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quarta-feira, 30 de abril de 2014

Colóquio: Paisagem, Património e Silêncio ÉVORA, 20-21 de Maio de 2014















Caros colegas e amigos,

Vimos por este meio convidá-los a participar no colóquio internacional intitulado Paisagem, Património e Silêncio que irá decorrer nos próximos dias 20 e 21 de Maio,  no Palácio D. Manuel em Évora, em paralelo com o acolhimento da exposição itinerante The Swiss Touch of Landscape Architecture.

Os coordenadores do colóquio,  

Isabel Lopes Cardoso 
Historiadora, Historiadora de Arte Investigadora e vogal da direcção do CHAIA/UÉ  

Luís Ferro 
Arquitecto Investigador CHAIA/UÉ, doutorando FAUP

segunda-feira, 12 de julho de 2010

AS ÁRVORES e os LIVROS: Ovídio

Tantas azeitonas tem a árvore de Palla,
Quantos os caroços caídos sobre a encosta sombria,
Quantos os desgostos que há no Amor.

Ovídio, Arte de Amar, Livro II, verso 518

Ovídio conta que todas as árvores, na Antiguidade, eram seres humanos metamorfoseados, fosse por uma condenação em consequência de um destino infeliz, fosse pela concretização de uma colheita salvadoara. Dafne foi transformada em loureiro, as Helíadas, filhas do rei Hélios, em choupos, Filémon em azinheira, junto da sua companheira, Baucis transformada em tília, enquanto que o jovem Ciparissos, amado de Apolo, foi metamorfoseado em cipreste, a árvore do sofrimento. Apenas a oliveira, de todas as árvores, não tem genealogia patética, nem antepassado humano, visto ter saído directamente do pensamento de Atena.

FOTO: Oliveira centenária em Viana do Alentejo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Turismo e Planeamento do Território"

O TERRiTUR - Núcleo de Investigação em Turismo, Cultura e Território, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, organiza, no próximo dia 6 de Novembro de 2009, o II Seminário Internacional "Turismo e Planeamento do Território".

Esta 2ª edição é subordinada ao tema Turismos de Nicho: territórios, culturas e sustentabilidade.

Mais informações na página electrónica do TERRiTUR: www.ceg.ul.pt/territur

Centro de Estudos Geográficos
Instituto de Geografia e Ordenamento do Território
Universidade de Lisboa

FOTO: Património abandonado em Viana do Alentejo

sexta-feira, 5 de junho de 2009

DIA MUNDIAL DO AMBIENTE

To cherish what remains of the Earth and foster its renewal is our only legitimate hope of survival.

Wendell Berry

Foto: Oliveiras e papoilas em Viana do Alentejo

segunda-feira, 18 de maio de 2009

AS ÁRVORES E OS LIVROS: Orlando Ribeiro

«Aldeias de casas juntas, às vezes mais do que compactas, apinhadas, não raro alcandoradas em alturas e, por isso, dissociadas dos campos. Há uma visível preferência dos sítios de povoamento pelos rebordos de planalto, esporões rochosos, colinas isoladas, cabeços a cavaleiro de um recesso de litoral, ao mesmo tempo lugares altos e exíguos que obrigam as casas a apertarem-se, os espaços de circulação a reduzirem-se a ruelas muitas vezes íngremes e turtuosas.»

in Mediterrâneo, Ambiente e Tradição

Orlando Ribeiro (1911-1997)

FOTO: Vila fortificada de Monsaraz

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

CORTIÇA: «um quarto da cortiça deste ano está por vender»

Os produtores estão descapitalizados e reflectem as dificuldades económicas enfrentadas por muitas fábricas que transformam a cortiça

No Verão, os sobreiros foram generosos, mas o fruto do esforço de centenas de produtores ficou-lhes nos braços. Um quarto da cortiça retirada este ano não encontra destino e alguma da escoada foi-o a preço de saldo. As razões vão desde o problema dos vedantes alternativos à crise financeira. Mas quem depende do montado vê o futuro com apreensão: se a cortiça continuar a perder interesse económico, boa parte dos territórios nacional e espanhol correm sérios riscos de abandono.

Em várias regiões do Alentejo, perpassa a mesma preocupação. São muitos os produtores que não conseguiram escoar a sua cortiça, sobretudo aquela de pior qualidade. Num recente seminário sobre o futuro deste material, que decorreu em Portel, organizado pela Confraria do Sobreiro e da Cortiça, a ansiedade era visível. Todos relataram casos de material a acumular-se nos campos. Muitos admitiram estar a vender a um preço ridículo.

De um total de 5 a 5,5 milhões de arrobas (75 a 82,5 milhões de quilos) de produção total este ano - e 2008 não foi um ano de grande tirada de cortiça -, entre 1 a 1,2 milhões de arrobas (15 a 18 milhões de quilos) estão por vender. Os produtores vêem 2009 ainda com mais temor, pois é um ano em que haverá muita produção. "Como é que vamos escoar?", questionam.

O problema não é de hoje mas agravou-se. Segundo a União da Floresta Mediterrânica (Unac), que agrega associações florestais, nos últimos seis anos houve uma desvalorização do preço global das cortiças, na ordem dos 15 a 30 por cento, conforme a sua qualidade. As ofertas de compra situam-se, muitas vezes, abaixo do limiar de rentabilidade da exploração, o que desincentiva ainda mais os produtores.

Depois de há sete anos, em que houve uma grande procura, o preço médio estar nos 40 euros a arroba, agora não passa dos 25, mas há quem venda muito abaixo deste. E a tendência é para continuar a baixar.

A falta de escoamento do material que está a ocorrer este ano é, todavia, o que mais preocupa. Até porque é um sinal de uma mudança de estratégia da indústria, fruto de uma situação económica complicada, mas que prejudica gravemente os produtores. Até agora, quem fazia a gestão dos stocks eram as fábricas, que compravam a cortiça aos proprietários, ressarcindo--os dos custos da exploração. Agora só adquirem o que necessitam, deixando os stocks na árvore ou no chão, descapitalizando a produção.

Cortiça perdeu classe média
Segundo José Miguel Lupi Caetano, presidente da Unac, há várias razões que explicam a situação. "Há o problema dos vedantes alternativos, que fazem concorrência à cortiça e que são uma ameaça séria, mas também há uma crescente aposta em produtos de menos valor acrescentado para a produção, porque são feitos com cortiça de menor valor, como os granulados", relata. Para concluir: "Ficámos com os produtos de excepção que são as rolhas boas, ou seja, perdeu-se a classe média da cortiça."Além disso, acrescem as dificuldades económicas da indústria, sobretudo das mais pequenas, que muitos prevêem que não se irão aguentar com a crise. "Tem de haver uma atenção para este negócio, criando mecanismos que permitam que o mercado da cortiça funcione", diz Lupi Caetano. "Era necessário injectar liquidez no mercado industrial para este vir fazer negócio ao campo", exemplifica.

A Unac defende que seja reactivada a linha de crédito de curto prazo para a agricultura, silvicultura e pecuária, aumentando o montante máximo elegível para a cortiça para 4,5 euros por arroba e viabilizando a concessão de crédito para a extracção da cortiça nas actuais condições. Além disso, considera essenciais que sejam criadas linhas de crédito de apoio à aquisição de cortiça no mato pela indústria de transformação, "que garanta condições bonificadas de taxa de juro e um sistema de garantia por parte da Estado".

Advoga também um maior envolvimento de todos na promoção das rolhas da cortiça e diz ser fundamental adequar o regime fiscal às especificidades do ciclo produtivo do sobreiro."Se a cortiça perder interesse económico, o montado também o perde, o que significa que boa parte do território português e espanhol poderá estar em causa", diz Lupi Caetano. O PÚBLICO contactou o grupo Amorim, que tem a maior quota de mercado no sector, mas não foi possível obter a sua posição sobre a situação em tempo útil. in Público

FOTO: Sobreiros (Quercus suber) nos arredores de Évora.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Portugal: 40% dos nossos recursos naturais estão na floresta

Os recursos naturais de Portugal são pobres e escassos e é na nossa floresta que está 40% da capacidade biológica do País. Um dado que pode ser preocupante se tivermos em conta a forma como tem sido gerida a mancha florestal nacional e a vulnerabilidade a que tem estado sujeita nos últimos anos. Esta conclusão vai ao encontro daquilo que já era conhecido, embora coloque desafios importantes à gestão florestal. Recorde-se que nos últimos anos foram consumidos milhares de hectares de floresta pelos incêndios e que, actualmente, o território florestal atravessa graves problemas sanitários.

Luís Silva, da WWF Portugal, refere o problema do nemátodo, doença que afecta grande parte do pinhal nacional e condiciona a sustentabilidade da indústria de produção de papel. «Além disso, continuamos sem uma solução para a gestão do minifúndio», sublinha ainda o técnico português, referindo-se ao retalho em que se encontra a propriedade florestal. «Temos de alterar os modelos de gestão associados à nossa floresta».
in DN, 29-10-2008

FOTO: Bosque de Carrasco - Quercus coccifera - em Monsaraz.