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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Bicicletada/Massa Crítica: 24 de Setembro

Massa Crítica. Uma Massa Crí­tica (MC) é um passeio no meio da cidade feito em modos de transporte suave. Realiza-se sempre na última Sexta-Feira de cada mês às 18h00. A MC é uma celebração da mobilidade suave que permite aos participantes circular com mais segurança e facilidade, marcando a sua presença no espaço público pelo número e densidade da concentração. Esta "segurança pela quantidade" torna-a uma excelente forma de iniciação à utilização de veículos suaves em espaço urbano.

Bicicletada/Massa Crítica: LISBOA, 24 de Setembro de 2010

Concentração às 18:00 e saída às 19:00, no Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Groningen, Holanda: «TWO WHEELS GOOD»

A propósito do estacionamento selvagem e caótico no Campus da Universidade de Lisboa - bem reveladora da mentalidade dos universitários lisboetas em matéria de mobilidade urbana - vale a pena ver como se deslocam os 50 mil estudantes de uma cidade universitária da Holanda:

GRONINGEN, conhecida como a "World Cycling City", tem 180 mil habitantes mas existem cerca de 300 mil bicicletas. Esta cidade fica a duas horas de comboio do centro de Amesterdão.

"You receive your first bicycle, a three-wheeler, when you are four years old," says Van der Klaauw [City traffic planner], "and by the age of six, you move on to two wheels, and you never really look back. Almost all children travel to school by bicycle. After that, we are conditioned for life."

While Amesterdam throngs with bikes, it also still suffers from gridlocked traffic, unnecessary SUVs and high pollution, something its northeastern neighbour became adamant it wouldn't allow to happen. It took proactive action a full three decades ago and is now reaping the results."


"Groningen is the way it is today because of particularly forward-thinking town planners in the 1970's, says Peter van der Wall, a government-sponsored mobility manager, whose job it is to tempt people away from cars by informing them of certain tax breaks on offer to cyclists (those who cycle to work get to replace their old bikes every three years with a 30% discount, plus free theft insurance) as well as the health-prmoting properties of two wheels over four. "It was 1977 when we decided that we would need to revolutionise the city and save it from permanent congestion by closing the centre to all car use. it made the national news, there was a big drama over it, and a lot of opposition, but the planners insisted that a town this size simply wouldn't be able to cope with a massive growth in motor cars."

O centro da cidade está fechado ao trânsito e estacionamento automóvel depois das 11:00. Fora desta zona, o estacionamento é muito limitado e proibitivamente caro.

Groningen não será perfeita mas é concerteza uma cidade modelo pela atitude que tem em relação aos transportes e à mobilidade urbana.

O respeito e a conservação do meio ambiente converteram-se, hoje em dia, numa das principais preocupações e prioridades de governos, instituições públicas e privadas.

Ao longo da história sempre houve as cidades cidades pioneiras e as atrasadas. Em matéria de mobilidade sustentável, Groningen pertence ao primeiro grupo e Lisboa ao segundo.

Nota: excertos de um artigo da revista Monocle de Maio de 2007 dedicada ao tema "Pedal Politics".

domingo, 4 de janeiro de 2009

Pedalar para combater mitos e preconceitos

Um ano depois e mais de 2300 quilómetros percorridos de bicicleta, um engenheiro de 35 anos deu como provada a teoria de que a capital é viável para o uso das duas rodas. Ontem, encerrou a sua 'aventura' na Praça do Comércio.

Na Praça do Comércio, o mesmo local onde iniciou o projecto "100 dias de bicicleta em Lisboa" - o trabalho de campo para uma tese de mestrado, já entregue e que deverá ser defendida este mês - Paulo Guerra dos Santos pegou na sua bicicleta e subiu até ao Saldanha, descendo de novo, num dos vários percursos que estudou ao longo deste ano e que diz, "provam ser perfeitamente viável andar de bicicleta em Lisboa".

O projecto tinha dois objectivos: "Perceber porque não se anda de bicicleta em Lisboa, ao contrário do que se passa em muitas cidades europeias" e ainda "o que se tem de fazer para que as pessoas comecem a deslocarem-se mais naquele meio de transporte", contou. Um terceiro objectivo acabou por surgir já no decorrer desta "aventura", que foi "a desmistificação da bicicleta perante a opinião pública, muito com a ajuda dos órgãos de comunicação social".

Numa cidade como Lisboa, em que o automóvel marca o ritmo, "a atitude dos automobilistas face às bicicletas varia entre a tolerância e o respeito". Paulo Guerra Santos diz mesmo que "nunca aconteceu qualquer situação de perigo com carros e sim com peões". O engenheiro recordou ainda que "Lisboa está atrasada em relação a outra cidades como Aveiro, Ovar, Cascais e algumas da Margem Sul do Tejo". "A cidade precisa de um plano integrado de mobilidade, onde sejam criadas condições para que as pessoas optem por este meio saudável e não poluente de transporte", conclui.
in JN, 3 de Janeiro de 2009