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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Orçamento Participativo 2010/2011

Orçamento Participativo.
Lisboa é de todos.
Todos têm uma palavra a dizer.
Proponha. Vote. Nós fazemos.

Cara(o) cidadã(o),

Conforme é do conhecimento de V. Exa., na sequência da aprovação da Carta de Princípios do Orçamento Participativo do Município de Lisboa, em Julho de 2008, realizaram-se já dois processos de Orçamento Participativo, de acordo com a metodologia inovadora então aprovada.

No total estes processos contaram com mais de 10.000 participações, o que veio comprovar o interesse dos cidadãos em participar activamente na resolução dos problemas da cidade.Este ano, foi revista a Carta de Princípios e aprovado o novo ciclo do OP. As principais novidades são o alargamento do prazo para participação, a realização paralela de Assembleias Participativas e a ampliação do leque de competências municipais em debate.

O calendário aprovado é o seguinte:

Apresentação de propostas, até 30 de Junho

Análise técnica das propostas pelos serviços municipais, de 1 de Julho a 15 de Setembro

Reclamações e respostas, de 16 a 30 de Setembro

Votação nos projectos, de 1 a 31 de Outubro

Para que o Orçamento Participativo 2010/2011 seja um processo ainda mais participado pelos cidadãos, é muito importante contar com o apoio e a participação de todos. Para qualquer esclarecimento poderá contactar a CML, Direcção Municipal de Serviços Centrais, através do e-mail op@cm-lisboa.pt, dos telefones 21 798 82 20 / 21 798 94 46 / 21 798 95 04 ou consultar o sítio web www.cm-lisboa.pt/op

Contando com o seu imprescindível apoio no processo de Orçamento Participativo, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

Lisboa, Maio de 2010

A Equipa OP

Foto: Jacarandás na Av. 5 de Outubro. A arborização da Rua Borges Carneiro foi o projecto apresentado pela LAJB no OP do ano passado. Continuaremos a defender projectos de arborização de arruamentos da nossa cidade.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

«Lisboa, a cidade das 114 espécies de árvores de todo o mundo»

«Os navegadores trouxeram-nas e elas criaram raízes. Nas ruas, praças e jardins há árvores de todos os continentes. Vale a pena conhecê-las

Quem passa pelo seu tronco claro, desfiando-se em farripas que parecem dissolver-se no ar, dificilmente se dá conta de que está perante um dos mais ilustres exemplares da flora lisboeta. Num dos cantos do pequeno Jardim Constantino, ali entre o Largo da Estefânia e a Avenida do Almirante Reis, ergue-se a única Melaleuca styphelioides Smith, vulgo árvore-papel, da cidade. É apenas uma das 114 espécies diferentes que povoam a capital portuguesa.

Por influência directa dos Descobrimentos e graças à generosidade do seu clima, Lisboa é uma cidade extraordinária para as árvores. Os navegadores correram mundo e, hoje, a antiga capital do Império anima-se com espécies exóticas de locais tão longínquos e díspares como a Austrália ou as Américas, a Ásia ou a África. De todos os continentes, em suma, se excluirmos a desarborizada Antárctida... Mas será que as pessoas estão sensibilizadas para esta riqueza?

Esta semana, uma proposta do PCP para a elaboração de um regulamento de protecção das árvores e arbustos da cidade será debatida na reunião do executivo da autarquia lisboeta. Porque na capital há povoamentos importantes e exemplares isolados que estão classificados, mas, no entender dos vereadores Ruben de Carvalho e Rita Magrinho, essa protecção revela-se insuficiente. Uma das regras básicas da protecção ambiental é a divulgação. As pessoas sentem-se muito mais motivadas para protegerem aquilo que conhecem e de que gostam. Mas, salvo os mais dedicados à causa, quantos dos habitantes ou visitantes de Lisboa conhecem realmente este património? Num esforço para divulgar a riqueza botânica da capital, a Câmara Municipal de Lisboa explica, no site LisboaVerde, quais são e onde se podem encontrar as árvores mais notáveis da cidade, sejam as espécies isoladas, sejam agrupadas em povoamentos, e fornece mesmo uma série de percursos para as encontrar.

Imigrantes com raízes
A associação Montes e Vales (www.montesevales.com) vai mais longe: organiza caminhadas guiadas pela cidade, sob a orientação de Isabel Zilhão, doutorada em Biologia e uma confessa apaixonada por árvores. O próximo passeio será a 28 de Março, mas o PÚBLICO desafiou a guia para uma pequena expedição particular. Que, como os mais atentos poderão já ter adivinhado, começou no Jardim Constantino, à sombra modesta, mas única, da Melaleuca styphelioides Smith.

Ali ao lado, bem mais imponente, uma Ficus macrophylla fornece sombra aos vários reformados que alinham uma animada jogatina de bisca no suave final de tarde de um dia de semana. Muito mais depressa o nosso olhar se prende neste gigante com 25 metros de diâmetro de copa e enormes raízes protuberantes. O seu nome comum dá-nos uma pista sobre as suas origens: "Figueira-da-Baía-de-Moreton", avança a nossa guia. Como?! "Também é conhecida como figueira-da-Austrália..." A forma como este imigrante dos antípodas se enraizou, literalmente, no solo de Lisboa é apenas a confirmação de como as espécies exóticas encontram na capital portuguesa um meio ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Magnólias dos Estados Unidos, camélias da China, tipuanas da América do Sul, palmeiras das Canárias. E, muito notavelmente, jacarandás do Brasil, que chegada em breve da Primavera fará florir para atapetar as avenidas lisboetas de pétalas roxas.» in Público, 24 de Fevereiro de 2009

FOTO: o túnel de Jacarandás na Avenida 5 de Outubro

terça-feira, 17 de junho de 2008

AS ÁRVORES E A CIDADE: os Jacarandás da Avenida 5 de Outubro




Alguns dos arruamentos de Lisboa estão arborizados com alamedas de Jacarandás. As Avenidas Novas, planeadas em 1888 pelo Engenheiro Ressano Garcia (1847-1911), são um bom exemplo.

Nesta altura do ano, quando o Jacaranda mimosifolia está em floração, estas avenidas e ruas transformam-se em abóbadas tingidas daquele azul distinto que os lisboetas bem conhecem. Pena é que a maior parte destas alamedas estejam actualmente ocupadas por estacionamento não permitindo assim uma plena fruição das árvores tal como foi pensado nos finais do século XIX.

Mas aproveitemos os últimos dias do espectáculo da floração dos Jacarandás. E sonhemos por mais ruas de Lisboa cobertas de copas azuis... os Amigos do Jardim Botânico estão já a pensar na vizinha Rua Nova de São Mamede, arborizada com Jacaranda mimosifolia.

As fotografias foram tiradas na placa central da Avenida 5 de Outubro, um dos maiores arruamentos de jacarandás de Lisboa, com cerca de 1800 metros de comprimento.