal Olisipo
Elsa Cortez e Mónica Monteiro – Sopranos
Maria Luísa Tavares e Susana Moody – Contraltos
Sérgio Peixoto e João Sebastião – Tenores
Armando Possante e Hugo Oliveira – Baixos
Grupo Instrumental Olisipo
Tiago Neto - Violino I
Ana Margarida Sanmarful - Violino II
Teresa Fernandes – Viola
Teresa Rombo – Violoncelo
Marta Vicente - Contrabaixo
António Carrilho - Flauta I
Sofia Norton - Flauta II
Jenny Silvestre – Cravo
Angélica Neto - Soprano
Grupo Vocal Olisipo
Elsa Cortez e Mónica Monteiro – Sopranos
Maria Luísa Tavares e Susana Moody – Contraltos
Sérgio Peixoto e João Sebastião – Tenores
Armando Possante e Hugo Oliveira – Baixos
Grupo Instrumental Olisipo
Tiago Neto - Violino I
Ana Margarida Sanmarful - Violino II
Teresa Fernandes – Viola
Teresa Rombo – Violoncelo
Marta Vicente - Contrabaixo
António Carrilho - Flauta I
Sofia Norton - Flauta II
Jenny Silvestre – Cravo
IGREJA DO MENINO DEUS - Largo do Menino Deus
APOIO: Patriarcado de Lisboa, Congregação de São José de Cluny, Teatro Nacional de São Carlos, URBANOS – Division of Fine Arts, Solar do Castelo/Hotéis Heritage Lisboa, Palácio Belmonte
ENTRADA LIVRE
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
O Nosso Bairro: CINEMA ODÉON
Carrilho e Jorge Silva Melo assinam petição para salvar Cinema Odeon
Por Ana Henriques in Público
O ex-ministro da Cultura Manuel Maria Carrilho é um dos signatários de uma petição destinada a impedir a transformação do Cinema Odeon, em Lisboa, num recinto comercial. A câmara emitiu recentemente um parecer prévio favorável sobre o projecto, que prevê a manutenção da fachada e de alguns elementos interiores considerados mais marcantes, como o tecto de madeira e o frontão do palco. No caso dos emblemáticos varandins metálicos rendilhados do edifício, a solução encontrada pela família proprietária do cinema passa pela construção de réplicas. A ideia é que no recinto funcionem várias lojas viradas para a cultura, como uma livraria de primeiras edições e uma loja de discos especializada em música contemporânea. Os planos aprovados pela câmara contemplam também uma sala de exposições, uma leiloeira de arte, uma enoteca e uma loja gourmet, além de um parque de estacionamento subterrâneo. Os signatários da petição, que reúne nomes como Raquel Henriques da Silva, Jorge Silva Melo e o arquitecto José Manuel Fernandes, instam o Governo e a autarquia a encontrarem "uma solução para o Cinema Odeon que dignifique a cidade, o país e o património", em vez de aceitarem a transformação do recinto "em centro comercial e estacionamento". Se não for possível a manutenção do cinema, ao menos que não se destrua o miolo do edifício, pede-se na petição pública.
sábado, 10 de dezembro de 2011
JARDIM BOTÂNICO: «protejamos o nosso jardim!»
in Guia CONVIDA, Bairro Alto & Príncipe Real, Nov. 2011 - Maio 2012, pág. 25
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Quando um homem cria paraísos devemos chamar-lhe "jardineiro de Deus"
Gulbenkian e Centro Nacional de Cultura celebraram ontem o paisagista Gonçalo Ribeiro Telles. Colegas do ensino e da política, alunos e amigos quiseram honrar o mestre e, sobretudo, o homemGonçalo Ribeiro Telles falou no fim, como compete ao homenageado. Com o auditório 2 da Gulbenkian cheio, com muitas pessoas de pé, o arquitecto paisagista a quem muitos chamam "mestre" admitiu o desconforto: "Nunca estive tão envergonhado para falar." Deram-lhe a palavra depois de um dia de testemunhos de alunos, discípulos, amigos e companheiros de vida política, uns monárquicos, como ele, outros não. "Conhecemo-nos no combate à ditadura e é curioso que, sendo ele um monárquico e eu um republicano dos sete costados, a nossa empatia tenha sido imediata", lembrou Mário Soares já na recta final do encontro Gonçalo Ribeiro Telles - Um Homem de Serviço, que a Gulbenkian e o Centro Nacional de Cultura (CNC) organizaram ontem em Lisboa. Pensador e político com um sentido cívico inultrapassável, defensor da liberdade e do direito à originalidade de ideias, disseram muitos dos oradores, Ribeiro Telles é, sobretudo, "uma pessoa extraordinária", sublinhou Soares: "Quando se fala do Gonçalo, há o problema dos afectos. Admiramo-lo pela sua verticalidade, pela sua obra, pela sua coragem, mas, mais do que isso, temos-lhe um afecto enorme pela pessoa que ele é."Aos 89 anos, o político que foi membro da Aliança Democrática (AD), governante e deputado, fundador do Partido Popular Monárquico (PPM) e do Movimento Partido da Terra, ou o arquitecto paisagista a quem devemos as reservas agrícola e ecológica nacionais, os jardins da Gulbenkian (com António Viana Barreto) e o Amália Rodrigues, sente que tem ainda uma palavra a dizer. "Quero ser útil ao momento presente", dissera ao PÚBLICO antes da intervenção final. E ser útil hoje é falar do despovoamento do mundo rural, da morte lenta das cidades, da "paisagem que é ainda um problema", porque os políticos, desinformados, continuam a dizer que querem defender os ecossistemas e a achar, ao mesmo tempo, que um eucaliptal é uma floresta: "Eles não sabem que nos eucaliptais não cantam os passarinhos e na floresta sim." O que é que lhes falta para saber olhar para o território? "Andar a pé, conhecer o país inteiro, as pessoas", responde este homem para quem "é mais fácil deixar marcas na paisagem do que nas pessoas".
Saber falar com as pessoas é uma das qualidades deste paisagista afável e atento, garantiu o comentador político Luís Coimbra. E, para o provar, contou uma história dos tempos da AD. Andavam na estrada em campanha eleitoral quando Ribeiro Telles desapareceu. Como todos estavam já à espera para entrar nos carros, Coimbra decidiu ir procurá-lo.
Mais bosques e mais hortas
"Chovia muito e eu fui dar com ele à porta de uma vacaria, a explicar aos agricultores que era melhor deixar os animais à solta no pasto do que alimentá-los com rações", lembrou Coimbra, com quem o arquitecto paisagista se cruzou pela primeira vez em meados dos anos 60. Para ele, Ribeiro Telles é um "político falhado" a quem reconhece "convicções firmes" e uma liberdade de pensamento inegociável. Porquê um político falhado? Coimbra esclarece: porque, apesar de ter razão, "as suas ideias para um desenvolvimento sustentado de Portugal ficaram para trás", por falta de inteligência de governos e governantes. É precisamente a inteligência que falta a muitos que António Barreto, Guilherme d"Oliveira Martins e Eduardo Lourenço elogiaram neste homem de família, professor e cidadão que tem formado gerações através do exemplo e defendendo sempre "o ambiente como uma causa total", disse Augusto Ferreira do Amaral, dirigente do PPM.
Avesso aos jogos partidários, o paisagista tem sido essencialmente, segundo Freitas do Amaral, "um homem bom", que encarou a política como acto de cidadania e "a ecologia como a causa de uma democracia reformista". Se Portugal cumprisse a "excelente legislação" que Ribeiro Telles ajudou a fazer, defendeu o professor de Direito, "sem violações e sem excepções superiores à regra, seria incomparavelmente melhor".Teria, certamente, mais "lugares de paz e sossego, mais bosques e hortas", garantiu o sociólogo António Barreto, que foi seu colega de Governo, numa comunicação intensa, em que não se cansou de falar da independência de Ribeiro Telles e da sua paixão pela cidade. "Homem generoso e doce, mas firme", disse-o várias vezes Barreto, vê em cada espaço verde desperdiçado e em cada ribeira destruída uma derrota. Voz activa na sociedade portuguesa há mais de 50 anos, Ribeiro Telles foi muitas vezes ignorado, acrescentou o sociólogo, mas o tempo deu-lhe razão. E teve um raro privilégio, concluiu Barreto: "Realizou um dos grandes sonhos dos homens cultos - fez jardins.
"Jardins que são tentativas de paraíso, lembrou Eduardo Lourenço, defendendo que o paisagista é um "poeta da relação com a Terra", um "utopista novo": "Gonçalo Ribeiro Telles é uma mistura do ecologista-mor que foi Francisco de Assis com o botanista maravilhoso e romancista fantástico que foi Jean-Jacques Rousseau." Para que não restassem dúvidas, o ensaísta fez questão de explorar este paraíso que o arquitecto foi trabalhando e falou da paisagem como se ela fosse a cara humana que a natureza nos reenvia. "Sempre tentámos criar com as nossas próprias mãos o paraíso", insistiu o ensaísta. Ribeiro Telles tentou tanto e tão bem que merece um título especial - Lourenço chamou-lhe "o jardineiro de Deus". Por Lucinda Canelas in Público
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UNESCO: barragem do Tua tem "impacto irreversível" no Património Mundial
Relatório de missão consultiva realizada em Abril deste ano já foi remetido ao Governo de Passos Coelho em Agosto, mas permanece no silêncio dos gabinetes
O Comité do Património Mundial da UNESCO considera que a construção da barragem de Foz Tua tem um "impacto irreversível e ameaça os valores" que estão na base da classificação do Alto Douro Vinhateiro como Património Mundial. Esta é uma das conclusões do relatório da missão consultiva que, a solicitação do Governo português, visitou o local no início de Abril e que aponta ainda para outros impactos negativos e graves do empreendimento. O documento foi produzido pelo Icomos, uma associação de profissionais da conservação do património que é o órgão consultivo daquele comité da UNESCO.
O relatório, a que o PÚBLICO teve acesso, foi concluído em finais de Junho e remetido ao comité, que o enviou depois para as autoridades portuguesas já em Agosto, por protocolo diplomático, via Ministério dos Negócios Estrangeiros, mas permanece ainda no segredo os gabinetes, não sendo conhecida qualquer reacção ou resposta do Governo. Além de analisar os impactos e as consequências do avanço da obra para a área de paisagem classificada como património da humanidade, o relatório critica também duramente o comportamento das autoridades portuguesas. A este propósito sublinha que, durante todo o processo de análise e aprovação do projecto da barragem, o Estado português não adoptou os procedimentos a que está obrigado perante a UNESCO no âmbito da classificação obtida há dez anos, que se cumprem já no dia 14 deste mês.
"Cremos que as orientações da UNESCO, recomendando "relatórios específicos e estudos de impacto de cada vez que ocorram circunstâncias especiais", não foram seguidas, já que "toda a informação deve ser fornecida o mais rapidamente possível e antes da tomada de decisões que se possam tornar difíceis de reverter", para que o comité possa participar na procura de soluções que assegurem a completa preservação dos valores protegidos", lê-se no documento.
Quanto às conclusões, o relatório não deixa também margem para dúvidas: "Tendo em conta a proposta do Estado com vista ao desenvolvimento da barragem de Foz Tua localizada na paisagem cultural do Alto Douro Vinhateiro, não podemos deixar de concluir que terá um impacto irreversível e ameaça o valor excepcional universal [que é o fundamento da classificação da UNESCO].
"Apesar dos esforços das autoridades portuguesas e da EDP (a dona da obra) para minimizar os impactos, através de várias alterações ao projecto, o relatório nota que nunca os estudos de avaliação "levaram em conta os impactos nos bens culturais protegidos". Por isso, conclui, "não se pode considerar que a revisão dos planos respeite a paisagem do Alto Douro que foi inscrita na lista do Património Mundial". O relatório socorre-se do próprio projecto da obra para referir que o vale do Tua "tem um alto valor ecológico e cenográfico" associado aos parâmetros culturais e biofísicos que caracterizam a estrutura dinâmica da região, o que leva irremediavelmente à conclusão de que "tudo isto contribui para que o avanço do projecto tenha um impacto adverso e irreversível nos valores de autenticidade e integridade e interesse universal" da região.
Classificação em risco
O pedido para a vinda de uma missão consultiva por parte do Estado português insere-se no âmbito das suas obrigações perante a UNESCO, deduzindo-se do teor do relatório que terão sido invocados vários argumentos a favor da ideia de não violação dos valores da classificação como Património Mundial. Um deles seria o de que o efeito da intervenção seria idêntico ao da construção das outras barragens já existentes ao longo do Douro. Um argumento que é liminarmente rejeitado, já que "o passado não é um meio adequado para justificar acções presentes". Já quanto à invocação de que a obra está já fora da área classificada - fica no limite -, a conclusão é de que "afecta inteiramente os valores Património Mundial".
Outro argumento era o do reduzido impacto visual face às características daquela zona do vale do Tua, mas o relatório considera que, mesmo concordando com a ideia, o conjunto da barragem e das restantes estruturas, incluindo as linhas para o transporte de energia, representam um impacto fortemente negativo. Quanto ao facto de o projecto ter sofrido várias alterações e incluir uma série de medidas para mitigar e compensar os impactos ambientais, a conclusão é a de que essa não é a questão que importa analisar: "O que é preciso saber é antes se a barragem deve ser construída.
"Outro dos argumentos utilizados pelo Estado português terá sido o de que a barragem será uma construção "elegante e de escala monumental" - a EDP divulgou recentemente que encomendou ao arquitecto Souto Moura o projecto da central hidroeléctrica -, mas a conclusão é a de que "representa um forte impacto para a Região do Alto Douro Vinhateiro, que pode implicar a perda do seu valor excepcional universal e uma séria ameaça para a sua autenticidade e integridade".
A este respeito refira-se que nos últimos anos se registaram dois casos em que a UNESCO retirou a classificação de Património Mundial. O mais recente foi o centro histórico da cidade alemã de Dresden, em 2009, devido à construção de um viaduto. Cerca de um ano antes, também a foi retirada a classificação a um sítio natural do emirado de Omã. Aqui foi o próprio Estado árabe a pedir a saída por causa da exploração de petróleo no local.
No caso do Tua, tudo indica que o relatório que está agora na posse do Governo será analisado durante a próxima reunião anual do Comité do Património Mundial da UNESCO, que costuma realizar-se em Junho ou Julho. Isto, se até lá não forem adoptadas medidas para alterar a situação. Por José Augusto Moreira in Público
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